A REINVENÇÃO DA SALA DE AULA
A reinvenção da sala de aula


SILVA afirma que as salas de aulas estão cada vez menos atrativas e os alunos cada vez menos interessados quanto ao seu modo clássico baseado na transmissão de “conhecimentos” para a memorização e reprodução.

O mesmo autor ainda aponta dados do Ministério da Educação, que destaca pelo menos duas explicações para esse crescente desinteresse por parte dos alunos:

a)      O professor sente-se o todo, repete conceitos e não sabe interagir com os alunos poderoso (como o professor exemplo do início do trabalho). Além disso, os conteúdos estão distantes da realidade e devem ser decorados e cobrados em provas.

b)      A oferta atual de informação e conhecimento é cada vez maior e melhor fora da sala de aula, graças aos novos recursos tecnológicos, em especial a Internet e  multimídia interativa.

Segundo ALAVA, nossa escola ainda é a escola da oralidade e do impresso. Mas, também afirma que, a chegada das novas tecnologias afeta, em primeiro lugar,a mudança dos modos de comunicação e dos modos de interação.

O crescente desinteresse pela sala de aula tradicional é um fenômeno mundial. Com base nessa afirmação, o mesmo autor ainda diz que até então tínhamos apenas os argumentos de velhos mestres, como Piaget, Vygotsky e Paulo Freire, os quais enfatizavam a participação colaborativa, dialógica e a multidisciplinaridade como fundamentos da educação. Porém, hoje temos também o apelo da cibercultura que auxilia, oportunamente, no questionamento da velha pedagogia da transmissão.

Com base nessa linha de raciocínio, ALAVA afirma que o ciberespaço é o lugar da autonomia e que oferece a cada um possibilidades que são determinadas apenas pelo caminho pessoal. Assim, a hipertextualidade das proposições de informações interage fortemente com a “programação” da ação do ensino. Essa capacidade da máquina de reagir à ordem individual leva o educado a repensar suas estratégias de ensino e a privilegiar as estratégias de aprendizagem.

Entretanto, o mesmo autor ainda ressalta a necessidade de lembrar que a quase totalidade dos sites e dos “mundos disponíveis” na Internet não é construída com objetivos pedagógicos. Sites de informações, de cultura, comércio, promoções e de pesquisa podem tornar-se também espaços de aprendizagem. Para isso, o professor terá que conceber uma situação de trabalho que possa ajudar o aluno em sua tarefa – as WebQuests.

   
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