Isto não é um blog. Atualizo artigos antigos. E reconheço erros.
Comentários e réplicas e serão colocadas junto ao artigo original. Participe pelo contato.
UM MALUCO COM A BOCA NO TROMBONE Este sítio é um desabafo. Em todos os outros que fiz, havia regras a serem seguidas. Em um não se pode falar das suas crenças ou de religião, em outro a política é tabu. Num terceiro, o palavrão não pode ser usado, ainda que seja a única interjeição cabível. Neste publicarei o que penso, tenha ou não saído de minhas mãos ou boca, reproduzirei os artigos que gosto, sejam de direita ou de esquerda. Citar o autor é uma obrigação. Se me esquecer, ou quando errar, corrija-me. | |
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| ATUALiZAÇÃO | 2008: JAN-FEV-MAR-ABR-MAI-JUN-JUL-AGO-SET-OUT-NOV-DEZ |
| 29/02/2008 | |
ANTERIORES(2007-2006) (Será substituído, está pesado) | |
2008 - Fevereiro | NUNCA MAIS VOTE EM POLÍTICO QUE JÁ TENHA EXERCIDO O CARGO PARA O QUAL ELE SEJA CANDIDATO. NENHUM. QUALQUER CARGO. |
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LADRÃO DE GALINHAS Quando
alguém é flagrado pulando o muro da granja com um saco cheio de
galinhas e não é dono das galinhas, nem do muro, nem da granja,
considero que é um LADRÃO DE GALINHAS. Ninguém me convencerá que é
um santo que tentava devolver as perdidas penosas ao lar. E não me
digam que devolvendo as galinhas deixará de ser LADRÃO DE GALINHAS.
Tem de pegar é cadeia. Claro, depois de passar pela vergonha de ser
julgado, condenado e marcado como LADRÃO DE GALINHAS. Como foi que NÓS, brasileiros, perdemos a vergonha na cara? Gil Almeida,01 de março de 2008
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Carta Aberta nº 08/08 - À Senadora Marisa Serrano - Presidente da CPMI dos Cartões Corporativos. Senadora Marisa Serrano, Cumprimento V.Exª. por ter sido escolhida pelos seus pares e por ter aceito a presidência da CPMI dos Cartões Corporativos. Como cidadão brasileiro e eleitor, espero que V.Exª. tenha êxito na condução dos trabalhos e promova justiça "doa a quem doer". Não poupe os membros do partido (PSDB) que V.Exª. faz parte e faça uma devassa profunda para que a sociedade brasileira não seja, mais uma vez, enganada e sinta o gosto de pizza estragada, impura e venenosa para os interesses da nação. Como modesta contribuição, tomo a liberdade de enviar à V.Exª. artigo de minha autoria (link abaixo) publicado no Jornal Gazeta do Povo, onde analiso e faço uma hermenêutica do textos legais sobre a intenção de blindar os gastos do Gabinete da Presidência da República sob a égide da soberania Nacional. Nos jornais de hoje, li com esperança, que V.Exª. tem o mesmo entendimento e que investigará os chamados "gastos secretos do Planalto". A carta resposta de 24/02/08 que recebi do Gabinete da Presidência da República, no parágrafo 4º, contém a afirmação: (com exceção daquelas mantidas pelo sigilo obrigatório de segurança) e isso, sustenta a tese do meu artigo e contraria as primeiras manifestações de V.Exª. sobre o assunto. Em anexo, dou conhecimento à V.Exª. e a CPMI do conteúdo dessa carta resposta. Link para Gazeta do Povo (artigo reproduzido abaixo) Cordialmente, Eudes Moraes Cidadão Brasileiro – Título Eleitoral nº. 005013360647/PR C.I. nº. 764.137- PR e-mail: [email protected]
Os Cartões Corporativos e a Segurança Nacional Eudes Moraes A Constituição Federal de 1988 restaurou o Estado Democrático de Direito. Alguns parlamentares querem impedir a fiscalização dos cartões corporativos presidenciais e evocam a segurança nacional para manter esses gastos sob sigilo. Cometem erro crasso.
No Estado de Direito, não cabe “um peso e duas medidas”. Não podemos nos descurar da importância da fiscalização de todos os gastos com cartões corporativos. Uma Elba foi prova material para derrubar Collor. A possível compra de um relógio Cartier na 5.ª Avenida da luxuosa Nova Iorque, não é menos chocante. Antes que me confundam, a investigação deve ser estendida também ao presidente anterior que instituiu o cartão corporativo. Fugir dessa tarefa, sob a falsa alegação de Segurança Nacional, é querer voltar para o Direito do Estado.
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| Já não podemos dizer nada! Sandra Cavalcanti Em 14 de de abril de 1930, aos 36 anos, Vladimir Maiakóvski, o maior poeta russo da era contemporânea, deu um fim trágico à sua atormentada vida. Matou-se porque perdeu toda a esperança e se viu diante de uma estrada sem saída. Sua obra é absolutamente revolucionária, como revolucionárias eram as suas idéias. Mas o poeta, dizia ele, por mais revolucionário que seja, não pode perder a alma! Ele acreditou piamente na Revolução Russa e pensou que um mundo melhor surgiria de toda aquela brusca e violenta transformação. Aos poucos, porém, foi percebendo que seus líderes haviam perdido a alma. A brutalidade crescia. A impunidade era a regra. O desrespeito às criaturas era a norma geral. Toda e qualquer reação resultava em mais iniqüidades, em mais violência. Um stalinismo brutal assolou a pátria russa. Uma onda avassaladora de horror e impotência tomou conta de seu espírito, embora ainda tentasse protestar. Mas foi Em 1936, escreveu Eduardo Alves da Costa o poema No caminho com Maiakóvski, que resume sua desoladora tragédia. "... Na primeira noite eles se aproximam e roubam uma flor de nosso jardim. E não dizemos nada. Na segunda noite, já não se escondem: pisam as flores, matam nosso cão, e não dizemos nada. Até que um dia, o mais frágil deles entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a luz e, conhecendo nosso medo, arranca-nos a voz da garganta. E já não podemos dizer nada." Nestes tristes tempos, muitos estão vivendo as angústias desabafadas neste poema. Também acreditaram em líderes milagrosos, tiveram esperanças em dias mais serenos, esperaram por oportunidades melhores e sonharam com paz e alegria. Nunca imaginaram que, em seu lugar, viriam a impunidade, a violência, o rancor e a cobiça. Os que chegaram ao poder, sem nenhuma noção de servir ao povo, logo revelaram a sua verdadeira face. O País está vivendo uma fase de completo e total desrespeito às leis. A Lei Maior, aquela que o País aprovou por meio de seus representantes, não existe. Para uns, todas as leniências. Para outros, todos as violências. Nas grandes cidades, dois governos, duas autoridades: a tradicional e a dos marginais. No campo, ausência de direitos e deveres. Uma malta de desocupados, chefiados por líderes atrevidos e até debochados, está conseguindo levar o desassossego e a insegurança aos milhões de trabalhadores rurais que ali se esforçam para sobreviver. Isso já vem acontecendo há muito tempo e não há sinal de que alguma autoridade pretenda submetê-los às penas da lei. Ao contrário. Eles gozam de imenso prestígio junto ao presidente, que não se acanha em lhes dar cobertura e agir com a maior cumplicidade. A ausência das autoridades tem sido o grande estímulo para que esses grupos, e outros que vão surgindo, venham conseguindo, num crescendo de audácia e desrespeito, levar o pânico aos que vivem do trabalho no campo. A mesma audácia impune garante também a expansão das quadrilhas de narcotraficantes em todo o País. A cada dia que passa eles chegam mais perto de nós. Se examinarmos com atenção os acontecimentos destes últimos dois anos, dá para entender o nosso medo. Quando explodiu o caso do Waldomiro Diniz, as autoridades estavam na obrigação de investigar tudo e dar uma punição exemplar. O que se viu? Uma porção de manobras para encobrir os fatos e manter os esquemas intocáveis. E qual foi a reação do povo? Nenhuma. Roubaram uma flor de nosso jardim, a flor da decência, da dignidade, da ética, e nós não dissemos nada! Quando, da noite para o dia, dezenas de deputados largaram suas legendas e se bandearam para as hostes do governo, era preciso explicar tão misteriosa adesão. O que se viu? Uma descarada e desafiadora alegria no alto comando do País! E qual foi a reação do povo? Nenhuma. Eles nem se esconderam. Pisaram em nossas flores, mataram o cão que nos podia defender. E nós não dissemos nada! Quando um parlamentar, que integrava a tal maioria, veio denunciar o uso de recursos públicos, desviados de forma indecente, com a conivência dos altos ocupantes do governo, provando que a direção do PT e do governo sabiam de tudo e de tudo se haviam aproveitado, qual foi a reação do povo? Nenhuma. Eles nem se importaram com o fato de terem sido descobertos. O mais frágil deles entrou em nossa vida, roubou a luz de nossas esperanças e, conhecendo o nosso medo, ainda se deu ao luxo de arrancar a nossa voz da garganta! Será que vamos aceitar? Não vamos dizer nada? Será que o povo brasileiro perdeu de vez a sua capacidade de se indignar? A sua capacidade de discernir? A sua capacidade de punir? Acho que não. Torço para que isso não esteja acontecendo. Sinto, por onde ando e por onde vou, que lá no mar alto uma onda de nojo está crescendo, avolumando-se, preparando-se para chegar e afogar esses aventureiros. Não se trata, simplesmente, de uma questão eleitoral. Não se cuida apenas de ganhar uma eleição. O importante é não perder a alma. O direito de sonhar. A vontade de viver melhor. Colocar este momento como uma simples luta entre governo e oposição é muito pouco. E derrotá-los, simplesmente, também é muito pouco, diante do crime que eles praticaram contra as esperanças de um povo de boa-fé. O que vai hoje na alma das pessoas é o corajoso sentimento de que é preciso vencer o pavor e o pânico diante da audácia dessa gente, não permitindo que eles nos calem para sempre. Se não forem enfrentados, se não forem punidos, se seus métodos e processos não forem repudiados, nosso futuro terá sido roubado. Nossa voz terá sido arrancada de nossa garganta. E já não poderemos dizer nada. E-mail: [email protected] |
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PERGUNTAR NÃO OFENDE. OU OFENDE? Quando uma lei já existe, precisa de uma ação civil pública para ser cumprida? Ou ações civis individuais? Já é fato sabido que existem BILHÕES DE REAIS "esquecidos" nos bancos, relativos a reajustes não efetuados, "distrações" cometidas pelos bancos. Todos os bancos deste país. É regra de jogo - não escrita - e também no espírito de todas as leis de todos os paises civilizados que "O erro não pode beneficiar a quem errou." Como é que um "erro" cometido pelos bancos pode gerar um lucro de BILHÕES para esses mesmos bancos? Na mesa de jogo o nome disso seria TRAPAÇA. Por que, e a quem interessa, que para cada conta ser reajustada, tenha de sofrer um processo judicial, envolvendo custos judiciários, pagamento de salários, emolumentos e comissões para advogados de ambos os lados, se é DIREITO, sem discussão, de que o dono do dinheiro o retire? Repito, A QUEM INTERESSA, além dos advogados, toda essa despesa e aborrecimento? E pergunto ainda: qual é a porcentagem prevista de clientes que - por estarem mortos - não poderão avisar seus herdeiros? Qual a porcentagem de clientes que pensarão: é tão pouco... não vale a pena pedir de volta... pensarão que sou sovina... Somando tudo, qual a porcentagem total? A quantos BILHÕES DE REAIS equivale essa porcentagem? QUEM É QUE FICA COM O DINHEIRO NÃO RECLAMADO? A quem interessa que as contas dos clientes dos bancos não sejam atualizadas por um programa de computador, a baixo custo, sem ocupar advogados, promotores, juizes? Mais uma: quem é que estabelece prazos para alguém reclamar o que é de sua propriedade? Como é que se pode perder o direito a sacar algo que é teu? Para quem não sabe, os prazos para reajustes de poupanças estão vencendo! Mas claro, claro, se é assim é porque o brasileiro quer que seja assim. Elegemos nossos deputados e senadores e presidentes para que cumpram o desejo do povo. Como o povo gosta de sofrer, não é preciso que que as leis sejam cumpridas. Elas só servem para prender o ladrão pobre. Perdão, para prender o pobre, nem precisa ser ladrão. O rico, não pode ser sequer investigado. Entra governo, sai governo, nada muda. Os banqueiros mandam, os governantes obedecem. Sempre de joelhos. Gil, em 27 de fevereiro de 2008
