Tirando a Poeira
Está mais que na hora de tirar a poeira dessa coluna, que ia acabar sendo invadida por algum “sem coluna”. Admito que a falta de organização foi um erro meu e de agora em diante, prometo que publicarei alguma coisa quinzenalmente e sem atrasos.
Bem, hoje, por falta de organização vou falar de um monte de coisas ao invés de me centrar num assunto e dissecá-lo.
Tudo o que é bom volta, já diz uma propaganda que passa por aí. A “Revista Kaos” mostrou que chegou pra transformar tudo em um “caos” e retornou as bancas, quase cinco meses (acho) após a publicação do número 1. As histórias são legais, diferentes, ousadas, divertidas, etc. (tem que ser “etc.” ou vou colocar centenas de palavras aqui). Alguns destaques ficam com aquela da fotografia, “FF1- O Insaciável do não-eu”, é como se você tivesse olhando pra um livro ilustrado e ao mesmo tempo lendo uma história em quadrinhos, olhando fotos (histórias em quadrinhos são ilustrações com texto... estou num caos mental). Tem uma outra história, bem legal, “Arte de Aluguel” sobre desenhistas “meia-boca” que não cumprem os prazos, a designer gráfica vai atrás dele e acaba em uma situação desesperadora. É legal ler coisas que não estão presas a “estilos-padrão”, poder encontrar pessoa com essa liberdade para fazer uma boa revista e nos divertirmos com isso. As outras histórias da Kaos, também são legais, eu sei que eu devia falar de todas já que comentei algumas, mas é só pra dar uma noção, o restante você vai ter que ler, não tem graça falar de tudo! Além dos quadrinhos, têm as entrevistas com um artista internacional e outro nacional, ótimas entrevistas, por sinal.
O chato é a demora pra publicação da revista, entre os número um e dois teve um espaço de quase seis meses. O preço é um pouco alto (7,50), mas pra quem gasta mais de dez reais com um mangá, vale o sacrifício para dar uma olhada numa boa HQ nacional, num bom gibi.
E, voltando à primeira coisa que escrevi no ESTROFT, 2005 está realmente sendo um bom ano para os gibis! Não estou nessa de que tudo vai mudar esse ano, mas estou acreditando que algumas coisas tem que começar a acontecer logo ou podem não acontecer em momento algum. Além da revista Kaos, de todas as HQs com nomes em inglês do Marcelo Cassaro (comentei na coluna anterior), a revista Wizard, especializada em quadrinhos, publicada pela Panini, vai colocar no meio de suas páginas, histórias em quadrinhos brasileiras, de cara tem o bom e velho Gralha. Isso é muito bom, a revista tem uma boa vendagem e põe no meio de histórias vindas direto da “gringolândia”, gibis, que vão precisar ser muito legais pra garantirem um espaço no gosto dos leitores. Isso coloca os quadrinhos nacionais exatamente no foco daquela, digamos, “briga” entre quadrinhos, que já estamos longe há um bom tempo. Espero que isso dê mais visibilidade ao trabalho e abra mais portas, cada bom avanço abre um novo leque de oportunidades!
E pra finalizar, duas boas histórias que li e estou lendo. Uma é a mini-série Loki (da Marvel), que foi concluída esse mês, posso dizer que li uma história muito boa, onde Loki derrotou Thor e passou a dominar Asgard, mas quando ele chega ao poder percebe que aquele que derrotou era a única pessoa que já se importou com ele. No final cheguei a sentir pena do Loki... A outra é (a sugadora de dinheiro) Buda, a versão do mestre japonês, Osamu Tesuka, da história de Siddartha Gautama (acho que escrevi direito), até o número 2, muito dos problemas sociais da época são mostrados em histórias paralelas que vão se cruzar em algum momento. Boas histórias pra se ler.
Por hoje é só. Dessa vez não deixarei a coluna às moscas! Na próxima, no dia 15 de maio, o Estroft estará com algumas novidades, não vá perder! Quer saber quais são? Por enquanto é segredo! Aguardem!
Te mais!