Capítulo 19 – Via indireta
Harry se espantou ao ver o Prof. Dumbledore saindo de seus aposentos. O diretor sorriu para o rapaz:
– Boa noite, Harry. Você não deveria estar com seus amigos?
– Hermione adiou a revisão dos NEWTs de História da Magia para amanhã. Eu não deveria estar aqui?
– Bobagem, claro que não. Severus e eu já terminamos.
– Aconteceu alguma coisa?
– Temo que sim, Harry. – A expressão de Dumbledore tornou-se pesada e grave. – Houve um ataque num jardim de infância Muggle. Eles usaram Dementors.
Harry sentiu seu coração se afundar.
– Oh, não. Dementors em crianças. Os Muggles sabem disso?
– Autoridades do Ministério da Magia mandaram esquadrões de obliviadores para ajudar os casos mais graves. Aparentemente, nenhuma criança foi beijada.
– Pelo menos isso. Voldemort não costuma usar Dementors, costuma?
– Não, porque eles são muito conspícuos, mesmo que os Muggles não possam vê-los. Bom, acho que vou me recolher agora, Harry. Tenha uma boa-noite.
– Sim, diretor, boa-noite.
Harry entrou nos aposentos, preocupado. Severus estava sentado no sofá, com as pernas apoiadas numa almofada. Ele também tinha uma expressão grave.
– Harry?
– Olá, Severus.
– Você chegou antes do que eu imaginava. Pensei que você e seus amigos fossem estudar até bem tarde.
– Hermione tinha outros planos. Eu encontrei com o diretor saindo daqui.
– Oh, sim. Ele quis me deixar a par das notícias da Ordem. – Severus apertou os lábios. – As coisas não estão boas.
– Ele me falou sobre os Dementors atacando criancinhas de jardim de infância. Que horror!
– Realmente, foi horrível. Dementors têm grande efeito sobre crianças e Muggles.
– Dementors afetam todo mundo, Severus.
– Não a mim.
Harry arregalou os olhos:
– Como é que é? O que você disse?
– Dementors não me afetam. Aliás, eu nunca soube lançar um Feitiço Patronus.
– Está brincando! Como isso é possível?
– Harry, pense um pouco. Dementors sugam a felicidade de uma pessoa. Eu nunca tive pensamentos felizes, memórias felizes, nem nada desse tipo. Por isso não consigo lançar um Patronus. É preciso ter um pensamento feliz, e eu não tenho nenhum. – Ele dizia isso de maneira tão casual, como se fosse a coisa mais natural do mundo. – Em compensação, eles não têm o que sugar de mim. É uma troca justa.
– Severus... – Harry estava tão mortificado. – Por favor, não fale assim. Não acha que isso mudou agora?
– Como assim?
– Nós dois, Severus. Certamente você deve ter memórias felizes de nós dois. Ou do verão que passamos juntos...
Severus ergueu uma sobrancelha:
– Hum. Você pode ter razão.
– E agora você precisa se proteger. Precisamos treinar o Feitiço Patronus.
– Acha que isso será necessário?
– Voldemort está usando Dementors nos ataques, e não vai hesitar em soltar alguns para cima de você, se quiser. É preciso estar preparado. Eu posso ajudá-lo.
– Eu sei. – Severus deu um sorrisinho. – Lucius costuma chamá-lo de Patrono Potter.
– Meu Patronus é um veado.
– Foi o que eu ouvi falar. – Severus olhou para a lareira, subitamente calado. – Eu... poderia ter evitado. O ataque ao jardim de infância, quero dizer.
– Você? Como?
– Se eu estivesse espionando... eu teria avisado do ataque às crianças. Isso não teria acontecido.
– Severus, pare agora mesmo. Isso não é culpa sua. E mesmo que você soubesse, nada garante que você poderia mesmo ter impedido esse ataque. Quantas vezes antes Voldemort lançou ataques sem que você soubesse?
– Eu sei, mas...
– Além do mais, você não tem nada que se envolver com a Ordem no seu estado. Do jeito que está, não pode fazer nada. Portanto pare de se torturar dizendo o que teria ou não acontecido se você estivesse na ativa.
Relutantemente, Severus baixou a cabeça e assentiu, sem encará-lo. Harry provavelmente tinha razão. Droga, o garoto cuidava dele como um profissional. Desde quando ele tinha se tornado tão transparente?
– Severus? – Harry estava ajoelhado ao lado do sofá, encarando-o com os olhos verdes brilhando. – Tudo bem?
– Sim, eu... Acho que estou bem, sim. Talvez seja melhor eu me deitar agora.