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| Recebi por e-mail. Original em www.minc.com.br Liminar judicial obriga bancos a respeitar lei que determina atendimento em 20 minutos Liminar judicial obtida pelos ministérios públicos federal e estadual, em dezembro de 2006, obriga os bancos a cumprir a Lei 4223/03, de autoria do deputado Carlos Minc, que determina que, em qualquer agência bancária no Estado do Rio de Janeiro, o cliente não pode esperar mais do que 20 minutos na fila de um caixa, em dias normais, e 30 minutos, em véspera e depois de feriados. A liminar da juíza Liléa Pires de Medeiros, da 22a. Vara Federal do Rio de Janeiro, responde à ação civil pública, pelo respeito à lei, impetrada pelo procurador da República Claudio Gheventer e pelo promotor estadual de Justiça Rodrigo Terra. Pela liminar, os bancos terão dez dias para se adaptar, a partir da intimação da decisão, colocando à disposição dos clientes funcionários suficientes para atendimento rápido nos caixas. Os bancos que não cumprirem a obrigação legal serão multados em R$ 5 mil por dia. Os clientes que se sentirem lesados poderão denunciar a agência infratora no MP ou entrar com ação na Justiça. Essa vitória parcial é mais um capítulo na luta do mandato pelo cumprimento da chamada Lei dos 20 Minutos. Desde 2004, temos realizado várias vistorias, com o Sindicato dos Bancários e o Procon, em agências bancárias para fiscalizar o cumprimento dessa e de outras leis de defesa do consumidor. Pela Lei 4223/03, a agência que não atender o usuário em tempo hábil fica sujeita à multa de até R$ 65 mil, além das determinadas pelo Código de Defesa do Consumidor, que chegam a R$ 4 milhões, dependendo do desempenho econômico da empresa. Os bancos são obrigados a fornecer ao usuário, assim que ele entrar na agência, uma senha contendo a data e o horário de chegada e do atendimento. Este registro permite reclamação no Procon ou uma ação judicial contra o banco. Pela lei, as agências têm que informar, em cartaz afixado na entrada, a escala de trabalho do setor de caixas colocados à disposição dos usuários. Para as pessoas com mais de 65 anos, gestantes, portadores de deficiências físicas e pessoas com crianças no colo, as agências têm que disponibilizar pelo menos 15 assentos. Defesa do consumidor Agentes do Procon e da Comissão Especial pelo Cumprimento das Leis da Alerj têm realizados blitze periódicas em agências bancárias pelo cumprimento da Lei dos 20 Minutos e de outras em defesa do consumidor, lavrando multas em agências de bancos como Bradesco, Itaú e Caixa. A multa máxima do Procon para esses casos é de R$ 4 milhões. Os agentes investigam se as agências bancárias respeitam leis que estipulam um fila especial e cadeiras de rodas para idosos, a espera na fila por no máximo 20 minutos, a instalação de filmadoras de segurança, de bebedouros e banheiro para clientes e caixa eletrônico e banheiro adaptados aos portadores de deficiência física - além de um exemplar do Código de Defesa do Consumidor e do endereço e telefone do Procon à vista dos clientes. Mas por que só no Estado do Rio de Janeiro? Não me parece-me que os cariocas sejam nem mais nem menos cidadãos que os demais brasileiros. Aproveito para perguntar: quando uma lei já existe, precisa de uma ação civil pública para ser cumprida? Gil, em 27 de fevereiro de 2008 |
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| AVISO ANTES DE INICIAR AÇÃO JUDICIAL Fiz pela internet uma compra pequena. Um pacote de papel semi-gloss, 500 folhas. Coisa pouca. Sete dias (e seis reclamações) depois da compra, o site de venda sequer acusou ter recebido o pagamento. Após várias reclamações, ainda não se dignou a dar qualquer resposta. E tem página específica para tanto. Se o produto tivesse acabado, bastaria uma resposta, e a devolução do pagamento. Neste país de valores invertidos, talvez eu seja processado por difamação (jamais por calúnia), se publicar o nome da empresa. E R$61,75 (sessenta e um reais e setenta e cinco centavos ) é uma quantia risível para uma ação judicial. Foi esse o valor da compra. Até o PROCOM acharia engraçado uma reclamação por um valor tão pequeno, enquanto cartões corporativos dão prejuízos de milhões, e ninguém vai preso. O problema é que eu me sinto moralmente ofendido quando sinto que estou sendo enganado. E uma ação pedindo reparação por danos morais não será feita senão por valores que justifiquem fazer a ação. Quem quer proceder com justeza, não entra direto com um processo, como os que neste momento estão bombardeando os jornais que revelaram o montante das fortunas de certos bispos de certas igrejas que vivem de pedir dízimos a quem não os pode dar. Quem quer ser justo, avisa antes, como estou fazendo agora. Em tempo: 32 minutos após a publicação do texto acima, cuja cópia foi mandada à tal empresa, por e-mail, houve uma resposta atravessada (e em uma língua semelhante ao português) informando que a encomenda tinha sido enviada. Como previsto, com ameaças veladas de tirar meu blog do ar... O mais engraçado é que o ameaçado foi um site que não o meu. Guardei o e-mail para futuras referências. De novo: dois e-mails cheios de explicações se seguiram. Estou aguardando para ver se a encomenda chega... (29/2/2008). Se e quando chegar, simplificarei esta nota. Gil Almeida, em 27 de fevereiro de 2008
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| Colaborando na divulgação. Publicado no jornal O São Paulo (Semanário da Arquidiocese de São Paulo), Ano 52, nº 2.686, terça-feira, 26 de fevereiro de 2008, p. 2. A trama da corrupção política José de Souza Martins* Corruptos não são apenas alguns. A maioria dos brasileiros, sem o saber, está envolvida na trama da corrupção. É que a corrupção entre nós é endêmica e histórica, impregnou a cultura do povo e está distribuída por praticamente toda a esfera pública. Ela se originou no regime patrimonial que deu nascimento a esta nação: troca de favores materiais por favores políticos, troca de voto por favorecimentos, fazer política negando a igualdade de direitos, o voto como bem material e privado e não como direito que encerra deveres para com o país. A grande corrupção não seria possível se não fosse expressão de uma cultura da corrupção miúda e cotidiana. Vários notoriamente envolvidos no caso do mensalão foram reeleitos na eleição seguinte. Vários retornaram ao parlamento proclamando que tiveram a inocência reconhecida pelo povo no ato de reelegê-los. Aqui, ao votar, com as muitas e óbvias exceções que há, nós apenas nos rendemos, entregamos incondicionalmente a nossa vontade política aos eleitos, renunciamos. Além do mais, no geral não votamos em representantes de idéias políticas, como é necessário na verdadeira política. Não raro votamos apenas na impressão que temos dos candidatos, na cara boazinha de um, na cara bonitinha de outro, na aparência de honesto de um terceiro, no seguidor da nossa religião de um quarto, porque no Brasil identidade religiosa inocenta e beatifica mesmo quem não o merece. O verdadeiro voto político dá liberdade ao cidadão para votar de acordo com convicções políticas e nada mais. Quando outras convicções prevalecem no voto é porque a sociedade está fragmentada, tornou-se impolítica. Nesse caso, o voto não cimenta o pacto político da diversidade e das diferenças. Apenas acentua as fraturas e facilita a negociata da troca corporativa de favores políticos por benefícios pessoais e partidários. Modo anti-político de manter o funcionamento político do país. Esse voto anula a nação política. Como não somos politizados, tampouco conta se o sujeito é corrupto ou não. Na sociedade da propina, que é a nossa, o eleitor que se inquieta com a corrupção das grandes propinas, contraditoriamente, também dá a pequena propina que lhe permite ter a liberação mais rápida de um documento ou de um benefício. Ou, por simpatia pelo comerciante, não pede nota fiscal, tornando-se cúmplice da sonegação, que é roubo de recursos públicos que deveriam ser destinados ao bem público. Como queremos que não haja a grande corrupção se a maioria não resiste à tentação de praticar, até sob o pretexto da gratidão, pequenos atos de corrupção, em que o que permeia a nossa relação com o outro não é a igualdade e a razão e sim a desigualdade que a pequena corrupção evidencia e a subjugação moral da vontade do eleitor confirma? *Professor de Sociologia na Faculdade de Filosofia da USP |
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Confesso que não acreditei, e fui ao site do MEC para conferir. É verdade. Gil. Do Observatório de Inteligência, em 25 de fevereiro de 2008 MEC formando os futuros guerrilheiros Está no site do Ministério da Educação para quem quiser ver. Diz assim: "A Revista Criança está em circulação há 25 anos. Editada, publicada e distribuída pela Coordenação Geral de Educação Infantil da Secretaria de Educação Básica do MEC, caracteriza-se como um instrumento de disseminação da política nacional de educação infantil e de formação do professor. Representa uma importante fonte de informação e de formação de profissionais que atuam na área. É distribuída diretamente nas escolas públicas que atendem à educação infantil e nas instituições privadas sem fins lucrativos, conveniadas com o poder público. Também recebem as revistas as Secretarias Municipais e Estaduais de Educação e do Distrito Federal, além de entidades que integram o Comitê Nacional de Políticas para a Educação Básica – CONPEB. Tiragem: 200 mil exemplares." O número 45, em especial, tem destacado na capa a chamada para um artigo sobre como estão sendo educados os futuros guerrilheiros do campo, crianças que aprendem desde pequenas a valorizar a revolução e a venerar a bandeira sangrenta do braço armado do governo do crime, o MST, Movimento Sem Terra. Escrito por Bernardete Toneto e sob o título "Educação no campo: a experiência do Movimento Sem Terra", causa perplexidade pela total inversão de valores dos que se intitulam professores, ao enaltecer e promover o espírito revolucionário, a luta armada contra a propriedade privada. Estão formando a futura horda de guerrilheiros do campo: O vento sopra forte. A bandeira, improvisada em um mastro de bambu, tremula. Lênin Cauã, de cinco anos, interrompe a brincadeira no balanço. Olha a cena e diz: – Esta é a nossa bandeira. E bandeira é um símbolo, sabia? – O que é símbolo? – É aquilo que mostra alguma coisa. Aprendi aqui na escola, responde o menino. – O que essa bandeira está mostrando? Pego de surpresa, ele vacila. – O branco quer dizer paz. Pega um galho de árvore e começa a rabiscar o chão. Com os olhos baixos, prossegue: – O verde é a roça onde o meu pai trabalha, é onde planta a comida da gente. De repente, dispara a falar: – O vermelho quer dizer luta, sangue. Tem muita gente que já morreu. Na bandeira também tem um homem e uma mulher. É uma família. – Mas não há crianças! O garoto levanta os olhos do chão e, com segurança, contesta: - É lógico que tem. Olha eu aqui. O pai e a mãe são sem-terra. Eu sou criança, eu sou um sem-terrinha.
