Registo da sessão de Role Play a 9/IX/99 - Campanha de anos 90.

Local: Casa do Luís
Game Master: Ricardo Madeira
Aventura: ???
Personagens:
     Random Greene [Raquel], Valdemar Phyllis [Luís]
NPCs:
     Prof. Cecil Saint-John, Dra. Anna, Christine Parker, Sharon Graves, Dr. Eric Rowe, Prof. Ernest McTavish, Dr. West.


9/IX/99 - Quinta-feira

10:00 - Valdemar acorda na casa silenciosa com o sol a entrar pela janela. A notícia da morte do filho já lhe chegara dias antes com um telefonema da própria Magi, ainda no Cairo [vide aventura "Thoth's Dagger" II]. Com uma sensação de vazio que não o larga, o velho professor sai à rua, despedindo-se de Clara e conduz no seu Ford Taurus em direcção à faculdade.
     Random encontra-se no departamento de Biologia quando o professor Cecil St-Jhon lhe entra no gabinete com cumprimentos de fim de férias, bem disposto como sempre. Ela encontra-se a tratar de papelada relativa aos alunos cujos trabalhos de fim de curso ela vai ter de orientar, bem como a preparar aulas.
     Assim que o prof. Phyllis chega, dirige-se ao departamento de História para se despedir dos colegas, uma vez que já não tenciona voltar ao ensino. Depois dirige-se à biblioteca. Ao saír do edifício, no entanto, encontra Cecil St-John a falar com um grupo de alunos. Cumprimentam-se como velhos amigos que são e trocam-se convites para almoço.
     Na biblioteca, Phyllis encontra a Dra. Anna e conversam amigavelmente. Phyllis pergunta pelo "De Vermis Misteriis" - Anna diz-lhe que se encontra no cofre e que ele precisa da permissão do Dr. Eric Rowe, director da biblioteca. Como o dr. Rowe ainda não se encontra lá, Phyllis fica a ler jornais e revistas.

12:00 - O prof. Phyllis dirige-se ao departamento de Biologia para se encontrar com Saint-John.
     Random continua no gabinete, frente à sua secretária desorganizada, tentanto entender-se com o computador
     Phyllis encontra o gabinete de Saint-John, onde este se ocupa a arrumar papéis do ano anterior. Pelo caminho convidam Random para almoço e ela fica bem contente por saír da frente do computador. Como as notícias correm depressa na faculdade, Random dá os pêsames a Phyllis pelo seu filho.
     Dirigem-se a pé para um restaurante italiano. Durante o caminho Random fuma um cigarro, o que atrai comentários de Valdemar Phyllis que a julgava mais ecológica. Passam o almoço em conversa leve e depois regressam à Miskatonic onde Random é interpelada por Christine Parker com perguntas relativas ao trabalho de fim de curso. Ela acompanha os professores durante algum tempo.

15:00 - Ao aproximar da biblioteca, vêm Sharon Graves saír pela porta principal. O seu cabelo está mais comprido e talvez mais despenteado, tem um medalhão novo ao pescoço e vem com cara de poucos amigos, mas nem Christine nem Phyllis têm a menos dúvida que se trata da mesma Sharon que ambos conhecem. Christine fica boquiaberta e Valdemar espantado. Sharon desaparece numa esquina antes que a consigam interpelar. Phyllis explica a todos de quem se tratava e como a conhecera.
     Entram então na biblioteca. Phyllis fala com a Dra. Anna e consegue uma entrevista com o Dr. Rowe. Pelo caminho, Anna admite ter acabado de ver a Sharon, que ela lhe parecera um bocadinho diferente mas que a cumprimentara como de costume. Sharon tinha andado pelo andar de cima.
     Entretanto, Random regressa ao departamento para o seu trabalho com Saint-John. Christine acompanha-a e fica um pouco no gabinete com Random a discutir ainda o trabalho de fim de curso.
     Valdemar Phyllis sobe ao gabinete do Dr. Rowe, um senhor meio careca, que fuma cachimbo e tem óculos finos na ponta do nariz. À menção do "Vermis" ele diz logo ser um livro muito raro. Quando o prof. Phyllis explica como perdeu um exemplar que lhe viera parar às mãos, o Dr. revela ter acabado de falar com uma "maluquinha" que lhe aparecera com o mesmo pedido e Phyllis chega à conclusão que se tratava da própria Sharon, agora desprovida da sua cópia do livro [vide aventura "Thoth's Dagger" I], só que Sharon pedira licensa para outros livros também.
     Dr. Rowe insiste que o livro não é muito próprio para ler. Por fim lá se convence dos motivos de Phyllis e dá-lhe permissão. Valdemar tem de preencher um formulário.
     Phyllis dirige-se à Dra. Anna assim que acaba de preencher a papelada e ela condu-lo ao cofre: descem ao andar de baixo, onde Anna saca de uma chave prateada para abrir uma porta discreta. Entram num corredor que faz lembrar bancos internacionais. A Dra. Anna consulta umas fichas, vai buscar o livro e deixa Phyllis numa sala bastante antiga, com paredes por pintar. O professor fica trancado na sala sozinho com o livro. Começa a ler as frases em latim.
     Phyllis lê durante horas a fio. A sua vista cansa-se mais depressa do que noutros tempos. Começa a ficar com uma dor de cabeça. Às vezes a luz parece não ser muito segura e, de facto, parece ter ficado mais escuro. O professor faz uma nota mental para avisar Anna da má qualidade da iluminação numa sala que devia ser de leitura.
     Ao virar uma folha, parece-lhe ver os contornos de uma chama desenhados noutra folha, nas entrelinhas, mas quando volta a olhar confirma que não passou de uma ilusão de óptica.

