Isto não é um blog. Atualizo artigos antigos. E reconheço erros.

Comentários e réplicas e  serão colocadas junto ao artigo original. Participe pelo contato.

 

NÃO REELEJA  POLÍTICO ALGUM PARA O MESMO MANDATO.

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UM MALUCO COM A BOCA NO TROMBONE

Este sítio é um desabafo. Em todos os outros que fiz, havia regras a serem seguidas. Em um não se pode falar das suas crenças ou de religião, em outro a política é tabu. Num terceiro, o palavrão não pode ser usado, ainda que seja a única interjeição cabível.  

Neste, publicarei o que penso, tenha ou não saído de minhas mãos ou boca, reproduzirei os artigos que gosto, sejam de direita ou de esquerda, venham de onde vierem.

Citar o autor é uma obrigação. Se me esquecer, ou quando errar, corrija-me.

ATUALiZAÇÃO

2008: JAN-FEV-MAR-ABR-MAI-JUN-JUL-AGO-SET-OUT-NOV-DEZ

05/06/2008

2007: JAN-FEV-MAR-ABR-MAI-JUN-JUL-AGO-SET-OUT-NOV-DEZ

ANTIGAS(2007-2006) (Será substituído, está pesado)

2008 - Maio

 

NUNCA MAIS VOTE EM POLÍTICO QUE JÁ TENHA EXERCIDO O CARGO PARA O QUAL ELE SEJA CANDIDATO.   NENHUM.   QUALQUER CARGO.

MUDA, BRASIL !!!!!!!!!!

     Haja criatividade!  Parabéns ao autor! (e ao compositor também...)


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Governo pagou internet de filho de Lula, diz deputado

Reinaldo Azevedo

Por Andreza Matais, na Folha. O sub-relator da CPI dos Cartões Corporativos, deputado Índio da Costa (DEM-RJ), acusou ontem a Presidência da República de pagar conta de internet de um filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O registro aparece entre as despesas da Casa Civil que foram encaminhados à CPI e indica pagamento ao provedor Universo Online Ltda. O boleto está em nome de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
O deputado incluiu o gasto de R$ 112,11, no dia 2 de setembro de 2003, no sub-relatório que apresentou ontem à CPI e o considerou como "emblemático" dos erros, desvios e irregularidades do governo no uso do cartão corporativo.

Na prestação de contas da Casa Civil, o "agente suprido" Waldir Richter Medeiros não menciona o gasto específico. Diz apenas que foram feitos saques, no período de 20 de agosto de 2003 a 18 de setembro do mesmo ano, "para a realização de pequenas despesas".

Comento (Reinaldo Azevedo)
Pô, pessoal, tá na cara que a internet do filho de Lula é um assunto de segurança nacional, né? Sim, é pouco dinheiro, uma porcaria mesmo. Isso só acende a curiosidade, numa pessoa que lida com a lógica, sobre os gastos que não conhecemos.

A indagação lógica é a seguinte: se a gente paga uma despesa pessoal do filho do presidente de ridículos R$ 112,11, o que faz supor que o próprio Lula pague as despesas pessoais do rapaz (e as suas próprias) muito acima desse valor? Ou será que a família Lula da Silva só mostra esse lado, digamos, muquirana quando se trata de pouco dinheiro? 

Comento eu: (Gil) 

Não me venham dizer que foi uma distração. Desde 2003 já se passaram cinco anos e a "distração" não foi corrigida. Repito meu comentário sobre galinhas: quando o indivíduo é pego com um saco de galinhas pulando o muro da granja, não é dono das galinhas, nem do muro, nem da granja, ninguém me convencerá que não é um ladrão de galinhas. 

Gil, em 30 de  maio de 2008

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Indiodescendentes, Diogo é um dos nossos! 

Reinaldo Azevedo

Calma, companheiros.

Alguns indiodescententes do Rio já estão querendo ocupar o apartamento do Diogo Mainardi, em Ipanema. Pô , gente, vocês nunca perceberam que o Diogo é cafuzo? Além de afrodescendente, ele também é indiodescendente. É um oprimido, como nós, da linhagem dos verdadeiros donos do Brasil.

Nós vamos tomar as propriedades — ou exigir uma gorda indenização — é dos eurodescendentes e dos afrodescendentes. Ou eles provam que os ancestrais acreditavam que Deus era Tupã e a Lua era Jacy ou entregam o ouro.

Tenho planos para a Rocinha, ali, de frente para o mar. A gente pinta a cara de vermelho e cinza azulado, feito os caiapós, aprende uma dança indígena com o professor Coisinha de Jesus — o Marcelo Madureira, do Casseta & Planeta disse que topa dar as aulas — e pega os cobres dos turistas.

Indiodescendentes de todo o Brasil, uni-vos!

Eu sou issotudodescendente. Devo pedir indenização geral?

Gil, o pan-herdeiro, em 30/5/2008

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O homem resignado

Por Adriana Vandoni

 Acostumei-me com o conceito de que o brasileiro é um povo pacato, passivo. Acostumei-me a acreditar que a reação do brasileiro dependia de uma massiva provocação da mídia, caso contrário, se não fosse instigado a reagir, o brasileiro aceitaria qualquer coisa, qualquer desatino dos governos, afinal, ele é um desprovido de impetuosidade. Pensava assim, aliás, passivamente por anos acomodei-me com esta visão.

Mas chegou Lula e seu discurso tosco e grotesco arrebanhava multidões de fiéis como um beato qualquer que prega ser o novo Jesus Cristo. A explicação da passividade passou a não me satisfazer. Queria entender porque o brasileiro aceita um presidente que admite ter mentido, que zomba dos que querem ser honestos e dignos. Um presidente que ao caminhar deixa um enorme rastro, com companheiros suspeitos de crimes e até de assassinatos? Precisava entender. Sabia apenas que, segundo pesquisas eleitorais, a camada populacional responsável pelas eleições de Lula é a com menor grau de escolaridade.

Foi quando, numa conversa informal, soube de um grupo de médicos de uma universidade paulista que estudava a forma de raciocínio e o comportamento do cérebro em relação ao grau de escolaridade. Humm, aquilo me interessava! Conversei com os pesquisadores e, num resumo superficial, um dos médicos me explicou que, segundo o estudo, quanto menor o grau de escolaridade, mais concreto é o pensamento. Não existe o pensamento subjetivo nem de longo prazo. Há apenas o imediato, o necessário, o essencial. O pensamento de um indivíduo sem escolaridade vai do acordar ao tomar banho. Do comer ao fechar uma porta. São pensamentos concretos de ações ou tarefas a serem realizadas e necessidades fisiológicas a serem saciadas. Os projetos se limitam à refeição do dia seguinte.

Apesar desse estudo nada ter a ver com a política, concluí que o eleitor de Lula é fisiológico e como suas aspirações e necessidades são imediatas e concretas, garantir a esses indivíduos a refeição do dia seguinte era o suficiente. Não pensa no médio e longo prazo.

Bem, por esse estudo o brasileiro não é pacato, é ignorante. Chocante, mas era a explicação encontrada pelos pesquisadores, e ia além do simplesmente “pacato pela própria natureza”.

O tempo passou e essa teoria que parecia tão bem se encaixar aos eleitores de Lula, não era suficiente para explicar a aceitação de tantas aberrações cometidas por políticos que roubam dinheiro público e são absolvidos pela própria população roubada.

Incomoda-me não ouvir uma única voz de indignação. Mas peraí!, o silêncio não vem dos eleitores de Lula, daquele indivíduo sem escolaridade. Não é desse indivíduo que se espera uma reação, afinal, os crimes financeiros e improbidades administrativas são complexos demais para a compreensão desse cidadão.

Elaborei algumas teorias, mas era preciso confirmá-las. Foi ai que conheci Garibaldi, um motorista de taxi de Fortaleza que me trouxe a informação para confirmar a minha suspeita.

Comentei com Garibaldi sobre o “vôo da sogra”, do governador do Ceará, que viajou para a Europa em jatinho particular pago com dinheiro público. Garibaldi disse: “coitado do governador, a oposição pegou no seu pé!”.

Para Garibaldi é normal Cid Gomes ter se encantado com o poder, é razoável que ele queira viajar em um jato fretado. É certo ele ter comprado um luxuosíssimo carro apenas para lhe atender quando está em Brasília.

Garibaldi não é um cabo eleitoral de Cid Gomes, tem estudo, casa própria, seus filhos estudam e é uma pessoa bem informada que lê jornais. Essa sua postura vai além de Cid Gomes. Garibaldi elogiou e defendeu outros políticos da região, que são de grupos antagônicos ao do governador e tão ímprobos quanto. Resolveu desviar por um caminho para me mostrar as mansões desses políticos como se fossem estrelas de cinema. Para ele pouco importava se a fortuna havia sido construída com dinheiro roubado. Eram semi deuses, merecedores de toda a honra e toda a glória.

Garibaldi tem ambições e pensa no futuro, mas não questiona a sua posição na nossa sociedade, nem a forma como aqueles tinham conseguido construir aquelas mansões.

Garibaldi é o retrato de um homem resignado. O homem que eu procurava. É esse o indivíduo que suporta qualquer mal sem se revoltar, sem esboçar reação. Esse indivíduo não questiona os atos, pois para ele os detentores do poder possuem licença até para roubar, se assim desejarem.

Ele nunca se perguntou se pode ou não um dia chegar a outro patamar social, ele apenas segue a vida. Resignado.

Esse é o homem brasileiro. Resignado.

 

Resumindo:

Quem quer ser escravo é, mesmo sem ter dono. 

Gil, em 30/05/2008 

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Colaborando com a divulgação:

Um dos melhores locais de análise e opinião da internet

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O melhor negócio do país é doar dinheiro para o PT

Por Fernanda Odilla, Ranier Bragon e Letícia Sander

Parte das 20 empresas que mais doaram dinheiro ao PT em 2007 recebeu no segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pagamentos do governo federal que totalizam ao menos 54 vezes o valor repassado ao partido.
Numa reportagem a Folha de São Paulo informa, que a contabilidade do PT entregue no último dia 30 ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) registra R$ 8,7 milhões em doações feitas por 20 empresas em 2007.

O Portal da Transparência do governo (www.transparencia.gov.br) mostra que oito das 20 doadoras receberam do governo, diretamente ou por meio de empresas do mesmo grupo, um total de ao menos R$ 473 milhões em 2007 e 2008.
A empreiteira Andrade Gutierrez foi a maior doadora do PT em 2007, com R$ 1,5 milhão --ela consta como beneficiária de R$ 45 milhões desde 2007.

As empresas doadoras do PT que se dispuseram a falar aos jornalistas disseram que ou simplesmente atenderam ao pedido de doação, ou são tradicionalmente colaboradoras de partidos.

O título me lembra uma anedota politicamente incorreta que se contava na época da guerra dos seis dias: “Vou jogar bombas na cabeça dos palestinos... se os judeus estão fazendo isso, com certeza é bom negócio.”

O nazismo também cresceu com financiamento de grandes empresas. E  lá e naquela época a corrupção não era tão declarada. Nem tão descarada.

Gil, em 27 de maio de 2008

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Lula, o grande irmão

Por Carlos Chagas

Ao assumir o primeiro mandato, mesmo sem ter lido o fenomenal "1984", de George Orwell, o presidente Lula decidiu copiar parte do singular modelo de governar exposto no texto. Porque, pelo livro, aliás, escrito em 1937, os donos do poder ditatorial no mundo inteiro utilizavam o artifício de "duplipensar". Traduzindo: os povos, todos escravizados, deveriam acostumar-se a viver sabendo que amor era ódio, paz era guerra, preto era branco. E assim por diante.

O nosso "Grande Irmão" do lado de cá do mundo aprimorou a controversa estratégia. Não apenas passou a "duplipensar", como inaugurou o "dupligovernar".

Nos principais setores de atuação do governo, o Lula sobrepôs e continua até hoje aplicando conceitos, programas e personagens, uns contra os outros. Começou na política externa. O ministro de Relações Exteriores era e ainda é o embaixador Celso Amorin, mas, no Palácio do Planalto, a política externa era e ainda é conduzida pelo assessor especial, Marco Aurélio Garcia.

Não raro conflitam-se as metas de lá e de cá, como se confundem os interlocutores internacionais do Brasil. Mas teve e tem mais, porque o então chefe da Casa Civil, José Dirceu, despachou-se por meio mundo, celebrando acordos, acalmando credores e expondo uma terceira face da política externa brasileira.

Catapultado, Dirceu foi substituído pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, que também percorre os vários continentes, exercendo funções que dentro da racionalidade seriam do Itamaraty. Mas tem mais.

Na política econômica, registraram-se desde o início o "duplipensar" e o "dupligovernar". Mandava Antônio Palocci, na Fazenda, ou mandava Henrique Meirelles, no Banco Central? Hoje, em vez de Palocci, entrou em campo Guido Mantega , mas a dualidade é a mesma. Luiz Furlan, no Desenvolvimento Industrial, como agora Miguel Jorge, parecem pilotos de um avião proibido de aterrissar, mesmo com o combustível esgotado.

No Meio Ambiente, outro video-tape dessa estranha maneira de governar. Com Marina Silva, até pouco, e agora com Carlos Minc, a política ambiental fugiu do respectivo ministério. O leme encontra-se disputado por Mangabeira Unger, Reinhold Stephanes e até pelo governador Blairo Maggi, de Mato Grosso, cada qual buscando a sua praia. Trata-se de uma sopa de letrinhas em alfabetos diversos, do latino ao árabe. Não dá para formar palavra alguma, quanto mais uma frase.

Os exemplos repetem-se todos os dias. Quem coordena e dirige a reforma agrária? O ministro da pasta, Guilherme Cassel, o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, ou o ministro da Justiça, Tarso Genro?
Numa palavra, o "Grande Irmão" a todos confunde e a todos controla.

Talvez por isso seja tão popular e, quem sabe algum dia, entre lágrimas, venhamos a reconhecer: amamos o "Grande Irmão"...

Vade retro, satanás! isola, bangalô trêis vêis... (Gil, 27 de maio)

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O boa-vida 1 - Lula, o nosso monarca absolutista

O PT pagou, como vocês podem ver abaixo, contas particulares de Lula e seus familiares com dinheiro público. Se não é surpresa, dado o costume, não deixa de ser impressionante. Por quê? Lula é um homem de posses. Seu patrimônio, hoje, certamente ultrapassa R$ 1 milhão entre propriedades e dinheiro aplicado. Poucos metalúrgicos do ABC tiveram essa sorte, não é mesmo? Não obstante, essa gente torra dinheiro do erário por qualquer merreca. Mas, então, é preciso avançar na consideração: a “merreca”, o valor pequeno, é só a revelação jocosa do vício.

Há quanto tempo Lula não sabe o que é suar para ganhar a vida? “Oh, lá vai o moralismo udenista!” Se for, paciência. Mas o fato é que, desde 1975, ele passou a ser sustentado por terceiros — primeiro pelo sindicato e depois pelo PT. Agora, tem os benefícios dispensados ao presidente da República. Só aqueles que são próprios e inerentes ao cargo? Quem é que sabe? Seus gastos pessoais e os de sua grande família são considerados matéria de segurança nacional.

Investigue-se a vida de Lula, e sempre vai aparecer algum abnegado pagando a conta. Primeiro foi o compadre Roberto Teixeira, que lhe cedia, de graça, a casa. Teixeira é tão bem enfronhado em negócios que envolvem o governo, que o empréstimo, claro, sempre valeu por um investimento. Depois apareceu o doador universal Paulo Okamotto, aquele que teria pagado uma dívida do presidente que o próprio não reconhecia. A CPI do Mensalão tentou quebrar seu sigilo bancário, mas o então ministro do Supremo Nelson Jobim, hoje titular da Defesa, não deixou.

Uma parte da política brasileira vive em regime de monarquia absolutista, e o rei, claro, é Lula. O empresário ou o banqueiro mais ricos do país precisam suar a camisa para manter o sua atividade. Lula não! É um homem que sempre conseguiu botar feijão em casa com suas idéias. Seu negócio nunca vai à falência porque ele vive de vender futuros e de superfaturar o vento. Na semana que termina, lançou um sigla nova, a Unasul. Não existe. É o PAC da diplomacia. Mas e daí? Volto à facilidade de Lula para ganhar dinheiro.

Desde que iniciou sua trajetória sindical, não deixou de receber seu salário um miserável dia. Chegou até a ser o presidente de uma ONG, o Instituto da Cidadania, que recebia doações. Na reta final da ditadura, mesmo afastado do sindicato, continuou a ter as contas pagas pelo “movimento”. Mas Lula achou que era pouco. Requereu uma pensão mensal e vitalícia como perseguido da antigo regime. Assim, reitero, mesmo sem jamais ter deixado de receber salário uma miserável vez, nós pagamos para ele, todo mês, quase R$ 5 mil — além do salário que recebe como presidente. Do primeiro café da manhã ao papel higiênico, ele não precisa gastar um tostão — passando pelas cigarrilhas holandesas que fuma.

Dá pra entender a celeuma que se criou no país quando os cartões corporativos fizeram acender a luz vermelha e despertaram a curiosidade sobre os gastos da família Lula da Silva. A cada enxadada, uma minhoca — como se diz lá em Dois Córregos.

E a facilidade de Lula para se dar bem na vida revela um componente genético. Até o fim de 2002, o notório Lulinha, por exemplo, era monitor de jardim zoológico. “Moço, onde ficam as antas”. E ele mostrava onde ficavam as antas. Em 2006, no fim do primeiro mandato do pai, iniciado em 2003, o rapaz já era um milionário. Nunca a intimidade com antas foi antes tão bem remunerada. O Planalto tem uma resposta? Tem sim. Reproduzo trecho de reportagem da Folha:

”Por meio de sua assessoria, o Palácio do Planalto informou que "a ocupação do apartamento preenche uma necessidade de segurança da Presidência da República".
"Essa necessidade foi satisfeita durante o período em que o PT foi locatário do imóvel para manter o arquivo do Instituto de Cidadania, doado pelo presidente da República ao partido. E, posteriormente, quando o PT encerrou o contrato de locação, essa necessidade foi satisfeita com a locação pela Presidência. Hoje o imóvel serve de base de apoio para a segurança, sobretudo na área de comunicações", completou a assessoria.

O Planalto confirmou que familiares do presidente usam o imóvel. "O apartamento foi freqüentado, tanto no período da ocupação pelo PT quanto agora, por diversas pessoas da relação do presidente, inclusive familiares." Segundo a assessoria, "a segurança do presidente não se esgota na figura dele, ela se estende aos seus familiares".

Viram?
A resposta acima dá uma idéia do que se poderia encontrar se as contas de Lula fossem abertas. Volto à minha máxima: “No país, são inimputáveis as crianças, os idiotas clínicos e os petistas”.

Reproduzindo, confessadamente sem permissão, do blog do Reinaldo Azevedo (http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/)

 
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O Catão Brasileiro

Por Eduardo Mahon

Morreu o derradeiro Catão. O senador Jéferson Péres era o meu Catão repaginado. Coincidentemente, Marco Pórcio Catão, o Velho, era também um estadista. Cônsul e censor da República Romana, tinha como principal objetivo expulsar as tendências extravagantes que penetravam na sociedade da época, face à expansão republicana. Militar de grande disciplina pautou a vida pela extremada severidade no trato da educação para juventude, inculcando valores intransigentes sobre o sistema republicano, a divisão de poderes, a ética e moral do cidadão romano. Não transigia com a fé, chegando a expulsar pensadores que tentavam relativizar a religião em uso.
Não foi diferente com o bisneto Catão, o jovem. Partidário de uma inflexibilidade moral era radicalmente contrário às pretensões centralizadoras de Júlio César, o que esgarçaria o equilíbrio de poderes, descambando para a guerra civil e, depois, para a instituição do Império. Catão, o jovem, guardava oposição frontal à prática do suborno, método ordinário de relação do público com o privado naqueles tempos. Lamentavelmente, não apenas naqueles tempos. A degeneração romana iria extinguir a raça dos Catões e a degeneração brasileira extinguiu a estirpe de homens públicos como Jéferson Péres.

