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Violência Arte, Futebol Arte

 

 

Olá! Como vão vocês, caros leitores do conceituado Estroft, o Seinfeld da Internet Brasileira.

PMs, torcedores, tiros sangue e gooooooooool, é, deu pra perceber qual é o assunto dessa semana, não? Eu explico, são os torcedores, ou animais que vão aos estádios para praticar a nobre “arte da violência”.

É, como vocês podem ver na televisão, já não se pode ir aos estádios de futebol com aquela habitual segurança de antigamente, e tudo porque, vândalos, criminosos e até torcedores frustrados após uma derrota, procuram os torcedores rivais ou do próprio time para extravasar o excesso de testosterona adquirida durante a partida.

Particularmente, acredito que ir ao estádio seja uma das melhores sensações da vida, claro, depois de ter os pés queimados na praia ou passar frio no canto da escada, qualquer coisa é melhor, mas essas são outras histórias pessoais bizarras.

Uma das melhores sensações da vida é sentida no estádio, por causa do “amor”, amor à camisa, a instituição, ao espetáculo, e, principalmente, ao esporte. E a sensação de ver uma família curtindo o jogo , a emoção do gol, o momento civilizado das torcidas assistindo, é lindo. Só pra que ninguém esqueça, até a guerra parou para o esporte.

Na minha condição de torcedor do Flamengo, também já fui vitima da violência nos estádios, também presenciei muitos momentos de violência ao vivo, com muito sangue. Numa dessas finais entre Flamengo e Vasco, o ônibus para o Maracanã, onde só tinham 5 flamenguistas, foi parado no ponto por torcedores do Vasco, que agrediram e roubaram os flamenguistas, eu só não fui agredido porque estava neutro, por não trajar a vestimenta do time naquele momento.

Mas nada se compara aquele fatídico dia de fevereiro de 2002, no clássico Flamengo e Botafogo. Eu sabia que não acabaria bem pra mim, já que pra assistir o jogo eu fiz o maior “tour” para chegar ao Maracanã, que é perto da minha casa... Saí de Vila Isabel, fui até Campo Grande, onde reside minha mãe, depois fui pra Bangu pra pegar um trem pro Maracanã (que era bem perto mesmo da minha casa, tenho que repetir). No trem começaram as cenas de selvageria, na altura da Vila Militar, um torcedor do botafogo embarcou ou tentou embarcar no trem, o que aconteceu com ele não foi nenhum pouco legal, ele foi espancado e atirado para fora do trem, exatamente isso que você entendeu. Um cara comum, só entrou num vagão e saiu completamente arrebentado. Em Ricardo de Albuquerque (ainda no caminho do trem), um certo número de pessoas se escondia num matagal que cresce ao longo da ferrovia, surgiram do nada e apedrejaram o trem, ferindo algumas pessoas. E para finalizar esse trágico dia, no final da partida, eu,num ato de tremenda idiotice, saí pelo lado errado do estádio, bem na torcida do Botafogo,que estava transtornada após perderem de 4x0, posso dizer que tive a sorte de andar até a UERJ, onde,infelizmente, fui covardemente agredido por torcedores do Botafogo e ainda tive minha camisa roubada.

Então, ao invés de fazer uma criancinha chorar ou espancar um adolescente fisicamente desfavorecido, deve-se haver uma preocupação para manter a segurança naquele lugar, de modo com que as famílias possam assistir ao espetáculo, aumentando a credibilidade dos times e não transformar o futebol arte na “arte da violência”. Se meninos de rua assaltam pessoas na Zona Sul, na Zona Norte, na porta do Maracanã, são os Playboys (classe média ou superior), que roubam camisas, começam brigas e destroem o patrimônio público. A pergunta que fica é: como acabar com isso? O que fazer?

 

Ricardo

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