17:30 - Random regressa a casa na sua carrinha ferrugenta e prepara o jantar. Não consegue evitar pensar na sua pobre vizinha: segundo os jornais estava em coma no Cairo. Provavelmente fora lá arranjar mais cangalhada como a que costuma ter espalhada pela casa...
     Pontualíssima, a Dra. Anna bate à porta de Phyllis anunciando que está na hora de o cofre fechar, portanto ele sai para o Campus e dirige-se para casa, cansado. Chega quando a filha está a preparar o jantar e partilha com ela os acontecimentos do dia.
     Quando Phyllis se preparava para se deitar, ao fechar as cortinas nota na casa do vizinho um grafitti na parede: não passa de uns rabiscos ilegíveis de uma cor verde ligeiramente fosforescente. Deita-se com uns resmungos acerca da influência nefasta da televisão na juventude de hoje.

10/IX/99 - Sexta-feira

9:00 - Random chega à faculdade e estaciona ao lado de um Mercedes vandalizado: num dos lados alguém rabiscou símbolos sem sentido. Com um olhar à sua carrinha velha, Random afasta-se com o pensamento fugaz de que a sua pick-up realmente precisa de uma pintura... A jovem dirige-se ao seu gabinete para concluír a papelada antes do início das aulas na segunda-feira seguinte.

11:00 - Valdemar Phyllis acorda e espreita o grafitti. Ainda lá está. Mete-se no carro e dirige-se à M.U. e em particular à biblioteca. A Dra. Anna não está lá, mas outra empregada condu-lo ao cofre, onde Phyllis se instala de novo com o livro.

12:30 - Cecil Saint-John entra pelo gabinete de Random adentro com a boa disposição do costume. Diz-lhe que tem um convite do Departamento de História e que precisa dela e de uma assistente. Quando Random lhe pergunta do que se trata ele sorri matreiro "Vamos abrir uma múmia!! Radical,não?" Random encolhe os ombros, mas aparentemente eles precisam de amostras de tecido e coisas do género, de modo que Random acede, não sem uma ponta de curiosidade, nunca tendo visto uma múmia de tão perto. Entra em contacto com Christine para que seja a sua assistente.
     Phyllis nota que a sala escurece enquanto ele lê sem parar. Uma chama parece formar-se a um canto da sala, mas um segundo olhar revela de novo que não passa de imaginação. Mesmo com fome e com uma dor de cabeça, Phyllis continua a ler...

