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1 - ASTRONOMIA HISTÓRICA. Desde as suas origens, o homem se sentiu fascinado pelo universo que o rodeia. O observador primitivo se julgava o centro de tudo, as estrelas, planetas enfim todos os astros giravam em torno da Terra. É graças a Astronomia que o homem conhece o lugar certo onde está desde os primórdios da civilização; é por meios astronômicos que hoje regulamos nossos relógios e medimos o tempo com uma grande precisão. A necessidade de distinguir as estações, de conhecer a sua duração e, por conseguinte, de prever e calcular o seu regresso incitou todos os povos, desde a mais remota antigüidade, a observar o movimento aparente dos astros. O homem não tardou em compreender que o nascimento e ocaso de determinados grupos de estrelas poderiam servir para a determinação das estações do ano, da época das colheitas. Deste modo graças ao entendimento do movimento aparente do Sol sobre as estrelas era conhecida a medida da a duração do ano, que era marcado pela passagem do sol por uma determinada estrela. Nas culturas antigas, como a do antigo Egito, a determinação do calendário estava relacionada com a tentativa de encontrar um relacionamento entre as trajetórias do Sol, da Lua e dos planetas. Nas culturas americanas os Maias, Incas e Astecas construíram templos com direcionamento conforme as posições do Sol nas diferentes estações do ano, observatórios e relógios do Sol. Assim toda a ciência astronômica estava limitada a observação do movimento das principais estrelas, o estudo das constelações, os movimentos dos planetas e as suas ocultações pela Lua, Sol e pelos planetas. Através dos gnomos, (Uma haste vertical colocada em um local que sempre recebesse a luz do Sol, de maneira que a sombra projetada fosse definida para cada dia do ano por marcas no solo) estudava-se os movimentos do Sol e da Lua e previa-se os eclipses tanto solares como lunares. Quando o tamanho da sombra, projetada pelo Gnomo, dos dois astros começava a se aproximar uma da outra, é porque iria acontecer um eclipse se a Lua nascesse alguns graus antes do Sol é porque o eclipse seria do Sol e visível no local, uma relação semelhante era feita para a Lua. Onze séculos antes de cristo, já os chineses tinham descoberto a obliqüidade da eclíptica. Os egípcios e os caldeus, célebres na antigüidade pelos conhecimentos astronômicos, conheciam o período de Sarros, que possibilita prever os eclipses futuros por meio dos eclipses observados durante um desses períodos. Os gregos aprenderam com os egípcios a observação dos fenômenos celestes. Tales e Platão conheciam as causas das fases da Lua. Aristarco de Samos, um dos primeiros astrônomos gregos, encontrou 3 ou 4 séculos antes de Cristo um método teoricamente exato para medir a relação das distâncias da Lua e do Sol. Eratóstenes, seu discípulo, admitindo a esfericidade da Terra, deduzia a extensão de um de seus círculos máximos da medida do arco compreendido entre Syene e Alexandria, obtendo um resultado verdadeiramente notável , note-se que para medir a distância entre as duas cidades pagou um carroceiro para fazer o percurso, onde a cada volta da roda da carreta uma saliência lateral na roda tocava o sino, o carroceiro contava o numero de batidas do sino. Pitágoras, indo ainda mais longe, admitiu o duplo movimento da Terra sobre si mesma, e em torno do Sol. Hiparco que vivia dois séculos antes de Cristo determinou a duração do ano trópico e determinou os movimentos da Lua. Ptolomeu, nascido pelo ano 130 da nossa era, reuniu em uma espécie de código todos, os processos até ali empregados para determinar as posições aparentes dos corpos celestes. Copérnico nasceu em Thora em 1472 e concebeu a idéia que a Terra era um simples planeta girando como os outros em torno do Sol, convertido em centro imóvel do mundo. Galileu nasceu em Pisa em 1564 e determinou a lei da queda dos corpos e a do movimento dos projéteis, aperfeiçoou a luneta e reconheceu as desigualdades da superfície da Lua, foi ele que descobriu os quatro maiores satélites de Júpiter e determinou as fases de Vênus. Newton (1642-1727), foi um dos fundadores da Astronomia moderna. Determinou a teoria da gravitação universal dando origem a mecânica celeste. " Todas as partículas de matéria espalhadas no universo tende mutuamente umas para as outras na razão direta de suas massas, e na razão inversa dos quadrados de suas distâncias." Albert Einstein (1879-1955), determinou a TEORIA DA RELATIVIDADE, com a qual se desfez os conceitos clássicos de espaço, matéria e energia, massa e movimento. Como podemos observar a Astronomia é uma ciência da qual emana o saber, é o início do entendimento e do conhecimento da vida. A melhor maneira de aprender é vendo, observando e participando por isto o homem desenvolveu o Planetário, nele pode-se explicar os movimentos aparentes, as linhas imaginárias que unem as estrelas, as que as separam em quadrantes, enfim o universo.

