Redescobrindo os Gibis
Olá, como estão?
A coluna “Rondando” agora é quinzenal, para que os textos sejam mais bem elaborados e também para que novos assuntos sobre quadrinhos nacionais sejam discutidos. Infelizmente não me organizei tanto para essa “reestréia”, vou falar pouco dessa vez, e algumas novidades surgiram, porque os gibis continuam vivos, um pouco ausentes, mas ainda vivos.
Nas últimas semanas tenho tido que conciliar o trabalho com ler gibis, escrever e desenhar. Mas isso está sendo até divertido, é legal poder redescobrir um pouco dos quadrinhos nacionais e ótimos quadrinhos estrangeiros que surgiram numa época em que eu nem ligava direito pra ler (eu preferia ficar brincando e me arrebentando todo) e também alguns que deixei passar e que agora posso pegar emprestado.
É engraçado dar de cara com roteiros bons, ruins e um monte de peitinhos em algumas histórias de “aventura” antiga, com bundas e seios saltando em quase todas as páginas, e ao mesmo tempo poder encontrar histórias muito legais (mesmo), algumas com “peitinho”, mas história bem elaborada. Acabei encontrando um ponto muito mais forte no humor, que continua presente nos gibis até hoje.
Outra coisa foram os encontros de “cultura de desenho” os chamados “estilo europeu, americano e japonês” de desenhar. Antigamente, e até hoje, os “estilos americano e europeu” eram muito usados, até o “estilo japonês” apareceu em diversas HQ's de antigamente. Hoje em dia, depois do “BUM” dos mangás, todo mundo quer desenhar mangá, tanto que inventaram o tal do “mangá nacional”. É um termo que considero bobo, afinal, com o passar dos tempos, mesmo com influências européias e americanas, os gibis continuaram sendo gibis (mesmo depois de terem tentado pendurar o termo comics em diversas histórias em quadrinhos nacionais, o mesmo acontece com os mangás, alguém viu o tal do gibi que se lê de trás pra frente?).
De qualquer jeito essa tem sido uma experiência divertida e recomendo a quem puder que faça o mesmo.
Voltando bastante no tempo, a Biblioteca Nacional está com a exposição “Tico-Tico lá, Tico-Tico cá, A Leitura de uma Época”, comemorando o centenário da revista infantil “O Tico-Tico”. Já ouvi falar bastante dessa revista, mas não tive a oportunidade de me aprofundar no assunto. Aqui está o link da exposição, recomendo para quem puder ir .
Retornando ao nosso tempo, parece que a Editora Talismã se foi mesmo, com isso os gibis da editora deram uma parada. Holy Avenger VR foi cancelada e retornará, talvez, de acordo com seu autor Marcelo Cassaro, com o título “Holy Avenger Director's Cut” (que considero o cúmulo do uso do inglês em um título nacional, a tradução seria “Vingador Sagrado Versão do Diretor), pela Editora Mythos, com capa dupla (como os mangás?), quinzenalmente e possivelmente com um diário de como anda a produção da série animada. Cassaro também está trabalhando em uma série que será publicada em sua nova revista “DragonSlayer” (“Dragão Escravo”), junto com Érica Awano, o nome provisório da história é “DragonBride” (“Noiva Dragão”, essa gente com esses títulos em inglês).
Junto com a nova edição de Holy Avenger (que espero que venha com subtítulo em portugês), mais dois títulos estão a caminho: “Dungeon Crawlers” (que deve ter título alterado para o português, finalmente), uma comédia romântica medieval, e “Invasão: Ayla Project” (que é metade em inglês e a outra metade em português, to falando do título, ta legal, péssima piada), uma história de ficção científica. Mercenário$, mesmo com uma boa vendagem, deve voltar algum dia as bancas, mas terá uma história on-line, Ethora também ficou pra, quem sabe, um dia. A Entrevista com Marcelo Cassaro pode ser lida no site AnimePró .
É isso! Vou me organizar melhor e volto em 15 dias!
Rond.