Os tempos de vulgaridade fazem dos personagens de grande envergadura caricaturas de si mesmas. Esse era o ressentimento de Jéferson Péres e, com o dele, o nosso. Os discursos de denúncia, de inconformismo, de irresignação, em tempos outros fariam corar rostos, esconderem-se de vergonha, renunciar mandatos, abalando o poder republicano. Ao contrário, na lassidão moral, as palavras do Catão brasileiro eram curiosos artigos de um passado romântico, de idealismo idílico. Portanto, aquele animal político em extinção era, digamos assim, mantido vivo como num zoológico de curiosidades. Era uma aberração genética pela originalidade ética.
Morreu o último Catão brasileiro. Aquele que ainda ousava citar Ruy Barbosa sem se envergonhar de si mesmo: “de tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto”. E foi-se com ele o último suspiro do pundonor que ainda mantinha o paciente terminal com a nesga de esperança por uma revolução desarmada, por um passo a mais no credo institucional republicano.
Foi velado Jéferson Péres. Importa quem faltou a esse cortejo. Não compareceu o Presidente da República. E nem poderia. Às bordas do féretro do último Catão brasileiro, não há poleiro para uma ave de rapina. As exéquias de Jéferson Péres seriam também as exéquias do Presidente da República que certamente, vis a vis com o passado e com a coerência, choraria mais por si mesmo do que pelo corpo inerte ali jazendo. Nosso supremo mandatário guarda-se da vergonha de ombrear-se com pequenos homens que o fazem passar por debaixo das duas próprias estaturas éticas, arrastando-se em justificativas, lamentos e traições.
Mesmo Júlio César, ensangüentado das facadas desferidas, estatelado o corpo no Senado da República, não foi velado pelos traidores. Pitoresca história; cruel distorção. Os traidores de então se julgavam os salvadores da democracia romana. Ainda assim, o testamento de César selou a sorte de um Brutus, de um Cássio e, futuramente, de um Cícero. É que a culpa cobra pesados juros dos culpados; o crime, dos criminosos; a imoralidade, dos imorais. A sombra quer afastar-se da luz, assim como o libertino foge do convívio do honesto, tapando os ouvidos, torcendo a boca, fechando os olhos, fazendo troça para ridicularizar o que é motivo de constrangimento pessoal.
Foi assim Jéferson Péres no Senado. Foi assim a sua candidatura de pigmeu contra um gigante Renan Calheiros. Foi assim enfrentando um Jader Barbalho, um Fernando Collor, um Antônio Carlos Magalhães, ciclopes do poder: caolhos, mas com aquela massa adiposa que sufoca os demais. Era assim pequeno o nosso Catão, um exército de um homem só. Será pequeno o seu ataúde, sua lembrança, suas palavras, sua postura serão esquecidos. O esquecimento faz parte do quotidiano do poder.
Morreu o último Catão brasileiro. Resta uma ironia funesta. Morremos todos nós com ele, enterrados que estamos vivos, nessa lama política na qual não conseguimos respirar. E Jéferson Péres, livre, limpo e morto, agora ainda não consegue se rir de tudo isso, lamentando-se por nós, pelos que ficaram conosco e, sobretudo, pelos que faltaram acompanhá-lo ao jazigo, visitá-lo no esquife, e ir consigo, na mesma tumba.

Pescado do Prosa e Política em 26 de maio

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Elio Gaspari - 25/05/2008

Maciel e Rachid ficaram mal na foto

Os dois auditores postos para fora da Receita Federal pelo ministro Guido Mantega não são lambaris. Sandro Martins Silva (demitido) e Paulo Baltazar Carneiro (destituído, por aposentado) tiveram altos poderes na instituição. Ambos foram coordenadores-gerais de tributação. Carneiro foi secretário-adjunto durante o mandarinato de Everardo Maciel, e Martins aninhou-se na equipe do secretário Jorge Rachid como assessor especial. Desde 1995 eram acusados de praticar uma primitiva dupla militância.

Martins e Carneiro licenciavam-se da Receita e iam para o escritório de consultoria Martins Carneiro, onde prestavam serviços a empresas acusadas de sonegação. Dada a ajuda, voltavam para a repartição e arrematavam o serviço. Um de seus clientes, a construtora OAS, livrou-se de uma autuação de R$ 1,1 bilhão pagando apenas R$ 25 milhões. Estima-se que tenham ganhado R$ 26 milhões (R$ 18,3 milhões só da OAS). O prejuízo da Viúva pode ter ficado em R$ 2 bilhões.

Carneiro esteve em nono lugar numa tabulação dos maiores proprietários de imóveis de Brasília. Martins comprou casa em Paris.

Os auditores deixaram mal na fotografia os secretários Everardo Maciel e Jorge Rachid, que confiaram neles a despeito das denúncias surgidas e reiteradas durante 13 anos. Enquanto a investigação ficou no âmbito da Receita, dois funcionários que lidavam com o caso perderam os cargos. Martins e Carneiro foram laçados pelo Ministério Público Federal, que começou a agir em 2003.

Enviado por Eudes Moraes, por e-mail.

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O ofício de insultar

Jarbas Passarinho

Foi ministro de Estado, governador e senador

 

Os acontecimentos que vêm ocorrendo na terra indígena Raposa Serra do Sol lembram o que aprendi na Escola Militar, na teoria e na prática sobre siderurgia. Fui testemunha da primeira corrida de ferro gusa da Siderúrgica Nacional, de Volta Redonda: no início surgem as borras, para então vir o ferro gusa puro. Penso que as discussões, que são justas quando se trata de opiniões divergentes, não podem enveredar pela borra do radicalismo e da intransigência emocional. Lastimo, por isso, as injustiças que se fazem ao calor da desinteligência.

 

Porque demarquei a terra indígena ianomâmi, atacou-me um mentecapto de traidor da pátria. Esse eu levarei à barra da Justiça, onde deve pagar pela injúria que comete. Não vou compará-lo com outros que compreenderam eu ter cumprido uma sentença judicial. Ministro de Justiça, exonerei o presidente da Funai por divergir de sua conduta pessoal. Ganhei inimigos, mas mantive meu dever. Tendo carta branca do presidente Collor, escolhi seu substituto após reunir e ouvir os sertanistas mais capacitados e, entre eles, escolhi Sidney Possuelo, de grandes méritos.

 

Foi, porém, com grande desprazer que dele li entrevista indesculpável, que comparava o general Heleno ao general Custer, que comandou os morticínios dos índios no oeste americano em desbravamento e veio a morrer em combate com eles. Não li qualquer protesto contra essa agressão à pessoa do general e ao seu pensamento sobre a política indigenista, que classificou de caótica. A agressão tem sido seguida de outras generalizadas ao Exército Brasileiro.

 

Ora, quem primeiro nesta nação identificou o índio como igual aos mestiços que somos, e não inimigos figadais, foi ninguém menos que o general Rondon, ele mesmo de ascendência indígena. O Exército, àquele tempo, fazia certas restrições, compatíveis com o tempo, para o ingresso na Escola de Formação de Oficiais. Se visse índio como inimigo fatal, Rondon não teria acesso à carreira das armas. No ciclo militar, professores civis e o Exército não teriam tido a idéia de batizar de Projeto Rondon usando o nome de descendente de índios. E mais: nunca serviriam de bom grado àquele que criou o lema hoje tão louvado de "morrer se preciso, matar jamais".

 

O Exército (e falo nele porque é a ele que se pretende injuriar) teria dado todo apoio ao grande general Rondon se dele discordasse por não gostar de índio? Em exemplo pessoal, perdi um colega de turma que foi servir, nos idos de 1940, no então Território Federal do Oiapoque. Foi seqüestrado pelos índios, próximo a Porto Velho, e desde então nunca mais dele se soube. Houve alguma expedição da sua unidade militar em represália? Nunca, porque entendíamos que os índios estavam defendendo sua terra e não tinham a mesma concepção nossa de costumes e tradições.

 

Onde se encontraram, da modernidade à contemporaneidade, razias de militares contra aldeias indígenas? O exemplo de Rondon fortificava-se. Quando tivemos militares, até recentemente prestando serviços à Funai, deles nunca se soube — mesmo porque não houve — a degradação que supera a dignidade humana de depravarem caciques, de usarem o poder para desfrutar de suas filhas e os recompensarem monetariamente. Nenhum representante do Exército está sendo julgado nas cortes de Justiça por vender madeira de lei de terras indígenas, ao mesmo tempo em que obtêm, por outros meios indecorosos, a aquiescência dos índios para tão miserável comportamento moral.

 

Sei, no entanto, de muitos civis que acham o Exército opressor dos índios — tidos e havidos como responsáveis quando negociam com tribos —, mas que se enriquecem e enriquecem caciques que, levados à condição de donos de aviões e automóveis caríssimos, mantêm os companheiros em malocas dominadas pela doença e pela corrupção.

 

Quem fala mal dos militares, apelidando-os de inimigos dos índios, não conhece a história do país em que infelizmente nasceram. A questão existe e não é devido ao Exército, mas à população como um todo. Ao Congresso, por exemplo, onde se encontra há décadas o Instituto do Índio. É nele que saberemos quem é inimigo dos índios e patriotas por mero oportunismo. O desamor ao Exército dá chance a um intrigante de aproveitar o que o general Heleno disse, sem cometer o menor equívoco, para envenenar as relações que, entre militares e índios, têm sido, se não exemplares no passado colonial, irrepreensíveis no momento em que, certo ou errado, competente general expressa sua apreensão pela demarcação de uma terra indígena em linha contínua.

 

E isso porque viu, do ponto vista estratégico, como é de sua responsabilidade, que tal demarcação pode abalar a segurança do Estado no local sob controvérsia. Do lado do Exército está a integridade da pátria, não as borras dos intrigantes, porque não sabem que mais de 20% do território brasileiro constam de reservas votadas sem a menor discrepância do Exército.

EXTRAIDO DA RESENHA DO EXÉRCITO DE 12 MAI 2008

Enviado pelo Walfredo em 23 de maio

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PROPAGANDA ELEITORAL

Eu não sabia que a campanha eleitoreira já tinha começado. Abro o correio e recebe envelopes e envelopes enviados por deputados. Os senadores ainda não começaram. As inaugurações fantasmas e as pedras fundamentais ficam a cargo de presidentes e prefeitos.

Saio de casa, um enorme letreiro estampa o agradecimento de um candidato a prefeito ao clube de futebol da cidade.  Ou do clube ao candidato, tanto faz, a gente sabe quem financiou a propaganda.

O político? Não, tolinho. Quem paga o correio, o cartaz e o papel que entope os bueiros e enfeia árvores e postes é tu. È você. Somos nós. 

Quem paga o "horário eleitoral gratuito" que interrompe o noticiário ou a tua novela, também é tu. Ou v. acha que aqueles artistas trabalham de graça? Que a propaganda, e os filmes, o tempo de tv não são pagos? 

Você paga cada centavo. Em impostos, no aumento dos preços, com teu suor, com teu trabalho. E nem pense em protestar. 

Quer ajudar a consertar o Brasil? coloque a seguinte frase na tua assinatura automática de e-mails:

Não reeleja qualquer político para o mesmo cargo.

Gil, em 22 de maio

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Por que?

Será que em outra encarnação fomos tão omissos, tão ladrões, tão canalhas, que merecemos este governo que vemos? 

Que teremos feito para ter tais senadores, tais deputados como castigo? Não creio que estejamos aqui por mero acaso. Com certeza, devemos ter cometido gravíssimos pecados. 

Para merecer presidentes como o que elegemos, é preciso que tenhamos permitido a crucificação de um Deus. 

Ou quem sabe, fomos o imperador que colocou um cavalo como senador. Isso explica termos de suportar tantos senadores eqüinos. Ou fomos em conjunto um Poncio Pilatos, e os que continuamos a eleger também lavam as mãos do destino de nosso país. 

De qualquer forma, coitados: não são eles os culpados. O que plantamos colhemos. Você sofre o que pediu, você e eu somos os responsáveis por tudo, absolutamente tudo o que nos acontece. O apedeuta é culpa tua. A pac-derme da metralhadora é culpa tua. O MST é conseqüência das tuas e minhas omissões. 

Em outra encarnação - ou nesta mesma - fomos ladrões e fomos omissos e fomos terroristas. É a única coisa que pode explicar nossos presidentes, ministros, políticos em geral.

E com toda a certeza, fomos muito mentirosos. Extremamente falsos.

Gil, em 22 de maio

 

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Explicando com poucas e corretas palavras

(Giulio SanMartini, http://www.pep-home.blogspot.com/ )

Quando se esconde algo errado, enrola-se na hora de contar os fatos, usam-se metáforas e mais que tudo, mente-se deslavadamente. Isso é o que estamos vendo acontecer no escândalo do vazamento da informação que na Casa Civil havia-se preparado um dossiê tentando incriminar Fernando Henrique Cardoso. Todos estão tirando da reta e não se diz quem é o principal responsável do qual provém todos os outros. Toinho da Passira, com simples palavras e idéias claras coloca tudo no devido lugar. Em fim, só não sabe quem não quer.Há alguns anos, o humorista Ari Toledo, apresentou em turnê nacional, um espetáculo chamado “Ari Toledo no Paraíso”. Lembramos que no inicio do show, como preâmbulo, o artista disparava um óbvio ululante:

- Sabe o paraíso? Adão, Eva, maçã? A verdade é que Adão não comeu só a maçã, ele comeu também a Eva.

Seguindo a mesma linha podemos explicar o caso do dossiê: Quem mandou fazer o dossiê dos gastos exóticos do casal Fernando Henrique e Ruth Cardoso, foi Dilma Dossiêff, Chefe da Casa Civil, com o conhecimento de Luis Inácio Lula da Silva, Presidente da Republica, quem executou foi Erenice Guerra, secretária executiva da Casa Civil, e quem vazou, foi José Aparecido (Foto) quando secretário de controle interno da Casa Civil.

Todo mundo acha isso, pensa isso, mas prefere dizer que ainda são um mistério essas coisas todas, se Adão biblicamente não tivesse se acasalado com Eva, não haveria humanidade, se Dilma não mandasse fazer não haveria dossiê.

Simples assim.

                            Gil, em 22 de maio

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Poesias Millorianas (4)

O sapo coaxa, a onça olha.

o sapo se acha, depois encolhe

e jura que ainda bate nela.

Coisa mofina, pois sua canela

de correr já ficou fina...

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NOTA DE ESCLARECIMENTO

 Procurado pela jornalista Soraya Aggege  prestei algumas declarações  fielmente reproduzidas no Jornal O GLOBO, de 17 mai 2008  sobre um pronunciamento do Ministro Tarso Genro que defendia o julgamento de supostos envolvidos em crime de tortura. Na edição do dia seguinte, novas declarações do Ministro podem levar a crer que haja defendido tortura ou torturadores. Nada mais falso. O que fiz foi defender a lei.

         Considero a tortura um crime abominável, como também o é o seqüestro e o assassinato. O que quis mostrar é que se alguém pretende levar a julgamento algum torturador, deve pensar em adotar o mesmo procedimento em relação a seqüestradores e a assassinos que, à época, estavam em lados opostos. 

Gen Ex GILBERTO BARBOSA DE FIGUEIREDO

Presidente do Clube Militar

Concordo plenamente. Mas há que acabar com a prescrição de todos os crimes, e qualquer tipo de anistias, que são sempre "acordos de cavalheiros".

Como todos já devem ter notado, os "acordos de cavalheiros" são aqueles em que os cavalheiros entram em acordo sobre a maneira com que explorarão aqueles que não são "cavalheiros". Preciso dar exemplos?  

Gil, em 19 de maio

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Espero que ela esteja errada.  A velha bola de cristal insiste e resiste e persiste em que a próxima grande maracutaia ocorrerá com um fundo soberano... e o dispositivo de drenagem da caixa d'água será - de novo - o setor de marketing e propaganda.
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O PODER MUDA OS PRINCÍPIOS

Giulio SanMartini

Se a média de medidas provisórias enviadas neste ano ao Congresso for mantida, Lula poderá, em julho, encher o peito e soltar o bordão: "Nunca antes neste país um presidente... editou tantas MPs".

Com as medidas provisórias da semana passada, Lula atingiu 328 MPs, segundo levantamento da consultoria Arko Advice. Uma média de 3,8 por mês em 2008. Em seus oito anos de poder, FHC editou 334. Lula, que na oposição bradava contra as medidas provisórias, hoje não vive sem elas – apesar da chiadeira do Congresso

Pescado no Prosa e Política em 19 de maio

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NÃO É FÁCIL GOVERNAR, PARA QUEM NÃO SABE

Por Antônio Sepúlveda

Em discurso proferido numa das inúmeras cerimônias demagógicas, montadas pela diligente nomenclatura para a "aceleração do crescimento", Lula da Silva vociferou que burros eram aqueles que pensavam ser ele incapaz de governar.

Se a premissa presidencial estiver correta, conclui-se que este articulista é um asno, porquanto entendo, com inabalável convicção, que Lula da Silva de fato não sabe governar; pior que isso, o presidente sequer possui a mais remota noção do que seja governar.

Lula da Silva não governa, e o argumento que demonstra este fato é simples e direto. Senão vejamos. Governar, segundo os dicionários, implica controlar e dirigir a formulação e a administração da política, exercer autoridade sobre o andamento de ações planejadas e outras tarefas que exigem raciocínio lúcido e disciplinado.

Ora, não se pode negar que o raciocínio eficaz não dispensa um bom vocabulário e o conhecimento aceitável de algum idioma. Pois bem, Lula da Silva conhece pouquíssimas palavras e não tem comando de linguagem.

Não sabe falar, lê mal, e nunca se viu um documento que tenha sido, realmente, redigido por ele. É provável que nosso supremo mandatário seja incapaz de escrever uma única frase sem recair em barbarismos escancarados.

Além disso, a escassa habilidade cognitiva de um peão que não passou do bê-á-bá é evidência cabal – e a realidade mostra isso a cada malfadado improviso – de que a lógica jamais seria a disciplina favorita de Lula da Silva que, ao abrir a boca, expõe a mente totalmente desarticulada de um capadócio presunçoso. Portanto, a seqüência dialética é implacável: sem linguagem, não se raciocina; sem raciocínio, não se argumenta com retidão lógica; e sem linguagem, sem raciocínio e sem argumentação, qualquer tentativa de governar será inócua. Lula da Silva não governa mal nem bem; simplesmente não governa, absolutamente.

Lula da Silva não decide coisa alguma, e seria um milagre se ele conseguisse despachar sem ajuda os documentos oficiais. Quem acredita que ele seja capaz de ler e compreender o sumário de um plano de ação? Quem apostaria estar ele apto a realizar uma análise sensata do conjunto dos fenômenos sociais e culturais que ocorrem e se desenvolvem em nosso tempo?

Eis aí o mínimo de intelecto que se espera de um chefe de Estado; e não um joguete, um boneco de ventríloquo com apelo e carisma em meio à plebe ignara, usado e manipulado por um politburo mal-intencionado e disposto a seguir a recomendação leninista de "dar dois passos à frente e um atrás". Esperamos que este desígnio sinistro seja bruscamente interrompido nas próximas eleições.

Até aí, tudo bem, desde que se preserve o democratismo. É até engraçado assistir às fanfarrices de um incapaz que realmente acredita haver realizado a obra de um estadista. O que mais preocupa é o fato de Lula da Silva enxergar apenas preconceito nesta crítica. Eis suas palavras textuais: "Eu espero que a minha passagem pela Presidência tenha quebrado os preconceitos históricos que foram criados neste país; espero que ela quebre os tabus que foram criados neste país. Porque eu cansei. Foram três derrotas: o Lula não pode governar, porque ele não fala inglês, o Lula não pode governar, porque ele não tem um dedo; o Lula não pode governar porque ele é retirante nordestino; o Lula não pode governar porque ele é quase analfabeto; o Lula não pode governar porque não sei das quantas. Burro é quem confunde inteligência com anos de escolaridade. Burro é quem pensa assim."

Não entendi a história das três derrotas, tendo ele enunciado cinco alegações. Em todo caso, nada a contestar em relação à ignorância do inglês, à falta do dedo e ao fato de ter sido pau-de-arara. Qualquer insinuação nesse sentido seria, com efeito, preconceituosa. Quanto à triste realidade de ser ele quase analfabeto, não se trata de preconceito, mas, sim, de uma constatação que nos salta aos olhos. E este enorme fator de fraqueza impede Lula da Silva de governar.

Pescado no Prosa e Política em 19 de maio

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Correio Braziliense:

 Mentiras que nos contam diariamente

Por Ugo Braga

Política e poesia poucas vezes se encaixaram tão perfeitamente quanto ao longo desta semana. Em três ocasiões, os atos, palavras e versões de autoridades remeteram a versos linda e ferozmente construídos por Afonso Romano de Sant’Anna — brilhante artista, distinto herdeiro das mesmas Minas Gerais que deram vazão à pena de Carlos Drummond de Andrade para o Brasil e para o mundo.

Eis os episódios.

1) O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou de público que as grandes empresas de petróleo boicotam o etanol — para nós, álcool combustível. "Tem uma disputa comercial. As petrolíferas estão por trás disso e os países não querem mudar suas matrizes", declarou, ao chegar em Lima, para a 5ª Cúpula América Latina-Caribe-União Européia.