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| voltar ao topo | Cansei. Mas não desisti. E recebei esta do Marcio Nalon: Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora. Sinto-me como aquela menina que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ela chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço. Já não tenho tempo para lidar com mediocridades. Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados. Não tolero gabolices. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte. Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos. Não participarei de conferências que estabelecem prazos fixos para reverter a miséria do mundo. Não quero que me convidem para eventos de um fim de semana com a proposta de abalar o milênio. Já não tenho tempo para reuniões intermináveis para discutir estatutos, normas, procedimentos e regimentos internos. Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos. Não quero ver os ponteiros do relógio avançando em reuniões de "confrontação", onde "tiramos fatos a limpo". Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral. Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou: "as pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos". Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa... Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados, e deseja tão somente andar ao lado de Deus. Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, desfrutar desse amor absolutamente sem fraudes, nunca será perda de tempo. “O essencial faz a vida valer a pena...”. Desconheço o autor. |
| voltar ao topo | Carta Aberta, 19/02/2008 Senador Lobão Filho, Li a coluna do jornalista Josias de Souza, na Folha de São de hoje e, por coerência, não posso deixar de lhe escrever. Cumprimento-o pela tomada de consciência dessa grave falha existente Assim, por coerência, aconselho-o a renunciar, mas se desejar continuar com esse conflito em sua vida, recomendo-o que apóie a PEC de autoria do Senador Alvaro Dias para a extinção dessa excrescência que é a figura de suplente de senador da forma como tem sido. Em anexo, envio cópia da carta aberta* que enviei para todos os Senadores, Deputados Federais e população. Atenciosamente, Eudes Moraes * A carta aberta (nº2) está publicada abaixo. clique no link: em anexo |
| voltar ao topo | 18/02/2008 No discurso inaugural, Lobinho pede fim do suplente Folha - Coluna do Josias de Souza (link) O Senador Lobão Filho (DEM-MA) ocupou há pouco, pela primeira vez, a tribuna do Senado. Anunciou, veja você, a apresentação de um projeto que modifica o modelo político que o conduziu ao Senado sem ter obtido um mísero voto. Lobinho defende que, doravante, os suplentes sejam votados. Comporiam a chapa partidária, mas só chegariam ao Senado caso viessem a obter votos para tanto. Ou seja, se o projeto do neo-senador estivesse em vigor, o Senado não teria desfrutado do privilégio de ouvi-lo discursar. Pendurado nas manchetes dos jornais durante semanas em situação constrangedora, Lobinho esquivou-se de pronunciar meia dúzia de palavras em sua defesa. Disse apenas que as acusações –do uso de laranjas para livrar-se de dívidas com o fisco à comercialização irregular de meios de comunicação—são “injustas”. Atribui o noticiário acerbo à contrariedade de adversários políticos, inconformados com a ascensão de seu pai, Edison Lobão (PMDB-MA), à cadeira de ministro das Minas e Energia. Lobinho fez, desde a tribuna, algo que chamou de “um desabafo”: “É preciso haver limites nas acusações motivadas por interesses contrariados.” Não especificou nem os interesses que teriam sido contrariados nem os “limites” que gostaria de ver impostos. O mais novo integrante do Senado escolheu um dia de enorme conveniência para proferir o seu discurso. O plenário, como sói acontecer às segundas-feiras, estava às moscas. Lobinho foi aparteado por escassos dois colegas. Eduardo Suplicy (PT-SP) foi ao microfone para lembrar que também apresentara projeto sugerindo a mudança do modelo dos suplentes. Advoga, como Lobinho, o voto direto. Mas sugere que o eleitor tenha a opção de escolher entre três nomes. João ribeiro (PR-TO) disse que não será fácil para o filho substituir o pai. Referiu-se a Edison Lobão assim: “Um dos políticos mais brilhantes que temos no Congresso, que agora assumiu, com propriedade e competência, o ministério das Minas e energia.” Ribeiro teve o cuidado de informar que é “amigo” de Lobão, seu “padrinho de casamento”. “Seria suspeito para mim fazer qualquer tipo de elogio”, ressalvou o senador. De fato, de fato. |
| voltar ao topo | 18/02/2008Do site do Cláudio Humberto http://www.claudiohumberto.com.br/ ComendadorA Aeronáutica às vezes perde o juízo: após homenagear a cúpula desastrada da Anac e até a primeira-dama, vai condecorar o sealopra Mangabeira Unger por "relevantes serviços prestados". A quem? A quê? Não há qualquer relação com o texto de Giácomo C. de Seingalt. Casanova faleceu pouco após 1770. Não poderia prever isso.
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| voltar ao topo | Nunca dantes ... Alguém me pode informar de outro presidente, rei, rainha, príncipe ou sheik que tenha visitado a Antártida? Perdoem minha ignorância... Foi lá fazer o que? Fechar algum acordo comercial? Exercer funções da Presidência? Se foi passear, deve ter bancado o custo, um homem de honra não mandaria a conta para nós (você e eu) pagarmos, certo? Ou errado? Gil, em 18 de fevereiro de 2008 |
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Desculpem, demorei um pouco a encontrar este texto. Gil, em 18 de fevereiro de 2008. Um trecho de Giácomo C. de Seingalt O furor das condecorações aumenta com a corrupção dos costumes. Quanto menos nos sentimos elevados em nossa própria opinião – pois ninguém se ilude num diálogo com sua própria consciência – mais requeremos parecer distinguidos aos olhos dos outros. Assim, a vaidade nos homens, a avareza nos governos e principalmente a venalidade nos cortesãos fazem com que as condecorações não sejam mais um título de distinção honorífica para mais ninguém. Vendo a diversidade das insígnias, cordões e divisas, não há sábio mandarim que possa orgulhar-se de pô-las em ordem na memória. Além das ordens dos cabeças coroadas e dos pequenos príncipes, há uma quantidade de condecorações de capítulos obscuros, de sociedades privadas, de academias, de associações de caçadores, de músicos, de devotos, e talvez mesmo de apaixonados. No meio desse caos, como reconhecer as dos conspiradores e talvez mesmo dos trapaceiros? Escrito por volta de 1770, este texto profético pode ser conferido na página 3130 do oitavo volume do maravilhoso Memórias de Casanova, em tradução de Álvaro Gonçalves, Ed. José Olympio, 1958
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| voltar ao topo | Recebi de meu amigo Anésio em 17 de fevereiro de 2008. Muito bom para se pensar numa manhã de domingo..
Esse texto foi escrito por Nizan Guanaes para uma formatura, paraninfo que era de turma na Faap. SUCESSO 'Dizem que conselho só se dá a quem pede'. E, se vocês me convidaram para paraninfo, estou tentado a acreditar que tenho sua licença para dar alguns. Portanto, apesar da minha pouca autoridade para dar conselhos a quem quer que seja, aqui vão alguns, que julgo valiosos. PRIMEIRO: Quem pensa só em dinheiro não consegue sequer ser nem um grande bandido, nem um grande canalha. Napoleão não invadiu a Europa por dinheiro. Hitler não matou 6 milhões de judeus por dinheiro. Michelangelo não passou 16 anos pintando a Capela Sistina por dinheiro. E, geralmente, os que só pensam nele não o ganham. Porque são incapazes de sonhar. E tudo que fica pronto na vida foi construído antes, na alma. A propósito disso, lembro-me de uma passagem extraordinária, que descreve o diálogo entre uma freira americana cuidando de leprosos no Pacífico e um milionário texano. O milionário, vendo-a tratar daqueles leprosos, disse: 'Freira, eu não faria isso por dinheiro nenhum no mundo'. E ela responde: 'Eu também não, meu filho'. Não estou fazendo com isso nenhuma apologia à pobreza, muito pelo contrário. Digo apenas que pensar e realizar tem trazido mais fortuna do que pensar em fortuna. Meu SEGUNDO conselho: Pense no seu País. Porque, principalmente hoje, pensar em todos é a melhor maneira de pensar Meu TERCEIRO conselho vem diretamente da Bíblia: 'seja quente ou seja frio, não seja morno que eu te vomito' . É exatamente isso que está escrito na carta de Laudicéia: Seja quente ou seja frio, não seja morno que eu te vomito: É preferível o erro à omissão. O fracasso, ao tédio. O escândalo, ao vazio. Porque já vi grandes livros e filmes sobre a tristeza, a tragédia, ofracasso. Mas ninguém narra o ócio, a acomodação, o não fazer, o remanso. Colabore com seu biógrafo. Faça, erre, tente, falhe, lute. Mas, por favor, não jogue fora, se acomodando, a extraordinária oportunidade de ter vivido. Tendo consciência de que, cada homem foi feito para fazer história. Que todo homem é um milagre e traz em si uma evolução. Que é mais do que sexo ou dinheiro. Você foi criado para construir pirâmides e versos, descobrir continentes e mundos e, caminhar sempre com um saco de interrogações na mão e uma caixa de possibilidades na outra. Não use Hider, não dê férias a seus pés. Não se sente e passe a ser analista da vida alheia, espectador do mundo, comentarista do cotidiano, dessas pessoas que vivem a dizer: eu não disse!, eu sabia! Toda família tem um tio batalhador e bem de vida. E, durante o almoço de domingo, tem que agüentar aquele outro tio muito inteligente e fracassado contar tudo que ele faria, se fizesse alguma coisa. Chega dos poetas não publicados. Empresários de mesa de bar. Pessoas que fazem coisas fantásticas toda sexta de noite, todo sábado e domingo, mas que na segunda não sabem concretizar o que falam. Porque não sabem ansiar, não sabem perder a pose, porque não sabem recomeçar. Porque não sabem trabalhar. Eu digo: trabalhem, trabalhem, trabalhem. De 8 às 12, de 12 às 8 e mais se for preciso. Trabalho não mata. Ocupa o tempo. Evita o ócio, que é a morada do demônio, e constrói prodígios. O Brasil, este país de malandros e espertos, da vantagem em tudo, tem muito que aprender com aqueles trouxas dos japoneses. Porque aqueles trouxas japoneses que trabalham de sol a sol construíram, em menos de 50 anos, a 2ª maior megapotência do planeta, enquanto nós, os espertos, construímos uma das maiores impotências do trabalho. Trabalhe! Muitos de seus colegas dirão que você está perdendo sua vida, porque você vai trabalhar enquanto eles veraneiam. Porque você vai trabalhar, enquanto eles vão ao mesmo bar da semana anterior, conversar as mesmas conversas, mas o tempo, que é mesmo o senhor da razão, vai bendizer o fruto do seu esforço, e só o trabalho lhe leva a conhecer pessoas e mundos que os acomodados não conhecerão. E isso se chama SUCESSO!!!!! > Nizan Guanaes 'TRABALHE EM ALGO QUE VOCÊ REALMENTE GOSTE, E VOCÊ NUNCA PRECISARÁ TRABALHAR NA VIDA'... |
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Recebi por e-mail. Perdão, Dora Kramer, por reproduzir sem solicitar permissão antes. Considere como expressão de minha admiração. Dora Kramer Descontrole interno O caso dos cartões corporativos ainda está longe de esfriar, o governo reconheceu que falhou na fiscalização, anunciou medidas para restringir abusos e já ficamos sabendo de mais dois episódios típicos de descontrole com gastos oficiais. Dois altos funcionários, o ministro dos Portos, Pedro Brito, e o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Machado, trocaram de cargos, receberam auxílio para pagar as respectivas mudanças para seus Estados de origem, continuaram trabalhando em Brasília, embolsaram o dinheiro e, com o aval da administração pública, acham tudo muito natural. Cumpre registrar a título de parênteses: ambos os remanejamentos ocorreram não por conta de aperfeiçoamentos administrativos, mas para abrir espaço à acomodação fisiológica de 2007 apelidada de reforma ministerial. Brito cedeu o lugar na Integração Nacional ao PMDB e assumiu a indispensável pasta dos Portos, criada para atender à cota do PSB. Machado saiu da Previdência para abrir vaga ao presidente da CUT, Luiz Marinho, cuja realização mais vistosa até agora é conferir a invasores de terra o direito de contar tempo de aposentadoria. Prossigamos. Nelson Machado cumpriu um interregno de 20 dias entre um cargo e outro passando, como ele diz, as “férias” Ele não mudou, mas ganhou o dinheiro, e se considera “convicto” da correção do ato. E ainda ensina: “É preciso esclarecer bem o conceito de mudança. A legislação diz que existe direito a ajuda de custo para mudança, transporte, viagens e etc. Isso eu fiz, fui embora daqui (de Brasília)”. Realmente, foi, mas o que ele chama de “mudança, transporte, viagens” resume-se ao pagamento de duas passagens de avião. Uma de ida, outra de volta. Coisa de R$ 1.000, na mais dispendiosa das hipóteses. E os outros R$ 17 mil? Embolsou. É pouco? Pode até ser, mas a questão não é o quanto se gasta do dinheiro público, mas o uso que se faz dele e os métodos que caracterizam o abuso. É como a tapioca de R$ 8,30 paga pelo ministro dos Esportes com cartão corporativo: não é o valor, mas o sentido de apropriação privada de um bem público. Passemos a Pedro Brito. Em março de 2007, deixou a Integração Nacional, voltou para Fortaleza e dois meses depois estava em Brasília de novo para assumir os Portos. Pediu R$ 8.300 de auxílio para cada mudança e não mudou. Como tem um flat em Brasília e a família mora no Ceará, limitou-se a transportar a si mesmo, gastando, no máximo, os mesmos R$ 1.000 do colega Machado. E os outros