Registo da sessão de role-play a 27/III/99. 1990's campaign.
Local: Simetria, clube de
FC&F
Game Master: Ricardo Madeira
Aventura: "Mix-a-Tonic
University", por Ricardo Madeira
Personagens:
Timothy Barnes [Marc], Magi Clouds [Irina], Sharon Graves
[Raquel], Peter Patrick Lewis [Luís].
NPCs:
Dra. Anna, Tom Henderson, Johnny whathisname, Christine Parker,
Daniel Sampson, Jhonathan Stein.
25/III/99 - Quinta-feira.
Manhã:
Os estudantes acordam nos respectivos quartos. Tim levanta-se
cedo; Sharon nem por isso, mas Christine fala-lhe no jogo Boston
Vs Miskatonic e na festa da Gama Delta. Peter dorme. Magi esta de
serviço no hospital. Timothy e Sharon têm aulas.
Almoço:
Sharon abanca numa mesa com o grupo de literatura que inclui Tom,
o namorado da sua colega de quarto, a Christine Parker; a
conversa é animada. Christine junta-se a eles. Sharon conhece
Timothy e Jhonathan na cantina quando o último arrasta o colega
de quarto para a mesa deles. Jhonathan propõe cinema à noite.
Sharon tem breve discussão com o tímido Timothy acerca de
ficção científica no cinema.
Tarde:
Sharon trabalha na biblioteca e mais tarde tem esgrima. Timothy
tem aulas com Jhonathan. Peter levanta-se e vai as compras. Magi
tem um dia longo no hospital.
Noite:
Magi sai finalmente do hospital e dirige-se para casa de
bicicleta. Sharon traz o seu Mercedes e dá boleia ao grupo de
estudantes: Timothy, Jhonathan, Tom e Christine. Sharon conduz
depressa; quase têm acidente com Magi. Sharon não consegue
evitar contacto com um peão quando este se atravessa à sua
frente de repente e ainda em cima disso choca com Peter, que
vinha na direcção oposta. Magi é testemunha ocular.
A suposta vítima levanta-se e foge a correr. Ha discussão entre
Sharon e Peter acerca de quem tem culpa. Magi pergunta se todos
estão bem. Peter e Timothy apercebem-se de uma mala de executivo
que a vítima deixou por baixo do Mercedes. Jhonathan retira-a e
abre-a no capot. O grupo dá uma olhada ao conteúdo. Contém
artigos de jornal, anotacões e uma estatueta algo grotesca.
Peter rouba alguns dos papéis antes da policia chegar. Um
portão bate; os vizinhos observam das suas janelas. O polícia
que chega à cena toma notas e dispersa o ajuntamento.
Entregamos-lhe a mala. Peter segue o seu caminho; Magi aceita o
nosso convite para uma bebida.
Acabamos no "Chick's", por sugestão de Jhonathan. À
porta está o carro de Peter, que acaba por se revelar barman do
sítio. A Dra. Anna, que trabalha na biblioteca, aparece e é
conhecida de quase todos no grupo, acabando por quebrar o gelo.
Peter mostra-lhe os recortes/notas; o grupo estuda-os. Relatam
uma série de desgraças em muitos locais do mundo. Não há uma
relação aparente. As anotações parecem do reino da ficção
científica, e de facto Sharon e Timothy ficam convencidos que
não passavam das notas de um escritor de ficção científica
bera. O resto do grupo concorda com a teoria em grande parte mas
mostram intensa curiosidade face às estranhas circunstâncias do
achado e ao estranho comportamento da vítima.
Com esta distracção passa a hora do cinema. Magi pega na sua
bicicleta e vai para casa; os estudantes regressam ao Campus, com
Sharon conduzindo bem mais devagar.
26/III/99 - Sexta-feira
Manhã:
Timothy tem aulas mas depois enfia-se na biblioteca, pegando de
cabeça com os apontamentos roubados por Peter. Magi está de
folga e aparece na biblioteca também. Sharon levanta-se cedo
para levar o carro à garagem e passa o resto da manhã em aulas.
Timothy apercebe-se que todas as desgraças relatadas nos artigos
se passaram nas mesmas duas semanas, apesar de muito distintos
geogràficamente.
Almoço:
O grupo reúne-se na biblioteca para ver no que resultou a
investigação da Dra. Anna. Não conseguiu descobrir nada.
Tarde:
Tom aparece com o jornal e mostra um artigo, escondido na página
24, onde se relata a morte do professor Robert West. O professor
West tinha ensinado história na Universidade e era ilustre.
Agora só dava duas ou três palestras anuais e dedicava-se a
investigação. Sharon chegara a ter uma aula com ele. A morte
ocorrera no seu escritório em casa, na mesma rua onde o grupo
tivera o acidente; tinham-lhe cortado a garganta. O grupo fica
convencido que atropelara o assassino.