Restou evidente que Lula se refere às petrolíferas estrangeiras, não é? Mas o governo brasileiro tem uma empresa exploradora de petróleo — a Petrobras. Ela é transnacional como as outras e atua no mercado global. Logo, a julgar pelas palavras do presidente, a nossa companhia estatal é diferente, trabalha para promover e difundir o etanol, em prol do mais legítimo interesse nacional.

No mundo real, contudo, a Petrobras não é exatamente a parceira dos sonhos dos produtores de álcool. Guarda com eles um histórico desfavorável de imposição de preços. Daí ser meio malvista no ramo. Anda por aí querendo adquirir fatias de 30% do capital das usinas país afora, em sociedade com a japonesa Mitsui. Mas enfrenta dificuldades porque poucos confiam nela — com exceção da Odebrecht, velha sócia em outros projetos, que está montando uma enorme planta sucroalcoleira no Pontal do Paranapanema.

Tanto não desfruta de crédito entre os produtores, que a estatal tenta em vão articular a construção de alcodutos ao longo do território. Os parceiros só aceitam se eles próprios gerirem o negócio. Não confiam nas gigantescas intenções do outro lado.

2) Os aliados do Palácio do Planalto lançaram mão da maioria esmagadora que formam na CPI dos Cartões para impor condições ao depoimento do secretário de Controle Interno da Casa Civil, José Aparecido Nunes Pires. Ele é o vazador formalmente identificado dos dados sigilosos da Presidência da República durante a gestão FHC.

Mas espera um pouco! O ministro da Justiça, Tarso Genro, não apareceu por aí com a tese de que a confecção do dossiê é legal, sua publicidade é que seria crime? Pois bem, identificado o criminoso, segundo a lógica do ministro, por que diabos o governo agora trata de tolher seu depoimento na CPI? Isso depois de mudar a versão meia dúzia de vezes a respeito do assunto?

3) Numa reunião secreta, a cúpula da operação política do Planalto resolveu enviar ao Congresso nos próximos dias um projeto de lei criando uma versão branda da finada Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). A medida teria por objetivo fornecer a "fonte" dos recursos extras para a saúde — coisa de R$ 6 bilhões por ano — garantidos com a regulamentação da Emenda 29 à Constituição. Pelo menos é o que dirão os líderes governistas no Parlamento.

A chamada emenda 29, na verdade, manda que o governo reserve um naco maior de suas receitas para o setor de saúde. Não precisa, pois, de "fonte", já que o dinheiro está lá. O que o governo quer é não ter que cortar obras do tal Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) se for obrigado pelo Congresso a investir mais na saúde do povo. São as obras que precisam de uma "fonte" de financiamento, não os hospitais, equipamentos e salários médicos. Dito dessa forma, entretanto, o projeto não passa na Câmara, nem no Senado. Daí a embalagem tramada durante a semana.

Expostos os casos e argumentos, é chegada a hora do desfecho, da moral da história. Valei-me senhor poeta — (Affonso Romano de Sant'Anna)

A implosão da mentira.

Mentiram-me. Mentiram-me ontem/

e hoje mentem novamente. 

Mentem/de corpo e alma, completamente./ 

E mentem de maneira tão pungente/

que acho que mentem sinceramente./ 

Mentem, sobretudo, impunemente./ 

Não mentem tristes. Alegremente/

mentem. Mentem tão nacionalmente/

que acham que mentindo história afora/

vão enganar a morte eternamente. 

(…) 

Mentem. Mentem caricaturalmente./ 

Mentem como a careca mente ao pente,/ 

mentem como a dentadura mente ao dente,/ 

mentem como a carroça à besta em frente,/ 

mentem como a doença ao doente,/ 

mentem claramente/

como o espelho transparente. 

(…) 

E de tanto mentir tão bravamente/

constroem um país de mentira

 

Sobre o mesmo tema, baixe o IMPERDÍVEL filme com o depoimento do dep. Jair Bolsonaro aqui. (1,25 Mb) 

A fisionomia e a atitude de Tarso Genro durante o discurso são outro poema.

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Aparecido indiciado. Falta agora pegar a mandante

A PF indiciou o ex-secretário de Controle Interno da Casa Civil José Aparecido Nunes Pires, acusado de violação do sigilo funcional. Ele depôs hoje por cerca de três horas para o delegado Sérgio Menezes, responsável pelo inquérito que investiga o vazamento do dossiê.

Nada de errado. Tinha de ser indiciado mesmo. Agora falta pegar quem mandou fazer o dossiê.  

Um enorme pequeno texto do Reinaldo Azevedo. Gil, em 17 de maio.

 

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Colocando as coisas no devido lugar

Por falta de um real programa, com planejamento, o governo pendurou-se no programa de aceleração do Crescimento – PAC, que transformou em algo milagroso, capaz de resolver todos os problemas nacionais. Todavia a realidade é bem diferente

A partir de sexta feira (16/5) a senadora (DEM-TO) Kátia Abreu vai acompanhar e divulgar quinzenalmente o andamento das obras do PAC, menina dos olhos deste segundo governo Lula. Com isso a oposicionista pretende fazer um sistema de compensação contra o potencial eleitoreiro que o programa tem.

A iniciativa da senadora tem por base a desconfiança dos números do governo, portanto decidiu criar um instrumento para fiscalizar o andamento do PAC, batizado por ela de "pacômetro". Trata-se de um boletim quinzenal, formulado a partir de dados do Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi), que mostra a situação da execução orçamentária do PAC.

Neste primeiro relatório, elaborado pela assessoria técnica de Kátia Abreu, dos R$ 17,3 bilhões autorizados para investimentos no PAC, apenas R$ 98 milhões foram, de fato, pagos, o que representa 0,57% do total programado. (Giulio Sanmartini, Prosa e Política, 17 de maio).

Acompanharemos ansiosos as edições do pacômetro...

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Depois daquela duna

Por Raphael Curvo - Advogado pela PUC-RJ e pós graduado pela Universidade Cândido Mendes-RJ

“Atravessamos o deserto da estagnação, é hora da virada”, disse o presidente. Só que depois da última duna, ainda tem o deserto da educação, da saúde, da infra-estrutura, da inflação, do controle dos gastos públicos e por aí vai para então chegarmos a “terra fértil”. Nisto o presidente tem muita razão, “só depende de nós”. Pensando bem, nós quem? Governo ou povo? É cabível tal colocação quando é notório que o povo trabalha e o governo gasta. O povo é servidor do Estado. Para esse “nós” ter o sentido de “todos”, o governo teria que realizar ações em que os interesses, do Estado, fossem comuns a todos os brasileiros. Ao lançar o PDP –Plano de Desenvolvimento Produtivo, os objetivos da área governamental tem como meta o caixa. Não investiu, apenas deixa de arrecadar hoje para maior mordida amanhã, no melhor estilo leninista, de dar um passo atrás para se dar dois à frente.

É um Plano de renúncia fiscal de 21 bilhões de reais até 2011, o que vai dar em torno de cinco bilhões de reais ao ano, pouco para o tamanho da economia do Brasil. É verdade que esta renúncia vai propiciar a elevação da taxa de investimento empresarial em alguns setores do campo produtivo brasileiro. Entretanto, o grande beneficiado, em razão da desoneração da folha de pagamentos, o setor da tecnologia da informática, TI, tem como seu maior mercado o interno, para o qual é dirigido 70% da sua produção. Perde-se aí, os efeitos esperados na balança da exportação e nos investimentos buscados com a desoneração. Não resta dúvida que a intenção do governo é boa, numa primeira avaliação. Entretanto, quando se fala em aumentar gastos do custeio da máquina de governo com aumentos salariais, é preciso desconfiar. Algum setor da nossa economia vai bancar essa desoneração, e é para já.

Seria a hora de perguntar ao governo: que tal um PDP para a educação? Desonerar o setor da economia ou empresa que investisse na educação. Talvez por não ter freqüentado o banco de escola, o presidente não saiba, e não vê que são raros os que têm a sorte dele, que não há como enfrentar o que está vindo por aí, em termos econômicos, sem uma base de formação educacional forte. O próprio setor de TI não vai se desenvolver, mesmo com desonerações, se não for feito investimento na educação, principalmente àquelas voltadas com maior ênfase para o setor. De acordo com ex-ministro José Pastore, em seu artigo no “Estadão”, serão necessários 320 mil profissionais até 2011. Somente 170 mil estarão aptos até lá. Este setor é de excelência no mercado internacional, com muitas exigências como, por exemplo, o conhecimento fluente da língua inglesa, fato que é um desastre na educação brasileira.

As notas dos exames de avaliação da educação no Brasil parecem não tocar o sentimento e a razão dos governantes. E, se não bastasse, o Ministério que deve zelar pelo pouco que anda bem na educação, desenvolve ação no sentido de açambarcar os recursos do sistema “S” (SESI-SENAI-SENAC-SESC). Este sistema “S” desmoraliza o ineficiente MEC e sua má gestão em termos de política inovadora na área educacional. O Ministério da Educação, na verdade, só realiza remendos na esgarçada malha da educação. Não consegue sair do labirinto da ineficácia. E agora, em um surto, de completa falta de visão, ao invés de investir mais no que está dando certo, muito pelo contrário, vai retirar recursos do único braço produtivo da educação brasileira. Como educação no Brasil não é estrela de primeira grandeza, aliás, de grandeza alguma, não se vê nenhum movimento, seja lá de que segmento social ou econômico for, para evitar que tal fato vigore. Onde estão os caras pintadas, massa de manobra da TV Globo? Tá na hora de assumirem o movimento “chega” da novelinha das 9h. Imaginem os senhores quantos “Juvenais” existem por aí, candidatos sem o mínimo conhecimento do papel a exercer nos parlamentos municipais, estaduais e federal.
É, senhor presidente, atrás daquela duna ainda tem um grande deserto a ser percorrido, não se engane.

Pescado no Prosa e Política em 17de maio

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UOL Economia    15/05/2008

Rentabilidade dos bancos aumenta na gestão Lula, mostra pesquisa

Os bancos brasileiros com ações na Bolsa atingiram no primeiro trimestre deste ano a maior rentabilidade desde 1995, segundo pesquisa realizada pela consultoria Economatica.

Bancos dos EUA: metade da rentabilidade dos brasileiros. Você esperava que um governo de "esquerda" favorecesse os bancos?

Rentabilidade ou retorno é uma conta utilizada para definir quanto uma
empresa ganhou em comparação com seu patrimônio líquido num determinado
período. Para fazer isso, é só dividir o lucro líquido total da empresa
pelo patrimônio líquido total que ela possuía na mesma época. O resultado,
em percentual, será o retorno sobre o patrimônio líquido.

Banco do Brasil bate recorde
Bradesco, Itaú e os maiores das Américas
Lucro do Bradesco avança e bate recorde
Itaú: ganhos sobem 7% e somam R$ 2 bi
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O estudo fez uma comparação do desempenho dos bancos nos períodos Fernando Henrique Cardoso (de 1995 a 2002) e Luiz Inácio Lula da Silva (de 2003 até o primeiro trimestre de 2008).

Os números consideram os resultados do primeiro trimestre de cada ano (com o lucro acumulado nos 12 meses anteriores) e o patrimônio médio dos dois anos anteriores.

A constatação foi de que, durante a gestão Lula, a rentabilidade sobre o
patrimônio líquido (ROE, na sigla em inglês) das instituições bancárias
aumentou. Com exceção de 1995, em todos os anos do governo FHC o
desempenho dos bancos foi inferior a qualquer momento da gestão atual.

No último ano da administração FHC (2002), a rentabilidade dos bancos foi de 10,09% no primeiro trimestre. No primeiro ano do governo Lula (2003), o primeiro trimestre já deu um salto de 51,5%, indo para 15,29%.

Agora o primeiro trimestre de 2008 atingiu a rentabilidade de 21,94%.

Nos Estados Unidos, o desempenho dos bancos iniciou em 2004 uma queda
acelerada. O recuo se intensificou no primeiro trimestre deste ano, quando grandes instituições financeiras anunciaram novas perdas com a crise de crédito.

Enviado pelo Alvaro Quelhas ao UfjfLivre

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Dinheiro funciona como um fluido.  Supondo um sistema onde não haja perdas, a soma das vazões que chegam em um nó (no caso os bancos) é igual a soma das vazões que sairam de outros nós. (Mas perdas e vazamentos existem - analisaremos isso em outra ocasião). Em outras palavras, quando fulano ganha, algum sicrano perde.  E vice-versa. 

Na economia não existem milagres. A longo prazo, qualquer "milagre econômico" é uma farsa.

Minha preocupação é: se os bancos ganharam tanto, quem (QUEM?) teria perdido?

Como diria Wally, o crocodilo fresco: Oh dia! Oh, vida! Oh! Dúvida cruel !!

Quando eu (ou você), na terceira idade, não pago um ônibus, alguém está pagando por mim. Quando alguém ganha (de graça) uma bolsa fome, perdão, família, outro alguém paga por ele.  (não é o governo, porque governo não tem nada, governo é uma coisa que administra a res pública, isto é, o teu e o meu. Governo não dá nada, porque nada tem).

Quando um "excluído" ocupa uma vaga na universidade sem ter a competência necessária, alguém que tem essa competência fica de fora, é excluído. (Note que aqui, a palavra é corretamente usada).

Quando um desenhista ou um editor de pasquim (com letra minúscula, embora tenha existido com letra maiúscula) recebe uma indenização por ter sido perseguido por uma ditadura, não é quem o teria perseguido que paga a indenização: é você e sou eu. Você torturou alguém? Nem eu.  Mas vamos pagar assim mesmo, porque um "tribunal especial" assim o decidiu.

Como "seres sociais", aceitamos sacrifícios do indivíduo pelo todo - quando não são excessivos. Quando a derrama é muito forte, todo o "chá" é jogado no mar. E alguém mata, e alguém morre. E todo mundo e O Mundo fica mais pobre com isso.

Gil, em 16/05/2008

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Não importa quem escreveu. Muito atual. Me enviaram este texto sem dizer de quem é

 Ao visitar em agosto a admirável obra social de Carlinhos Brown, no Candeal, em Salvador, ouvi-o contar que na infância, vivida ali na pobreza, ele não conheceu a fome. Havia sempre um pouco de farinha, feijão, frutas e hortaliças. "Quem trouxe a fome foi a geladeira", disse. O eletrodoméstico impôs à família a necessidade do supérfluo: refrigerantes, sorvetes etc. A economia de mercado, centrada no lucro e não nos direitos da população, nos submete ao consumo de símbolos. O valor simbólico da mercadoria figura acima de sua utilidade. Assim, a fome a que se refere Carlinhos Brown é inelutavelmente insaciável. É próprio do humano - e nisso também nos diferenciamos dos animais - manipular o alimento que ingere. A refeição exige preparo, criatividade, e a cozinha é laboratório culinário, como a mesa é missa, no sentido litúrgico. A ingestão de alimentos por um gato ou cachorro é um atavismo desprovido de arte. Entre humanos, comer exige um mínimo de cerimônia: 
sentar à mesa coberta pela toalha, usar talheres, apresentar os pratos com esmero e, sobretudo, desfrutar da companhia de outros comensais. 
Trata-se de um ritual que possui rubricas indeléveis. Parece-me desumano comer de pé ou sozinho, retirando o alimento diretamente da panela. Marx já havia se dado conta do peso da geladeira. Nos "Manuscritos econômicos e filosóficos" (1844), ele constata que "o valor que cada um possui aos olhos do outro é o valor de seus respectivos bens. Portanto, em si o homem não tem valor para nós".

 O capitalismo de tal modo desumaniza que já não somos apenas consumidores, somos também consumidos. As mercadorias que me revestem e os  bens simbólicos que me cercam é que determinam meu valor social. 

Desprovido ou despojado deles, perco o valor, condenado ao mundo ignaro da pobreza e à cultura da exclusão. Para o povo maori da Nova Zelândia cada coisa, e não apenas as pessoas, tem alma. Em comunidades tradicionais de África também se encontra essa interação matéria-espírito. Ora, se dizem a nós que um aborígine cultua uma árvore ou pedra, um totem ou ave, com certeza faremos um olhar de desdém. Mas quantos de nós não cultuam o próprio carro, um vinho guardado na adega, uma jóia? Assim como um objeto se associa ao seu dono nas comunidades tribais, na sociedade de consumo o mesmo ocorre sob a sofisticada égide da grife. Não se compra um vestido, compra-se um Gaultier; não se adquire um carro, e sim uma Ferrari; não se bebe um vinho, mas um Château Margaux. A roupa pode ser a mais horrorosa possível, porém se traz a assinatura de um famoso estilista a gata borralheira transforma-se em Cinderela... Somos consumidos pelas mercadorias na medida em que essa cultura neoliberal nos faz acreditar que delas emana uma energia que nos cobre como uma bendita unção, a de que pertencemos ao mundo dos eleitos, dos ricos, do poder. Pois a avassaladora indústria do consumismo imprime aos objetos uma aura, um espírito, que nos transfigura quando neles tocamos. E se somos privados desse privilégio, o sentimento de exclusão causa frustração, depressão, infelicidade. Não importa que a pessoa seja imbecil. Revestida de objetos cobiçados, é alçada ao altar dos incensados pela inveja alheia. Ela se torna também objeto, confundida com seus apetrechos e tudo mais que carrega nela, mas não é ela: bens, cifrões, cargos etc. Comércio deriva de "com mercê", com troca. Hoje as relações de consumo são desprovidas de troca, impessoais, não mais mediatizadas pelas pessoas. Outrora, a quitanda, o boteco, a mercearia, criavam vínculos entre o vendedor e o comprador, e também constituíam o espaço das relações de vizinhança, como ainda ocorre na feira. Agora o supermercado suprime a presença humana. Lá está a gôndola abarrotada de produtos sedutoramente embalados. Ali, a frustração da falta de convívio é compensada pelo consumo supérfluo.
"Nada poderia ser maior que a sedução" - diz Jean Baudrillard - "nem mesmo a ordem que a destrói." E a sedução ganha seu supremo canal na compra pela internet. Sem sair da cadeira o consumidor faz chegar à sua casa todos os produtos que deseja. Vou com freqüência a livrarias de shoppings. Ao passar diante das lojas e contemplar os veneráveis objetos de consumo, vendedores se acercam indagando se necessito algo.

"Não, obrigado. Estou apenas fazendo um passeio socrático", respondo. 
Olham-me intrigados. Então explico:

Sócrates era um filósofo grego que viveu séculos antes de Cristo, também gostava de passear pelas ruas comerciais de Atenas. E, assediado por vendedores como vocês, respondia:
"Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz".

 

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Farinha do mesmo saco

Por Carlos Reis, médico e escritor

A mesma linhagem. A mesma cepa. Vinho da mesma pipa. Farinha do mesmo saco. Dilma Farinha do Mesmo Saco Roussef já começou mentindo.
Ela é a legítima sucessora de Lula, não tenham dúvida disso. E, ao mentir, já incriminou as suas vítimas como boa leninista que é. Depois do que fez e disse, em condições políticas e sociais normais (condições que o Brasil não apresenta mais) ela seria eliminada do circuito por não apresentar a mínima estatura moral. A Ministra sucessora do mentiroso Lula, do mensaleiro Lula, inventou um dossiê e o negou no primeiro dia. Foi ajudada na mentira pelo execrável Tarso Farinha do Mesmo Saco Genro, que está lá para isso. No segundo dia já o amadrinhava pensando ter as costas quentes, isto é, pensando poder mentir indefinidamente por conta da tibieza moral tucana, da indigência intelectual dos demos ou Democratas (mais demos do que Democratas, porquanto uns são do mesmo esquema mentiroso da corja instalada no Planalto), e por conta de uma mídia vendida ao socialismo.

Porque nada se faz neste país sem a ajuda da mídia chapa branca. Nenhuma mentira vai longe no Brasil sem a ajuda da mídia amiga, que finge que não vê mentiras ganharem status de verdades; finge que não sabe que o conteúdo do dossiê feito para incriminar adversários políticos é mais importante que o fato ou o modo de sua divulgação, que o fato dele ter sido expelido para fora dos computadores da mentira para o Senado, e daí para a opinião pública, é irrelevante.

Somente uma imprensa vendida e comprometida com a mentira oficial pode chamar a totalitária mentirosa Dilma Farinha do Mesmo Saco Roussef de heroína, de coitada, que sobreviveu à terrível tortura dos militares para vir ao Senado posar de vítima. A mídia chapa branca da RBS de Porto Alegre vibrou no dia seguinte ao depoimento mentiroso da ex-ladra “Vanda”. Achou o máximo o “show” da ex-terrorista Dilma Farinha do Mesmo Saco Roussef, que fez o senador Agripino Maia (que tinha 20 e poucos anos no tempo em que Dilma Farinha do Mesmo Saco Roussef assaltava as mansões paulistas para prover renda para a “democracia” cubana), parecer um torturador violento. Vocês tinham que ouvir a alegria do programa “Atualidade” da Rádio Gaúcha! Mais uma vez a imprensa Farinha do Mesmo Saco se vale da ignorância do povo (que, aliás, ela mesma construiu) para celebrar mais uma “vitória” da mentira, da “justiça social”, do humanismo sangrento do socialismo.

