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O de Sempre, Por Favor!

 

 

2005 começou de uma forma interessante, já ouvi falar em uma tonelada de mangás que serão lançados nos próximos meses e infelizmente poucos traços de alguma coisa nacional. Do nada surgiram alguns quadrinhos nacionais, denominados por alguns como “mangás nacionais”. O gibi com influências no mangá têm caminhado com muitas dificuldades por conta de alguns problemas na execução do material. Nas últimas semanas surgiram dois, que infelizmente não devem vingar... Um deles até optou por levar a idéia do “mangá” ao extremo, invertendo a história toda (tudo da direita pra esquerda). Nada contra o estilo japonês, o problema é que essa gente tem uma sorte tremenda de publicar um gibi e acaba levando as bancas um material de qualidade muito baixa, sem nenhum atrativo, ou tentando persuadir o leitor com brindes. Mas uma hora tudo ficará bem...

    Fiquei sabendo que foi lançado um gibi chamado “Caô”, não posso comentar muito porque fui procurar nas bancas (fiz uma caçada pelo bairro no caminho pra casa) e não encontrei nada, espero que não seja “caô” (mentira). Acho que a intenção é das melhores, se olharmos bem, estamos em uma guerra feia, entre quadrinhos americanos e japoneses, somente idéias geniais para transformar o mercado de quadrinhos. A idéia do “Caô” é legal, histórias brasileiras que acontecem por aí, uma é ambientada no Morro do Adeus e uma outra é a versão em quadrinhos de um conto de Machado de Assis (entre outras), só espero que o gibi seja tão legal quanto a idéia. Vou caçá-lo e na semana que vem falo dele, se não tem nada nas bancas (até agora), deve ter alguma coisa em alguma loja de quadrinhos (o que não é um sinal tão positivo assim por conta da acessibilidade, mas já é um começo).

    A caminho, parece que tem mais um chegando pela Panini, de acordo com a entrevista que li com a nova editora de mangás. O gibi seria das irmãs Raffie (?) e Tabby Kink (?), de quem já li um fanzine chamado K.O., que me deixou boiando bastante. Aquele era o prólogo da história (um dia comento isso) e tinha uma cara de Street Fighter com Yuyu Hakushô. Se a história for mais bem construída pode atingir um pouco mais do que fãs de mangás de pancadaria (se é que o lançamento será esse mesmo).

    E o ano só está começando! Já estamos no segundo mês e a dúvida é se aparecerão coisas legais no decorrer de 2005. O negócio é agir. Fico feliz que se esteja pensando em quadrinhos, só é chato encontrar tanto material ruim e não encontrar alguma coisa pra divertir. De qualquer jeito as coisas consideradas ruins tem que ter seu espaço, vemos algo ruim para fazer algo bom e encontramos coisas boas para tentar fazer melhor, é assim que o negócio funciona. Erros vão surgir a todo o momento, basta olhar a indústria cinematográfica pra ter uma noção, nem tudo é maravilha nesse mundo...

   Até!

 

Rond!
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