Você está lendo: Arquivos do Rondando
Estroft

Contanto Que Continue...

 

 

Comentei na semana passada (e disse que só tocaria nesse assunto “um dia”, que chegou bem rápido) sobre interrupções no processo criação de fanzines, mesmo achando que não deixei isso muito claro (só falei que voltaria a falar de prólogos).

Algumas pessoas desenvolvem fanzines para tentar uma publicação em uma revista ou por diversão, daí um número é criado, um prólogo, um #0 ou #1. Daí surge um mito: “nunca se deve ousar no primeiro número de um fanzine”, um problema sério. Esse tipo de tentativa de fanzines muitas vezes não diz absolutamente nada, não passam de histórias comuns onde ocorre um fato qualquer se espera que alguma coisa aconteça e de repente acaba. Era só aquilo mesmo. Muitas simplesmente terminam sem nem deixar um gancho para o próximo número (autocontidas são outra história) ou termina deixando o leitor entender menos ainda do que ele queria ter encontrado e lido.

E o próximo número? O que veremos? Alguns fanzines trazem a prévia do próximo capítulo (ótima estratégia para criar expectativas para o próximo número), mas, infelizmente, muitos deles nunca chegam a ver a luz do dia novamente. Os motivos podem nunca chegar aos ouvidos dos leitores, mas a história parou e nunca mais será publicada, é tudo o que dá pra saber. Com sorte esse (a) fanzineiro (a) conseguiu uma publicação por uma editora de quadrinhos, então haveria uma chance de encontrar o gibi nas bancas em breve, ou não tem tempo pra trabalhar com quadrinhos ou a história era terrivelmente ruim e a única pessoa que leu acabou com as esperanças de quem fazia o zine.

Se não deu certo num primeiro momento, o ideal é tentar refazê-lo, alcançar uma editora será complicado, a não ser que você tenha sorte. E uma oportunidade dessas não cai do céu pra muita gente, então, fazer um bom número pra começar e criar bons números de continuação pode contribuir para alcançar o objetivo. Mas como conseguir isso com gibis que não dizem nada? A única solução é aprender a fazer. Com isso procura-se criar estratégias para conquistar o leitor. O primeiro número deve ser completo e criar alguma ligação com quem o lê. Não precisa revelar o seu segredo, é só ir mostrando-o aos poucos. Daí esse leitor ficaria com vontade de saber o que acontece depois. Aí vem a criação de uma rotina de trabalho decente, o leitor deve saber mais ou menos quando terá uma continuação ou vai perder o interesse no material.

O importante de fazer um fanzine é tentar se aproximar ao máximo de um gibi que um possível leitor gostaria de ler. Prende-se o leitor com um bom trabalho. É só treinar e tentar.

Ainda sofro dos efeitos do feriadão, então me desculpem mais uma vez por escrever um texto tão curto. Nos falamos na semana que vem.

 

Rond

Voltar ao tôpo
(C) Estroft - Todos os direitos reservados
estroft@gmail.com
Hosted by www.Geocities.ws

1