Que uma penca de revolucionários comunistas use dos meios mais abjetos para se alçar ao poder e nele se manter, isso não surpreende. O que me enche mais de indignação é a cara de pau, a hipocrisia gritante, o cinismo mais ostensivo, o verdadeiro deboche exibicionista com que pseudo-jornalistas encobrem as roubalheiras de uma classe política inteira, quase toda ela devotada ao saque do país e à destruição dos seus valores mais genuínos. Hoje, a sociedade brasileira está no chão. Rasteja com o focinho na terra, incapaz de perceber a obra de uma ideologia que cultiva a mentira, a miséria e a ignorância. Como estes bedéis de pasquim estão tão impunes quanto os corruptos que protegem, a minha única paga é vê-los mentir, agora para se defenderem. Se preferem continuar aplaudindo psicopatas com mandatos e nomeações, o problema é deles; que tentem provar que não são psicopatas também. Se fazem a propaganda do socialismo turbinando candidatos revolucionários só posso esperar um castigo para eles um dia. Quem colabora com ditaduras socialistas não tem perdão. E não se esqueçam: quem ajuda e acoberta ditaduras socialistas fica sem emprego ou vai trabalhar no Pravda do Edir Macedo!

Gil, 15 de maio

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Primeiro gol. Haverá esperança?

Por 6 votos a 5, o STF acolheu a Adin de inciativa do PSDB, para suspender a eficácia da Medida Provisória 405/07, convertida na Lei 11.658/08, pela qual o presidente da República abriu crédito extraordinário no valor de R$ 5,4 bilhões para a Justiça Eleitoral e diversos órgãos do Poder Executivo.

A decisão vale a partir de hoje, não atingindo os créditos já repassados e empenhados pelos órgãos.

O ministro Celso de Mello, ao salientar que na edição de medidas provisórias o presidente da República deve observar os requisitos constitucionais da urgência e da relevância, disse: “O chefe do poder Executivo da União transformou-se em verdadeiro legislador solitário da República”.

Do PROSA & POLÍTICA em 15 de maio

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É engraçado, o ministro acaba de ser nomeado e em menos de 24 horas recebo cinco e-mails com várias versões do currículo do cara... nem sabia que era famoso! Estou publicando apenas as informações repetidas. Se houver inverdades, favor comunicar com a máxima urgência, para serem corrigidas. Vejamos as versões O Globo e Ternuma, resumidas.

CARLOS MINC BAUMFELD ('JAIR','JOSE','ORLANDO')

-Em 31 Mar 69, Carlos Minc Baumfeld, Fausto Machado Freire e outros
assaltaram o Banco Andrade Arnaud, na Rua Visconde da Gávea, 92, na GB/RJ, roubaram a quantia de 45 milhões de cruzeiros e onde foi assassinado o comerciante Manoel da Silva Dutra.

-Em 18 de Julho de 1969, como militante da VAR-PALMARES, participou da' Grande Ação'. Nessa tarde, 13 militantes da VAR-Palmares disfarçados de policiais e comandados por Juarez Guimarães de Brito, invadiram o casarão de Anna Benchimol Capriglione, com o pretexto de busca de  “documentos subversivos”. Ao final, os dois milhões, oitocentos mil e sessenta e quatro dólares atestavam o sucesso da “grande ação “. O destino desses dólares é discutido até hoje. Ao certo, jamais houve uma contabilidade dessa fortuna

-Em 16 Out 69, preso na Rua Ana Neri, 332, na GB. Apesar do comentado no jornal O Globo*  em 14/5, o jovem Carlos Minc Baumfeld , não foi preso pela ditadura por ser líder estudantil, mas sim, por atuar ativamente na luta armada.  Camarada de armas da ministra Dilma Roussef, atuou no Comando de Libertação Nacional – COLINA, do qual a ministra fazia parte atuante, com o codinome ESTELA.

-Em 15 Jun 70, foi um dos 40 militantes comunistas banidos para a Argélia, em troca do Embaixador da Alemanha.

-Em fins de 70 a Jul 71  (http://www.ternuma.com.br /historia.htm) (Ver Recordando a História), fez curso em Cuba,  durante 2 anos.

-Foi Deputado Estadual pelo PV/RJ
-Atualmente é Secretário do Meio Ambiente do Rio. http://www.ternuma.com.br /

*Texto no O Globo : “Líder estudantil, preso pela ditadura e exilado Carlos Minc nasceu no Rio em 1951.Foi líder estudantil e chegou a ser preso durante a ditadura em 1969. Com a repressão, foi para o exílio na Europa. Em 1979, retornou ao Brasil, beneficiado pela Lei da Anistia. Minc foi professor-adjunto do Departamento de Geografia da UFRJ. Tem mestrado em planejamento urbano e regional pela Universidade Técnica de Lisboa (1978) e doutorado em economia do desenvolvimento pela Universidade de Paris I-Sorbonne (1984).Tem dois filhos."

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ATÉ QUE ENFIM!

"O presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas, desembargador Antônio Sapucaia, disse ontem durante um evento da União dos Vereadores do Brasil (UVB), que os juízes eleitorais do estado estão orientados a indeferir o pedido de inscrição daqueles candidatos que respondem a processo criminal, cível ou por improbidade administrativa."

citando Adriana Vandoni, no Prosa e Política

Mas por que não é em todo o Brasil?

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É preciso tomar cuidado para que a América do Sul não fique assim:

Enviado pelo Malafaia, de Angra. Autor não mencionado.

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FINALMENTE, ENFURECI!
Waldo Luís Viana*

Acordei de madrugada, neste outono de terremoto, a pensar sobre o que aconteceu realmente em meu país. Todo mundo já disse tudo. A imprensa golpista, a imprensa esquerdista que não se diz golpista (aliás que caricatura grotesca o esquerdismo a favor!) - e fiquei matutando: o que nos aconteceu?

Os políticos continuam os mesmos, safados, entre uísques, interesses e amantes, procurando os seus cadinhos, como moscas em volta das fezes do poder.

Uma Pátria dirigida por pútridos, em sucessão de escândalos que não dá pra registrar, empreiteiros, bicheiros, lobistas, vigaristas, assessores, falsos empreendedores com escritório de fachada, amantes em busca de carteiras gordas e uma gravidez premiada, traficantes pequenos e grandes, a cocaína e a prostituição à solta, a pornografia invadindo os olhos dos nossos filhos pela internet e a corrupção vitoriosa, tão inexcedível em seu poder de persuasão, que os corruptos levam os filhos de carro blindado para a escola e seus netos serão inevitavelmente chacinados por alguém, desesperado, que o gordo, careca, de terno cinza e gravata vermelha, com certeza no passado prejudicou...

O que aconteceu neste país que nossos vizinhos querem tomar nossas riquezas e os índios e ONGs estrangeiras nossos territórios e minerais?

Onde generais, sempre ciosos do respeito à hierarquia, acalmam as suas mulheres nos travesseiros noturnos, dizendo que com certeza virá o próximo aumento para a tropa? E olha que mulher de militar é fogo, hein, tem coragem...

O Brasil, como dizia o velho general Golbery é um barril de pólvora.
E dizia mais: entre sístoles e diástoles vamos desdobrando nosso vil destino, enquanto as maiorias não cobram o seu quinhão.

Esperemos, pois, que a Rocinha desça um dia e tome São Conrado, onde reside o Sr. César Maia e outros que tais. Vai ser uma novela da Rede Globo. Ainda bem que o Projac fica mais longe...

Cá estou eu, diante do computador que ainda me resta, pensando em meu país, sem dormir, como o velho seringueiro de Mário de Andrade.

De que adianta pensar que minha filha está longe e se atravessar minha cidade de madrugada possa levar uma bala perdida?

E o festival em torno da morte da menina Isabella? A mãe verdadeira já está sendo envolvida por duplas caipiras e talvez se torne artista do próximo Big Brother...

Tudo nessa terra é banalização. Vivemos a morte bem morrida da ética.

Eu também tenho os meus pecados, como cruel mortal, mas diante do que vejo, das carnificinas, das bocas de fumo, dos caveirões e fuzis AR-15, sou reles e ingênuo inocente. Escritor e poeta com tantos livros a publicar, outros no estrangeiro porque minha gente não me deseja ler, porque não apanhei da ditadura (tinha quinze anos quando ela explodiu) e não posso nem requerer indenização...

O que aconteceu, meu Deus, a meu país, em que as mulheres precisam tirar a roupa para subir na vida e encontrar um figurão para escorar o divórcio.

Em que as prostitutas são seres dos mais nobres porque fazem distribuição de renda: tiram dos homens mais velhos o dinheiro que revertem para os filhos mais novos, que não pediram para nascer...

E nossos aposentados, roubados a cada dia em seus proventos de vento, não podem recorrer a ninguém, já sem forças. Os que lhes esmagam serão velhos um dia também, mas vivem da esperança de repatriar o dinheiro de paraísos fiscais, onde os brasileiros detêm 150 bilhões de dólares e não receiam qualquer guerra e, no íntimo, fazem previsão meteorológica de que jamais haverá um tsunami no Caribe...

Nossos juros, os mais altos do planeta, para conter o egoísmo da inflação produzido por nossas elites.

Nenhuma idéia nova. Só a mesma ortodoxia econômica da Escola de Chicago.

Como se o sol nascesse a cada dia por causa do Itaú, do Bradesco e do Banco de Boston. Essas instituições não valem a beleza de um carvalho, nem o pescoço de uma vaca pendido no pasto...

O Brasil da dengue, dos seios siliconados, da febre amarela, do carnaval do abadá e do rouba-cá, das geladeiras novas do bolsa-família para poupar energia, enquanto entregamos Itaipu para o falsificado irmão Paraguai, da solidariedade latino-americana que é sempre contra nós, dos norte-americanos que ainda pensam que comemos bananas e temos cobras pelas ruas passando entre tiros de fuzil, pobre Brasil, em que os poetas não estão nas praças públicas, mas trombadinhas e mulheres grávidas morrem nas portas dos hospitais públicos, aqueles da saúde quase perfeita.

Afinal temos um PAC de placas, discursos e pedras fundamentais, pastores bandidos que devem ao fisco e não podem ser investigados porque têm bancadas parlamentares, um congresso fascista, movido a facções profissionais como queria Mussolini, e  uma falsa esquerda, sempre ética antes de chegar ao poder e coberta de dossiês e socialismo de mercado quando encontra com ele.

Pobre país em que temos quase 50 ministros, como na extinta União Soviética e 22 mil cargos de confiança, como em qualquer ditadura africana.

Onde isso tudo vai acabar? Em nada. Na minha cama, para onde irei como sempre, assustado, à espera do efeito do calmante...

* Waldo Luís Viana é escritor e economista.

 

Poesias Millorianas (3)

Já viu o que acontece

se pensar que onça é pato?

Se desmente, com uma prece,

ou é jantado - no ato.

 

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Atenção: NOTÍCIA inverídica divulgada no site do Claudio Humberto:

General Heleno sai do Comando Militar da Amazônia para a “geladeira” do Forte Apache (inverídico, as ordens foram canceladas)

Por Jorge Serrão

O chefão-em-comando das Forças Armadas, Lula da Silva, não perdoa quem o desafia, e aproveita para destilar seu revanchismo contra o General de Quatro Estrelas que criticou a política indigenista como porta-voz informal do Alto Comando do Exército. O General Augusto Heleno Ribeiro Pereira será afastado do Comando Militar da Amazônia. O militar foi “promovido” a uma função burocrática no Ministério da Defesa, em Brasília. Vai para a “geladeira” do Forte Apache – apelido do Quartel General do Exército. Os Clubes Militares vão reagir com notas de ataque ao governo.

A canetada vingativa do ministro da Defesa, Nelson Jobim, obedecendo à sede de vingança de Lula, foi tomada ontem de noite. Atinge em cheio o General brasileiro com maior experiência hoje em combate. Heleno comandou as tropas da ONU no Haiti, realizando operações bem sucedidas para combater o governo do crime organizado naquele pequeno país. Heleno passou 15 meses no Haiti combatendo gangues na linha frente. Ainda não se sabe quem vai assumir o Comando Militar da Amazônia, que compreende a região Norte e o Estado do Maranhão, em parte, exceto o Estado do Tocantins, e também envolve a 8ª Região Militar, com sede em Belém do Pará e a a 12ª Região Militar, sediada em Manaus.

O próximo a ser afastado, na seqüência de Heleno, será o General Eliezer Monteiro, comandante do 7º Batalhão de Infantaria de Selva (BIS). Monteiro é a principal autoridade militar de Roraima e recebeu os arrozeiros no quartel, em um ato de protesto contra a prisão do Prefeito Paulo Quartiero, que continua preso pela Polícia Federal, em Brasilia.

Outra mudança no Alto Comando do Exército será a saída, no meio do ano, do Chefe do Estado Maior O General Luiz Edmundo Maia de Carvalho é odiado pelo ministro Nelson Jobim, desde que o oficial o desafiou ao manifestar a posição contrária do Alto Comando contra o lançamento do livro "Direito à Memória e à Verdade". Os militares reprovaram o documento oficial do governo federal que pela primeira vez acusa integrantes da ditadura de tortura e mortes. Na época, Jobim afirmou que a tropa recebia o lançamento do livro como algo "absolutamente natural". E que reações diferentes dessa "teriam resposta". Na época, Jobim não pôde detonar o General Carvalho, que deixará o cargo porque em junho expira seu tempo no Generalato.

Outro alvo da ira do presidente Lula e do ministro Jobim é o chefe do Estado-Maior do Comando Militar do Leste, General Mário Madureira. O militar entrou para a lista negra do Planalto porque afirmou que a palestra do Comandante Militar da Amazônia, General Augusto Heleno, com críticas à política indigenista do governo, não foi uma infração à hierarquia porque foi de conhecimento prévio do comandante da corporação, general Enzo Peri. Lula não gostou de ler na imprensa que o General Madureira tenha dito que o General Peri sabia que Heleno daria “uma aula” no Clube Militar, no seminário “Brasil, Ameaças à Sua Soberania”.

O caldo entornou esta semana. Aproveitando o lançamento do Plano Amazônia Sustentável, que trata das supostas obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) na região, quinta-feira passada, Lula fez elogios ao “patriotismo dos índios” contrariou a versão do Comandante Militar da Amazônia (e de toda cúpula do Exército Brasileiro) de que a política indigenista é “caótica”. O chefão em comando disparou: “Quem é que um dia ousou dizer que nossos índios faziam o país correr o risco de perder sua soberania porque estão em lugares muitos deles fronteiriços com o Brasil? É só ir a São Gabriel da Cachoeira (AM) que a gente vai perceber que grande parte dos militares são índios que estão vestindo a roupa verde e amarela das nossas Forças Armadas”.

Resta saber qual será a repercussão da decisão administrativa de Lula em punir o General Heleno.

Enviado pelo Ermindo, de Manaus, em 12 de maio de 2008

.
Segundo o site do Claudio Humberto, o general Heleno tinha sido transferido para um trabalho burocrático, porém, uma ameaça de exoneração coletiva de coronéis em protesto com a “punição” do general, fez o governo recuar

(citando Adriana Vandoni, no Prosa e Política)

 

Pessoal

Estou com o General Adhemar no QG Ex... A notícia veiculada pelo Claudio Humberto sobre o Gen Heleno é falsa.
Ele continua Cmt do CMA e está, aqui por Brasília, tudo bem. Podem divulgar!

Abraço, Mergulhão, Brasília - DF

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O Brasil pode reivindicar o status de país sério, como quer o presidente Lula.
Mas isso não deve servir de desculpa para a complacência política. 

Financial Times, citado na Veja

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Ministros do TCU reagem a declarações de Lula
Sônia Filgueiras, em O Estado de São Paulo

Os ministros Guilherme Palmeira (foto com Sarney) e Aroldo Cedraz, do Tribunal de Contas da União (TCU), reagiram hoje às declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Salvador contra o órgão. "O tribunal cumpre o que determina a legislação. Verifica se as obras estão sendo conduzidas dentro das normas. Não exagera em coisa alguma", disse o ex-senador Palmeira, que integra o TCU desde 1999.

"O TCU cumpre seu papel constitucional. Trabalha pelo respeito às leis e aos cidadãos", afirmou Cedraz, ex-deputado e nomeado para o cargo em 2007. Palmeira afirmou ainda que a Corte sempre busca uma posição equilibrada em relação às obras que fiscaliza. "Nós dialogamos sempre para não prejudicar obras de interesse público. Mas não podemos permitir que a população seja prejudicada com obras conduzidas fora do que determina a lei. Sempre buscamos encontrar saídas, desde que sejam legais", declarou. 

Gil, 12 de maio de 2008

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O tiranete já está no forno, quase pronto

Alguns ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) tem-se queixado da forma como presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem debochado de terceiro poder da República, o Judiciário.
Contrariando a lei percorre o Brasil levando a tiracolo a ministra Dilma Rousseff da Casa Civil, lançando as obras do Plano de Aceleração do Crescimento PAC, que até agora é composto de mais papeis assinados que obras realizadas, mas fazendo o que é proibido, isto é, campanha aberta desde já para levar Dilma a candidatura da sucessão presidencial. Sua posição abusiva foi reforçada em sua recente viagem à Bahia quando passou pelos municípios de Pojuca, Lauro de Freitas, Salvador e Ilhéus criando um clima de campanha aberta. Não apenas para as próximas eleições municipais, em outubro, mas precisamente para a sucessão presidencial. Os holofotes em todas suas aparições apontavam para Dilma.
Ele vai contra a lei e ninguém diz nada, isso vai aumentando seu espaço, a continuar nessa toada, bem cedo teremos um outro pequeno caudilho sul americano exercendo um poder ditatorial, é hora do cidadão acordar. (G.S.)

Do excelente Prosa e Política (http://www.pep-home.blogspot.com)

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ALGUNS E-MAILS RECEBIDOS:

(FONTE: GRUPO GUARARAPES)

Para pensar no fim de semana:

Há quinze dias atrás o MD paspalhão Jobim fez um carnaval  junto aos jornalistas afirmando que o aumento ia ser de 47% e que sairia em maio. Isto que naquela data o apedeuta comuna não tinha assinado qualquer MP e não havia sido remetido qualquer PEC para o congresso. 

E os chefes não falam nada. 

Por que não chamaram as FFAA situadas na Amazonia para resolver o problema da reserva indigena Raposa do Sol, se os militares são os que mais conhecem aquela área?!

Porque os militares só fariam  o que è Direito e previsto em lei.  

O que nós falávamos já algum tempo está se confirmando agora neste caso da reserva Indígena Raposa Serra do Sol. A força Policial  enviada para Roraima está agindo como Policiais de uma ditadura onde o cidadão perde todos os seus direitos. É tão evidente isto, que o dono de uma fazenda que reagiu a invasão dos índios a bala, ferindo alguns, foi preso, algemado e retirado de sua propriedade pela Policia Federal.

Não estou defendendo o fazendeiro, que nunca o vi mais gordo, mas defendendo o direito de ir e vir, de defender o seu patrimônio e de não ser algemado sem culpa formada.

A história nos mostra que essa atitude policial é típica dos regimes de esquerda, quando eles prendem, encarceram ou matam no `paredon´ sem quaisquer chances de defesa. A história está ai com fatos acontecidos há menos de 100 anos.

Já foi dito, o governo está criando e treinando uma tropa própria dele que fará justiça a comando do comuna maior, a Comando do Min. da Justiça.

Por este motivo é que eles estão desmoralizando e sucateando as FFAA  para não terem pontos de resistência.

Se a sociedade não reagir, como um todo, não vai demorar muito e todos os cidadãos estarão sujeitos à truculência do estado.

Onde ficam a OAB e os ditos defensores dos Direitos Humanos???!!!

Pense nisto.

Divulgue e reaja.

O preço da liberdade é a eterna vigilância.

Um abraço

Amarcy

'Gestapo' e 'SS' de Tarso aterrorizam Roraima

"É intolerável essa atmosfera que vivemos, com a conduta abusiva de agentes ou órgãos entranhados no aparelho de estado".

(Ministro Celso de Mello)


"A Polícia Federal se transformou num braço de coação e tornou-se um poder político que passou a afrontar os outros poderes".

