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Ocean rain do Echo & The Bunnymen foi meu fiel companheiro no distante ano de 1985, assim como The queen is dead dos Smiths me fez sonhar e voar alto em 1986. Doolite do Pixies me deixou quase surdo em 1990 (só uma pequena perda de quase 15% de audição) tanto quanto me fez sorrir naquele ano difícil. Impossível falar de paixão por discos sem citar London calling do Clash, afinal, é por culpa dele que estou aqui, numa manhã de sábado, escrevendo sobre rock and roll. E sobre amor. Merece destaque também Carnaval na obra do Mundo Livre S/A, pois foi esse disco que fez renascer das cinzas a minha vontade de fazer zines. A lista é enorme (Monster do R.E.M., Soft Bulletin do Flaming Lips - que me fez comprar outros três dos Lips em menos de dois meses) e nessa manhã ensolarada ganha um novo nome: Yo La Tengo. O novo álbum do
trio americano, Eles conseguem isso fazendo um cruzamento mágico e assombroso de Cocteau Twins e Velvet Underground. Conseguem isso com pouca percussão, teclados sonhadores e guitarras, meu deus, guitarras. Conseguem isso repetindo ao infinito aqueles três acordezinhos básicos do punk. Conseguem isso criando melodias perfeitas cheias de vocais sussurados que consquistam qualquer um que tenha sangue nas veias, sonhos na cabeça e CDs do Spiritualized, Afghan Whigs, The Cure ou Lou Reed em casa. São treze faixas
em 77m e 33s de puro delírio. Acho... mas acordei sorrindo,
ao som de Everyday do Yo La
Tengo. Você entende isso? Você já se apaixonou por um disco? |
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