2 - OS PRIMEIROS INSTRUMENTOS ASTRONÔMICOS Os RELÓGIOS DO SOL, MENIRES e o GNÔMON, têm todos o mesmo principio básico de funcionamento, basicamente uma haste vertical que projeta a sombra dos raios solares em um plano horizontal (gnomo), os menires possuem marcas acessórias para o estudo dos movimentos do Sol e da Lua, e por fim os relógios do Sol, são colocados de maneira que possibilitam dados mais exatos em um determinado local, pois para a sua construção são levadas em consideração a declinação do local e a orientação real (norte verdadeiro). Figura 1: Orientação de um observador.

3 - A OBSERVAÇÃO DO UNIVERSO. O Universo contém tudo o que existe, desde as menores partículas subatômicas aos aglomerados galácticos. Estima-se que contenha cerca de 100 bilhões de Galáxias, compreendendo cada uma delas uma média de 100 bilhões de estrelas, novas teorias sobre a formação do universo estão sendo estudadas a partir de imagens dos Telescópios espaciais. (Big Bang ???) Estamos no interior de uma grande abóbada celeste imaginária, embora o Sol seja o centro de nosso sistema é apenas um ponto em um dos braços espirais de nossa galáxia, que por sua vez é apenas uma entre tantas outras, nela milhares de estrelas, corpos quentes resplandecentes de gás, oriundos de nebulosas, suas dimensões e massas variam de cerca de 450 vezes menor do que o Sol até cerca de 1000 vezes maior, as estrelas estão classificadas conforme o diagrama de Hertzprung-Russell, quanto a temperatura, tipo espectral e Magnitude visual absoluta (O Sol é uma anã amarela da seqüência principal). Mas para nós é mais fácil partir do ponto que a Terra seja o centro e tudo gira ao seu redor, pois é assim que se observa. A Terra parece ser o centro de uma esfera celeste, na qual estão pregadas as estrelas, que gira ao redor da Terra. Para uma melhor compreensão da esfera celeste traçamos três linhas imaginárias (planos), o equador que divide a terra ao meio; a Ecliptica, linha imaginária que o Sol percorre na esfera celeste, que corta a linha do equador em dois pontos os equinócios de primavera (ponto de Áries)e de outono (ponto vernal), e tem um máximo afastamento para o norte de 23,5 graus o solstício de inverno e um máximo afastamento de 23,5 graus para o sul o solstício de verão. Outras linhas dividem a Terra em meridianos, o referencial é o de Grenwith, e marca o referencial do tempo Os meridianos passam pelo ponto considerado pelo polo sul e polo norte geográficos e dividem desta forma a Terra. Latitude de um ponto é a distância de em graus medida sobre o meridiano local entre o equador e o paralelo (circulo paralelo ao equador) do ponto considerado, variando de 0 a 90 graus, Santa Maria está a 29 graus de 41 minutos Sul. A região circumpolar é a região do céu que não pode ser vista de um hemisfério oposto, assim sendo, a circumpolar norte (23,5 gr.) não pode ser vista do hemisfério sul. Em uma noite estrelada olhando-se diretamente para cima temos o Zênite, diametralmente oposto estará o Nadir, ao pegarmos um mapa do céu deve-se orientar-se segundo a forma de observar as estrelas., O céu do hemisfério sul é rico em nebulosas e aglomerados estelares. Ele contém a grande e a pequena Nuvem de Magalhães, que são as duas galáxias mais próximas. As estrelas formam conjuntos denominados constelações, agrupamentos aparentes de estrelas, já que as distâncias podem variar enormemente. O movimento das estrelas no céu (de leste para oeste) é causado pelo movimento da Terra no espaço. Os principais conjuntos de estrelas, quanto a facilidade de operação são: Constelação de Orion, no cinturão as três marias, ao redor delas um quadrilátero formado pelas estrelas principais da constelação, um pouco ao sul três pequenas estrelas, onde a central não é uma estrela e sim a mais fantástica nebulosa