15:00 - O fio do pensamento de Phyllis é perturbado por ruídos vindos do seu próprio estômago: a fome aperta, de modo que ele lê apenas mais um bocado e depois vai comer uma bucha. Pelo caminho encontra Saint-John. Este diz-lhe que o Departamento de História vai abrir uma múmia e convida-o para a ocasião histórica.
     De regresso à biblioteca, Phyllis vê que um dos contínuos da Universidade está a apagar grafitti de uma das paredes, pintando por cima deste. A pintura parece-se extraordinariamente com aquela que desfeia a casa do seu vizinho. Valdemar comenta a situação com o senhor. O contínuo não vira o responsável
     Phyllis regressa então aos seus estudos. Encontra algo de interesse no livro: as viagens de Ludvig Prinn (da Flandres), o qual alega ter uma idade imensa e ter participado na 9ª cruzada (
séc. XIV). Fora preso em 1540 pela inquisição. Na prisão escrevera o livroo e esta cópia fora publicada em 1542 na Colónia, encadernado a couro e fechado com línguas de metal.
     Os primeiros capítulos referem-se a fantasmas, os seguintes ao continente perdido de Mu: um fragmento encontrado numas ruínas. Um ou dois caracteres do desenho são parecidos com os dos grafittis. Não há apontamentos relativos à cifra.

17:30 - A biblioteca fecha e Phyllis vai para casa. Pelo caminho vê mais um dos misteriosos grafittis, desta vez numa mota. Chega a casa mal-humorado com esta falta de vergonha da juventude de hoje em dia e deita-se cedo.
     Valdemar acorda de súbito com a distinta sensação de fogo. Vê o quarto cheio de fumo e um clarão laranja por baixo da porta. Clara não responde quando ele grita, portanto ele abre a porta. O corredor é um inferno. Sem outra alternativa, Phyllis põe um pano na boca, abre a janela e salta para o jardim. Ao caír torce um tornozelo. Todo o corpo lhe dói e ele desmaia.

11/IX/99 - Sábado

9:00 - Random estaciona na M.U. Vê o carro de Saint-John e ele a aproximar-se com um monte de papelada na mão. Ele oferece boleia, prometendo explicar o que se passa pelo caminho.
     Valdemar acorda no hospital, onde já se vão habituando a ter visitas regulares do clã Phyllis [vide aventura "Thoth's Dagger" I]. Afinal a casa não ardera, como explica Clara. Cecil Saint-John e Random aparecem-lhe no quarto com um ramo de flores escolhido pela jovem que parece pouco à vontade no quarto de um doente que ela mal conhece.
     O Prof. Saint-John conta-nos então o que sabe: a múmia fora doada à faculdade por uma companhia de navegação e fora encontrada numa ilha vulcânica do Pacífico. O professor não sabe de mais nada e a informação é escassa. Ele nem sequer sabe qual foi a companhia de navegação, embora uma comichão no fundo do estômago de Random lhe faça deitar a adivinhar se não se trataria da companhia do seu pai.
     Seja como for, o grupo dirige-se à faculdade e almoça. Random vai buscar Christine e mais equipamento necessário para recolher as amostras desejadas.