(Ministro Gilmar Mendes)

A IMPRENSA INFLUENCIOU O STF

"Foi-se formando, a tese, na opinião pública. E aí acho que perdemos a guerra da informação, um conceito que, depois, se refletiu na posição do Supremo Tribunal Federal. Qual é o conceito? Que a PF estava lá para arbitrariamente desalojar arrozeiros produtivos. "Foi assim que se formou a opinião e assim que trabalharam os editoriais dos grandes jornais".

(Ministro da Justiça Tarso Genro - 16/04/2008)


"A decisão do Supremo Tribunal Federal foi um claro exercício de prudência. É a expressão de prática responsável", afirmou o ministro Celso de Mello.

"Eu não faria jamais um comentário sobre outro Poder. A prudência recomenda que não se faça comentários desse tipo", asseverou o ministro Eros Grau.

DECRETO EM CHEQUE


              O ministro Ayres Britto confirmou que, na decisão do mérito, seu parecer irá avaliar, também, o decreto presidencial, de abril de 2005, que definiu a reserva como uma área contínua, incluindo municípios e propriedades particulares. Ayres Britto lembrou que "está sendo questionada a legalidade do decreto".

Prometeu, ainda, decidir sobre as principiais controvérsias referentes à reserva. "Há mais de uma ação originária. A primeira que chegar ao meu gabinete com parecer da Procuradoria Geral da República será julgada no mérito", disse o ministro relator.


RETALIAÇÃO FEDERAL

              Tarso Genro afirmou que a decisão do STF de suspender a operação Upatakon III tornou o Judiciário responsável pelos acontecimentos futuros na reserva.

"A operação ia sair com tranqüilidade, os `focos de resistência´ já estavam mapeados e iam ser `neutralizados´. Mas o Supremo decidiu suspender. O mais importante para nós do Poder Executivo, que queremos a `extrusão´ e finalizar o processo de demarcação, é que agora existe uma co-responsabilidade entre o Executivo e o Judiciário. Nossa visão é que a terra foi bem demarcada, em um `trabalho sério´, e que a União tem soberania sobre as terras indígenas. O Estado está chegando para retirar pessoas que ocupavam de boa ou má-fé terras que são da União e estão em áreas indígenas. Os inquéritos que foram instalados em função da resistência ilegal, com atitudes quase terroristas e de sabotagem, vão continuar, para indiciar e punir as pessoas que estiverem por trás", afirmou Tarso.

A TRANQÜILIDADE DE TARSO

Vila Surumu - CER reclama de abordagem de policiais

No dia 11 de abril de 2008, "um funcionário da usina foi abordado de forma inadequada pelos policiais, durante o exercício legal da profissão. Consta no Boletim de Ocorrência que o funcionário foi agredido verbalmente com palavras de baixo calão, até que conseguisse provar de fato que trabalhava na empresa, apesar de estar fardado e nas dependências da usina no momento da abordagem. Ele também teria sido fotografado pelos policiais contra a sua vontade".

Ainda de acordo com a ASCON, o mesmo incidente foi registrado na tarde de terça-feira, quando 70 policiais federais chegaram ao Surumu para reforçar o trabalho dos soldados da Força Nacional de Segurança para `manter a paz´ na região. "Os mesmo policiais acusados de maltratar o funcionário na sexta-feira teriam ido a sua procura e, como ele não estava presente, teriam repetido o tratamento inadequado a outro funcionário que estava no local".

(Folha de Boa Vista - Andrezza Trajano- 17/04/2008)


POLICIAL FEDERAL dispara contra populares em RR e quase é linchado.

            O Policial Federal Marcio Marques que veio do Espírito Santo para atuar na operação de retirada de não índios da Raposa Serra do Sol, foi preso pela Policia Militar por volta de 1h30 da madrugada de hoje, após disparar três tiros contra populares que estavam em um pagode na orla da cidade de Boa Vista, capital de Roraima. Marques chegou ao local acompanhado de uma moça e vários amigos, alguns também policiais federais.

Depois de uma discussão por conta da presença de federais no Estado, ele sacou uma pistola e mandou todos que estavam nas mesas próximas se jogarem de cara no chão. O policial disparou um tiro e quando alguns populares tentaram desarmá-lo, efetuou outros dois disparos.

Uma equipe do BOPE foi chamada ao local e conseguiu desarmar o policial federal.

Populares já ameaçavam linchá-lo quando ele foi retirado da Orla. "Foi horrível. Nunca imaginei passar por isso. Ele vem de outros estados e acham que são donos de Roraima. O clima de conflito por causa da presença deles no estado é muito grande. Atropelam pessoas, atiram contra a população  e ameaçam a todos que vivem aqui", disse a professora Ana Paula Castro, 23, que estava no local.

(Folha de boa Vista - Redação - 17/04/2008)


CONCLUSÃO

O Ministro Tarso Genro e sua força de repressão continuam fazendo das suas e metendo o pé pelas mãos. O despreparado ministro, contrariado com a decisão do STF, cria um clima de terror em Roraima acirrando ainda mais os ânimos da população local. Seus pronunciamentos, indignos de um ministro, mostram uma intenção premeditada de entrar em confronto com o Supremo.

Que o STF tome a decisão correta de rever a fraudulenta demarcação da reserva e leve em conta, para isso, o relatório `LINDBERG FARIAS´ da "Comissão Externa destinada a avaliar, in loco, a situação da demarcação em área contínua da Reserva Indígena Raposa Serra do Sol, no Estado de Roraima", em 2004, que sugeriu: "ante todo o exposto, entendemos absolutamente necessária nova identificação das terras destinadas à reserva indígena Raposa/Serra do Sol, dela retirando as áreas cujo aproveitamento é fundamental para a economia do Estado, bem como uma faixa de 15km ao longo da fronteira do Brasil com a Guiana Inglesa e a Venezuela, aí incluído o Município de Uiramutã. Isto se fará com vistas à preservação da paz social e à garantia da segurança nacional e da ordem constitucional no Estado de Roraima".

Com a palavra o STF.
Solicito publicação.

Coronel de Engenharia Hiram Reis e Silva,

professor do Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA)

E-mail: [email protected]

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Perguntar não ofende...

Produzido pelo TERNUMA Regional Brasília

Por Paulo Carvalho Espíndola, Cel Reformado

 

Quem é que um dia ousou dizer que os nossos índios faziam o país correr risco de perder a sua soberania? Quando não tinha exército, quantas vezes foram os índios que defenderam as nossas fronteiras”. (Luiz Inácio Lula da Silva, em 08Mai08).

         A declaração acima soou como resposta tardia às declarações do Gen Ex Augusto Heleno Ribeiro Pereira, Comandante Militar da Amazônia, acerca da demarcação da reserva indígena Raposa Terra do Sol no estado de Roraima.

         A resposta é dissimulada e, acima disso, pusilânime, já que não vem da autoridade imanente à condição de Comandante Supremo das Forças Armadas. O presidente Lula não teve coragem de punir o destemor do general e agora mostra a cômoda fraqueza de não se dirigir diretamente a ele.

         Não são essas, entretanto, as razões das nossas dúvidas, porque a dubiez do caráter do presidente é pública e notória, como atesta a sua indefectível tendência de não saber de nada, não ver nada ou não ouvir idem.

         O fulcro do problema nos remete às seguintes suspeitas:

 

a.     O Presidente da República foi acometido de algum delírio histórico, uma vez que parece enfocar uma nação no passado entregue a índios e com fronteiras (?) ameaçadas por algum tipo de agressão. Não nos ocorre que isso possa ter acontecido em um Brasil soberano, independente e com limites definidos e acatados pelo Direito Internacional. Fronteiras brasileiras desprotegidas, em última análise, é o que pretendem determinados agentes da cobiça estrangeira, ao defenderem, na lei ou na marra, a demarcação de reservas indígenas contínuas, para o futuro estabelecimento de nações indígenas soberanas e apartadas do Brasil.

b.    O presidente Lula parece equivocado sobre o que disse o Gen Heleno, pois o chefe militar em nenhum momento asseverou que os índios constituem um risco para a soberania brasileira.

 Pelo contrário, o militar defende uma política indigenista mais equânime, que promova justiça aos nossos silvícolas, permitindo-lhes manter a sua cultura e o seu modo de vida sem as interferências danosas das ONG e das missões ditas religiosas, que só lhes oferecem ódio racial, enfermidades, vícios, prostituição, tudo na consecução de seus objetivos encobertos e danosos ao Brasil.

 A solução do problema não virá da demarcação de reservas contínuas, mas, sim, de uma política indigenista séria, sem dar ouvidos a influências alienígenas e sob total controle do Estado brasileiro.

c.     Lula não é ignorante e nem desinformado sobre tudo isso. Persegue, tão-somente, objetivos de governo, subserviente a interesses externos e indiferente à Constituição a que jurou acatar e defender. Razões de Estado, para ele e seus ideólogos, estão atreladas ao internacionalismo socialista da sua formação política. Não são à toa as posturas do governo petista no episódio da estatização das refinarias brasileiras na Bolívia, na relutância em reconhecer o caráter narcoterrorista da guerrilha colombiana, no servilismo ao caudilho escarlate Hugo Chávez e no iminente arreglo às petulantes exigências do novo governante paraguaio.

 

         Se perguntar não ofende, quais das três suspeitas expressam a verdade?

         Não tenho dúvida quanto à resposta. As três conformam o perfil de Luiz Inácio Lula da Silva, indiferente aos meios e às pessoas que possam barrar os seus desígnios. Falácias, conveniente ignorância e imposturas são as suas armas.

         Triste e aterrorizante constatação...

Visite o nosso site: www.ternuma.com.br .

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É preciso acordar!

João de Oliveira Nemo

 

O potencial de dano causado pelo atual governo ainda não foi devidamente avaliado. Digo potencial porque, até o momento, mesmo o que já foi causado ainda não se fez sentir na sua plenitude e, portanto, muito menos há projeções confiáveis do que nos aguarda.

Apesar de uma parcela da opinião pública e da imprensa fervilhar com notícias e comentários sobre questões éticas ou mesmo criminais, relacionadas ao partido dominante e seus acólitos, o dano mais profundo nesse aspecto não é o que fazem e têm feito, mas sim o fato de haverem alcançado um patamar relativamente confortável de inimputabilidade. Ser inimputável é um atributo que todos invejam.

Lula, uma espécie de saúva rainha que garante o futuro do formigueiro, é o nosso Macunaíma, o herói sem nenhum caráter com o qual, a julgar pelas faladas pesquisas, a nação resolveu se identificar.

Alguns vêem a seqüência de sacrifícios humanos que o tem preservado como fruto de um maquiavelismo ardiloso para evitar sombras e alternativas. Pessoalmente, creio que se trata de outro fenômeno: proteção, a qualquer custo, do logotipo do projeto de poder.

Independentemente do elevado grau de egolatria em que a figura mergulha cada vez mais, o fato é que sem o autodenominado 'metamorfose ambulante' o formigueiro desmorona. Ninguém, na oposição, se deu ao trabalho de enxergar e interferir nesse processo antes que esse absurdo grau de blindagem fosse atingido. Houve época em que teria sido relativamente fácil evitar a fabricação do mito, mas no meio político a vocação dominante é para cuidar do próprio umbigo.

Há poucos dias, quando ninguém mais esperava, alguém quebrou um copo em meio ao silêncio do banquete. Foi preciso que um General do Exército, de carreira brilhante construída passo a passo, através de trabalho e estudo (coisas totalmente estranhas ao apedeuta-mór) dissesse o óbvio: está sendo colocada em risco a soberania nacional e a integridade do nosso território, fruto do empenho e do sacrifício de gerações.

Lembro-me que na minha juventude de estudante, o lema nacionalista compatível com a ingenuidade daqueles tempos era 'Integrar para não Entregar'. Não é uma frase brilhante, mas pelo menos era bem intencionada e incentivava o desenvolvimento e a busca de um encontro com as regiões mais distantes e desfavorecidas do país.

O lema agora parece ser outro. Algo como 'Desintegrar para Entregar', fingindo-se ignorar as conseqüências da criação das tais 'nações'  indígenas junto à fronteira. Os militares brasileiros têm sido estóicos no seu disciplinado silêncio, mesmo quando injustamente atacados por gente que se auto-proclama 'defensores da democracia' nos ditos 'anos de chumbo'. Na verdade, a esmagadora maioria deles constituída de ferrenhos defensores do despotismo e da submissão do país a projetos revolucionários comunistas de inspiração soviética, cubana, maoísta e quejandos.

Mas o silêncio que os militares não romperam para se defender, foi rompido ao ser posta em causa a soberania nacional, alertando, pela voz do General Heleno e dos que o secundaram, sobre os absurdos que se vem cometendo com malícia e cinismo inigualável. O General foi corajoso e claro, mas manteve-se rigorosamente dentro dos limites das suas atribuições. Nós, que não temos outras atribuições além do simples dever de cidadãos, podemos ir um pouco mais além.A desintegração que vem sendo plantada não alcança apenas fronteiras ou tão-somente o plano físico da nação. O simples fato de se atreverem a tomar medidas como as que atualmente cursam em Roraima, mostra o grau de desarticulação a que chegamos, pois o razoável seria que tais absurdos nem fossem tentados ou encontrassem imediata reação por parte da opinião pública, do Congresso e de outras instituições permanentes.

Ao contrário, assistimos a invasões em salvas por grupos de cangaço acumpliciados com o próprio partido governante; distribuição de pedaços de território para 'nações' indígenas; outros pedaços para supostos 'quilombolas' que jamais tiveram existência legal e nem factual; dinheiro à farta para ONGs que brotam como cogumelos à sombra do governo; invasões de propriedades, de usinas energéticas e de órgãos públicos, sempre contando com a compreensão dos 'cumpanhêros'.

Se há algo característico na linha doutrinária a que esse governo se filia é a dedicação, que não pode ser casual, ao plantio generalizado de antagonismos: pobres contra ricos; negros contra brancos (o mestiço foi abolido); nordestinos contra sudestinos; índios contra não-índios; patrões contra empregados e assim por diante. Mais do que duas categorias atrapalha. O discurso sindical, no qual foram criados, vive disso. A política sindical que praticam não é capaz de atuar de outra forma. Cultiva antagonismos irreconciliáveis para vender serviços de intermediação. Por seu turno os sindicalistas - ninguém estranhe - amam o usufruto das vantagens oferecidas pela projeção pessoal e pela capacidade de se fazerem temidos.

No plano internacional vige uma atitude seletivamente complacente que já vai se tornando muito perigosa. Demonstrações de fraqueza, a história ensina, só se prestam a atrair hostilidade. De um lado, bravatas contra os países 'ricos', cujos dirigentes apreciam o nosso presidente com a condescendência curiosa de quem observa um personagem exótico da National Geographic; do outro, rasgação-de-seda junto a ditadores e pretendentes a tal, particularmente na vizinhança. O dinheiro do contribuinte brasileiro, que paga tanto em troca de tão pouco, está à disposição para fazer concessões a outros bravateiros.

Os militares, educados para amar mais à pátria do que a si próprios, saíram do silêncio para dizer que não se esqueceram da sua missão nem abdicaram dela. Se há instituições integradoras no Brasil, estas são as Forças Armadas.

Na minha juventude, conheci lugares Brasil adentro que só existiam graças ao avião da FAB que lá pousava com obsessiva regularidade. O Exército sempre foi a organização onde cor, etnia, credo e origem social ou econômica nunca se constituíram em obstáculo para nada. Leia-se um pouco a biografia do Marechal Rondon, tão comentado quando é lembrada a questão indígena, para saber o que é isso. Os militares podem defender nossas fronteiras com fuzis de 43 anos de uso, como informa o General Heleno, mas não podem nos defender de nós mesmos.

Se a sociedade brasileira consentir em ser dividida em partes e cotas antagônicas, tornar-se estúpida a ponto de se deixar paralisar pelas parvoíces do 'politicamente correto', não haverá exército no mundo capaz de nos proteger, pois só poderão, em qualquer circunstância, agir em consonância com o que nós somos e queremos ser.

Ódios e antagonismos, que apesar das nossas mazelas e deficiências nunca prosperaram, estão sendo aqui introduzidos pelo mais medíocre e obtuso dos caminhos: a importação forçada de conceitos e idéias idiotas, nascidas do mais rasteiro sub-academicismo americano e europeu, gerador do tal 'multiculturalismo' pelo qual, eles próprios, vêm pagando um preço terrível. Na nossa versão dessa guerra cultural, a plástica e original 'civilização dos trópicos', prognosticada pelo genial Gilberto Freyre, vai sendo, por sua vez, lançada ao lixo por um bando de aleijões intelectuais, ressentidos e invejosos daqui e d'além.

Se algum dia vier a ocorrer a fragmentação física do Brasil - Deus permita que, então, eu já esteja na Sua companhia, isso só terá sido possível porque antes nos fragmentamos internamente. De pouco nos valerá, então, o brio e a lealdade das nossas maltratadas Forças Armadas, porque já não haverá o que defender.

Quando o General Heleno lembra que as instituições permanentes servem antes à Nação que ao governo, devemos entender que há um espaço onde os combatentes somos todos nós. A guerra cultural não se trava com fuzis e metralhadoras, mas também exige coragem, inteligência, planejamento estratégico, logística e tudo mais.

O Brasil está se tornando o paraíso dos atrevidos, onde tudo se exige de uns e tudo se permite a outros; onde bandidos são considerados vítimas da sociedade e cidadãos que reagem taxados se irresponsáveis; onde empreendedores são vistos com desprezo, mas invasores são intocáveis; onde o trabalhador tem seu dinheiro tomado, compulsoriamente, para sindicatos e centrais, mas o presidente veta a exigência de qualquer prestação de contas desses recursos; onde instituições vitais são tratadas a pão e água, enquanto se distribui bilhões para uma malta onde cabe de tudo um pouco, desde desertores e assassinos, até simples espertalhões do mundo artístico. Acho que é preciso acordar.

João de Oliveira Nemo é sociólogo e consultor de empresas

 

Enviada em 11 de maio pelo Ermindo Rocio, de Manaus

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Poesias Milôrianas (2)

Acabo de saber que o sapo
a onça tentou enganar...
Ela logo cortou o papo,
e ao sapo já quer barbear...

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ÍNTEGRA DA CARTA DOS 113, entregue ao Ministro Gilmar Mendes, e assinaturas.

Excelentíssimo Sr. Ministro,

Duas ações diretas de inconstitucionalidade (ADI 3.330 e ADI 3.197) promovidas pela Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino (Confenen), a primeira contra o programa PROUNI e a segunda contra a lei de cotas nos concursos vestibulares das universidades estaduais do Rio de Janeiro, serão apreciadas proximamente pelo STF. Os julgamentos terão significado histórico, pois podem criar jurisprudência sobre a constitucionalidade de cotas raciais não só para o financiamento de cursos no ensino superior particular e para concursos de ingresso no ensino superior público como para concursos públicos em geral. Mais ainda: os julgamentos têm o potencial de enviar uma mensagem decisiva sobre a constitucionalidade da produção de leis raciais.
Nós, intelectuais da sociedade civil, sindicalistas, empresários e ativistas dos movimentos negros e outros movimentos sociais, dirigimo-nos respeitosamente aos Juízes da corte mais alta, que recebeu do povo constituinte a prerrogativa de guardiã da Constituição, para oferecer argumentos contrários à admissão de cotas raciais na ordem política e jurídica da República.

Na seara do que Vossas Excelências dominam, apontamos a Constituição Federal, no seu Artigo 19, que estabelece: “É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios criar distinções entre brasileiros ou preferências entre si”. O Artigo 208 dispõe que: “O dever do Estado com a educação será efetivado mediante a garantia de acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística, segundo a capacidade de cada um”. Alinhada com os princípios e garantias da Constituição Federal, a Constituição Estadual do Rio de Janeiro, no seu Artigo 9, § 1º, determina que: “Ninguém será discriminado, prejudicado ou privilegiado em razão de nascimento, idade, etnia, raça, cor, sexo, estado civil, trabalho rural ou urbano, religião, convicções políticas ou filosóficas, deficiência física ou mental, por ter cumprido pena nem por qualquer particularidade ou condição”.

As palavras da Lei emanam de uma tradição brasileira, que cumpre exatos 120 anos desde a Abolição da escravidão, de não dar amparo a leis e políticas raciais. No intuito de justificar o rompimento dessa tradição, os proponentes das cotas raciais sustentam que o princípio da igualdade de todos perante a lei exige tratar desigualmente os desiguais. Ritualmente, eles citam a Oração aos Moços, na qual Rui Barbosa, inspirado em Aristóteles, explica que: “A regra da igualdade não consiste senão em aquinhoar desigualmente aos desiguais, na medida em que se desigualam. Nesta desigualdade social, proporcionada à desigualdade natural, é que se acha a verdadeira lei da igualdade.” O método de tratar desigualmente os desiguais, a que se refere, é aquele aplicado, com justiça, em campos tão distintos quanto o sistema tributário, por meio da tributação progressiva, e as políticas sociais de transferência de renda. Mas a sua invocação para sustentar leis raciais não é mais que um sofisma.