R$ 15.600? Gastou no táxi? Ou aplicou no sistema Matilde de locação de veículos? O destino não importa. O problema está na origem e na facilidade com que sai dinheiro dos cofres oficiais sem a menor preocupação com controle. Desse jeito, não há medida restritiva que dê jeito. Não se sabe se por falta de estrutura ou omissão proposital de orientação para que atuem com rigor, fato é que os instrumentos de fiscalização não funcionam. O controle externo é exercido pela imprensa, mas o interno simplesmente não se dá a conhecer. Nesses e em outros tantos casos como, por exemplo, o de liberações irregulares de emendas parlamentares e frouxidão perniciosa na execução de convênios. Casos assim ocorrem cotidianamente sem haja sinal de inquietação, a não ser enquanto estão sendo alvo do noticiário. O governo fala de fechar portas arrombadas, mas não se mexe para mantê-las trancadas. Melhor de três De um ano para cá, o tucanato já patrocinou três acordos sobre os quais teve de se explicar. O primeiro, em janeiro de 2007, elegeu Arlindo Chinaglia presidente da Câmara. Deu certo. O segundo, nos últimos meses do ano passado, quase resultou na aprovação da CPMF. Deu errado. O terceiro, para a criação da CPI dos Cartões excluindo das investigações Lula e Fernando Henrique, desandou, desempatando o placar saia-justa para 2 tentativas e 1 gol contra. Casa de lobby O reitor Timothy Mulholland deixou a cobertura montada pela UnB. Pode devolver o dinheiro gasto, como exige o Ministério Público. Pode até continuar no cargo por conta da apatia de um movimento estudantil pelego como nunca se viu. Mas o apartamento onde até lixo é de luxo continuará lá, servindo para “atividades de representação” da universidade, inaugurando, assim, o instituto da casa de lobby acadêmica. A prática, outrora muito comum em Brasília, foi aos poucos sendo abandonada pelas grandes empresas. Ressuscitou com a República de Ribeirão Preto, derrubou um ministro, e agora eterniza-se como um monumento ao desperdício das verbas que deveriam ser destinadas à educação. Em 16/02/2008
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| voltar ao topo | Não pode ser verdade! Se fosse, já teria acontecido um impeachment, e alguém teria sido pixado e coberto de penas de galinha (preta). Pelo menos no país dos caras-pintadas! Vejam o que foi publicado no ALERTA TOTAL: Desperdício: Equipe de Lula compra jóia com cartão e faz saques em dólares na Suíça, Nova York e Havana questionado sobre os gastos estranhos ou saques em moeda estrangeira realizados com o cartão corporativo BB Visanet Internacional chapa-branca, durante suas inúmeras viagens ao exterior. Afinal, por que interessa saber por que a turma do Lula detonou US$ 129 mil dólares no cartão corporativo em Cuba? O saque aconteceu em uma financeira espanhola que representa o sistema Visa em Havana, durante o recente encontro de Lula com o moribundo Fidel Castro. Aqui no Brasil, Lula e sua família poderão gastar o que quiserem ou precisarem (como os R$ 70 mil mensais em ternos), pois não serão mais alvo de investigações da CPI dos Cartões (que deveria se chamar CPI da Pizza). Ninguém na comissão vai querer saber por que o Palácio do Planalto torrou R$ 53.449 reais na compra de produtos de embelezamento – incluindo o famoso Botox, no ano passado. Também serão ignorados os gastos elevados com a segurança em Florianópolis e São Paulo. Edição de Terça-feira do Alerta Total http://alertatotal.blogspot Por Jorge Serrão Exclusivo - O chefão Lula da Silva não será acusado de entrar no Brasil com dinheiro não-declarado. Também não será Bernardo do Campo (onde moram seus filhos). A CPI dos Cartões deixará de investigar por que um assessor de Lula fez dois saques elevados, em dinheiro vivo, entre os dias 24 e 28 de janeiro de 2007, durante a participação do presidente no Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça. A primeira retirada foi no valor de US$ 30 mil dólares cash. Antes de retornar da viagem, ocorreu outro saque em espécie no valor de US$ 79 mil dólares. O saque com o cartão BB Visanet ficou registrado no banco suíço com o número 39C985. Mas isto não interessa à CPI e nem por que e como o dinheiro foi gasto pela equipe presidencial. Acompanharam Lula nesta viagem a Davos os ministros Celso Amorim (Relações Exteriores), Guido Mantega (Fazenda), Luiz Fernando Furlan (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. Outro gasto com cartão no exterior que a equipe de Lula teria dificuldades de justificar numa CPI se refere aos US$ 123 mil dólares sacados no Chemical Bank, Na seleta joalheria Cartier, na 5ª Avenida, O crime A pizza antecipada na CPI dos Cartões age na contramão do interesse público e do princípio da legalidade. Dois ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), Celso de Mello e Marco Aurélio Mello, condenaram o sigilo das informações sobre despesas e saques com cartões realizados pela Presidência da República. Para os dois ministros mais antigos da Corte, a alegação de segurança nacional não é argumento para manter as informações em segredo, pois, quando a verba é pública, é preciso haver transparência total sobre o destino dos recursos. Uma jornalista espanhola levou um aparelho capaz de detectar desvios de emoção na fala de um entrevistado sob pressão, para assistir à carnavalesca entrevista coletiva de Dilma Rousseff, Franklin Martins e do General Félix. O equipamento da repórter espanhola (que não era um detector de mentiras) vibrava com a ansiedade da ministra Dilma durante a coletiva. Estranhando o movimento em torno da repórter e seu aparelinho, a segurança da Presidência tentou confiscar o equipamento. E deram 24 horas para a jornalista deixar o Brasil. O caso quase terminou em confusão diplomática. Acerto de contas O Palácio do Planalto fechou um acordo com o PSDB na busca de uma CPI "controlada" dos Cartões Corporativos. O acordo foi criticado por Fernando Henrique Cardoso e quase tudo melou: O presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), trocou telefonemas com Fernando Henrique, que reclamou da ampliação do foco das investigações: "As suspeitas são contra o governo atual". No final do dia, Guerra demonstrou que o acordo já estava fechado, sem problemas. Poupem as famíglias "O limite deve ser a família. Não é acordo. O que pode ter é um certo resguardo para que seja garantida a segurança do presidente e de sua família". Foi o argumento do líder tucano na Câmara, Antonio Carlos Panunzzio. Foi o que repetiu deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) O ministro José Múcio Monteiro (Relações Institucionais) entrou em contato no domingo com Sérgio Guerra, procurando um entendimento para a criação de uma "CPI civilizada". Pela proposta governista, a CPI não poderia ter o único intuito de investigar os gastos presidenciais de Lula e de FHC. Do lado tucano, o ministro ouviu não ser interesse do partido fazer uma devassa nas contas do petista, mas uma investigação profunda sobre o uso dos cartões. Calçada da FamaContribuinte transparenteLembrete aos fiéis do Governo e a oposição: mês que vem se inicia a entrega do Imposto de Renda 2008. Postado em 16/02/2008 |
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Folha online, 15/02/2008 Tesoureiros do PT usam cartão corporativo do governo federal Online Dirigentes regionais do PT estão entre os usuários de cartões corporativos do governo federal, incluindo três tesoureiros de diretórios estaduais. A prática não é ilegal, mas pode dar margem a conflitos de interesse, informa reportagem de Fábio Zanini publicada nesta sexta-feira na Folha de S.Paulo (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal). Levantamento feito pela Folha identificou 46 petistas em cargos de confiança em oito ministérios e na Presidência que usaram cartões de 2005 a 2007. Neste período, gastaram R$ 719 mil --61,5% em compras e 38,5% em saques. No Amazonas, por exemplo, o superintendente estadual da Secretaria da Pesca, Estevam Ferreira da Costa, usa cartão corporativo para cuidar das finanças da pasta. Em 2007 ele sacou R$ 8.900 com cartão, a maior parte para comprar combustível para barcos, disse. Em Tocantins, o tesoureiro estadual do PT gastou R$ 3.889 com cartão (89% em saques). A dupla função de tesoureiros é conseqüência do loteamento da administração federal. Conforme revelou a Folha no domingo, 44% de todos os cartões do governo estão com funcionários comissionados --muitos deles, indicações políticas. A maioria dos militantes petistas ocupa gerências estaduais da Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca, cujo titular, Altemir Gregolin, é um dos ministros que têm gastos com cartão investigados. Leia mais Oposição protocola novo pedido para instalar CPI dos Cartões no Congresso Oposição ameaça boicotar CPI mista e investigar cartões somente no Senado Garibaldi aponta erro em requerimento e rejeita pedido de CPI dos Cartões Líder do PT nega intenção do governo de "partidarizar" CPI dos Cartões Luiz Sérgio nega CPI "chapa-branca" e diz que oposição terá espaço na comissão Leia mais sobre a CPI dos Cartões Leia cobertura completa sobre o segundo mandato do governo Lula
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| voltar ao topo | Para quem quiser entrar em contato com o senador em quem votou, aí estão os endereços eletrônicos com hiperlink: Basta copiar e colar. Presidência do Senado Federal Filho ; Sen. ACM Neto ; Sen. adelmir santana ; Sen. almeida lima ; Sen. Aloizio Mercadante Oliva ; Sen. Alvaro Dias ; Sen. alvaro dias ; Sen. arthur virgilio ; Sen. Arthur Virgilio Neto ; Sen. Augusto Affonso Botelho Neto ; Sen. Botelho ; Sen. cafeteira ; Sen. Cesar Borges ; sen. cicero.lucena ; sen. cristovam ; Sen. crivella ; Sen. Delcidio do Amaral Gomez ; Sen. Demostenes Lazaro Xavier Torres ; Sen. edison lobao ; Sen. Edison Lobao ; Sen. eduardo azeredo ; Sen. Efraim Morais ; Sen. expedito junior ; Sen. fatima cleide ; Sen. Fernando Collor ; Sen. francisco dornelles ; Sen. Geraldo Mesquita ; Sen. Gerson Camata ; Sen. Gilvan ; Sen. Heraclito ; Sen. Ideli Salvatti ; Sen. Inacio arrruda ; Sen. Joao Batista de Jesus Ribeiro ; Sen. joao durval ; Sen. João Pedro ; Sen. Jose Agripino ; Sen. Katia Abreu ; Sen. Leomar Quintanilha ; Sen. Magno Pereira Malta ; Sen. Mao Santa - Francisco de Assis de M. Souza ; Sen. Marcelo Bezerra Crivella ; Sen. Marco Antonio de Oliveira Maciel ; Sen. marco maciel ; Sen. Mario Couto ; Sen. Marisa Serrano ; Sen. Mozarildo Cavalcanti ; Sen. Papaleo Paes ; Sen. Patricia Saboya ; Sen. Paulo Duque ; Sen. Paulo Renato Paim ; sen. sarney ; Sen. Sergio Zambiasi ; Sen. siba ; sen. simon ; Sen. valdir raupp ; Sen. valter pereira ; sen. wilson matos ; Sen..epitacio cafeteira ; Sen.Cristina Serralvo ; Sen.Gustavo Antonio Mendonca de Freitas ; Sen.Haroldo Rabello de Lucena ; Sen.Heloise Dellagiustina ; [email protected] ; Sen.Ivo de Araujo Oliveira Filho ; Sen.Luciano Brasil de Araújo ; Sen.Pedro Roberto Rocha ; Sen.Rosemary Ferreira Alves de Matos ; Sen.Sandra Maria Ramos Gomes ; Sen.Sergio Macluf Zogbi ; sen.serys ; Sen.Tarciana Maria de Assis Ribeiro Xavier ; [email protected] |
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KUMÉKIÉ? SENADOR BIÔNICO PRESIDINDO CPI? 14 de fevereiro de 2008 Senhores Senadores e Deputados Federais, Para ser coerente com o que acredito e com a minha carta em anexo, sou contra o Senador Neuto de Conto assumir a presidência da CPMI (ou CPI) dos cartões corporativos. Ele é suplente do atual vice-governador de Santa Catarina, Leonel Pavan e assumiu no final de 2006. 1. Como entregar a presidência de uma CPMI para um suplente que não recebeu um voto sequer e não tem representação e legitimidade política? 2. Se ele for o presidente fica caracterizado o rótulo de “chapa branca” e viciará, já na largada, a CPMI. 3. Ele já declarou ser contra investigar as despesas da presidência da República. Pode? 4. Suplente não tem compromisso com o povo, portanto, para ele, pouco importará que essa CPMI, como tantas outras, se transforme em "pizza". Sou contra que suplentes legislem, sejam presidentes e ocupem relatorias. Sou pela Reforma Política ampla e pela extinção da excrescente figura do suplente de senador no Brasil. Conclamo todos os eleitores para que se unam nessa luta para que o Senador Neuto de Conto não assuma a presidência da CPMI. No exercício da cidadania, Eudes Moraes Cidadão Brasileiro – Título Eleitoral nº. 005013360647/PR C.I. nº. 764.137- PR e-mail: [email protected] Subscrevendo em 15 de fevereiro de 2008 e esclarecendo (Gil): Sou contra existência de suplente não eleito. A carta citada está abaixo, nesta página. Carta 02_08, de 19 de janeiro de 2008 (siga este link) Veja também as cartas 01_08 e 03_08 de Eudes Moraes
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| Coluna do Claudio Humberto, 08/02/2008Cartões: Lula esconde os titularesPor ordem do presidente Lula, o Portal da Transparência do governo escondeu os titulares de cartões corporativos responsáveis pelos gastos com mordomia, instalações pessoais e assistência a seus filhos. Entre os titulares de cartões cujos nomes viraram "segurança de Estado" estão o tenente-coronel Rui Chagas Mesquita, chefe da Ajudância de Ordens de Lula, e Maria Emilia Évora, ecônoma ligada à primeira-dama, d. Marisa.Não insistam. Não comento. Recuso-me. Gil, em 08/12/2008 |
| voltar ao topo | Coluna do Claudio Humberto (08/2/2008) Postos ou motéis?É preciso investigar os postos pagos com cartões do governo: quem usa cartão de crédito em motel ganha recibo eletrônico de posto de gasolina. A malandragem dribla a indiscrição de cônjuges (e contribuintes) traídos. Seria engraçado, se não fosse tão triste...
