Jabotinsky

(1880-1940)

Líder racista sionista, fundador do Movimento Revisionista do Sionismo, Betar. Wladimir Ze'ev Jabotinsky nasceu em Odessa, Rússia, em 18 de outubro de 1880. Filho de comerciantes, Jabotinsky recebeu educação russa, apresentando grande tendência para a literatura e facilidade para aprender idiomas. Trabalhou para o jornal "Odesky Listok". Hostil à cultura russa de seu país, revoltou-se contra o processo espontâneo de assimilação que observava ocorrer entre a comunidade judaica de Odessa. Aos dezoito anos, foi estudar Direito na Itália e na Suíça. Trabalhando como correspondente para vários jornais russos, assinava com o pseudônimo 'Altalena'. Respondendo ao Progrom de Kischinev, de 1903, Jabotinsky organizou a primeira unidade de autodefesa judaica. Em 1903, foi indicado pelos judeus de Odessa para participar do VI Congresso Sionista, na Basiléia, onde identificou-se com os discursos e as idéias de Theodor Herzl, o fundador do Sionismo. Em 1909, visitou a Palestina, defendendo a "hebraização" dos judeus do mundo todo. Trabalhou para Organização Sionista Mundial (World Zionist Organization) tentando obter o apoio do Império Otomano, que tinha o domínio da Palestina. Com o eclodir da I Guerra Mundial, porém, mudou de lado e decidiu unir-se, no final da guerra, aos britânicos contra os turcos, trabalhando na criação da Legião Judaica. Jabotinsky recusou que ela fosse uma força auxiliar, mas autônoma, o que conseguiu, atuando em Londres. Em agosto de 1917, a primeira Legião Judaica estava criada. Jabotinsky atuou nela, lutando contra os turcos. Após a guerra, a Legião Judaica foi desfeita contra a vontade dos sionistas. Jabotinsky, então, ajudou a organizar a Haganah, em 1920. Foi condenado pelo governo britânico na Palestina a quinze anos de prisão por promover ataques aos árabes nativos. A propaganda sionista, porém, conseguiu mobilizar a opinião pública, obtendo anistia para Jabotinsky e a libertação de outros milicianos sionistas, pouco mais de um ano após sua prisão. Em 1921, Jabotinsky foi eleito membro executivo da Organização Sionista Mundial. O movimento de Jabotinsky, como o nazismo, tinha inspiração fascista, do qual copiou a saudação, o estilo militar e mesmo as camisas pretas. Aba Haimeir, um dos seus líderes, tinha uma coluna no jornal "Doar Hayom" intitulada "Diário de um Fascista". Em 1922, Jabotinsky escreveu a Mussolini, o qual dois anos depois enviou um representante, Dr. Mancini, para conhecer o Partido Fascista Judeu. Neste mesmo ano desentende-se com Chaim Weizmann, por este haver concordado com os termos do "White Paper on Palestine" de Churchill, que excluía a Transjordânia do projeto de um lar judeu presente na Declaração Balfour. Em 1923, Jabotinsky, viajando à Lituânia funda o Movimento Revisionista Betar, em Riga. Também neste ano, Jabotinsky rompe com a Organização Sionista e funda a Nova Organização Sionista, que buscou promover por vias legais e ilegais a imigração em massa de judeus para a Palestina. A aproximação de Jabotinsky dos fascistas, leva à realização, em 1932, em Milão, na Itália, do Primeiro Congresso do Movimento Revisionista, que tinha como slogan, "Ordem Italiana para o Oriente". O Movimento Revisionista de Jabotinsky apoiou a Itália em sua guerra de conquista contra a Etiópia, o que valeu a saudação da agência noticiosa fascista italiana "Oriente Moderno" ao Congresso Revisionista realizado em 1935. Só neste ano, com a aproximação de Hitler dos fascistas italianos e sua intolerância para com os judeus, os revisionistas afastam-se de Mussolini. Em 1937, junto com Avhaham Tehomi fundou a organização "Irgun Zvai Leumi" (Organização Militar Nacional), com elementos provenientes da organização armada Haganah. Entre os objetivos do Irgun estavam a expulsão dos britânicos e árabes da Palestina e a colonização das duas margens do rio Jordão por imigrantes judeus; neste intento, empregava práticas terroristas. No XVII Congresso Sionista, Jabotinsky enunciou seu lema, "Um Estado Judeu com maioria judaica em ambas as margens do Jordão". Jabotinsky faleceu em 1940, de ataque cardíaco, quando angariava fundos junto à comunidade judia de Nova Iorque, EUA. Menachen Begin o sucedeu na liderança do movimento após sua morte. Em seu romance Samson the Nazirite (1926), Jabotinsky expõe idéias racistas sobre a superioridade dos semitas em relação aos cananeus; em The Iron Wall defendeu o extermínio sistemático dos árabes; The Jewish War Front (1940); The History of the Jewish Legion (publicado em 1945). Jabotinsky defendia que todos os judeus deveriam migrar para a Palestina.

Leia também:

O racismo de JABOTINSKY

TRAGTENBERG, Maurício. Menachem Begin visto por Einstein, H. Arendt e N. Goldman. Revista espaço acadêmico. Ano I, n.º 7, dez/2001, ISSN 1519.6186. http://www.espacoacademico.com.br/007/07trag_jud01.htm

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