15:00 - No Departamento de História, que se encontra completamente deserto, encontram o professor Ernest McTavish numa sala aberta, com várias pilhas de caixotes - um deles apenas um pouco mais pequeno do que um caixão. Ele está a examinar um outro mais pequeno. Saint-John apresenta todos. McTavish é um homem nos seus 30 anos, de cabelo castanho claro.
     O Prof. McTavish mostra-nos o mapa do Pacífico: a múmia fora encontrada numa ilha que se levantara recentemente num momento de actividade vulcânica e que entretanto se voltara a afundar. A companhia de navegação afinal sempre era a do pai de Random. O que acontecera era que um grupo de turistas descera à ilha para tirar fotografias e tinham encontrado uma cripta de pedra em basalto negro e a múmia. Há varias fotografias a testemunhar ambos os achados bem como o ambiente que os rodeava: o exterior da pequena ilha estava coberto de algas e lodo; a câmara onde a múmia estivera parecia ter sido completamento estanque. Com a múmia viera outro artefacto numa embalagem separada: uma pedra de basalto com uns caracteres estranhos nela gravados: de novo os mesmos do grafitti. McTavish pensa que os caracteres sejam Naacal. ele explica aos leigos que se trata daquela que se acredita ser a língua do continente perdido de Mu.
     Phyllis não pode deixar de comentar nas coincidências em relação ao que anda a ler no "Vermis", mas a verdade é que a múmia já fora descoberta há coisa de um mês.
     Ansiosos por dar uma olhada a tão misterioso artefacto, carregam-se as caixas até um laboratório de outro departamento, onde ocupam uma mesa. Entretanto, o Departamento de Medicina faz-se representar por um Dr. West, um homem abaixo dos 30 anos com um impecável corte de cabelo. Está presente também um fotógrafo. Fazem-se as apresentações da praxe. Random veste a sua bata e empunha os seus próprios instrumentos. O Dr. West, com ajuda de alguns presentes, abre a caixa.
     Lá dentro, uns trapos castanhos e envelhecidos cobrem um corpo que se retira do caixote para a bancada. A sua forma é vagamente humana. O Dr. West pede a todos se afastem para o deixar trabalhar. Apenas Random se mantém por perto, embora dando-lhe espaço mais que suficiente. Há um rasgão na múmia que faz com que o Dr. West abane a cabeça com uma certa desilusão. O exame começa.
     Dr. West examina e vai comentando algumas partes em voz alta. O tecido que cobre a criatura faz lembrar ligaduras. Random retira uma amostra do tecido e logo West fica todo abespinhado e se prepara para colocar dificuldades, mas McTavish intervém a favor de Random e esta vê-se com espaço de manobra para o resto do exame.
     A cabeça é então revelada, bem como o peito. Trata-se de uma mulher, de cabelo frágil e longo, já sem cor. A cara está chupada, os olhos fechados e o seu tom de pele é cinzento escuro. Random retira amostras de cabelo enquanto West consulta um dossier com os raio-X e a ressonância magnética. A surpresa é que or órgãos e o cérebro parecem ainda lá estar dentro...
     O fotógrafo tira uma foto que apanha o Dr. West muito sorridente já de bisturi na mão e a Random de ar vagamente perdido.
     A pele está rija que nem couro, mas West força o seu bisturi e abre o peito. A carne está muito chupada, mas or órgãos internos estão em relativo bom estado. West nota um pingo de um líquido azul que Random prontamente recolhe.
     O Dr. West faz ainda mais uns quantos exames e chega a uma conlusão estranha: a mulher deve ter sido embalsamada viva! Ele cose a múmia, fechando-lhe o peito de novo. Segundo a análise do raio-X, o seu crânes também não parece pertencer à raça humana.
     A sessão acaba e o grupo separa-se. O pessoal de História e ciências relacionadas vai festejar num jantar, enquanto Random arrasta Christine para o laboratório de Biologia para começar as análises.

21:30 - Random e Christine tratam das análises pela noite dentro. Nos intervalos do trabalho Christine desenha Tom no caderno [vide aventura "Mix-a-Tonic"]...

12/IX/99 - Domingo

00:01 - O jantar dos professores do Departamento de História, no qual também se encontrava Saint-John, acaba. Phyllis vê mais grafittis quando se dirige para casa. Clara espera-o.

3:00 - Quando já não há mesmo nada para fazer, Random lá acompanha Christine ao dormitório feminino. A certa altura, Random ouve ramos partir atrás de um arbusto. Apercebem-se que são seguidas por um jovem corpulento, de olhos salientes. Apesar de apressarem o passo ele vai-se aproximando gradualmente. Christine está positivamente aterrada e quando Random a interpela ela não fala. De súbito, com as palavras de Random, o jovem desaparece e à sua frente surge um dos seguranças. Random explica-lhe a situação e ele acompanha-as até ao destino. Christine chora pelo caminho, o que intriga de certa maneira a doutora.
     Já no dormitório, Random interroga-a com alguma insistência e Christine finalmente lá deixa escapar que o rapaz era o assassino de Tom. Random regressa à sua própria casa, mas não antes de lhe recomendar uma noite descansada com a porta bem trancada.

10:00 - Phyllis telefona a Saint-John para o desafiar a ir à Miskatonic. Talvez lá esteja alguém que lhes saiba dar alguns dos resultados das análises. Saint-John não pensa que alguém lá esteja, de modo que acaba por lhe dar uma recusa.