Sharon telefona à garagem para parar o conserto do seu carro,
esperando preservar alguma possível pista. Tarde demais: o carro
já estava pronto e à espera que ela o fosse buscar. O grupo
fora entretanto acrescido de Jhonathan também, que só sabia
falar do jogo que ia ter lugar e da festa depois disso. Pouco
depois, Sharon recebe chamada da polícia que quer que ela vá
prestar declarações.
O grupo resolve separar-se e investigar por conta própria.
Sharon, Timothy e Jhonathan vão à polícia prestar
declarações e apanhar uma seca monumental. Peter e Magi entram
ilegalmente em casa do falecido professor e não encontram pista
alguma (em si um sinal?), só um computador vazio, estantes
cheias de livros de história e uma lareira cheia de cinzas das
quais não de salva nada. Peter rouba alguns pequenos items para
"compensar a despesa no arranjo do seu carro." Sharon
vai buscar o carro à oficina, paga um balúrdio e dá boleia aos
outros dois para a faculdade, onde chegam a tempo de ver o jogo.
Miskatonic vs. Boston acaba com vitória para os locais,
garantindo subida de divisão, muito por obra do avançado Daniel
Sampson. O grupo encontra Magi na biblioteca e dirigem-se a
cantina para o jantar. Peter está de volta aos seus afazeres.
Noite:
Festa na Gama Delta para celebrar o jogo. O grupo está lá todo,
já que Peter está encarregue do bar. Daniel é a estrela da
festa. Jhonathan arrasta a certa altura Timothy para o palco,
numa espécie de tratamento de choque à timidez deste, já que
Jhonathan conhecia a banda. Tom vai com eles. Sharon dança
muito. Reunindo-se no bar, o grupo discute os resultados do dia.
Quando a festa já morria, Daniel e companhia arrastam Sharon e
Christine muito contra a vontade delas, para dançar. Timothy
não tem coragem para os impedir sozinho. Quando Tom e Jhonathan
reaparecem há pancadaria envolvendo Timothy, Tom, Jhonathan,
Peter (armado com um taser, só queria restabelecer a ordem), e
os jogadores de futebol americano.
A vitória é nossa, mas Timothy sai muito magoado tendo até
sido atingido com uma cadeira na cara. Cada um se retira para os
seus aposentos. Magi vai para casa. Peter fica a arrumar a
loiça.
Alguém incapacita Peter antes de ele sequer ter oportunidade de
acabar o seu trabalho. Quanto ao resto do grupo, acordam um por
um nos respectivos quartos, mercê de algum sexto sentido, mas
todos são postos inconscientes.
O grupo acorda a ser transportado aos ombros da equipa de futebol
pelos corredores subterrâneos da Universidade, atados e
amordaçados (Sharon tem a "honra" de ser transportada
por Daniel.) Os brutamontes largam Sharon, Tom (inconsciente),
Jhonathan (inconsciente), Timothy, Peter, Christine e Magi numa
caverna larga, com paredes de pedra e chão de terra. Há troca
infrutífera de palavras quando nos retiram as mordaças - Peter
precisa de ir à casa de banho, Timothy levanta demais a garimpa
e leva um soco, Sharon chama-lhes nomes e acha que a brincadeira
não tem piada, Magi insiste em saber porque foram trazidos aqui.
Eles estão armados com pistolas, têm lanternas e um novelo de
fio a ligá-los ao exterior. Nós estamos de pijama.
Eles saem e levam Christine. Há tentativas frustradas para nos
livrarmos dos nós. Ouvem-se passos... nada. Ouve-se um grito
arrepiante, vêem-se clarões rápidos e estrondos fortes. Pouco
depois, Christine aparece, desalinhada, de lanterna em punho e
chorando, obviamente em estado de choque. Vai ter com Tom,
abraça-se a ele e chora. Magi consegue falar com ela e cedo
estamos todos desamarrados. Magi reanima Jhonathan; Tom tem uma
ferida muito feia na cabeca.
Seguimos o rasto deixado pela equipa de Daniel, encontramos um
corpo soterrado (do qual só vemos uma mão saída da terra solta
- sem pulso). Enquanto o examinamos, uma secção de tecto cai em
cima do Timothy e barra-nos o caminho de saída. Não conseguimos
escavar a secção, pois cai mais terra de cima e não queremos
arriscar ficar tambem soterrados. Retrocedemos e procuramos outra
saída. Christine está catatónica e Tom vem de arrasto através
de túneis onde nós próprios temos de gatinhar e rastejar.