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| voltar ao topo | A quem interessar possa: Reservo-me o direito de não aceitar desculpas pedidas por ladrões de galinhas pegos em flagrante. Nem descobertos por investigação. Que passem a roubar no ponto mais quente e profundo do olho do inferno. Gil Almeida, em 5 de fevereiro de 2008 |
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Informe carnavalesco-científico-humorístico QUANTA INJUSTIÇA! Um sensacional experimento social foi executado em um país do quarto mundo. Um país de mulatas lindas e de violentos assaltos em plena luz do dia, e enormes roubos e desfalques na calada da noite. Para reduzir o risco de morte em assaltos, o governo selecionou e listou uma grande quantidade de potenciais assaltantes. Distribuiu entre eles cartões magnéticos, e avisou que poderiam fazer compras e sacar dinheiro, respeitado o limite de não sacar mais do que obteriam com assaltos normais, à mão armada. Deveriam apenas deixar claro o que estavam a comprar, documentando tudo com notas fiscais. Evidentemente para compor um banco de dados para futuras estatísticas. Que idéia extraordinária, que preocupação com a segurança dos cidadãos! Nunca dantes nesse país se havia pensado em algo tão genial! Uma grande redução na violência já havia sido conseguida ao colocar assaltantes de bancos e residências em importantes cargos públicos. Contar o tempo despendido em invasões de terras para aposentadoria também foi uma grande inovação social. A seqüência lógica é enquadrar tal atividade como perigosa e insalubre, para aposentadoria especial. Mesmo sendo grande o prejuízo financeiro (para o povo, pois os cientistas envolvidos já contribuíam com sua honra), o experimento revelou informações fantásticas. Percebeu-se que o número de ladrões era muito maior que o esperado, que não adiantava impor limites, pois faz parte da natureza do desonesto desprezar o que lhe é dado e preferir o roubado. Nesse país é dito que a laranja do vizinho é sempre mais doce. Descobriu-se, com enorme espanto, que o dinheiro sacado em espécie, nos caixas, jamais seria recuperado. Quem poderia prever isso? Nenhum limite foi respeitado. Surgiram fatos e elementos que – mesmo previstos – não eram dignos de crédito em qualquer outro lugar que não fosse aquele país. Pessoas que não preenchiam qualquer das condições mínimas para receber o cartão – eram as que mais os utilizavam. Nada mais normal que ter uma lâmpada mágica esfregada por um assessor ou por um segurança (para que se dar ao trabalho de digitar teclas em um terminal imundo, sujo com o suor de pessoas honestas?) que ainda pode ser utilizado para carregar as compras. Melhor que o gênio de Aladim! O inquietante é que muitos silvícolas não compreenderam a magnitude da intenção. Achavam que – só por ter de pagar a conta final – estavam sendo esbulhados. É impressionante como o ser humano pode ser materialista e ingrato. Gil Almeida, em 05 de fevereiro de 2008
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| voltar ao topo | Da coluna do Cláudio Humberto, dia 03/02/2008 http://www.claudiohumberto.com.br Meu papaiA Presidência da República gastou em Santa Catarina, onde mora Lurian, filha de Lula, exatos R$ 135 mil – pagos com cartão corporativo – em supermercados, lojas de decoração, armarinhos, ferragens etc. Então tá tudo certo. Se elle pode, os outros também podem. Gil, em 04 de fevereiro de 2008, segunda-feira de carnaval |
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"No Brasil conjuga-se o verbo furtar em todos os tempos, em todos os modos, em todas as pessoas" Padre Antonio Vieira
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| voltar ao topo | Deu na Folha on Line, no G1.globo, na Tribuna do Norte. .. São 10 páginas de referências no Google, hoje, 4 de fevereiro de 2008. Segurança da filha de Lula gastou R$ 55 mil em cartão da Folha Online Um segurança pessoal de Lurian Cordeiro Lula da Silva, filha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, gastou quase R$ 55 mil nos últimos nove meses usando um cartão de crédito corporativo do governo federal, informa reportagem assinada por Leila Suwwan e publicada nesta segunda-feira na Folha (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL). Segundo a reportagem, os gastos foram realizados em lojas de autopeças, materiais de construção e de ferragens, supermercados, livrarias, combustível e em uma casa de venda de munição. Os gastos foram feitos no cartão da Secretaria de Administração do Planalto cedido a "João Roberto F Jr" -identificado pelo CPF como João Roberto Fernandes Júnior. O Gabinete de Segurança Institucional da Presidência promete explicar as compras após o Carnaval, mas o servidor disse não haver irregularidade. Já a Secretaria de Imprensa do Planalto informou que não irá se manifestar sobre "temas relacionados à segurança do presidente ou seus familiares". (Para que é que um segurança precisa de cartão corporativo? E se o cartão é da menina, qual o cargo que ela ocupa, para ter cartão corporativo?) Frase do dia (4/02/2008) (blog do Cláudio Humberto) "Não é recomendável que o ministro porte seu próprio cartão " Ministro Jorge Hage (CGU), sugerindo que só assessores usem cartões corporativos. Outros ministros Na última semana, Matilde Ribeiro anunciou a saída da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial após ser acusada de usar irregularmente o cartão corporativo do governo. Em 2007, as despesas de Matilde com o cartão corporativo somaram R$ 171 mil. Desse total, ela gastou R$ 110 mil com o aluguel de carros e mais de R$ 5.000 em restaurantes, além de ter feito compra em um free shop. No sábado, outro ministro, Orlando Silva (Esportes), anunciou que devolverá cerca de R$ 30 mil por gastos indevidos em seu cartão. Esse seria o valor equivalente ao que foi gasto com o cartão corporativo desde que ele assumiu o ministério, em março de 2006. Silva é o terceiro da lista de ministros que mais gastaram com cartão corporativo no ano passado. O ministro da Pesca, Altemir Gregolin, também está sob suspeita. A fatura do cartão dele registra o pagamento de uma conta de R$ 512,60 de um almoço com uma comitiva chinesa em uma churrascaria de Brasília. Mudança As denúncias fizeram com que o governo federal tivesse de restringir os gastos com essa forma de pagamento. Entre as medidas anunciadas está a proibição de saques em dinheiro para pagamento de despesas cobertas pelo cartão, com exceção dos "órgãos essenciais" da Presidência da República, vice-presidência, e ministérios da Saúde e Fazenda, Polícia Federal e escritórios do Ministério das Relações Exteriores fora do país. Despesas de caráter sigiloso também não foram incluídas na proibição. As novas regras prevêem também que ministros poderão autorizar o saque de 30% do limite, o que precisará ser justificado. Os gastos com o cartão corporativo somaram R$ 75,6 milhões em 2007 -mais que o dobro que no ano anterior (R$ 33 milhões). Do montante gasto por ministros e servidores com o cartão, mais da metade (R$ 45 milhões) foi sacada em dinheiro. Quem rouba um pão é ladrão, mas quem rouba um milhão também é ladrão, ainda que seja barão. Quem permite o roubo é (pelo menos) cúmplice. Sessenta por cento (60%) de 75,6 milhões de reais foram saques Não adianta devolver o dinheiro quando se foi pego com a boca na botija. Quando um elemento é apanhado saltando o muro de uma granja com um saco cheio de galinhas nas costas, não importa se as galinhas estão sendo transportadas em um saco de aniagem ou em um recipiente plástico (não estou fazendo alusão aos cartões, que também são de plástico). Não adianta devolver as penosas, e pedir desculpas. E mesmo que venha a tentar, ninguém acreditará que encontrou as galinhas perdidas e tristes, e que estava tentando devolvê-las ao galinheiro. É ladrão de galinha mesmo. Gil, em 4 de fevereiro de 2008 |
| voltar ao topo | Veja no YouTube a magnífica entrevista de Carlos Vereza ao Jô Soares, antes da censura. Aparece inclusive o momento em que ele comenta: "O Ministério Público indiciou os 40. Faltou o Ali Babá. Quem é o Ali Babá? Adivinhem quem é o Ali Babá!" Caso o link não o conduza diretamente à página, entre no YouTube (http://br.youtube.com) e mande procurar "Carlos Vereza no Jo Soares" como está aqui, sem acento. http://br.youtube.com/watch?v=1xxkJ-kZo08 Gil, em 03 de fevereiro de 200
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| voltar ao topo | Deu na TRIBUNA DE MINAS, domingo, 3 de fevereiro de 2008 A corrupção Almir de Oliveira* “A República está doente, arruinada, senão perdida, na sua moralidade. O que lhe falta são homens que a queiram adotar, sem a explorar. O que a mata é a sua absorção no domínio das vontades, que só a professam para a corromper. Trata-se de uma falência geral nas condições da vida civilizada. Esta perdura unicamente nas condições de sua materialidade. Mas tudo o que em realidade a constitui, míngua rapidamente, e desaparece: a sinceridade, a lealdade, a honestidade a coragem e a devoção, o trabalho e o estudo, o pudor e o brio. Sem essas forças que o animem e preservem, o alimentem e o depurem, não há sistema de Governo, que se salve, nem sequer pode haver sistema de Governo que se estabeleça.” Estas palavras não são minhas. São de Ruy Barbosa, numa conferência de 1913, que deveria pronunciar A corrupção é velha companheira do homem. Não se sabe desde quando o acompanha. A Bíblia, talvez o mais antigo dos livros, dá-nos fartas notícias dela. Os profetas de Israel ergueram constantes protestos contra a corrupção nos arraiais do poder e na sociedade em geral daqueles tempos. A luta contra os corruptos é assim tão velha quanto a sociedade humana. Não escrevo isto para justificar a corrupção dos atuais políticos brasileiros, que representam a geral corrupção de nossa sociedade. Apenas, com perdão do velho galicismo, constato. O político brasileiro, em geral, vem-se degradando há muito tempo. Eu andava pelos meus 12 anos, quando ouvi falar de políticos desonestos daquele tempo. Hoje, do alto dos meus 90, ouço continuamente falar dos de hoje. Com intensidade maior, é certo, porque há hoje mais meios de comunicação. E nunca se falou tanto de ética. Há até um partido, cujo líder afirmou ser o que tem mais ética. Não se sabe por que não a usa. O pior é que não se tomam medidas eficazes contra esses políticos corrompidos. No Brasil, punir um patife empoleirado no poder é quase impossível, pois ele, quase sempre, representa interesses de organizações econômicas poderosas, que tudo subornam, como temos visto ultimamente. A República ainda está doente, mais do que nos tempos de Ruy Barbosa. Até quando - perguntará algum Cícero de plantão - abusarão de nossa paciência? *Almir de Oliveira é professor aposentado da UFJF e ex-diretor da Faculdade de Direito da UFJF |
| voltar ao topo | "No Brasil conjuga-se o verbo furtar em todos os tempos, em todos os modos, em todas as pessoas" Contribuição de Antonio Vieira (Recebi esta contribuição. Por pouco seria publicada sem comentários. Só por acaso, lembrei-me que era do Padre Antonio Vieira, falecido (mas não morto) antes de 1700. Valeu a brincadeira, a frase continua atual. Gil, em 2 de fevereiro de 2008.