11:00 - Apesar de ser Domingo, Random chega pontualmente às onze horas ao laboratório de Biologia. A sua bata branca é imaculada, excepto pelo símbolo da Miskatonic ao peito e a plaquinha de plástico indicando "Dra. R Greene".
     Nas amostras recolhidas, Random encontra bastantes esporos de fungos e plantas. As amostras de tecidos apresentam células algo desidratadas mas em bom estado e algumas mesmo em processo de divisão, como se congeladas no tempo.
     A certa altura, Random vê passar um micróbio na lamela, mas por mais que tente não consegue segui-lo. Noutra amostra, uma célula tem uma aura azulada parece contraír-se ligeiramente. Ambas as irregularidades deixam Random muito intrigada.
     Phyllis entra em contacto com o prof. McTavish para saber se ele consegue ler Naacal. Infelizmente a resposta é negativa, mas ele fornece pistas acerca da umas tábuas de Zanthu, que apareceriam referidas nos trabalhos do arqueólogo Harold Hadley Copeland, o qual fora famoso no início do século. Phyllis dirige-se então à biblioteca e informa-se. Eventualmente encontra o livro e instala-se a ler.
     O livro de H. H. Copeland é composto por traduções de tabuetas que o próprio encontrara numa expedição à Ásia Central em Maio de 1913, expedição essa que fora mal fadada: meses depois do início, Copeland regressara sozinho, bastante emaciado, exausto e bastante doido. Com ele trouxera 12 tabuetas de jade negro que alegave ter encontrado num túmulo antigo. Regressado aos EUA fizera uma tradução parcial antes de enlouquecer e ir parar a um asilo na Califórnia. O trabalho fora recebido na comunidade de história com chacota e cepticismo. Trata-se de uma tradução conhectural publicada em 1916. Copeland alega que as gravações são Naacal, a linguagem mais evoluída do continente de Mu. O texto descreve as tábuas, a sua descoberta e os métodos usados na tradução. Phyllis embrenha-se na leitura e depois tira fotocópias para levar para casa.
     O prof. McTavish aparece na biblioteca antes de Phyllis se ir embora, no entanto,e os dois historiadores trocam impressões. O tal Zanthu que deu o nome às tábuas seria então um feiticeiro e as tábuas seriam um relato parcial da história do continente perdido.
     Entre as variadas referências que Phyllis encontra, existem várias a entidades mitológicas com nomes estranhos: Ktulu, Yog-Sotót, Xub-Niggrath, Gatanotoa...
     Com tão estranhos nomes a ressoar na sua cabeça, Phyllis dirige-se ao Departamento de Biologia na esperança de encontrar alguém. Uma única porta está aberta, e vai dar ao laboratório onde Random se encontra a trabalhar. Ao aperceber-se que tem visitas, Random faz um intervalozinho para fumar um cigarro e falar com o velho professor. Ele faz-lhe perguntas quase incessantes, e ela explica-lhe as suas dúvidas o melhor que pode, não estando habituada a falar de Biologia com pessoas de tão poucos conhecimentos na matéria. Numa coisa ela insiste: as conclusões estão para além da habilidade dela, já que ela sabe muito pouco acerca dos processos de datação de células e de mumificação, e propõe que consultem especialistas que percebam os relatórios dela.
     Phyllis explica-lhe então, entusiasmado, aquilo que descobrira na biblioteca e mostra-lhe as fotocópias relativas às tabuetas. Random não consegue fazer muito sentido daquilo: calhaus e letras não são propriamente coisas que a interessem por demais, mas ela ouve mais por respeito ao professor que outra coisa. De súbito Random ouve uma espécie de "plop" no laboratório - não se trata de nenhum dos familiares sons de intrumentos ou maquinaria do laboratório, portanto a jovem apaga de imediato o cigarro e entra no laboratório de semblante sério e um olhar que faz lembrar vagamente uma ave de rapina à procura de alvo. Ela procura por todo o lado e no entanto não encontra nenhuma possível causa para o ruído... mais um minúsculo incidente que soma à crescente desconfiança de Random.
     Sentindo que está a mais, Phyllis deixa Random com o seu trabalho e continua a ler as fotocópias. A frase traduzida diz "Rejubilem pois ele aí vem".


Citações do dia:

Cecil Saint-John [NPC] - "Acho que vou recomendar manuais em Russo. Nunca me lembrei de Russo antes..."

Contínuo [NPC] - "Se fosse no meu tempo..." (acerca do estado da juventude)
Valdemar Phyllis [Luís] - "Oh, e no meu?"

Valdemar Phyllis [Luís] - "Vamos às múmias, sim!" (à saída do hospital)


Registo escrito por Raquel Correia

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