| Catherine empurrou a menina que caiu com tudo dentro da fonte, molhando todo seu vestido. Beth siu correndo, pingando, chorando em busca dos bra�os da m�e. - Ela foi fazer um pedido na fonte, trope�ou e caiu - diz Catherine, c�nica, olhando para o pai. - Eu n�o tive culpa papai. - Eu sei querida, sua irm� j� � desastrada por natureza, com tanta agita��o, estava demorando muito para acontecer algum acidente. Giuseppe e Catherine entreolham-se, achando gra�a do estado em que Beth se encontra, aos prantos, agarrada � m�e, mais molhada do que gelo derretendo no sol. - Querido, v� indo � festa com as crian�as que daqui a pouco eu volto. - N�o � melhor voltarmos todos mais tarde? - N�o. Pode deixar, v�o voc�s primeiro. Beth e Helena seguiram de volta para casa. Ainda com as m�ozinhas sob o rosto, coberto de �gua e l�grimas, a menina solu�a: - Mas - ma - m�e... fo-foi ela de-de novo. A Ca- Catherine quem me empurrou. A m�e afasta as m�os de seu rosto, enxuga-lhe as l�grimas e diz: - N�o chore, deixa isso pra l�. Eu deixo voc� comer uns biscoitos enquanto seco o vestido, depois a gente volta para a festa. Mas n�o v� contar essa hist�ria para o seu pai, voc� sabe como ele �. Sempre sobra pra voc� n�o �? Onze horas. A garota que estava euf�rica at� ent�o, agora repousava desanimada, os bra�os esticados sobre a mesa. Enquanto Helena cuidava do vestido na �rea de servi�os. - Mam�e, o vestido j� secou? - Falta s� mais um pouquinho. - Deixa assim mesmo.... - Ainda est� muito molhado na parte de tr�s. Quinze pra meia noite. - Mam�e... J� � quase meia noite! - Calma minha filha! A festa ainda nem come�ou. Ainda temos a noite inteira. Minutos depois, Helena vai entrando na cozinha, com o vestido nas m�os. - Prontinho! Agora � s� vestir e... - Beth? Beth! Cade voc�??? Helena procura a menina por toda a casa. embaixo das camas, dentro do guarda roupa... chamando-a em v�o, pois mesmo se ela respondesse, a m�sica e os festejos que agora estavam bem intensos, abafaria a voz da crian�a. Entrando na sala, percebe que a porta est� entreaberta e sai correndo com o vestido nas m�os atr�s da filha que havia saido j� a algum tempo. Cinco minutos para a meia noite. Todos em volta da fonte, esperando o momento da explos�o de fogos. - Pai, olha! exclama Catherine. - Agora j� chega Beth, voc� passou dos limites, volte aqui! Giuseppe corre furioso atr�s da filha que, sem paci�ncia de esperar, apareceu � festa s� de calcinha. Todos os olhares agora se voltavam � cena. Muitos balan�avam a cabe�a indignados com a petul�ncia da menina, que j� tinha fama por ser desordeira e ter id�ias revolucion�rias para a �poca. No momento em que Giuseppe finalmente a alcan�a, a euforia da chegada do Natal e a vis�o de Helena correndo com o vestido nas m�os, o impede de dar-lhe um corretivo ali mesmo, na frente de todos , mas promete: - Isso n�o vai ficar assim, voc� ter� o seu castigo mocinha! Aliviada e nem acreditando na sorte que teve, Beth coloca seu vestido azul e finalmente segue para a festa. |
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