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Sionismo |
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Movimento nacionalista e castista judaico surgido na Europa, no século XIX, que defende a existência de um Estado exclusivo para judeus na Palestina, expresso atualmente pelo Estado de Israel. Desde a expulsão dos judeus da Palestina pelos romanos, em 70 d. C., o ideal de recriar um estado judeu existiu dentro da comunidade. O principal teórico dessa idéia foi Theodore Herzl, que promoveu o I Congresso Sionista Mundial, em Bruxelas, na Suíça, em 1897. A mais conhecida obra de Herzl é o panfleto O Estado Judeu, onde ele defende que os sionistas devem aproveitar a hostilidade aos judeus (o que ele chama de anti-semitismo) para promover a migração destes para a Palestina. Para isso devem procurar o apoio dos próprios "anti-semitas", tanto para o deslocamento quanto para o reconhecimento internacional de um Estado judeu. Este reconhecimento seria necessário a fim de evitar que as populações locais pudessem reagir à colonização de suas terras pelos migrantes. Para Herzl, "toda nação em cujo meio judeus vivem é, secretamente ou abertamente, anti-semita" (O Estado Judeu, cap. II). O movimento, já sob o comando de Chaim Weizmann, ganhou significativo impulso com a Declaração Balfour, de 1917, que trazia a promessa do Império Britânico de permitir a construção de um Estado nacional judeu na Palestina, então sob o poder do Império Otomano que, junto com a Alemanha, estava em guerra contra os britânicos. Tendo os britânicos vencido a guerra, grande parte da população alemã acreditou numa colaboração dos sionistas para a derrota da Alemanha. Isto foi explorado pela propaganda nazista, que passou a acusar indiscriminadamente todos os judeus alemãs de traição. O sucesso da propaganda permitiu a execução do projeto nazista de eliminação sistemática dos judeus que, junto a vários grupos hostilizados, como os ciganos, eslavos, católicos, homossexuais, comunistas, testemunhas de Jeová, e outros, foram mortos em grande número - o que foi posteriormente denominado Holocausto. A organização sionista soube explorar politicamente esse massacre, acelerando a migração de judeus para a Palestina (Vide Hannah Arendt), combatendo as forças britânicas locais por meio de atos terroristas e, através de sua propaganda, financiando a divulgação de versões sionistas do Holocausto. Durante o mandato britânico, o movimento sionista dividiu-se em duas correntes principais: a de Vladimir Jabotinsky e de Menachen Begin, do Irgun, que defendia uma imigração judaica com ocupação completa da Palestina; e a de David Ben-Gurion que, a contragosto, aceitava o plano de divisão territorial da ONU. Os esforços sionistas tiveram sucesso, conseguindo que a ONU, em 1948, aprovasse a criação do Estado de Israel, com o apoio dos EUA, país onde a propaganda sionista teve sucesso meio à maior população judaica do mundo, e do regime comunista da URSS. Isto atendia à idéia de Herzl de que a "imigração é inútil, a menos que tenhamos o soberano direito em continuar tal imigração" (obra cit., cap. II). À criação do Estado judeu seguiram-se duas conseqüências imediatas: a reação violenta dos países árabes e o imediato processo de genocídio e expulsão sistemática de cerca de 650.000 palestinos pelos sionistas e por choques entre imigrantes judeus e as populações locais. Após a criação do Estado de Israel, o Congresso Sionista Mundial (World Zionist Congress) separou-se o governo israelense. O Estado de Israel foi um grande aliado da África do Sul durante o apartheid, o que colaborou para o apoio das nações africanas, e do Brasil, à classificação do sionismo como racismo pela ONU (Resolução 3379). Esta decisão foi revogada posteriormente, principalmente por pressão dos EUA (com o apoio do presidente brasileiro Collor de Mello). As reações ao racismo sionista ocorre também dentro da comunidade judaica, onde organizações como o Neturei Karta rejeitam o sionismo e apóiam a resistência palestina. |
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Leia também: HERZL, Theodore. O Estado Judeu. As idéias genocidas de Ben Gurion Resolução 3379 da Assembléia Geral das Nações Unidas: Sionismo é racismo |
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