| Cap�tulo dois - O Castigo. | ||||||||||||
| F�rias! A �poca preferida de Beth. Apesar de ser uma garota estudiosa, muito interessada, preferia ficar na cozinha conversando e ajudando a m�e nos afazereres culin�rios do que na cia dos amigos. Elizabeth sempre fora muito soci�vel, fazia amizade f�cil onde quer que fosse. Por�m, Giuseppe, nunca lhe dera liberdade suficiente para fazer um grande n�mero de amigos. N�o que a menina nunca sa�sse de casa. Poderia acompanhar a m�e, os irm�os (embora Catherine preferisse n�o sair a ter que levar Beth onde quer que fosse) ou o pai. �s vezes ele a deixava sozinha, desde que n�o sa�sse de perto de casa e voltasse cedo. Mas como Beth conhecia poucas crian�as da visinhan�a que brincavam s� na frente de casa, passava amior parte do tempo na cozinha conversando com a m�e. - M�e, o papai anda t�o esquisito.... N�o acha? - Beth... deixa de implicar com seu pai. - Voc� acha que tem a ver com o que aconteceu no Natal? Ele ainda n�o me deu aquele castigo. - Ele deve ter esquecido, deixa de ser boba. Vai brincar! N�o se preocipe tanto com as coisas minha filha, voc� � s� uma crian�a. Nisso, Giuseppe entra na cozinha cheio de cartas na m�o. - Helena, carta pra voc�! - Carta pra mim? De quem? - Seu tio Frank. Abra, estou curioso! Ao mencionar o nome do "tio Frank" os olhinhos de Beth se iluminaram: - Tio Frank! Abre logo m�e! Helena abre a carta, a cada frase que l� o sorriso em seu rosto vai se alargando. - O que ele diz mam�e? O que �? O que �? - Calma filha, ele mandou avisar que vir� passar as f�rias qui em casa. - Yupie! O tio Frank vem passar as f�rias com a gente! Oba! Pulando por toda a cozinha e quase derrubando as penelas pergunta: - Quando ele vem?Quando ele vem? Quando.... - Pela data da carta, deve demorar uns 10 dias ou mais. - Tudo isso? - Ele vem da Alemanha, � bem longe daqui. E durante esses dez dias, Beth se preparava para a chegada do tio, enquanto espiava o pai desconfiada. Ela n�o estava a costumada a n�o ser castigada. Por muito menos ele a deixava semanas presa no quarto. Sem falar que ele andava muito paciente e atencioso com ela. S� nesta semana havia levado a filha pra comprar roupas novas, deixou escolher uma boneca, comprou todo material escolar com tudo novo (geralmente aproveitava tudo o que ainda estivesse bom do ano passado), trouxe montes de sapatos. Enfim, n�o era o pai que Beth costumava conhecer. tinha alguma coisa errada ali. Mas antes que ela pudesse investigar o assunto, a chegada do tio Frnak afastou-lhe todos os pensamentos. Beth gostava das visitas do tio Frank, que na verdade era tio de sua m�e, porque ele a deixava fazer tudo o que quisesse. Ou melhor, fazia todas as suas vontades. Somente com ele Beth poderia ir � sorveteria, comer montes de doces, passear por toda a cidade sem limites. N�o era ruim sair com seu irm�o. Ele era um bom menino, atencioso, preocupado, mas obedecia demais o pai. Mesmo sabendo que talvez ele nunca soubesse, se o pai dissesse para n�o comprar doces ele n�o deixaria Beth comprar nem uma bala por mais que ela insistisse. Mas quando tio Frank estava l�, tudo era diferente. Ela passeava por todos os cantos da cidade, conhecia novos rostos, descobria novos com�rcios que n�o tinha a oportunidade de conhecer. Era como estar num conto de fadas. - Pai, posso passear com o Tio Frank?: - Beth. Seu tio mal chegou em casa e voc� j� est� o incomodando? - De forma alguma Giuseppe, eu � que n�o vejo a hora de passear com a minha sobrinha. Frank olha pra Beth e d� uma piscadela: - O tio Frank vai tomar banho, descansar um pouco... Hummmm. �s 7 da noite est� bem pra voc�? - Est� �timo! - Combinado ent�o? - Combinado! (ai, ai, ai, n�o aguento mais... minha cicatriz t� doendo e eu preciso comer agora. Ou melhor, beber, mesmo sem fome... Al�m do mais n�o posso me esfor�ar muito pra n�o abrir mais as coisas aqui. Ainda tem muito mais pra escrever, o cap�tulo n�o acabou, vou dividir em partes ok? Espero que gostem. Beijos, FEFIS) |
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