Os concursos vestibulares, pelos quais se dá o ingresso no ensino superior de qualidade “segundo a capacidade de cada um”, não são promotores de desigualdades, mas se realizam no terreno semeado por desigualdades sociais prévias. A pobreza no Brasil tem todas as cores. De acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 2006, entre 43 milhões de pessoas de 18 a 30 anos de idade, 12,9 milhões tinham renda familiar per capita de meio salário mínimo ou menos. Neste grupo mais pobre, 30% classificavam-se a si mesmos como “brancos”, 9% como “pretos”, e 60% como “pardos”. Desses 12,9 milhões, apenas 21% dos “brancos” e 16% dos “pretos” e “pardos” haviam completado o ensino médio, mas muito poucos, de qualquer cor, continuaram estudando depois disso. Basicamente, são diferenças de renda, com tudo que vem associado a elas, e não de cor, que limitam o acesso ao ensino superior.

Apresentadas como maneira de reduzir as desigualdades sociais, as cotas raciais não contribuem para isso, ocultam uma realidade trágica e desviam as atenções dos desafios imensos e das urgências, sociais e educacionais, com os quais se defronta a nação. E, contudo, mesmo no universo menor dos jovens que têm a oportunidade de almejar o ensino superior de qualidade, as cotas raciais não promovem a igualdade, mas apenas acentuam desigualdades prévias ou produzem novas desigualdades:

As cotas raciais exclusivas, como aplicadas, entre outras, na Universidade de Brasília (UnB), proporcionam a um candidato definido como “negro” a oportunidade de ingresso por menor número de pontos que um candidato definido como “branco”, mesmo se o primeiro provém de família de alta renda e cursou colégios particulares de excelência e o segundo provém de família de baixa renda e cursou escolas públicas arruinadas. No fim, o sistema concede um privilégio para candidatos de classe média arbitrariamente classificados como “negros”.

As cotas raciais embutidas no interior de cotas para candidatos de escolas públicas, como aplicadas, entre outras, pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), separam os alunos proveniente de famílias com faixas de renda semelhantes em dois grupos “raciais” polares, gerando uma desigualdade “natural” num meio caracterizado pela igualdade social. O seu resultado previsível é oferecer privilégios para candidatos definidos arbitrariamente como “negros” que cursaram escolas públicas de melhor qualidade, em detrimento de seus colegas definidos como “brancos” e de todos os alunos de escolas públicas de pior qualidade.

A PNAD de 2006 informa que 9,41 milhões de estudantes cursavam o ensino médio, mas apenas 5,87 milhões freqüentavam o ensino superior, dos quais só uma minoria de 1,44 milhão estavam matriculados em instituições superiores públicas. As leis de cotas raciais não alteram em nada esse quadro e não proporcionam inclusão social. Elas apenas selecionam “vencedores” e “perdedores”, com base num critério altamente subjetivo e intrinsecamente injusto, abrindo cicatrizes profundas na personalidade dos jovens, naquele momento de extrema fragilidade que significa a disputa, ainda imaturos, por uma vaga que lhes garanta o futuro.

Queremos um Brasil onde seus cidadãos possam celebrar suas múltiplas origens, que se plasmam na criação de uma cultura nacional aberta e tolerante, no lugar de sermos obrigados a escolher e valorizar uma única ancestralidade em detrimento das outras. O que nos mobiliza não é o combate à doutrina de ações afirmativas, quando entendidas como esforço para cumprir as Declarações Preambulares da Constituição, contribuindo na redução das desigualdades sociais, mas a manipulação dessa doutrina com o propósito de racializar a vida social no país. As leis que oferecem oportunidades de emprego a deficientes físicos e que concedem cotas a mulheres nos partidos políticos são invocadas como precedentes para sustentar a admissibilidade jurídica de leis raciais. Esse segundo sofisma é ainda mais grave, pois conduz à naturalização das raças. Afinal, todos sabemos quem são as mulheres e os deficientes físicos, mas a definição e delimitação de grupos raciais pelo Estado é um empreendimento político que tem como ponto de partida a negação daquilo que nos explicam os cientistas.

Raças humanas não existem. A genética comprovou que as diferenças icônicas das chamadas “raças” humanas são características físicas superficiais, que dependem de parcela ínfima dos 25 mil genes estimados do genoma humano. A cor da pele, uma adaptação evolutiva aos níveis de radiação ultravioleta vigentes em diferentes áreas do mundo, é expressa em menos de 10 genes! Nas palavras do geneticista Sérgio Pena: “O fato assim cientificamente comprovado da inexistência das ‘raças’ deve ser absorvido pela sociedade e incorporado às suas convicções e atitudes morais Uma postura coerente e desejável seria a construção de uma sociedade desracializada, na qual a singularidade do indivíduo seja valorizada e celebrada. Temos de assimilar a noção de que a única divisão biologicamente coerente da espécie humana é em bilhões de indivíduos, e não em um punhado de ‘raças’.” (“Receita para uma humanidade desracializada”, Ciência Hoje Online, setembro de 2006).

Não foi a existência de raças que gerou o racismo, mas o racismo que fabricou a crença em raças. O “racismo científico” do século XIX acompanhou a expansão imperial européia na África e na Ásia, erguendo um pilar “científico” de sustentação da ideologia da “missão civilizatória” dos europeus, que foi expressa celebremente como o “fardo do homem branco”.

Os poderes coloniais, para separar na lei os colonizadores dos nativos, distinguiram também os nativos entre si e inscreveram essas distinções nos censos. A distribuição de privilégios segundo critérios etno-raciais inculcou a raça nas consciências e na vida política, semeando tensões e gestando conflitos que ainda perduram. Na África do Sul, o sistema do apartheid separou os brancos dos demais e foi adiante, na sua lógica implacável, fragmentando todos os “não-brancos” em grupos étnicos cuidadosamente delimitados. Em Ruanda, no Quênia e em tantos outros lugares, os africanos foram submetidos a meticulosas classificações étnicas, que determinaram acessos diferenciados aos serviços e empregos públicos. A produção política da raça é um ato político que não demanda diferenças de cor da pele.

O racismo contamina profundamente as sociedades quando a lei sinaliza às pessoas que elas pertencem a determinado grupo racial – e que seus direitos são afetados por esse critério de pertinência de raça. Nos Estados Unidos, modelo por excelência das políticas de cotas raciais, a abolição da escravidão foi seguida pela produção de leis raciais baseadas na regra da “gota de sangue única”. Essa regra, que é a negação da mestiçagem biológica e cultural, propiciou a divisão da sociedade em guetos legais, sociais, culturais e espaciais. De acordo com ela, as pessoas são, irrevogavelmente, “brancas” ou “negras”. Eis aí a inspiração das leis de cotas raciais no Brasil.

“Eu tenho o sonho que meus quatro pequenos filhos viverão um dia numa nação na qual não serão julgados pela cor da sua pele mas pelo conteúdo de seu caráter”. Há 45 anos, em agosto, Martin Luther King abriu um horizonte alternativo para os norte-americanos, ancorando-o no “sonho americano” e no princípio político da igualdade de todos perante a lei, sobre o qual foi fundada a nação. Mas o desenvolvimento dessa visão pós-racial foi interrompido pelas políticas racialistas que, a pretexto de reparar injustiças, beberam na fonte envenenada da regra da “gota de sangue única”. De lá para cá, como documenta extensamente Thomas Sowell em Ação afirmativa ao redor do mundo: um estudo empírico (Univer Cidade, 2005), as cotas raciais nos Estados Unidos não contribuíram em nada para reduzir desigualdades mas aprofundaram o cisma racial que marca como ferro em brasa a sociedade norte-americana.

“É um impasse racial no qual estamos presos há muitos anos”, na constatação do senador Barack Obama, em seu discurso pronunciado a 18 de março, que retoma o fio perdido depois do assassinato de Martin Luther King. O “impasse” não será superado tão cedo, em virtude da lógica intrínseca das leis raciais. Como assinalou Sowell, com base em exemplos de inúmeros países, a distribuição de privilégios segundo critérios etno-raciais tende a retroalimentar as percepções racializadas da sociedade – e em torno dessas percepções articulam-se carreiras políticas e grupos organizados de pressão.

Mesmo assim, algo se move nos Estados Unidos. Há pouco, repercutindo um desencanto social bastante generalizado com o racialismo, a Suprema Corte declarou inconstitucionais as políticas educacionais baseadas na aplicação de rótulos raciais às pessoas. No seu argumento, o presidente da Corte, juiz John G. Roberts Jr., escreveu que “o caminho para acabar com a discriminação baseada na raça é acabar com a discriminação baseada na raça”. Há um sentido claro na reiteração: a inversão do sinal da discriminação consagra a raça no domínio da lei, destruindo o princípio da cidadania.

Naquele julgamento, o juiz Anthony Kennedy alinhou-se com a maioria, mas proferiu um voto separado que contém o seguinte protesto: “Quem exatamente é branco e quem é não-branco? Ser forçado a viver sob um rótulo racial oficial é inconsistente com a dignidade dos indivíduos na nossa sociedade. E é um rótulo que um indivíduo é impotente para mudar!”. Nos censos do IBGE, as informações de raça/cor abrigam a mestiçagem e recebem tratamento populacional. As leis raciais no Brasil são algo muito diferente: elas têm o propósito de colar “um rótulo que um indivíduo é impotente para mudar” e, no caso das cotas em concursos vestibulares, associam nominalmente cada jovem candidato a uma das duas categorias “raciais” polares, impondo-lhes uma irrecorrível identidade oficial.

O juiz Kennedy foi adiante e, reconhecendo a diferença entre a doutrina de ações afirmativas e as políticas de cotas raciais, sustentou a legalidade de iniciativas voltadas para a promoção ativa da igualdade que não distinguem os indivíduos segundo rótulos raciais. Reportando-se à realidade norte-americana da persistência dos guetos, ele mencionou, entre outras, a seleção de áreas residenciais racialmente segregadas para os investimentos prioritários em educação pública.

No Brasil, difunde-se a promessa sedutora de redução gratuita das desigualdades por meio de cotas raciais para ingresso nas universidades. Nada pode ser mais falso: as cotas raciais proporcionam privilégios a uma ínfima minoria de estudantes de classe média e conservam intacta, atrás de seu manto falsamente inclusivo, uma estrutura de ensino público arruinada. Há um programa inteiro de restauração da educação pública a se realizar, que exige políticas adequadas e vultosos investimentos. É preciso elevar o padrão geral do ensino mas, sobretudo, romper o abismo entre as escolas de qualidade, quase sempre situadas em bairros de classe média, e as escolas devastadas das periferias urbanas, das favelas e do meio rural. O direcionamento prioritário de novos recursos para esses espaços de pobreza beneficiaria jovens de baixa renda de todos os tons de pele – e, certamente, uma grande parcela daqueles que se declaram “pardos” e “pretos”.

A meta nacional deveria ser proporcionar a todos um ensino básico de qualidade e oportunidades verdadeiras de acesso à universidade. Mas há iniciativas a serem adotadas, imediatamente, em favor de jovens de baixa renda de todas as cores que chegam aos umbrais do ensino superior, como a oferta de cursos preparatórios gratuitos e a eliminação das taxas de inscrição nos exames vestibulares das universidades públicas. Na Universidade Estadual Paulista (Unesp), o Programa de Cursinhos Pré-Vestibulares Gratuitos, destinado a alunos egressos de escolas públicas, atendeu em 2007 a 3.714 jovens, dos quais 1.050 foram aprovados em concursos vestibulares, sendo 707 em universidades públicas. Medidas como essa, que não distinguem os indivíduos segundo critérios raciais abomináveis, têm endereço social certo e contribuem efetivamente para a amenização das desigualdades.

A sociedade brasileira não está livre da chaga do racismo, algo que é evidente no cotidiano das pessoas com tom de pele menos claro, em especial entre os jovens de baixa renda. A cor conta, ilegal e desgraçadamente, em incontáveis processos de admissão de funcionários. A discriminação se manifesta de múltiplas formas, como por exemplo na hora das incursões policiais em bairros periféricos ou nos padrões de aplicação de ilegais mandados de busca coletivos em áreas de favelas.
Por certo existe preconceito racial e racismo no Brasil, mas o Brasil não é uma nação racista. Depois da Abolição, no lugar da regra da “gota de sangue única”, a nação brasileira elaborou uma identidade amparada na idéia anti-racista de mestiçagem e produziu leis que criminalizam o racismo. Há sete décadas, a República não conhece movimentos racistas organizados ou expressões significativa de ódio racial. O preconceito de raça, acuado, refugiou-se em expressões oblíquas envergonhadas, temendo assomar à superfície. A condição subterrânea do preconceito é um atestado de que há algo de muito positivo na identidade nacional brasileira, não uma prova de nosso fracasso histórico.

“Quem exatamente é branco e quem é não-branco?” – a indagação do juiz Kennedy provoca algum espanto nos Estados Unidos, onde quase todos imaginam conhecer a identidade “racial” de cada um, mas parece óbvia aos ouvidos dos brasileiros. Entre nós, casamentos interraciais não são incomuns e a segregação residencial é um fenômeno basicamente ligado à renda, não à cor da pele. Os brasileiros tendem a borrar as fronteiras “raciais”, tanto na prática da mestiçagem quanto no imaginário da identidade, o que se verifica pelo substancial e progressivo incremento censitário dos “pardos”, que saltaram de 21% no Censo de 1940 para 43% na PNAD de 2006, e pela paralela redução dos “brancos” (de 63% para 49%) ou “pretos” (de 15% para 7%).

A percepção da mestiçagem, que impregna profundamente os brasileiros, de certa forma reflete realidades comprovadas pelos estudos genéticos. Uma investigação já célebre sobre a ancestralidade de brasileiros classificados censitariamente como “brancos”, conduzida por Sérgio Pena e sua equipe da Universidade Federal de Minas Gerais, comprovou cientificamente a extensão de nossas miscigenações. “Em resumo, estes estudos filogeográficos com brasileiros brancos revelaram que a imensa maioria das patrilinhagens é européia, enquanto a maioria das matrilinhagens (mais de 60%) é ameríndia ou africana” (PENA, S. “Pode a genética definir quem deve se beneficiar das cotas universitárias e demais ações afirmativas?”, Estudos Avançados 18 (50), 2004). Especificamente, a análise do DNA mitocondrial, que serve como marcador de ancestralidades maternas, mostrou que 33% das linhagens eram de origem ameríndia, 28% de origem africana e 39% de origem européia.

Os estudos de marcadores de DNA permitem concluir que, em 2000, existiam cerca de 28 milhões de afrodescendentes entre os 90,6 milhões de brasileiros que se declaravam “brancos” e que, entre os 76,4 milhões que se declaravam “pardos” ou “pretos”, 20% não tinham ancestralidade africana. Não é preciso ir adiante para perceber que não é legítimo associar cores de pele a ancestralidades e que as operações de identificação de “negros” com descendentes de escravos e com “afrodescentes” são meros exercícios da imaginação ideológica. Do mesmo modo, a investigação genética evidencia a violência intelectual praticada pela unificação dos grupos censitários “pretos” e “pardos” num suposto grupo racial “negro”.

Mas a violência não se circunscreve à esfera intelectual. As leis de cotas raciais são veículos de uma engenharia política de fabricação ou recriação de raças. Se, individualmente, elas produzem injustiças singulares, socialmente têm o poder de gerar “raças oficiais”, por meio da divisão dos jovens estudantes em duas raças polares. Como, no Brasil, não sabemos quem exatamente é “negro” e quem é “não-negro”,

Comissões de certificação racial estabelecidas pelas universidades se encarregam de traçar uma fronteira. A linha divisória só se consolida pela validação oficial da autodeclaração dos candidatos, num processo sinistro em que comissões universitárias investigam e deliberam sobre a “raça verdadeira” dos jovens a partir de exames de imagens fotográficas ou de entrevistas identitárias. No fim das contas, isso equivale ao cancelamento do princípio da autodeclaração e sua substituição pela atribuição oficial de identidades raciais.

Na UnB, uma comissão de certificação racial composta por professores e militantes do movimento negro chegou a separar dois irmãos gêmeos idênticos pela fronteira da raça. No Maranhão, produziram-se fenômenos semelhantes. Pelo Brasil afora, os mesmos candidatos foram certificados como “negros” em alguma universidade mas descartados como “brancos” em outra. A proliferação das leis de cotas raciais demanda a produção de uma classificação racial geral e uniforme. Esta é a lógica que conduziu o MEC a implantar declarações raciais nominais e obrigatórias no ato de matrícula de todos os alunos do ensino fundamental do país. O horizonte da trajetória de racialização promovida pelo Estado é o estabelecimento de um carimbo racial compulsório nos documentos de identidade de todos os brasileiros. A história está repleta de barbaridades inomináveis cometidas sobre a base de carimbos raciais oficialmente impostos.

A propaganda cerrada em favor das cotas raciais assegura-nos que os estudantes universitários cotistas exibem desempenho similar ao dos demais. Os dados concernentes ao tema são esparsos, contraditórios e pouco confiáveis. Mas isso é essencialmente irrelevante, pois a crítica informada dos sistemas de cotas nunca afirmou que estudantes cotistas seriam incapazes de acompanhar os cursos superiores ou que sua presença provocaria queda na qualidade das universidades. As cotas raciais não são um distúrbio no ensino superior, mas a face mais visível de uma racialização oficial das relações sociais que ameaça a coesão nacional.

A crença na raça é o artigo de fé do racismo. A fabricação de “raças oficiais” e a distribuição seletiva de privilégios segundo rótulos de raça inocula na circulação sanguínea da sociedade o veneno do racismo, com seu cortejo de rancores e ódios. No Brasil, representaria uma revisão radical de nossa identidade nacional e a renúncia à utopia possível da universalização da cidadania efetiva.

Ao julgar as cotas raciais, o STF não estará deliberando sobre um método de ingresso nas universidades, mas sobre o significado da nação e a natureza da Constituição. Leis raciais não ameaçam uma “elite branca”, conforme esbravejam os racialistas, mas passam uma fronteira brutal no meio da maioria absoluta dos brasileiros. Essa linha divisória atravessaria as salas de aula das escolas públicas, os ônibus que conduzem as pessoas ao trabalho, as ruas e as casas dos bairros pobres. Neste início de terceiro milênio, um Estado racializado estaria dizendo aos cidadãos que a utopia da igualdade fracassou – e que, no seu lugar, o máximo que podemos almejar é uma trégua sempre provisória entre nações separadas pelo precipício intransponível das identidades raciais. É esse mesmo o futuro que queremos?