A certa altura, num túnel coberto de hieróglifos, a pilha
acaba-se. Continuamos a seguir às cegas, em fila indiana: Magi
à frente, tacteando; Peter carregando Tom; Sharon; Christine;
Jhonathan; Timothy na rectaguarda
Sharon e Christine caem por um buraco abaixo. O grupo não
consegue divisar maneira de as ajudar (elas não ouvem/respondem
aos apelos) e segue caminho com alguma relutância.
A certa altura, Timothy julga ver um clarão movendo-se e corre
túnel fora a gritar. Bate com a cabeça. Magi reanima-o. Por
esta altura, Timothy já levou muita porrada.
Ainda deambulam pelos corredores mais tempo ate verem um clarão
diferente - amarelado - que seguem. Acabam por ir dar a uma
espécie de clarabóia por cima de uma enorme caverna
profusamente iluminada por várias grandes fogueiras. O chão
está coberto de criaturas vagamente humanóides numa grande
orgia. Ao fundo há um trono, no centro um enorme poço com o
diâmetro aproximado de uma piscina olímpica, sem fundo à
vista. A toda a volta da caverna corre um parapeito, de onde, a
certa altura, descem umas escadas.
O grupo hesita, sem saber bem o que fazer agora, quando entra na
caverna uma espécie de guarda com lanças escoltando Sharon e
Christine. Uma cerimónia está a ter lugar, mas ninguém percebe
as palavras faladas. Christine é coroada, Sharon é empurrada à
força de lanças para o poço. Após breve discussão, o grupo
decide agir, de maneira um pouco suicida. Atiram umas quantas
pedras, tentando distraír as atenções, mas não funciona.
Tomam atitudes mais drásticas. Magi e Jhonathan descem as
escadas, passam por cima de todos e dirigem-se a Christine. Tom e
Peter ficam no parapeito. Sharon aproveita a confusão para
tentar fintar o guarda e escapar, mas é empurrada pela lança e
cai no poço.
Entretanto, Magi agarra em Christine, tira-lhe a coroa e
arrasta-a de volta às escadas. Jhonathan segue-as. Sharon afinal
agarrara-se à borda do poço, iça-se a custo e foge também
atrás deles. Algo grande trepa pelo poço acima. Uma criatura
meio sapo meio serpente, sem braços e com tentáculos na boca
emerge. Sharon comete o erro de olhar por cima do ombro e desmaia
com o horror, perdendo muita sanidade. Alguém volta atrás,
apanha Sharon e o grupo corre pelos corredores fora, desesperado.

Peter carrega Tom, Jhonathan carrega Sharon, Magi toma a liderança e eventualmente encontra uma escada de ferro que leva aos esgotos. Algum tempo depois emergem no exterior, numa rua, de noite. É uma zona habitada e encontram um café aberto de onde telefonam para uma ambulância. Esta chega e o grupo embarca, com um grande suspiro de alívio.
Citações do dia:
Timothy Barnes [Marc] para Peter Patrick [Luís] - "Oh! Seu pulha!" (quando Peter confessa ter roubado papéis da mala encontrada no acidente)
Timothy
Barnes [Marc] - "Isto parece Klingon."
Sharon Graves
[Raquel]
- "Klingon?!?"
Luís - "Epa, gosto desse nome: *Gama* Delta"
Tom [GM],
mostrando o jornal do dia - "Já viram aí no canto inferior
direito?"
Timothy Barnes
[Marc], lendo atentamente - "Vinte-e-quatro..."
(gargalhada
geral)
Timothy Barnes [Marc] - "Eu quero uma Cola-Cola" (para o barman Peter na festa da Gama Delta)
Sharon Graves [Raquel] - "Aaaaah!" (caindo por um buraco com a Christine)
Timothy
Barnes [Marc] - "Psst! Vocês viram isso?" (num
túnel escuro como breu)
Magi [Irina] -
"Não..."
Timothy Barnes [Marc] - (gritando e correndo às cegas) "Ó da luz!" (momentos antes de ficar inconsciente por bater com a cabeça nalgum lado)
Raquel - "Então mas acabei de cair de um buraco e já me estão a empurrar para outro?"
Raquel - "Nem sei para que me dou ao trabalho de rolar dados: nunca passo a nada!"
Sharon Graves [Raquel] - "Aaaaah!" (olhando para trás e dando de caras com um monstro)
Marc - "Deixa cá ver a tua força" (para Irina) "Ah! Tu és mais forte do que eu! Então carrega tu!" (em relação ao problema de trepar umas escadas inseridas na parede com duas personagens inconscientes: Tom e Sharon)
Raquel - "Para a próxima quero dados diferentes. Estes estão viciados de certeza."
Registo escrito
por Raquel Correia