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| voltar ao topo | Do blog do Reinaldo Azevedo Rei Juan Carlos telefona para Marta: “Por qué no te callas?” (Tão bom que reproduzi sem autorização expressa. ) A ministra do Turismo e futura candidata do PT à Prefeitura de São Paulo, Marta Favre, é uma malcriada. Nesta quarta, envergonhou o Brasil com seu misto de prepotência e ignorância. Ela participa, em Madri, na Espanha, da Feira Internacional de Turismo. Segundo informa Anelise Infante, da BBC Brasil, ao ser questionada sobre os índices de violência (vocês viram os dados divulgados ontem pelo próprio governo), afirmou que “o Brasil, ao menos, não tem terrorismo”. No dia 11 de março de 2004, um atentado da Al Qaeda matou 191 pessoas na capital espanhola e deixou um saldo de 1.830 feridos. Os espanhóis enfrentam ainda as ações do grupo separatista ETA. É a mesma ministra que recomendou aos brasileiros, dada a crise área, o “relaxa e goza”. Como se vê, não foi ato falho, mas arrogância; não foi deslize, mas método. Marta junta duas coisas bem pouco recomendáveis numa só pessoa: o mandonismo da elite caipira, de onde vem, com a delinqüência teórica do petismo, à qual aderiu. Ela achou que era pouco. Resolveu avançar no despropósito. Na entrevista coletiva, disse que a Espanha, depois dos atentados, não era um destino mais seguro do que o Brasil. Fez-se um silêncio constrangedor. Estava inquieta, insaciável: afirmou que, se tivesse medo, não viajaria à Europa — “Aqui tem terrorismo, cataclismos”. Com a frivolidade característica, assegurou que Banânia não “é um país mais violento do que os outros". E completou: “O que acontece no Brasil, principalmente no Rio de Janeiro, vira imediatamente manchete e uma tragédia." Frívola, mal-informada e ridícula. Sabem qual é a taxa de homicídios por 100 mil habitantes na Espanha? 1,2!!! A do Brasil é pelo menos 20 vezes maior; a do Rio, que ela citou, 37 vezes. Sua disposição para a bobagem parecia compulsiva. Segundo ela, a crise aérea já acabou e “durou apenas quatro meses”. Vamos ver: não acabou. E a fase aguda durou mais de um ano. Estava realmente com a macaca. Num rasgo de exaltação de nossas belezas naturais, mandou ver: “Os europeus podem criar muitos monumentos, mas lugares de beleza natural como Foz do Iguaçu, ninguém pode inventar". Boa lembrança. Já que ela falou sobre violência, não custa lembrar que Foz lidera o ranking oficial de mortes de jovens no país: 154 por 100 mil. Na Espanha “do terrorismo” e dos cataclismos, é de 0,7 por 100 mil. Quando falam que Marta é uma das pré-candidatas do PT à Presidência em 2010, não sei se solto rojões ou começo a rezar. O rei Juan Carlos, segundo apurei, telefonou para Marta Favre. Foi sucinto: “Por qué non te callas?” Perdão, tio Rei. Sei que deveria ter pedido autorização para divulgar, mas não tive como fazer o pedido. Gil, em 01 de fevereiro de 2008 |
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Tá lá no blog do Claudio Humberto... http://www.claudiohumberto.com.br/ E tem gente que diz a internet não tem influência... Bernardo disciplina uso de cartões O ministro Paulo Bernardo (Planejamento) concede neste momento entrevista coletiva sobre as mudanças que o governo pretende fazer no uso dos chamados cartões corporativos. O ministro da Controladoria-Geral da União, Jorge Hage, está justificando por que os gastos com esses tipos de cartão aumentaram desde a sua implementação. Segundo Hage, a intenção do governo é que 100% dos gastos sejam pagos com os cartões de pagamento do Governo Federal. O ministro argumentou que, dessa forma, o repasse das verbas se torna mais transparente, uma vez que permite que todos controlem os gastos. Hage explicou que antes havia as contas "tipo B". A autoridade recebia os recursos que eram depositados nessa conta. Quando precisava dos recursos, emitia cheques. Para Hage, os gastos com cartões aumentaram porque está havendo uma substituição das contas "tipo B" pelos cartões. Foi na internet que primeiro se falou na farra do dinheiro de plástico (ou estou errado?). Gil, 31 de janeiro de 2008
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| voltar ao topo | Deu no http://grupobrasilmostratuacara Os créditos e links são para O Globo, Globo online e GloboNews TV Convite explosivo Mensalão: Roberto Jefferson vai arrolar Lula como testemunha de defesa Por Luiza Damé, Ricardo Galhardo e Eliane Oliveira O Globo e O Globo Online; Globonews TV BRASÍLIA E SÃO PAULO - Réu no processo do mensalão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, o ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) adotou uma estratégia de defesa que tem como alvo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Jefferson vai arrolar o presidente como testemunha de defesa. O objetivo é saber até que ponto o presidente sabia do esquema. Além disso, os advogados provocaram o Supremo Tribunal Federal (STF) a explicar por que o presidente não foi incluído entre os 40 réus do processo, afirmando que ele foi beneficiário do esquema. O STF ainda não respondeu. (Relembre o escândalo do mensalão) - Toda aquela história de "eu não sabia" vai ser esclarecida. O presidente é uma testemunha importante e qualificada - disse Luiz Francisco Corrêa Barbosa, advogado de Jefferson. No sábado, o advogado de Valério, Marcelo Leonardo, disse que não haverá novidades no depoimento sobre a acusação de operador do esquema do mensalão e do caixa 2. Marcelo Leonardo não quis comentar a informação de que uma nova estratégia "explosiva" está sendo preparada pela defesa do empresário, e afirmou que não está sabendo de nada. Kátia Rabelo: Valério fornecia informações da agenda de Dirceu A presidente do Banco Rural, Kátia Rabelo, prestou depoimento nesta segunda-feira, A presidente do Rural confirmou um jantar com Dirceu, Ela disse que até 2004 quem respondia pelas operações financeiras do banco era o vice-presidente, José Augusto Dumont, e que só ficou sabendo do envolvimento do Banco Rural no mensalão pela imprensa. Kátia disse ainda que não acredita que o banco tinha intenção de ocultar os nomes das pessoas que faziam saques, já que havia comprovantes dessas retiradas. A Justiça Federal vem colhendo depoimentos de acusados de terem participado do mensalão desde semana passada. Na sexta-feira, a Justiça Federal do Paraná ouviu o depoimento do ex-tesoureiro do PTB, Emerson Palmieri, um dos réus no processo do mensalão. Na quinta-feira, o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu foi ouvido pela Justiça Federal de São Paulo . No mesmo tribunal, prestaram depoimento dois sócios da corretora Bonus-Banval. Já o ex-secretário-geral do PT Sílvio Pereira, que também deveria ter prestado depoimento, fez um acordo com a Justiça e deixou de ser réu do mensalão. (grifo meu) Ainda que demore. a verdade aparecerá ao final. E o castigo e o prêmio nem sempre são aparentes, mas são inevitáveis. É uma lei que não depende da vontade dos homens. Gil, em 31 de janeiro de 2008 |
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Para quem não conhece, vale visitar o site O endereço é http://grupobrasilmostratuacara1.blogspot.com/
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| voltar ao topo | Sobre Gastos com Cartões Corporativos do Governo Federal Excelentíssimo Senhor Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, Excelentíssimo Senhor Presidente do TCU - Tribunal de Contas da União, Excelentíssimos Senhores Presidentes do Senado e da Câmara Federal, ESPLANADA DOS MINISTÉRIOS – BRASÍLIA – DF Prezadas Autoridades, “O homem não é apenas a criação das circunstâncias. As circunstâncias são criação dos homens”. (Benjamin Disraeli) Estarrecido e indignado, leio na imprensa que o governo federal gastou em 2007 mais de R$ 75 milhões de reais com despesas de cartões corporativos o que representa um aumento de 129% em relação a 2006. São 4,3 vezes mais do que em 2004, quando o governo Lula iniciou o uso desses cartões. Em 2004, o gasto foi de 14 milhões. De lá para cá, uma verdadeira sangria nos cofres públicos. Será que, dentro desses 75 milhões, existe burla da lei que obriga os órgãos públicos de fazerem licitações? Com a palavra os fiscais e Conselheiros do TCU (Tribunal de Contas da União). Ora, Senhores, o Cartão Corporativo nada mais é do que um cartão de crédito comum que é pago pelos cofres públicos (dinheiro dos contribuintes), para pagar as despesas de funcionários do alto escalão do Governo, como ministros, assessores e outros cargos do Governo Federal. Dessa forma desvirtuada, é uma vergonha! O que mais revolta é pensar que grande parte desses 75 milhões, segundo consta, foi sacada em bancos e justifica-se que é por isso que não dá para controlar. Será verdade? É terrível saber que as informações sobre quem tem esses cartões e o que essas pessoas compram não são divulgadas, sob a alegação de que isso poderia ferir o sigilo bancário dos envolvidos. Ora, façam-me o favor! Agora, vem a público que a Ministra Especial de Políticas de Promoção da Igualdade* Racial, Matilde Ribeiro, gastou, em 2007, R$171.500,00 reais do cartão corporativo (dinheiro dos contribuintes). Há desigualdade nisso, não? Que perdulária! A Revista Veja desta semana, informa que cartões do governo federal foram usados em 2007 para pagar despesas em lojas de instrumentos musicais, veterinária, óticas, choperias, joalherias, restaurantes, “free-shop”, etc., etc. Isso me faz sentir náuseas e lembrar o que meu pai, homem de poucas letras, dizia: "quem não é fiel num tostão, não o é num milhão" e lembro ainda de uma frase de Vasco J. Taborda que "dinheiro é pedra de toque que testa o caráter dos homens". No final de A maioria do povo brasileiro que possui cartões de crédito paga as faturas com o resultado do seu trabalho e não com dinheiro público. No momento em que o governo defende a redução de gastos, é inadmissível ficar indiferente ao desvio da finalidade para a qual os cartões corporativos foram criados. Se com a perda de receita da CPMF, o Governo Federal quer cortar despesas, por que não começa por recolher todos os cartões de créditos corporativos? E, enquanto não são recolhidos ou cancelados, proponho às Mesas do Senado e da Câmara, ao presidente da República e aos Conselhos Nacionais de Justiça e do Ministério Público que determinem providências para que sejam divulgados todo mês, pela internet, os gastos desses cartões, com o nome do portador do cartão corporativo, quais as despesas e as razões que as justificam. Proponho ainda, que as oposições protocolem ação no STF (Supremo Tribunal Federal) por crime de responsabilidade. Entendo, SMJ, que cabe por iniciativa do Ministério Público propositura de ação por improbidade administrativa contra os responsáveis por esse festival de gastos. Registro o meu protesto cívico e solicito providências com a célebre e atualizada frase de Ruy Barbosa: “De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto. (Senado Federal, RJ. Obras Completas, Rui Barbosa. v. 41, t. 3, 1914, p. 86). P.S. Nunca fui e não sou candidato a cargo político. Respeitosamente, Eudes Moraes Cidadão Brasileiro – Título Eleitoral nº. 005013360647/PR C.I. nº. 764.137- PR e-mail: [email protected] http://www.portaltransparencia.gov.br/index4.asp
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20080114/not_imp108886,0.php http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI2266582-EI306,00.html http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI2230630-EI306,00.html http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u358130.shtml Gil, em 27 de janeiro de 2008 |
| voltar ao topo | Deu noEconomist: Nomeação de Lobão é sobrevivência de clientelismo Enviado por Chico Gomes em 25 de Janeiro de 2008
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| voltar ao topo | "Se um dia disserem que seu trabalho não é o de um profissional, lembre-se: a Arca de Noé foi construída por amadores; profissionais construíram o Titanic..." Ermindo, em 24 de janeiro de 2008 |
| voltar ao topo | Curitiba, 19 de Janeiro de 2008. Excelentíssimos Presidentes do Senado Federal e da Câmara dos Deputados, Excelentíssimos Líderes Partidários, Excelentíssimo Senhor Presidente da República, “O preço que os homens pagam pela indiferença aos negócios públicos é serem governados pelos homens maus” (PLATÃO 427–347 a.C). A excrescência da figura do suplente de senadores no Brasil da forma como o atual sistema político permite é indecente. Em tempo de reformas, é inconcebível manter-se a legislação vigente que permite que o postulante ao Senado escolha como suplente seu filho, parentes até 2º grau, compadres ou supostos financiadores de campanhas. É incrível como os partidos fazem vistas grossas! Pior ainda como nós os eleitores engolimos isso! Votamos no candidato a Senador da República sem questionarmos quem é o seu suplente. Temos que mudar. Não entrarei no mérito de certos suplentes como o atual e flagrante caso do filho do Senador Edison Lobão que, ao ser empossado nessa próxima 2ª feira como Ministro das Minas e Energia, expõe essa fratura ao deixar o cargo de Senador para o seu filho que é investigado pelo Ministério Público do Maranhão pela suspeita de ser sócio oculto da distribuidora de bebidas Itumar e que teria sonegado R$ 42 milhões no ano de 2000. Basta ser seu suplente como filho e já é uma excrescência política. As mudanças no processo de escolha de suplente de Senador devem ser feitas É preciso uma reformulação na lei para se impedir o registro no TRE, de suplentes que sejam filhos, cônjuges, parentes até segundo grau, de suspeitas e duvidosas figuras que são financiadoras de campanhas políticas de candidatos ao Senado. A proibição é urgente porque fere os princípios da democracia, tem gerado mal estar, desagrado e nojo por ser uma prática que engana os eleitores com a idéia de eleições livres, mas que acaba se transformando em uma tapeação quando se dá conta que somos governados por representantes ilegitimamente eleitos. Que representação tem um suplente que não ganhou um voto sequer? E são eles, caro eleitor, que marcarão presença para impedir a aprovação das propostas para mudar as atuais regras e eles votarão as leis que regulam nossas condutas e as reformas delas e são eles que ocuparão os balcões de negócios para votarem ou deixar de votar nas medidas provisórias do governo federal tal como esse último pacote que aumenta os impostos para todos os brasileiros (não adianta você achar que não foi alcançado porque foi. Os impostos serão repassados para todos os consumidores). Suplentes devem disputar a vaga e disputar os votos em eleições livres. Ser Senador da República não deveria ser uma prática oligárquica. O mandato de senador não é uma capitania hereditária. Esse hábito de chapas familiares e de compadrio está arraigado na cultura brasileira por imposição das conveniências dos políticos e nós eleitores assistimos passivamente e concordamos através do voto. Somos o maiores culpados e até quando permitiremos isso? Acorda eleitor porque é com o sagrado dinheirinho do seu imposto (embutido em tudo que você compra , no imposto de renda na fonte dos assalariados da classe média e nos impostos das empresas) que é sustentada essa gente e alimenta-se esse estado de coisas. Até quando assistiremos de braços cruzados ver no Senado dois ex-presidentes serem substituídos por parentes suplentes? Você já esqueceu? O filho de Antonio Carlos Magalhães, Antonio Carlos Magalhães Junior o substituiu quando de sua renúncia. Já o pai do Senador Jader Barbalho, Laércio Barbalho, foi convocado para assumir em seu lugar. Outros senadores seguem o mesmo modelo de suplência. O Senado está composto por 11 senadores-suplentes que nunca receberam um voto. Essa figura vergonhosa constitui 14% do atual quadro. É hora de se dar um basta! Deixo registrado o meu protesto e pedido aos parlamentares e dirigentes deste país para que promovam a Reforma Política desejada pela sociedade. Conclamo a todos os eleitores para se manifestarem por cartas, e-mails (autorizo o repasse deste e-mail), telegramas e rufos de tambores; em seus discursos e discussões familiares e na comunidade por uma Reforma Política já. Em tempo: Nunca fui e não sou candidato a cargo político. Respeitosamente, Eudes Moraes Cidadão Brasileiro Título Eleitoral nº. 005013360647/PR C.I. nº. 764.137- PR e-mail: [email protected] |
| voltar ao topo | ASSALTOS COM SOTAQUE... ASSALTANTE BAIANO Ô meu rei... ( pausa ) Isso é um assalto... ( longa pausa ) Levanta os braços, mas não se avexe não.. ( outra pausa ) Se num quiser nem precisa levantar, pra num ficar cansado .. Vai passando a grana, bem devagarinho ( pausa pra pausa ) Num repara se o berro está sem bala, mas é pra não ficar muito pesado. Não esquenta, meu irmãozinho, ( pausa ) Vou deixar teus documentos na encruzilhada .