a nebulosa de Orion. O Cruzeiro do Sul, de onde pode-se orientar. Touro, com os aglomerados as Hiades e as Plêiades. Escorpião, em forma de cabide, onde a estrela central Antares é o coração do escorpião. O céu noturno nos oferece uma vastidão de pontos luminosos, dentre os quais, podem-se encontrar uns que se deslocam por entre eles, uma classe pouco numerosa se comparada as estrelas, os planetas, asteróides, cometas e meteoritos. Planetas são astros não luminosos, que brilham somente porque refletem a luz de origem estelar, orbitam em torno da estrela em órbitas levemente elípticas e possuem forma esférica. No caso dos planetas mais brilhantes (Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno), a identificação dos mesmos entre as estrelas não é tarefa difícil, os planetas não possuem a típica cintilação estelar (o que pode ser observado quando próximos ao horizonte devido a turbulência atmosférica). Com o auxílio de um telescópio, a identificação é mais fácil, as estrelas apresentam sob qualquer ampliação um aspecto puntiforme, sem contornos nítidos, já para observar um planeta, Marte necessita-se uma ampliação de 14,3, para Júpiter 7,2; Saturno 17,5 e Urano 85,7. Os Planetas são classificados quanto a posição em internos Mercúrio, Vênus e os externos Marte, Júpiter, Saturno, Urano, e Plutão (??). Para um planeta interior a melhor época de observação são as elongações (máximo distanciamento angular solar). A Observação planetária exige pelo menos uma luneta de 75 mm de abertura, sendo o mais recomendável mais de 6". MERCÚRIO - observável somente nas elongações ou próximo a elas, apresenta-se como um disco de cor alaranjada, que varia de 4,7" à 12,7 " de arco, apresenta fases, e um deslocamento médio no céu de 4 graus por dia, recomenda-se aumentos de 100 a 150X, a superfície de Mercúrio é análoga a da lua. VÊNUS - é o planeta que mais se aproxima da Terra, o planeta é totalmente coberto por nuvens, seu diâmetro aparente varia de 10" a 64" (Lua possui 31'52"), para tal necessita-se de apenas 20 aumentos, é o terceiro astro mais luminoso do céu apresenta uma magnitude visual de -3,3 a -4,3 (Sol -26,7 e Lua - 12,7) e coloração branco amarelada, apresenta uma máxima elongação de 47 graus em relação ao Sol, e um deslocamento médio diário no céu de 1 grau e 36 min. MARTE - Se apresenta geralmente como uma estrela de primeira magnitude, possui uma coloração notadamente avermelhada (óxidos ferrosos),magnitude aparente de -2,8 a +2,0, um diâmetro aparente de 3,6" até 25,2" , uma observação útil exige aparelhos de mais de 150 mm de diâmetro e 150 vezes de aumento, obtendo-se bons resultados com um refrator de 160 mm ou um refletor de 300 mm. (magnitudes: Fobos 11,6 e Deimos 12,8) JÚPITER - Apresenta-se como uma estrela de 1a magnitude, com um movimento aparente médio de 5' por dia e uma volta completa no céu em 11 anos e 10 meses, é o maior dos planetas, seu diâmetro aparente varia de 30,8" a 50", com um pequeno binóculo 10X30 já pode-se notar os quatro maiores satélites, com um refletor 100 mm e aumento 30X já se pode observar um disco elíptico com coloração alaranjada com faixas escuras, com um refrator de 75 mm e 150x pode-se observar grande quantidade de detalhes. SATURNO - É o último planeta visível a olho nu, apresenta-se como uma estrela amarelada, com um período de revolução de 29 anos e 127 dias, com um deslocamento aparente de 2' por dia, ou seja 2 graus por ano, Saturno não chama atenção por seu disco amarelado e sim por seu sistema de anéis, que começa ser perceptível com instrumentos de 75 mm de diâmetro, a divisão Cassini é uma série de anéis tênues entre os anéis A e B. O satélite titã possui uma magnitude média de 8,4 sendo observável com telescópio de 110 mm e 150X.




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