Assinam:

Adel Daher – Diretor do Sindicato dos Ferroviários de Bauru e MS
Adelaide Jóia – Socióloga e Mestre em Educação Infantil pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP)
Adriana Atila – Doutora em Antropologia Cultural , IFCS, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
Aguinaldo Silva – Jornalista, telenovelista
Alba Zaluar – Titular de Antropologia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Livre-docente da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), colunista da Folha de S. Paulo
Almir Lima da Silva – Jornalista, Centro de Cultura Negra de Macaé-RJ
Alzira Alves de Abreu – Pesquisadora do CPDOC da Fundação Getulio Vargas
Amâncio Paulino de Carvalho – Professor da Faculdade de Medicina Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
Ana Maria Machado – Escritora, membro da Academia Brasileira de Letras
Ana Teresa A. Venancio – Pesquisadora da Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz
Ângela Porto – Pesquisadora Titular, Fundação Oswaldo Cruz
Antonio Cicero – Poeta e ensaísta
Antonio Risério – Antropólogo
Arlindo Belo da Silva – Conselheiro Fiscal da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Químico (CNQ–CUT)
Bernardo Lewgoy – Professor Adjunto do Departamento de Antropologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Bernardo Sorj – Professor Titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
Bernardo Vilhena – Poeta
Bila Sorj – Professora Titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
Bolivar Lamounier – Cientista Político
Caetano Veloso - cantor e compositor
Carlos A. de L. Costa Ribeiro – Professor e Consultor em Ciências do Meio Ambiente
Carlos Pio – Professor da Universidade de Brasília (UNB)
Carlos José Serapião – Professor Titular aposentado da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Professor Titular da Universidade da Região de Joinville–SC
Celso Castro – Antropólogo, professor do CPDOC da Fundação Getulio Vargas
César Benjamin – Editor
Charles Pires – Diretor do Sindicato dos Funcionários Publicos Municipais de Florianópolis e membro da Executiva da CUT-SC
Cremilda Medina – Jornalista e professora Titular da Universidade de São Paulo (USP)
Cynthia Maria Pinto da Luz – Advogada, Conselheira Nacional do Movimento Nacional em Defesa dos Direitos Humanos
Claudia Travassos – Pesquisadora Titular, Fundação Oswaldo Cruz
Darcy Fontoura de Almeida – Professor Emérito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
Demétrio Magnoli – Sociólogo, integrante do Grupo de Análises de Conjuntura Internacional (Gacint) da Universidade de São Paulo (USP)
Diomédes Matias da Silva Filho – Diretor do Sindicato dos Professores do Estado de Pernambuco
Domingos Guimaraens – Poeta e artista plástico
Edmar Lisboa Bacha – Economista
Eduardo Giannetti – Economista
Eduardo Pizarro Carnelós – Advogado, ex-presidente da Associação dos Advogados de São Paulo e do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária do Ministério da Justiça
Elizabeth Balbachevsky – Professora Associada do Departamento de Ciência Política e pesquisadora sênior do Núcleo de Pesquisa de Políticas Públicas da Universidade de São Paulo (USP)
Esteffane Emanuelle Ferreira – Estudante, Coordenação do DCE da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT)
Eunice Durham – Professora Emérita da FFLCH da Universidade de São Paulo (USP)
Fernando Gomes Martins – Associação de Moradores do Parque Bandeirantes e Movimento Hip Hop Sumaré-SP
Ferreira Gullar – Poeta
Flávio Rabelo Versiani – Professor Titular do Departamento de Economia da Universidade de Brasília (UNB)
Francisco João Lessa – Advogado, Direção do PT-SC
Francisco Johny Rodrigues Silva – Coordenador do Fórum Afro da Amazônia (FORAFRO)
Francisco Martinho – Professor do Departamento de História da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)
Francisco Mauro Salzano – Professor Emérito do Departamento de Genética da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
George de Cerqueira Leite Zarur – Professor Internacional da Faculdade Latino Americana de Ciências Sociais (FLACSO)
Gerald Thomas – Dramaturgo, criador e diretor da Companhia de Ópera Seca
Gilberto Horchman – Pesquisador, Fundação Oswaldo Cruz
Gilberto Velho – Professor Titular de Antropologia do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e membro da Academia Brasileira de Ciências
Gilda Portugal – Professora de Sociologia da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)
Gilson Schwartz – Professor da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (USP) e coordenador da Cidade do Conhecimento
Glaucia Kruse Villas Bôas – Professora Associada de Sociologia do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
Gursen De Miranda – Professor Adjunto da Universidade Federal de Roraima (UFRR) e Presidente da Academia Brasileira de Letras Agrárias
Helda Castro de Sá – Coordenadora da Associação dos Caboclos e Ribeirinhos da Amazônia
Helena Severo – Cientista social, pesquisadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas (NEP) do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro
Helga Hoffmann – Economista, integrante do Grupo de Análises de Conjuntura Internacional (Gacint) da Universidade de São Paulo (USP)
Heloisa Helena T. de Souza Martins – Professora aposentada de Sociologia da Universidade de São Paulo (USP)
Isabel Lustosa – Pesquisadora Titular da Fundação Casa de Rui Barbosa
João Rodarte – Empresário
João Ubaldo Ribeiro – Escritor
José Álvaro Moisés – Professor Titular do Departamento de Ciência Política e Diretor do Núcleo de Pesquisa de Políticas Públicas da Universidade de São Paulo (USP)
José Arbex Jr. – Jornalista e professor do Departamento de Jornalismo da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP)
José Augusto Guilhon Albuquerque – Professor Titular (aposentado) de Relações Internacionais da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (USP)
José Carlos Miranda – Coordenador Nacional do Movimento Negro Socialista
José Goldemberg – Ex-reitor da Universidade de São Paulo (USP)
José de Souza Martins – Professor Titular (aposentado) de Sociologia da Universidade de São Paulo (USP)
José Roberto Pinto de Góes – Historiador e professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)
Karina Kuschnir – Antropóloga, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
Leão Alves – Presidente do Movimento Pardo-Mestiço Brasileiro
Leonel Munhoz Coimbra – Analista de Controle Externo, Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental da Escola Nacional de Administração Pública
Lourdes Sola – Presidente da Associação Internacional de Ciência Política e professora aposentada da Universidade de São Paulo (USP)
Luciana Villas-Boas – Diretora do Grupo Editorial Record
Luciene G. Souza – Mestre em Saúde Pública , Fundação Nacional de Saúde
Luiz Alphonsus – Artista Plástico
Luiz Fernando Dias Duarte – Professor Associado do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
Luiz Werneck Vianna – Professor Titular do Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (IUPERJ)
Lya Luft – Escritora
Manolo Garcia Florentino – Professor do Departamento de Historia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
Marcelo Hermes-Lima – Professor de Bioquímica Médica da Universidade de Brasília (UNB)
Marcos Chor Maio – Pesquisador da da Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz
Margarida Cintra Gordinho – Editora
Maria Alice Resende de Carvalho – Socióloga
Maria Cátira Bortolini – Professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Maria Conceição Pinto de Góes – Professora do Programa de Pós-Graduação em História Comparada da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
Maria Herminia Tavares de Almeida – Cientista Política
Maria Laura Viveiros de Castro Cavalcanti – Professora Associada do Instituto de Filosofia e Ciencias Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
Maria Sylvia Carvalho Franco – Professora Titular da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)
Mariza Peirano – Professora Titular, Antropologia, Universidade de Brasília (UNB)
Maurício Soares Leite – Professor Adjunto, Departamento de Nutrição da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)
Moacyr Góes – Diretor de teatro e cineasta
Monica Grin – Professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
Nelson Motta – Produtor musical, jornalista e escritor
Patrícia Vanzella – Professora Adjunta, Departamento de Música da Universidade de Brasília (UNB)
Pedro Paulo Poppovic – Empresário
Peter Henry Fry – Professor Titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
Reinaldo Azevedo – Jornalista, articulista da revista VEJA e editor do “Blog do Reinaldo Azevedo”
Renata Aparecida Vaz – Coordenação do Movimento Negro Socialista–SP
Renato Lessa – Professor Titular de Teoria Política do Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (IUPERJ) e da Universidade Federal Fluminense (UFF), Presidente do Instituto Ciência Hoje
Ricardo Ventura Santos – Pesquisador titular da Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz e Professor Adjunto do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
Roberta Fragoso Menezes Kaufmann – Procuradora do Distrito Federal, Mestre em Direito pela Universidade de Brasília (UNB) e Professora de Direito Constitucional
Roberto Romano da Silva – Professor Titular da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)
Rodolfo Hoffmann – Professor do Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)
Ronaldo Vainfas – Professor Titular da Universidade Federal Fluminense (UFF)
Roque Ferreira – Coordenação da Federação Nacional de Trabalhadores de Transporte sobre Trilho–CUT
Ruth Correa Leite Cardoso – Antropóloga
Serge Goulart – Secretário da Esquerda Marxista do PT
Sergio Danilo Pena – Professor Titular do Departamento de Bioquímica e Imunologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e membro titular da Academia Brasileira de Ciências
Simon Schwartzman – Pesquisador do Instituto de Estudos do Tabalho e Sociedade (IETS)
Simone Monteiro – Pesquisadora Associada, Fundação Oswaldo Cruz
Wanderley Guilherme dos Santos – Cientista Político
Wilson Trajano Filho – Professor do Departamento de Antropologia da Universidade de Brasília (UNB)
Yvonne Maggie – Professora Titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

Magoei. Não me consideraram suficientemente importante para assinar também.

Ainda assim, assino virtualmente, pois a única raça que reconheço é a humana. 

Gil Almeida, Professor aposentado da Universidade Federal de Juiz de Fora

Em 01 de maio de 2008

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Propaganda político-partidária

Por Peter Wilm Rosenfeld

Na semana passada abordei o tema dos partidos políticos, incontáveis e, em sua maioria, absolutamente insignificativos, exceto quando abusam de nossa paciência.
Muitos desses partidos pertencem ao grupo dos “eu sozinho”, ou quase. Não conseguem eleger qualquer de seus afiliados para uma vaga no Congresso Nacional, sendo de ignorar tanto em termos nacionais como, até mesmo, nos âmbitos estaduais e municipais. Não obstante, se estiverem registrados no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), terão direito a receber uma parcela do Fundo Partidário e, naturalmente, também terão direito a um tempo na televisão e no rádio.

Minha revolta é por essa propaganda no rádio e na televisão, usando dinheiro nosso. Nunca fomos consultados se estamos de acordo em que uma parcela daquilo que pagamos de imposto seja repassada a partidos políticos para que a usem em propaganda político-partidária (dita “gratuita”).

Estou certo de que todos os brasileiros, exceto naturalmente os que pretendem se candidatar a qualquer cargo político, são contra financiarem com dinheiro do imposto que foram obrigados a pagar a baboseira quase indecorosa que serão obrigados a ouvir durante mais ou menos tempo, justamente nos horários chamados de nobres.

Sei que existem países em que os governos dispõem de fundos eleitorais a serem distribuídos a partidos políticos. Mas também sei que o político (ou o partido) que se candidatar a receber recursos do governo federal terá que se sujeitar a regras muito rigorosas quanto ao uso dos valores que receber.

Não sei precisar quais são essas exigências. Mas posso afirmar que na eleição que se realizará este ano para a Presidência da República dos EUA, com renovação integral da Câmara dos Deputados e de parte do Senado, a candidata Hillary Clinton não quis receber qualquer valor do governo a fim de não ter que se sujeitar às regras que regem o assunto. Optou por captar recursos de forma independente.

Ademais, o que vemos e ouvimos no rádio e na televisão é revoltante. Ou são promessas do que será feito se o partido ou o político forem eleitos, ou são deslavadas mentiras sobre tudo o que já fizeram. Se o que dizem fosse verdade, o Brasil não seria tão desigual como é hoje; as estradas não estariam abandonadas, as escolas não estariam caindo aos pedaços, os serviços públicos em geral, principalmente na saúde, seriam pelo menos decentes. Isso, é claro, porque todos os políticos que tiverem sido eleitos na eleição anterior certamente teriam prometido tudo isso. E até seria compreensível que um partido que jamais tenha sido eleito prometa mundos e fundos (nunca teve que mostrar que é capaz disso.....). Mas partidos ou candidatos que já estão disputando sua enésima eleição, não podem fazer isso, ou melhor, não poderiam fazer.  Como nenhum de seus eleitores lhe cobrará a promessa, fica o dito pelo não dito e o político (deputado) será eleito ad aeternum.

O que também é totalmente inaceitável é que a “propaganda eleitoral gratuita” no rádio e na televisão não se restringe ao período imediatamente pré-eleitoral. Se fosse veiculada nos dois ou três meses que antecederem a data da eleição, ainda se compreenderia. Mas fazê-la todos os anos, quer sejam eleitorais, quer não, é absolutamente ridículo. Será que qualquer dirigente de partido pensa que o eleitor, que desde logo detesta a propaganda política, lembrar-se-á do que lhe foi trombeteado e prometido um ano antes da eleição ? Nem pensar, ainda mais que quando é certo que ele nem sabe o que lhe foi prometido ?

Dirão os marqueteiros que é imprescindível essa propaganda para que haja a “fixação da marca”, como penso que se diz no jargão mercadológico. Acontece que não estamos tratando de vender um fogão, ou uma panela ou um automóvel. O que se está querendo vender ao eleitor é que determinado partido preenche estas ou aquelas qualidades, realizou esta ou aquela obra (possivelmente em um lugar que o eleitor nem conhece !). Então, não há “marca” a fixar.

Para finalizar, de acordo com a revista “Consultor Jurídico de 27 de março de 2007, havia 28 (sim, leram bem: vinte e oito !) partidos registrados no TSE. Naquele mês, foram liberados R$ 10 milhões da cota mensal do Fundo Partidário, dos quais cinco partidos nanicos se encontravam inadimplentes em suas obrigações no que respeita à prestação de contas e nada receberam. O PT e o PMDB foram aquinhoados, cada um, com quase R$ 1,5 milhão. O PSDB e o antigo PFL receberam pouco menos, mas acima de R$ 1 milhão. O que recebeu menos foi o PSTU (o que quer dizer essa sigla ?), com R$ 33.458,49.

Fica minha veemente sugestão (que, sei, jamais será acolhida...): fim do indecoroso horário eleitoral gratuito.

Do Prosa & Política, 01 de maio de 2008

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(leia mais em O Estado de São Paulo)

O esvaziamento do MST

Quando o principal líder do Movimento dos Sem-Terra (MST), João Pedro Stédile, por ocasião do último ''Abril Vermelho'' e em ''comemoração'' do ''massacre'' de Eldorado dos Carajás, disse que o governo Lula precisava ''criar vergonha na cara'', muitos viram nessa grosseira afirmação apenas a manifestação de um temperamento ingrato, pois ''nunca antes neste país'' um chefe de Estado e governo recebera um movimento que não existe legalmente e age ao arrepio da lei no gabinete presidencial, e muito menos colocara na cabeça presidencial seu simbólico boné vermelho. Além disso, jamais esse movimento e seus assemelhados receberam, como no atual governo, polpudos subsídios oficiais, repassados por meio de entidades-laranja. Por que, então, tanta ingratidão?

Matéria assinada por Roldão Arruda no Estado de domingo (Bolsa-Família enfraquece o MST) esclarece, em boa medida, as razões da ''bronca'' emessetista contra o governo federal. Por causa desse programa assistencial, que distribui dinheiro a 11 milhões de famílias pelo território nacional, nas periferias das cidades e nas zonas rurais mais miseráveis é cada vez menor o número de pessoas que se deixam arregimentar pelo MST para realizar as suas operações habituais de invasões e ocupações de fazendas, montagens de acampamentos e ações correlatas. Como bem se sabe, de há muito a massa de manobra dos sem-terra já não tinha nada que ver com a terra, propriamente dita, ou com a produção rural. Vinham, especialmente, das periferias urbanas, de pessoas sem nenhuma experiência de trabalho no campo - uma das razões, aliás, de tantos assentamentos fracassados e abandonados.

Eis por que a reivindicação fundiária, que esteve na origem da fundação desses movimentos ditos sociais e ainda é mencionada em seus discursos, deixou de ser a principal estratégia dessas organizações, sendo substituída por ações capazes de causar mais impacto, tais como as invasões de prédios públicos, os bloqueios de rodovias e ferrovias - como a da Vale -, assim como participações em atos predatórios, semelhantes aos realizados pela Via Campesina contra laboratórios de aperfeiçoamento genético de sementes e demais bases de apoio científico-tecnológico ao agronegócio.

Mas o que levaria pessoas contempladas com mesadas do Bolsa-Família a deixar-se mobilizar para arriscadas operações de esbulho da propriedade alheia?

''Não há como negar que nossa capacidade de mobilização tem sido prejudicada por esse programa'', diz José Batista de Oliveira, do grupo de coordenadores nacionais do MST, referindo-se ao Bolsa-Família. E continua com sua explicação teórica: ''É uma ação paliativa e humanitária. Mas não altera estruturalmente as perspectivas de inserção econômica e social e gera acomodamento.''

As pesquisas divulgadas pela Comissão Pastoral da Terra (CPT) mostram que existe uma relação direta entre a redução do número de novos acampamentos do MST e o crescimento do principal programa assistencial do governo. Em 2002, último ano do governo FHC, foram erguidos 64 acampamentos no País. Em 2003, primeiro ano do governo Lula, o número saltou para 285. No ano seguinte, porém, caiu quase pela metade e no ano passado não ultrapassou 48.

Reportagem de José Maria Tomazela, também publicada domingo, dá conta da existência de ''acampamentos fantasmas'' no Pontal do Paranapanema, onde há barracos vazios e em ruínas, que só recebem ''moradores'' nos dias em que são distribuídas as cestas básicas. O único sinal da presença humana no Acampamento Sul Mineira, em Presidente Epitácio , é um canteiro recém-plantado com batata-doce. Os 18 barracos, na margem direita da SPV-035, que liga a cidade a Teodoro Sampaio, estão fechados, alguns com cadeado na porta, outros com marcas evidentes de abandono. Na última quinta-feira, havia água em duas torneiras abastecidas por tambores de plásticos e ''algumas galinhas que ciscavam famintas''.

Eis aí a descrição de um quadro desolador. E assim melhor se entende porque o sr. Stédile se mostra, a cada dia, com pior humor: o principal programa social de Lula - quem diria! - está privando o MST de sua massa de manobra.

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Do Prosa & Políica, 01 de maio de 2008

Gastando sem dar satisfações

"O Governo não consegue mais separar o publico do privado, os seus membros acham-se com todos os direitos de usar o dinheiro público como bem entenderem, se o fato é legal ou não, perde a importância, pois tudo funciona apoiado por uma. impunidade nociva e escandalosa. Mas atenção, que um dia a casa cai." (Giulio Sanmartini)


Cartão custeou viagens de ministros aos estados de origem.
Sônia Filgueiras, em  O Estado de São Paulo

Os gastos feitos com cartões corporativos mostram que ao menos cinco ministros e ex-ministros privilegiaram viagens financiadas pelos cofres públicos a seus Estados de origem, onde mantêm laços político-partidários e familiares, em especial nos finais de semana. É o caso dos ministros da Pesca, Altemir Gregolin, e da Agricultura, Reinhold Stephanes, e dos ex-ministros Olívio Dutra (Cidades), Miguel Rossetto (Desenvolvimento Agrário) e José Fritsch (antecessor de Gregolin). Os dados constam de levantamento feito pelo sub-relator de sistematização da CPI dos Cartões mista, Carlos Sampaio (PSDB-SP), sobre gastos discriminados por fim de semana com cartões.

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Sobre jogos à dinheiro:

"De todos os impostos, o mais cruel é a loteria, porque tira de quem não tem."

Comentário de Casanova, por volta de 1750.

O jogo de azar com menor IR* (Índice de Roubo) de todos os que conheço é a roleta simples. Ela tem 36 números apostáveis, mais o zero e o duplo zero. No jogo básico, com aposta fixa, o dinheiro apostado circula entre os jogadores, exceto quando a bolinha para no zero ou no duplo zero. Quando isso acontece, o dono da roleta ganha tudo. 

É fácil concluir que na média é distribuído como prêmio 36/38 do total apostado, ficando 2/38 como lucro do dono da roleta (que, na modalidade simples, jamais perde, e ocasionalmente ganha). Pelas leis da probabilidade, o empresário ganha  5,26% de tudo o que for apostado, e é disso que paga todas as despesas que tiver, inclusive os impostos.   (Intencionalmente estou confundindo probabilidade de perder e o IR, que não são sempre a mesma coisa.).  

*[IR = 100% x (1- total de prêmios / total arrecadado)]. 

Nos grandes cassinos do mundo há variantes* do jogo, e ao trocar as fichas, cada ganhador tem descontado o imposto. Esse imposto é descontado sobre as fichas, mesmo que o apostador tenha perdido, e deve incrementar o IR. Quer dizer, se v. compra as fichas, não joga e depois as devolve, ainda assim paga imposto. O lucro do cassino é taxado à parte.

Entendeu? paga impostos quem ganha e quem perde, porque jogou. Paga o cassino porque tem lucro. No Brasil, o dono do cassino é o governo, que recebe duplamente: o lucro do jogo e os impostos. 

Como comparação, alguns valores aproximados para outros jogos:

Loteria Esportiva: IR~91% (a probablidade de acerto, isto é fazer os 13 pontos com a menor aposta é de 2 x 3e-13, isto é duas em 3 elevado a décima terceira potencia: 2 / 4.782.969 (uma chance em 2,39 milhões). Que fique claro, esta é a chance de ganhar apenas 9% do total apostado). O assalto é claro, claríssimo, mas ninguém o vê.

Jogo do Bicho(IR calculado sobre o jogo simples, no bicho: ~28%. 

Na época do barão de Itararé o IR era de 20%, mas hoje o bicheiro tem despesas com os grandes banqueiros do bicho, delegados, campanhas de deputados, senadores...

Jogar cartas ou sinuca, à dinheiro, contra um jogador profissional: IR 90% (neste caso, o profissional está cometendo crime previsto em lei (uso de extrema habilidade implica em certeza da vitória, e o "jogo" não fica sujeito às leis da probabilidade). Na verdade, a chance de perder é quase nula, mas o profissional sacrifica intencionalmente 10% dos jogos como forma de propaganda.

"Em todo lugar onde existe jogo a dinheiro, existe roubo e mulher da vida"

O jogo é muito utilizado para lavagem de dinheiro. Sonegou, traficou, roubou, foi subornado, usou informação privilegiada? Negativo: teve enriquecimento rápido porque ganhou no jogo. Nem precisa dizer que é um gênio financeiro. Os anões do orçamento ganharam centenas de vezes nas loterias, em poucos meses. E assim fica tudo justificado.