Ô sô, prestenção issé um assarto, uai. Levantus braço e fica ketin quié mió procê. Esse trem na minha mão tá chein de bala... Mió passá logo os trocados que eu num tô bão hoje. Vai andando, uai ! Tá esperando o quê, sô?!
Aí, perdeu, mermão Seguiiiinnte, bicho Tu te fu. Isso é um assalto . Passa a grana e levanta os braços rapá . Não fica de caô que eu te passo o cerol.... Vai andando e se olhar pra tras vira presunto
Pô, meu ... Isso é um assalto, meu Alevanta os braços, meu . Passa a grana logo, meu. Mais rápido, meu, que eu ainda preciso pegar a bilheteria aberta pra comprar o ingresso do jogo do Corintian, meu . Pô, se manda, meu.
O gurí, ficas atento Báh, isso é um assalto Levanta os braços e te aquieta, tchê ! Não tentes nada e cuidado que esse facão corta uma barbaridade, tchê. Querido povo brasileiro, estou aqui no horário nobre da TV para dizer que no final do mês, aumentaremos as seguintes tarifas: Energia, Água, Esgoto, Gás, Passagem de ônibus, Imposto de renda, Lincenciamento de veículos, Seguro Obrigatório, Gasolina, Álcool, IPTU, IPVA, IPI, ICMS, PIS, COFINS... |
| voltar ao topo | Enquanto isso, no Maranhão... Parece surrealista, mas é vida real! Triste realidade maranhense. - Para nascer, Maternidade Marly Sarney; - Para morar, escolha uma das vilas: Sarney, Sarney Filho, Kiola Sarney ou, Roseana Sarney; - Para estudar, há as seguintes opções de escolas: Sarney Neto, Roseana Sarney, Fernando Sarney, Marly Sarney e José Sarney; - Para pesquisar, apanhe um táxi no Posto de Saúde Marly Sarney e vá até a Biblioteca José Sarney, que fica na maior universidade particular do Estado do Maranhão, que o povo jura que pertence a um tal de José Sarney; - Para inteirar-se das notícias, leia o jornal O Estado do Maranhão, ou ligue a TV na TV Mirante, ou, se preferir ouvir rádio, sintonize as Rádios Mirante AM e FM, todas do tal José Sarney. Se estiver no interior do Estado ligue para uma das 35 emissoras de rádio ou 13 repetidoras da TV Mirante, todas do mesmo proprietário; - Para saber sobre as contas públicas, vá ao Tribunal de Contas Roseana Murad Sarney (recém batizado com esse nome, coisa proibida pela Constituição, lei que no Estado do Maranhão não tem nenhum valor); - Para entrar ou sair da cidade, atravesse a Ponte José Sarney, pegue a Avenida José Sarney, vá até a Rodoviária Kiola Sarney. Lá, se quiser, pegue um ônibus caindo aos pedaços, ande algumas horas pelas 'maravilhosas' rodovias maranhenses e aporte no município José Sarney. Não gostou de nada disso? Então quer reclamar? Vá, então, ao Fórum José Sarney, procure a Sala de Imprensa Marly Sarney, informe-se e dirija-se à Sala de Defensoria Pública Kiola Sarney... Imaginem, qual será o nome do pobre Estado, quando o tal José Sarney morrer? Enviado em 21 de janeiro de 2007 por Sandra Pimenta
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| voltar ao topo | Comércio exteriorLula vai oferecer crédito de US$ 1 bi para projetos em CubaO presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai oferecer a Cuba US$ 1 bilhão em créditos para financiar a alimentação, construir estradas, explorar o níquel e para outros projetos, durante a visita desta segunda-feira, afirmaram diplomatas brasileiros. O governo brasileiro também vai se oferecer para cooperar na exploração de petróleo no Golfo do México e na construção de uma fábrica de lubrificantes, embora questões como o risco e os contratos ainda estejam sendo negociados pela Petrobras. "O Brasil quer se envolver com Cuba e possui recursos econômicos, comerciais e tecnológicos para oferecer no momento Continua incerto o encontro de Lula com o líder Fidel Castro ao longo da estada de 24 horas, que começa após a cerimônia presidencial de posse na Guatemala. "Não será confirmado até que aconteça", disse um diplomata brasileiro sobre o eventual encontro. "Vai acontecer se Fidel estiver disposto." Fidel não aparece em público desde que foi submetido a uma operação no sistema digestivo em julho de 2006, que o forçou a transferir o poder para seu irmão Raúl. O jornal do Partido Comunista, o Granma, disse que Lula vai se encontrar com Raúl Castro. O presidente estará acompanhado de quatro ministros e do presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli. O Brasil vai dobrar as linhas de crédito para compras de alimentos para US$ 200 milhões, e vai oferecer linhas de crédito no valor de US$ 600 milhões para a construção de estradas na ilha, além de US$ 70 milhões para uma usina de níquel. Também serão oferecidos financiamentos para projetos mais específicos na área de biotecnologia e outros setores, disse a fonte do Itamaraty em Havana. Crédito para a exportação de bens e serviços através de empresas brasileiras também está disponível, desde que Cuba dê garantias, disse ele. "Esperamos ver o compromisso de um investimento privado e estatal significativo em Cuba", disse ele. Os dois países assinarão um acordo que vai incluir o compromisso brasileiro de analisar a exploração nas águas profundas do Golfo do México, onde seis empresas estrangeiras procuram reservas de petróleo, disse a fonte. Segundo o acordo, a Petrobras vai treinar funcionários cubanos e oferecer ajuda no refino e nas pesquisas. Há anos o Brasil tenta vender a tecnologia do etanol para Cuba, mas o assunto não faz parte da agenda de Lula na visita. No ano passado, Fidel criticou o uso de terras destinadas ao cultivo de alimentos para produzir biocombustíveis, dizendo que isso aumentaria a fome no mundo. Desde que adoeceu, Fidel só é visto em vídeos e fotos. Mas ele já recebeu líderes estrangeiros, como o aliado venezuelano Hugo Chávez, que o visitou em meados de dezembro. E eu pergunto, com certa dose de veneno: Você acha que elle seria tão pródigo se o dinheiro saísse do bolso delle? Gil, em 15 de janeiro de 2008 |
| voltar ao topo | CARTA ABERTA AO PRESIDENTE DA REPÚBLICA (reprodução autorizada) Eudes Moraes Curitiba, 05 de Janeiro de 2008. Ao Excelentíssimo Senhor Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva Esplanada dos Ministérios - Brasília – DF Senhor Presidente, "Só há duas opções nesta vida: se resignar ou se indignar: E eu não vou me resignar nunca". (Darcy Ribeiro) É impressionante a capacidade de "metamorfose ambulante" do ser político! Lembro-me de suas posições contrárias a CPMF e a pacotes econômicos publicados por governos que o antecederam. V. Exa. não media palavras e fazia oposição veemente e foi assim, que chegou ao poder. Não posso deixar de reconhecer que, entre outros méritos de seu governo, está o bom-senso de permitir que a economia do país seguisse o seu curso natural alicerçado nos fundamentos econômicos do "Plano Real" que governos anteriores programaram. Pois bem, a CPMF que V. Exa. tanto combateu foi derrubada em 2007 pela sociedade brasileira e pelo Senado. No final de 2007, V.Exa. declarou que, sob o pretexto de compensar a perda da arrecadação causada pelo fim da CPMF, não criaria nenhum outro imposto compensatório: "Não existe razão para ninguém ficar nervoso, nenhuma razão para que ninguém faça uma loucura de aumentar a carga tributária" e desmentiu publicamente o Ministro da Fazenda quando esse se antecipou com a idéia de aumentar impostos. As primeiras notícias econômicas de 2008 vem de forma cínica nas declarações do Ministro Mantega: "O presidente disse que não mexeria na área tributária em 2007 e não o fez. Estamos fazendo em 2008" e V. Exa. editou, ao raiar de 2008, um pacote elevando as alíquotas da CSLL e o Imposto sobre IOF e o fez pela detestável Medida Provisória que tanto V.Exa. combateu. Essas medidas contrariam o acordo que o seu governo fez com as oposições no final de 2007, por ocasião da votação da prorrogação da DRU (desvinculação de Receitas da União). A minha inteligência foi agredida quando ouvi o Ministro Mantega declarar: "O que o presidente Lula falou é que não faria pacote para arrecadar R$ 40 bilhões. O que estamos fazendo é um ajuste tributário modesto". Sinceramente, Senhor Presidente, eu gostaria muito de ver alguns administradores públicos gerindo suas próprias empresas com essa forma de pensar e agir. Gostaria de acompanhar essa conta de resultados. É hora de darmos um basta no cabide de empregos, no clientelismo e no assistencialismo com efeitos eleitorais. Por falar nisso, no final de 2007, V. Exa. editou uma MP para ampliar o Bolsa Família. Por que no apagar das luzes de 2007 e às vésperas de um ano eleitoral? Por que Bolsa Família de R$ 30,00 para adolescentes de 16 e 17 anos, jovens eleitores, se, até agora, o benefício era concedido às famílias com crianças de até 15 anos? A MP Nº. 411, de 28 DE Dezembro de 2007 modifica o ProJovem, ampliando de 24 para 29 anos a idade máxima para ser beneficiado com bolsa de R$ 100,00. Que absurdo! Não construiremos um país saudável e forte "dando-se o peixe ao invés de ensinar a pescar". Há duas políticas que acredito: 1) Uso de contraceptivos (o Brasil saiu de 90 milhões em 1970 para 186 milhões em 2007). Meu pai dizia que na hora de fazer criancinhas os casais não convidam a gente para a festa, mas na hora de alimentá-los saem por aí mendigando"; 2) Crescimento econômico e geração de empregos para absorção da mão de obra afluente. O que essa moçada precisa é de emprego e não de esmolas. Foi assim que aprendi e pautei a minha vida. Nasci em família modesta e pobre e nunca a minha família recebeu dinheiro de governos. Nem por isso, deixou de ser digna e de cumprir com suas obrigações.Meus pais sempre trabalharam muito. Saí de casa com 15 anos de idade e busquei o caminho da escola e do aprendizado e sempre trabalhei muito. Hoje estou aposentado, após 35 anos de recolhimentos à Previdência Social. Como entendo que trabalhar não mata ninguém, que preciso me ocupar e pagar os meus custos, continuo trabalhando e hei de fazê-lo até morrer. Minha mãe ensinava que "homem tem que levantar cedinho e ir para a roça trabalhar" e jamais ensinou que tem que ficar fazendo "biscates" e esperando bolsa-esmolas de governos. Com esse meu protesto, quero focar o objetivo principal dessa minha carta. Não será com aumento de impostos e com distribuição de dinheiro público que o Brasil encontrará o seu caminho entre os grandes países econômicos. A carga tributária brasileira já é a maior do planeta. Sempre lamentei que os governos militares não tivessem aproveitado o regime da força (infelizmente) para extirpar o que reputo como um câncer maligno na União, com metástases pelos Estados e Municípios: o tamanho da máquina pública, o seu custo e desperdícios. Empresas privadas promovem reengenharias; racionalização de sistemas; choque de gestão; análise de função, avaliação de desempenho e remanejamentos. Só contrata na medida do crescimento da empresa, dentro da relação custo/beneficio, onde cada moeda gasta é justificada pela geração de receita. A empresa privada se for mal gerenciada, quebra. Os dirigentes perdem dinheiro e respondem com seus bens pela má administração. No serviço público, não. Ele não quebra. Os