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Panelar ou Não Panelar?

 

 

Mais uma vez o Big Brother atinge o ponto de formação de “panelas”. Isso não é novidade, afinal o Big Brother é assim desde tempos remotos. É sempre a mesma coisa: a panela, o romance, o vilão e o vencedor. Mas, se é sempre a mesma coisa, porque é que você assiste? Ta certo é entretenimento, mas será mesmo que esse tipo de entretenimento faz alguma diferença na sua vida?

Eu vou ser sincero. O pessoal daquela rede até “inventou” aquela moeda, para os habitantes da casa comprarem coisas (acho que já joguei isso antes, não chamavam de “The Sims”). Eu tentei assistir, é sério, juro que tentei, mas acho que já vi esse filme antes.

Lembro de quando a TV globo começou com essa "coisa" de reality show. As propagandas me deixaram curioso, confesso que assisti ao primeiro BBB, parte do segundo e assisti No Limite. Naquela época não se falava em outra coisa, quem seria o vencedor de tal reality show?

Com o tempo os vencedores apareceram e acabaram se tornando celebridades instantâneas, a partir daquele momento qualquer um (teoricamente) poderia ter seus meses de fama. Aos perdedores restou apenas (adivinhem só) a Fama. Isso mesmo naqueles dias vencedores e ganhadores passaram a maravilhosa (?) condição de famosos. O tempo passou e os reality shows foram aparecendo e desaparecendo de nossas telas. Desconhecidos faziam suas gracinhas diante das câmeras como num circo virtual, todos tiveram seus momentos de fama e desapareceram. Aí está a prova do quão fútil são esses programas (vocês se lembram de todos os vencedores?).

Venham, ganhem dinheiro, sejam famosos. Esse devia ser o lema de todo reality show, mas infelizmente poucos são capazes de perceber o que está escrito nas entrelinhas: Sejam macacos dançando conforme nossa música, nos façam ainda mais ricos e depois sejam esquecidos.

A TV brasileira vive um estranho momento, talvez um momento bizarro. Depois que grande parte das pessoas perderam o interesse por esse tipo de programa, as emissoras ainda não se deram por vencidas e agora entulham a programação com uma série de novos reality shows. Agora qualquer emissora pode ter o seu é simples, fácil e rápido.

Apenas pegue uma idéia importada e ponha um monte de pessoas juntas competindo por um prêmio. Use as necessidades e os defeitos dos participantes para chamar a atenção dos telespectadores e depois e só editar tudo e não se esqueça de chamar todos de volta no final, só pra lavar a roupa suja.

Será que as pessoas realmente acreditam que o que acontece nesses programas é real? Parece mais um tipo de experiência estranha sobre o comportamento humano, onde as pessoas são jogadas umas contra as outras para que vejamos suas reações.

Mas o que acontece em um reality show está longe da realidade, ninguém na vida real age de maneira tão artificial e exagerada (é... talvez tenha alguém sim). Bom o fato é que ninguém em um reality show vai mostrar o que é de verdade ou vai fazer algo que preste, todos estão lá por dinheiro e sempre falam do quanto precisam (apesar de nunca parecer que precisam, é... quem não quer dinheiro?)

Não acredito que a população brasileira seja tão cega (e de fato não é). Atualmente as conversas não giram mais em torno do novo reality show, com tanta coisa mais importante acontecendo ao nosso redor esse tipo de programa não serve mais nem como diversão, afinal quem quer ver um monte de gente reunida numa casa olhando uns pra cara dos outros sem dizer uma palavra? Ou quem quer saber o que acontece num quarto escuro onde todos estão dormindo?

Como se não bastassem as novelas, sempre mostrando o que eu chamo de "Complexo de Romeu e Julieta", usando sempre a mesma história. As emissoras de TV usam uma idéia até espremerem a última gota, até mesmo os humoristas pararam de falar de reality shows. Agora eles são apenas mais um tipo de programa ocupando um espaço vazio na programação, espaço que poderia ser usado de uma forma muito mais inteligente ou mais útil, mas parece que os poderosos das emissoras tem preguiça de pensar em algo novo ou então tem medo de ousar.

Nossa TV já foi muito melhor. Eu lembro, bons tempos aqueles, em que pelo menos os programas eram diferentes uns dos outros, quando a luta pela audiência não fazia com que as idéias fossem copiadas tão rapidamente. A verdade é que perdemos o direito de optar, entre um e outro programa que se salvam estamos presos entre reprises de filmes, programas de culinária e novelas.

Até quando as necessidades do povo vão ser usadas para dar dinheiro a essas gigantes da mídia? Só por que é de graça não significa que nós não pagamos.

Não vou pedir um boicote aos programas que usam a mesma fórmula em emissoras diferentes. Afinal cada um assiste o que quiser, mas lembrem-se: Absorvemos aquilo que vemos, e sempre somos influenciados de alguma maneira, por isso, critique e reclame do que achar errado ou elogie o que achar correto, mas não deixe que as coisas passem em branco. Dê a sua opinião (até sobre esse texto).

Não custa nada pensar um pouco e formar uma opinião por mais errada que ela esteja, é assim que aprendemos e evoluímos. Então apenas pense um pouco mais, antes de aceitar aquilo que te oferecem.

Ainda bem que aqui não é a Alemanha. Já pensou? Um ano de Big Brother, assustador. Acho que eu vou é cuidar da minha vida, eu tenho mais o que fazer.

 

O Daniel entregou o texto dele com 10 minutos de atraso, quase quebrei a minha televisão depois que li isso e há muito tempo não sei mais o que pensar da nossa programação diária de TV... "Desliga a TV e vai ler um livro!"

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