A multidão, ainda que lhe seja explicado, jamais compreenderá que no jogo e na política, quando UM enriquece, todos ficaram mais pobres. 

Minha bola de cristal sussurra em caráter de urgência que  famílias famosas da atualidade política brasileira, mostrarão sua “SORTE” fantástica muito breve. E profetiza que uma delas ganhará tanto, que só bancos italianos (anotem) poderão suportar o impacto de seus depósitos.

([email protected] ,  27 de abril de 2008)

*Todas as variantes do jogo beneficiam o banqueiro.

Não sou contra o jogo. Nem contra o álcool, ou o fumo. 

Não admito é PROPAGANDA de vícios.

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O ESTADO DO PARANÁ, Sábado 26/04/2008 

O jogo da desigualdade fiscal 

Eudes Moraes

 "Toda democracia se funda no direito de igualdade e tanto mais pronunciada será a democracia quanto mais se avança na igualdade" (Aristóteles).

O governo federal acaba de criar a Timemania. O Brasil se transforma num grande cassino oficial com Sena, Mega Sena, Quina, Dupla Sena, Lotofácil, Lotomania, Lotogol, Loteca, bilhetes de loterias federais e estaduais, além das Tele Senas e outros baús que arrecadam o minguado dinheiro do povo.

Ao mesmo tempo, a Receita Federal deflagra uma megaoperação contra pessoas físicas e jurídicas (nos clubes de futebol, não) para combater a sonegação fiscal. O alvo é mais de 37 mil contribuintes suspeitos de sonegação em torno de R$ 1 bilhão para o fisco. Não sou contra esse arrastão tributário e não faço apologia da ilegalidade, mas não posso deixar de fazer algumas reflexões sobre a matéria.

A maioria dos apostadores é constituída de pobres. Exatamente os que compõem a base da pirâmide econômico-social. É de pequenos jogos que se nutre o sistema de jogos de azar, através do fascínio e alimentação da esperança. O jogo do bicho age na clandestinidade e o governo não acaba com ele. É fácil concluir que numa ponta está a exploração do fenômeno psicológico da crença e da esperança e na outra a ganância do governo por mais dinheiro.

A Timemania regulamenta que o prêmio líquido será de 32,20% do que for arrecadado porque 67,80% ficarão de posse do governo distribuídos em 13,8% de Imposto de Renda; 20% para o custeio da Caixa Econômica Federal (CEF); 3% para o Ministério do Esporte; 3% para o Fundo Penitenciário Nacional; 3% para Fundo Nacional de Saúde; 1,7% para o Comitê Olímpico Brasileiro; 0,3% para o Comitê Paraolímpico Brasileiro; 1% para a seguridade social e 22% se destinarão para quitar dívidas com a União em FGTS, INSS e Receita Federal dos clubes de futebol que aderirem à loteria. O governo ganha diversas vezes. Para mim, não está claro se haverá repasse de dinheiro dessa jogatina para os clubes que nada devem para o fisco.

O governo acredita que esse jogo injetará nova receita nos clubes, sanando suas dívidas tributárias e promovendo a capacidade de investimento. Ora, por que os clubes não fizeram e não fazem isso com os resultados astronômicos das vendas de jogadores para o exterior? Do dinheiro que entra, dá para pagar impostos e investir em novos estádios. Os descomunais salários pagos aos jogadores e aos funcionários graduados dos clubes deveriam merecer a atenção do Ministério do Esporte. Urge um basta nisso!

Através da Timemania, o povo ajudará o governo a receber dívidas de impostos que os clubes não honraram. É a velha prática do crime de apropriação indébita, dessa vez socializado. Além disso, o povo estará aprovando esse desvio de conduta, sem ter garantia que após o saneamento do passivo tributário os clubes recolherão com regularidade os impostos. Paga-se pela paixão ao futebol, sem participar das gestões dos clubes que tratam os torcedores com descaso. Acidentes e mortes acontecem com freqüência por falta de investimentos nos estádios. É comum escândalos de maus dirigentes que são presos por má gestão e desvios de dinheiro.

O problema tributário transcende os clubes de futebol, portanto, é questionável esse tratamento desigual que fere o princípio da isonomia constitucional. O tratamento dado para as empresas que contribuem para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), geram empregos e pagam elevados impostos, não é o mesmo dado aos clubes de futebol. As empresas inadimplentes são investigadas, autuadas e denunciadas à Justiça Federal. A Timemania fere o princípio da isonomia constitucional (Art. 5º, I) que abriga todos os que nascem e vivem sob os mesmos direitos e obrigações perante o Estado. A desobediência à norma específica sobre a igualdade tributária prevista no Inciso II do Art. 159 da Constituição Federal é a pior parte.

A criação do jogo Empresamania para saneamento do passivo tributário, manutenção dos empregos e alavancagem da capacidade de investimento, não dará certo porque, além de cair na mesma ilegalidade, os que vestem a camisa dos clubes de futebol, nem sempre vestem a das empresas onde trabalham.

Eudes Moraes é empresário, escritor e poeta, com formação em Psicologia, Teologia e Direito.

[email protected]

 KUMÉKIÉ? vão me fazer pagar as dívidas dos clubes? Sei, a gente paga, mas os clubes continuarão devendo...depois a gente paga outra vez, e outra...igual à divida externa, que já pagamos mil vezes, o cara anuncia que foi zerada e está zerada, mas alguém lá em cima diz que o bom negócio é continuar devendo...("senão, as comissões acabam!") e plim! Não está mais zerada. Sempre haverá trouxas para pagar os juros. 

 

 

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Poesias Millôrianas (1)

A onça rosna, a rola arrulha.
No do sapo, sempre agachado,
não passa nem agulha.

Prá onça já fez um agrado...
Quem só enfrenta outro pulha
tem medo de bicho fardado.
 

Ah! se eu fosse um poeta de verdade...

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ARQUIVO DE ARTIGOS ETC

O Globo -  Terça-feira, Abril 15, 2008                  

Lula, o pelego?

Artigo - Francisco C. Weffort

Que coisas tão graves em seus gastos na Presidência estará Lula procurando esconder da opinião pública? Que de tão grave têm as despesas dos palácios do Planalto, da Alvorada e da Granja do Torto que possam explicar a cortina de fumaça que o governo criou para impedir o controle dos cartões corporativos de Lula, Marisa, Lulinha, Lurian etc.? A estas alturas, só o governo pode responder a tais perguntas. E como o governo não responde, a opinião pública, sem os esclarecimentos devidos, torna-se presa de dúvidas sobre tudo e todos.

É conhecida a ojeriza de Lula a qualquer controle sobre gastos. Evidentemente os dele, da companheirada do PT, dos sindicatos e do MST, sem esquecer um sem-número de ONGs sobre as quais pesam suspeitas clamorosas. Ainda recentemente, ele vetou dispositivo de lei que exigia dos sindicatos prestação de contas ao TCU dos recursos derivados do imposto sindical (agora "contribuição"). Há mais tempo, Lula era contra o imposto em nome da autonomia sindical. Agora que está no governo, deixou ficar o imposto e derrubou o controle do TCU. Tudo como dantes no quartel de Abrantes. O que o Lula e os pelegos querem é o que já existia na "república populista", dinheiro dos trabalhadores sem qualquer controle.

Lula, a chamada "metamorfose ambulante", não se tornou ele próprio um pelego? Assim como defendeu a gastança dos sindicatos em nome da autonomia sindical, agora defende sua própria gastança na Presidência em nome da segurança nacional. Isso me lembra uma historinha de 1980, bem no início do PT, quando João Figueiredo estava no governo e Lula estava para ser julgado na Lei de Segurança Nacional. Junto com alguns outros, eu o acompanhei numa viagem à Europa e aos Estados Unidos em busca de apoio. Como outros na comitiva, eu acreditava piamente que tudo era em prol da liberdade sindical e da democracia, e as coisas caminharam bem, colhemos muita simpatia e apoio nos ambientes democráticos e socialistas que visitamos. Mas, chegando à Alemanha, fomos surpreendidos pela recepção agressiva do secretário-geral do sindicato alemão dos metalúrgicos. Claro, ele também era a favor da democracia e estava disposto a defender os sindicalistas. Sua agressividade tinha outra origem: o sindicato alemão que representava havia enviado algum dinheiro a São Bernardo e cobrava do Lula a prestação de contas! A conversa, forte do lado alemão, foi num jantar, e não permitia muitos detalhes, mas era disso que se tratava: alguém em São Bernardo falhou na prestação de contas e o alemão estava furioso. Lula se defendeu como pôde, mas, no essencial, dizia que não era com ele, que não sabia de nada.

A viagem era longa. Antes da Alemanha, havíamos passado pela Suécia, e fomos depois a França, Espanha, Itália e Estados Unidos. Em Washington, tivemos um encontro com representantes da AFL-CIO, e ali repetiu-se o mesmo constrangimento. Embora não tão agressivos quanto o alemão, os americanos queriam prestação de contas sobre dinheiro enviado a São Bernardo. Mas Lula, de novo, não sabia responder à indagação referente às contas. Ou não queria responder. Não era com ele.

Nunca dei muita importância a esses fatos. A atmosfera do país nos primeiros anos do PT era outra. Ninguém na oposição estava antenado para assuntos desse tipo. O tema dominante era a retomada da democracia. A corrupção, se havia, estaria do lado da ditadura. Saí da direção do PT em 1989 e me desfiliei em 1995. Até então era difícil imaginar que um partido tão afinado com o discurso da moral e da ética pudesse aninhar o ovo da serpente. Minha dúvida atual é a seguinte: será que a leniência do governo Lula em face da corrupção não tem raízes anteriores ao próprio governo? A propensão a tais práticas não teria origem mais antiga, no meio sindical onde nasceu o PT e a atual "república sindicalista"?

Talvez essa pergunta só encontre resposta cabal no futuro. Mas, enquanto a resposta não vem, algumas observações são possíveis. Parece-me evidente que no momento atual alguns auxiliares da Presidência - a começar pelos ministros Dilma Rousseff, Jorge Hage e general Jorge Felix - foram transformados em escudos de proteção de possíveis irregularidades de Lula e seus familiares. O outro escudo de proteção é Tarso Genro, que usa uma ginástica retórica para, primeiro, garantir, como Dilma, que o dossiê não existia, só um banco de dados. Depois passou a admitir que existia o dossiê, mas que isso todo mundo faz. Mais ou menos como no episódio do mensalão, lembram-se? Naquele momento, o então ministro Thomas Bastos, acompanhado por Delubio Soares, disse que mensalão não existia, que eram contas não regularizadas, sobras de campanha etc. E lula afirmou de público que isso todos os políticos faziam. O que não impediu que o procurador-geral da República visse no mensalão a prática delituosa de uma quadrilha criminosa.

Adotada a teoria do dossiê - aquele que não existia e que passou a existir - criou-se uma pequena usina de rumores, primeiro contra Fernando Henrique Cardoso e Dona Ruth, depois contra ministros do governo anterior. Minha pergunta é a seguinte: quando virão os dossiês contra Lula e Dona Marisa Letícia? Não é este o futuro que deveríamos almejar. Mas no que vai do andar da carruagem dirigida por um Lula cada vez mais ególatra e irresponsável é para lá que vamos, inelutavelmente. Quem viver verá.

FRANCISCO C. WEFFORT é sociólogo.

Enviado por Eudes Moraes em 20 de abril de 2008

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EM DEFESA DOS DOSSIÊS

Nas últimas semanas, temos visto o Senhor Tarso Genro, Ministro da Justiça, pronunciar-se em defesa do direito de se fazer “banco de dados” sobre os adversários políticos do governo.  Está coberto de razão. Não existem leis proibindo tal prática. Estão errados todos os que querem tentar impedir que qualquer brasileiro deixe de ser fiscalizado.

Estaria errado, se tentasse defender o contrário. Nenhum brasileiro está – por exemplo – isento de investigação pela Receita Federal. Para a Receita Federal, não pode haver “sigilo bancário”. Quando o contribuinte declara anualmente quanto lhe restou em uma conta bancária, ou na caderneta de poupança, essas informações não são checadas? Você acredita que os fiscais do Imposto de Renda acreditam em tudo o que você declara?

Estaria errado o Senhor Ministro da Justiça se fizesse um pronunciamento negando ao brasileiro o direito de ser investigado. Eu quero ser investigado. Quero que não paire qualquer dúvida sobre mim, minha família, meus amigos.

Acredito que o cidadão Tarso Genro, também o queira, e que também peça por isso. Para que o bom exemplo seja dado desde o início, que o principal mandatário da Nação também queira calar a boca de tantos maledicentes, e declare, de peito aberto: EU QUERO SER INVESTIGADO! QUERO QUE INVESTIGUEM MINHA FAMÍLIA E MEUS AMIGOS! Porque se não o quiser atrairá suspeitas. Suspeitas de que?

Um ladrão de bens públicos é culpado de algo maior que roubo, é culpado de crime de lesa-pátria, é culpado de TRAIÇÃO. E diria mais: quem subtrai verbas de saneamento ou saúde pública, é culpado de crime contra a humanidade, e é por esse tipo de crime que deveria ser julgado. Tal tipo de suspeita não pode pairar sobre um homem de bem.

                    Gil_de_Almeida, em 18 de abril de 2008

 

 

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E-mail recebido na madrugada. Editei para poder publicar.

Ultimas notícias da Capitinga:

A Polícia Federal prendeu um monte de prefeitos e juízes por rou desvio de mais de 200 milhões. Um juiz mandou soltar. No caso específico da Capitinga, houve apreensão de mais de 1 milhão em dinheiro vivo, diversos carros, armas (sendo uma ilegal), só em uma das casas e em uma fazenda de um dos acusados. Não teriam sido investigadas supostas casas em um suposto condomínio em frente à suposta "Ilha de Caras" nem um suposto iate (lancha?) em Angra dos Reis, talvez por estarem em nome de laran supostos cidadãos sem ficha criminal. 

A Receita Federal não acha estranho que cidadãos que anteriormente teriam se declarado isentos de pagar Imposto de Renda, ou não possuidores de bens, tenham enriquecimento rápido. Um outro político da Capitinga, não investigado, eterno candidato, na declaração de bens obrigatória, afirma (pesquise no site www.políticosdobrasil.net) não ter bens. Mas os filhos menores tem mansão, carros importados na garagem, motoristas. Devem ser gênios financeiros mirins.  É claro que existem explicações racionais. Só não existe explicação racional é para o desinteresse oficial.

Foram omitidos os nomes mencionados no e-mail original. 

Gil, em 14 de abril

Noticias mais recentes: JÁ TÃO TODOS SOLTOS (30 DE ABRIL DE 2008)

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POR QUE NÃO REELEGER CANDIDATOS ?

A história do país, e não só a recente, tem mostrado à exaustão que na maioria absoluta dos casos, a permanência longa no poder conduz à corrupção. Quanto mais longa, mais desenfreada.  Quanto mais poder, mais corrupção. 

(por increça que parível, trata-se de uma lei, conhecida como "Lei dos Grandes Desastres" para os estatísticos, que foi popularizada mas não entendida como "Lei de Murphy", e que nossos avós enunciavam como "tanto vai o pote a fonte, que um dia ele quebra.)

Para não citar nomes de pessoas vivas (principalmente as vivaldinas, que usariam a citação para processar e arrancar o sustento de quem escreve), mencionarei apenas pessoas e governos históricos.

Júlio César foi um político de grande competência, e bom general, além de amado por seus subordinados. Ao se apaixonar pelo poder, corrompeu-se e precisou ser assassinado.  O próprio Império Romano tornou-se tão grande e forte, e assolou o mundo por tanto tempo, que apodreceu e foi destruído. O mesmo aconteceu com o reinado Persa, com o Império Britânico, com o  Egito dos faraós, com a Alemanha nazista. E irá acontecer com a Pax Americana. 

No Brasil, o reinado após a Independência foi excelente. Mas a corrupção ofendeu tanto às classes emegentes, que foi deposto em um golpe militar (no qual persistem dúvidas quanto a forma pela qual Deodoro da Fonseca foi "convencido" a participar).  Logo após a Proclamação da República, foi feito o primeiro contrato lesivo ao país, relativo à exportação de ferro (por preço inferior ao transporte do minério entre as minas e o porto. Foi uma das maiores maracutaias da história. Durante a ditadura militar recente, o contrato foi renovado...).

O primeiro governo de Getúlio foi bom. Muita coisa foi feita em prol do trabalhador. Mas depois de ter tomado gosto pelo poder, houve o golpe, o Estado Novo, outro mandato. E os escândalos surgiram, os esqueletos e cadáveres putrefatos apareceram. E a vergonha o levou ao suicídio, se é que não foi suicidado. 

Desde então, um mesmo grupo permanece no poder, nos períodos antes da ditadura militar, durante os anos de chumbo, e nestes vinte e poucos anos depois do período do "milagre econômico".  Como foi dito pelo fazendeiro Neca Venâncio ao presidente Getúlio Vargas: "Mudam os mosquitos, mas a merda é a mesma. Pode até acontecer de o caçador ser bom, mas a matilha..." E a matilha é sempre a mesma.

Observem os nomes e os sobrenomes (alguns bastante incomuns) mencionados nas colunas políticas em todo o período pós reinado: são sempre os mesmos. Quando um novo nome surge no cenário político, imediatamente é cercado, cooptado, subornado, seduzido pela maioria que, como hoje, pune e humilha uns poucos sérios e corajosos (e aqui eu cito nomes: senadores Simon e Jefferson, deputado Gabeira) que não "entram no esquema". 

Em tempo: "entrar no esquema", para quem não conhece a expressão, já é termo antigo, significa aceitar suborno, em moeda sonante, parcela de poder ou sexo gratuito (perdão, não é gratuito: é pago por mim e você, contribuinte).

Correremos riscos? Sem dúvida! Temos exemplos recentes: em total desespero no período pós-Collor, elegeu-se o executor (das esquerdas) do plano Real sob o governo Itamar Franco.  Reservo-me o direito de não sujar as mãos escrevendo seu nome. Deu no que deu.  Apaixonou-se pelo poder, e numa METAMORFOSE AMBULANTE semelhante à atual, mandou que esquecêssemos o que ele havia escrito, virou "à direita", rasgou a Constituição que proibia re-eleição e começou a afundar o país. Quis continuar através de um pau-mandado e conseguiu com isso que o povo partisse para mais a esquerda. Novamente foi enganado o povo. 

Traduzindo para os antigos: "metamorfose ambulante"de hoje é o "vira-casaca" de nosso tempo.

Elegeu outro que fingia ser povo, mas era polvo. Cheio de tentáculos. Também me recuso a mencionar o malfadado nome.  Desculpem-me os petralhas, mas não creio que este tenha se corrompido com o poder. Já nasceu corrompido, uma "barrigada perdida".  Um mandato de desgoverno, vá lá. Haveria possibilidade de recuperação. Mas também tornou-se outra METAMORFOSE AMBULANTE, renegou tudo o que fingia defender, esqueceu ser contra CPMF, ser contra re-eleição, esqueceu todas as mentiras criadas para atingir o "pudêr". Reelegeu-se. Deu no que deu. Não merecemos isso.

No congresso, que já foi Congresso, vê-se de tudo, sob o comando dos eternos re-eleitos. Temos até senador sem voto, para garantir a vaga do que não quer mostrar no que ou em que está votando. E continuam sendo re-eleitos. Para manter o status quo, manter o sistema podre que os continuará a re-eleger até a morte, e depois desta os seus herdeiros. Até quem já foi condenado por crime volta sob a proteção do mandato, com imunidade parlamentar, para continuar no delito. E se em vias de perder mandato por "falta de decoro", renuncia, novamente se candidata, é eleito, volta a cometer os mesmos atos, e já não é mais acusado por "faltas reconhecidas, mas cometidas em outro mandato"...

Não concorda comigo? Vai me chamar de palhaço? Não se dê a esse trabalho. É como me sinto. É como se sente a maioria do povo pensante neste país, aquela parte que lê. Não me sentirei ofendido. Eu, tu, nós somos o palhaço. Mas tem uma forma de corrigir o erro. Esperança remota, mas esperança:

NUNCA MAIS VOTE PARA O MESMO CARGO EM ALGUM POLÍTICO QUE JÁ EXERCEU MANDATO. 

EVITE RECONDUZIR ELEMENTO DO MESMO PARTIDO. NÃO VENDA SEU VOTO. (E não esqueça que esperar favores ou  recompensar favores, pagar obrigações, mostrar gratidão são termos que escondem pagamentos na moeda de compra de voto.)

 

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