governos socializam os prejuízos e custos, através de impostos, repassando para a sociedade o ônus da sua incompetência. A máquina pública é ineficiente. Creio que a União deveria restringir sua obrigação a saúde, educação, segurança e outras atividades afins, deixando as demais que a tornam uma super empresa ineficiente. Isso tem dado certo em todos os países desenvolvidos. No Brasil, onde o governo gerencia bilhões de impostos da sociedade, a saúde está mal, a educação e a segurança são ruins. As estradas federais, não "pedagiadas", estão abandonadas, perigosas e ceifando vidas. Há secretarias e ministérios que podem ser extintos sem que a sociedade venha a sentir falta. Há uma cultura sobre política orçamentária que precisa ser combatida. O fato de orçamentos preverem determinados gastos não significa que se tenha que gastar. O que vemos no serviço público é a mentalidade que o que está orçado tem-se que gastar. "Se não licitarmos passa para o próximo exercício e perdemos esse orçamento". Errado. (Exceto os índices e percentuais previstos em lei). Cada tostão economizado pode ser investido em obras e melhorias. Às vezes, fico pensando que essa corrida e aspiração para os serviços públicos, através de tantos concursos públicos, é uma forma das pessoas se abrigarem, por falta de ofertas de empregos no país ou pelo espírito de acomodação. Fiquei estarrecido em 2007, quando li nos jornais sobre aberturas de concursos públicos para acomodação de pessoal que já está trabalhando, irregularmente, no Congresso Nacional e no Governo Federal. Que país é esse? Vi na TV, protestos dos donos de cursinhos porque V.Exa. anunciou a suspensão de concursos públicos. Assim como há órgãos públicos que realmente necessitam de pessoal, há sobra de gente em outras áreas dos governos. O Brasil precisa é de um excelente gerente de recursos humanos. Tenho certeza que há servidores públicos que trabalham muito e o fazem também pelos "fantasmas" e pelos preguiçosos que estão instalados, confortavelmente, em diversos órgãos públicos. Há muita gente ocupando cargos públicos que nada fazem e não agregam valor algum para o bem da sociedade. Sempre vi com muita desconfiança esse modelo de administração "ao-ao" porque, via de regra, os despachos são de empurra-empurra ao fulano, ao sicrano, ao beltrano e assim, a máquina pública é lenta, pesada e ineficiente. Os servidores públicos dignos e que trabalham não devem ficar suscetibilizados com a minha opinião porque sabem muito bem do que eu estou escrevendo e devem promover um levante da moralidade. Lanço aqui o desafio. Sou contra novos concursos públicos sem que antes a União, Estados e Municípios promovam um choque de gestão ou reforma administrativa. Então, Senhor Presidente por que não se fazer uma reforma administrativa na máquina pública? V. Exa., ao invés de se preocupar com aspectos eleitoreiros, poderá passar para a história como um grande líder de tantas reformas que o nosso Brasil necessita e com urgência, tais como: A reforma tributária; a reforma política e reforma administrativa (choque de gestão). Encaminhe-as para o Congresso Nacional e conscientize a opinião pública da importância delas. O mais importante: Corte despesas e diminua os custos do Governo, ao invés de aumentar impostos. Há um sistema de drenagem de recursos públicos denominados "cargos em comissão". Acabe com eles. É o meu protesto, considerações e propostas. Respeitosamente, Cidadão Brasileiro - Título Eleitoral nº. 005013360647/PR C.I. nº. 764.137- PR e-mail: [email protected] Ao pedir autorização ao missivista para a publicação desta carta, indaguei: "Porque usa o tratamento excelência?" (Excelente é algo muito bom. Eu reservo esta expressão para muito poucas pessoas). Pela resposta, constatarão que ele é incomparavelmente mais respeitoso do que eu.
"Explico-lhe a razão do tratamento "excelência". Dirigi-me à pessoa do Presidente da República e você sabe que, queiramos ou não, ele é o Presidente de uma Nação e a instituição requer as formalidades próprias que a boa educação recomenda. O respeito e a elegância não devem ser olvidadas." Em 15 de janeiro de 2006, Gil Veja também as outras cartas abertas de Eudes Moraes, acima
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Me explica, para eu entender: Alguém disse que quem votasse contra a CPMF era um traidor da pátria, e que a saúde iria sofrer. Tá bem. Que nome se dará aos que instituíram a CPMF com a garantia de que toda a derrama seria aplicada na Saúde... mas usaram parte para outros fins? E a quem continuou a desviar recursos? Que nome se dará aos que assassinos de centenas ou milhares de brasileiros que morrem por falta de assistência médica, enquanto do dinheiro da CPMF,. durante todos esses anos, apenas se aplicava 40% na Saúde? Quando se exigirá explicações de onde foram aplicados os outros 60% do que foi arrecadado pela CPMF, que, repito, tinha de ser aplicada INTEGRALMENTE NA SAÚDE, e por que houve desvio das verbas para outras finalidades? Gil Almeida, em 10 de janeiro de 2008
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| voltar ao topo | PESADELO Fala sério: em teu pior pesadelo, você imaginou a primeira dama deste País solicitando e conseguindo cidadania italiana, depois de já ser primeira dama? "Para que meus filhos tenham melhores oportunidades na vida?" |
| voltar ao topo | POR QUE NÃO REELEGER CANDIDATOS ? A história do país, e não só a recente, tem mostrado à exaustão que na maioria absoluta dos casos, a permanência longa no poder conduz à corrupção. Quanto mais longa, mais desenfreada. Quanto mais poder, mais corrupção. (por increça que parível, trata-se de uma lei, conhecida como "Lei dos Grandes Desastres" para os estatísticos, que foi popularizada mas não entendida como "Lei de Murphy", e que nossos avós enunciavam como "tanto vai o pote a fonte, que um dia ele quebra.) Para não citar nomes de pessoas vivas (principalmente as vivaldinas, que usariam a citação para processar e arrancar o sustento de quem escreve), mencionarei apenas pessoas e governos históricos. Júlio César foi um político de grande competência, e bom general, além de amado por seus subordinados. Ao se apaixonar pelo poder, corrompeu-se e precisou ser assassinado. O próprio Império Romano tornou-se tão grande e forte, e assolou o mundo por tanto tempo, que apodreceu e foi destruído. O mesmo aconteceu com o reinado Persa, com o Império Britânico, com o Egito dos faraós, com a Alemanha nazista. E irá acontecer com a Pax Americana. No Brasil, o reinado após a Independência foi excelente. Mas a corrupção ofendeu tanto às classes emegentes, que foi deposto em um golpe militar (no qual persistem dúvidas quanto a forma pela qual Deodoro da Fonseca foi "convencido" a participar). Logo após a Proclamação da República, foi feito o primeiro contrato lesivo ao país, relativo à exportação de ferro (por preço inferior ao transporte do minério entre as minas e o porto. Foi uma das maiores maracutaias da história. Durante a ditadura militar recente, o contrato foi renovado...). O primeiro governo de Getúlio foi bom. Muita coisa foi feita em prol do trabalhador. Mas depois de ter tomado gosto pelo poder, houve o golpe, o Estado Novo, outro mandato. E os escândalos surgiram, os esqueletos e cadáveres putrefatos apareceram. E a vergonha o levou ao suicídio, se é que não foi suicidado. Desde então, um mesmo grupo permanece no poder, nos períodos antes da ditadura militar, durante os anos de chumbo, e nestes vinte e poucos anos depois do período do "milagre econômico". Como foi dito pelo fazendeiro Neca Venâncio ao presidente Getúlio Vargas: "Mudam os mosquitos, mas a merda é a mesma. Pode até acontecer de o caçador ser bom, mas a matilha..." E a matilha é sempre a mesma. Observem os nomes e os sobrenomes (alguns bastante incomuns) mencionados nas colunas políticas em todo o período pós reinado: são sempre os mesmos. Quando um novo nome surge no cenário político, imediatamente é cercado, cooptado, subornado, seduzido pela maioria que, como hoje, pune e humilha uns poucos sérios e corajosos (e aqui eu cito nomes: senadores Simon e Jefferson, deputado Gabeira) que não "entram no esquema". Em tempo: "entrar no esquema", para quem não conhece a expressão, já é termo antigo, significa aceitar suborno, em moeda sonante, parcela de poder ou sexo gratuito (perdão, não é gratuito: é pago por mim e você, contribuinte). Correremos riscos? Sem dúvida! Temos exemplos recentes: em total desespero no período pós-Collor, elegeu-se o executor (das esquerdas) do plano Real sob o governo Itamar Franco. Reservo-me o direito de não sujar as mãos escrevendo seu nome. Deu no que deu. Apaixonou-se pelo poder, e numa METAMORFOSE AMBULANTE semelhante à atual, mandou que esquecêssemos o que ele havia escrito, virou "à direita", rasgou a Constituição que proibia re-eleição e começou a afundar o país. Quis continuar através de um pau-mandato e conseguiu com isso que o povo partisse para mais a esquerda. Novamente foi enganado. Traduzindo para os antigos: "metamorfose ambulante"de hoje é o "vira-casaca" de nosso tempo. Elegeu outro que fingia ser povo, mas era polvo. Cheio de tentáculos. Também me recuso a mencionar o malfadado nome. Desculpem-me os petralhas, mas não creio que este tenha se corrompido com o poder. Já nasceu corrompido, uma "barrigada perdida". Um mandato de desgoverno, vá lá. Haveria possibilidade de recuperação. Mas também tornou-se outra METAMORFOSE AMBULANTE, renegou tudo o que fingia defender, esqueceu ser contra CPMF, ser contra re-eleição, esqueceu todas as mentiras criadas para atingir o "pudêr". Reelegeu-se. Deu no que deu. Não merecemos isso. No congresso, que já foi Congresso, vê-se de tudo, sob o comando dos eternos re-eleitos. Temos até senador sem voto, para garantir a vaga do que não quer mostrar no que ou em que está votando. E continuam sendo re-eleitos. Para manter o status quo, manter o sistema podre que os continuará a re-eleger até a morte, e depois desta os seus herdeiros. Até quem já foi condenado por crime volta sob a proteção do mandato, com imunidade parlamentar, para continuar no delito. E se em vias de perder mandato por "falta de decoro", renuncia, novamente se candidata, é eleito, volta a cometer os mesmos atos, e já não é mais acusado por "faltas reconhecidas, mas cometidas em outro mandato"... Não concorda comigo? Vai me chamar de palhaço? Não se dê a esse trabalho. É como me sinto. É como se sente a maioria do povo pensante neste país, aquela parte que lê. Não me sentirei ofendido. Eu, tu, nós somos o palhaço. Mas tem uma forma de corrigir o erro. Esperança remota, mas esperança: NUNCA MAIS VOTE PARA O MESMO CARGO EM ALGUM POLÍTICO QUE JÁ EXERCEU MANDATO. EVITE RECONDUZIR ELEMENTO DO MESMO PARTIDO. VENDA SEU VOTO. (E não esqueça que esperar favores ou recompensar favores, pagar obrigações, mostrar gratidão são termos que escondem pagamentos na moeda de compra de voto.) |
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