Harry o ajudou a ficar de pé, dizendo:
– Vou em seguida. Você está bem? Não está cansado?
– Não, só estou... pesado. Poderia me levar alguns travesseiros extras? Acho que vou ter que dormir sentado de novo.
– Mas Sev, você precisa dormir direito.
– Não é que eu não queira dormir – rosnou Severus. – Eu só não tenho posição. Se eu me deitar, a barriga pesa. De lado, a mesma coisa. A circulação está péssima e piorando a cada dia. Não sei mais o que fazer. E não me chame de Sev.
– Hum, então talvez seja preciso lançar mão de outros métodos para assegurar que você tenha um sono tranqüilo e reparador – Harry tinha um sorriso maroto. – Acho que estou me sentindo... criativo. Aliás, *bem* criativo.
O tom na voz de Harry não deixou dúvidas do que ele pretendia. Severus pôde sentir um friozinho na barriga, mas sabia que o interesse não seria o suficiente para manter uma ereção ou satisfazer o marido. Ele abaixou a cabeça, frustrado.
– Severus, o que foi?
– Nada, eu... Não quero decepcioná-lo. Não quero frustrá-lo. Digo, sexualmente.
Harry o ajudou a se levantar e levou-o até o quarto.
– Não se preocupe com isso, querido – Ajudou-o a se sentar na cama. – Eu só quero tocar você. Posso?
Severus estremeceu. O toque de Harry o deixava extremamente satisfeito, e também o excitava, num nível muito mais profundo do que mera excitação sexual. Era uma comunhão.
– Por favor, Harry. – A voz dele soou ligeiramente enrouquecida.
Harry aumentou o fogo da lareira de tal maneira que o quarto de dormir ficou quase tão quente quanto uma sauna. Era o ambiente ideal para ele retirar toda a roupa de Severus, beijando as grandes expansões de pele muito alva que ficaram à mostra. Severus suspirava diante dos carinhos, e Harry passou os lábios em seus ombros.
– Você é tão lindo...
Severus não acreditava naquilo, mas mesmo assim as palavras de Harry o fizeram estremecer ligeiramente. E as mãos dele em sua pele o deixavam tão absurdamente contente. Como ele precisava daquele toque... Naturalmente, ele retribuía o toque, um pouco desajeitado por causa do grande volume de sua barriga. Harry começou a respirar profundamente, arfando em desejo.
– Oh, Severus... Por favor...
Os longos dedos se fecharam em volta do membro ereto de Harry e o rapaz prendeu a respiração, sentindo um arrepio percorrer-lhe o corpo. Então Severus sussurrou-lhe no ouvido, com a voz ainda mais rouca:
– Gosta disso, Harry?
– Ai... – Harry revirou os olhos de prazer, os quadris se mexendo contra os dedos de Severus. – Acho que... vou gozar só de ouvir sua voz... O som dela... me excita...
– E se eu fizer... *assim*? – Ele começou a deslizar sua mão no pênis ereto, e Harry gemeu de prazer. – Vai gozar também?
– Sev...erus... – Ele respirava em golfadas. – Muito... Oh...!
Com a outra mão, Severus também massageou-lhe os testículos, e Harry se mexia freneticamente, buscando o completamento. Em poucos minutos, ele se retesou, prendendo a respiração, e Severus soube que ele tinha chegado ao clímax. Eles se abraçaram, aninhando-se enquanto Harry recuperava o fôlego. Só depois de alguns minutos o garoto se deu conta, curioso e abismado:
– Severus, eu gozei, mas não ejaculei.
– Eu percebi. Parabéns, Harry. Só umas poucas pessoas conseguem esse tipo de controle.
– Er... Eu não controlei nada.
– Impressionante – Severus ergueu uma sobrancelha. – Você ainda está ereto.
Harry passou a mordiscar o lóbulo da orelha de Severus:
– Muito conveniente. Sabe por quê? Porque eu quero você. Quero entrar em você. Parece que não consigo ter o suficiente de você. Quero sentir você... Posso?
Severus estremeceu, excitado. Era impressionante que ele não ficasse duro com tudo que Harry o fazia sentir. Só culpa dos hormônios mesmo...
Com toques amorosos, Harry o preparou para recebê-lo dentro de si. A posição é que foi meio complicada, com a barriga limitando suas opções. Mas os dois conseguiram ficar confortáveis quando Harry se sentou na cama e Severus sentou-se em seu colo, de costas para ele, empalando-se em seu pênis ainda ereto. O rapaz gemeu alto ao sentir o corpo de Severus recebendo-o, a abertura apertada tão convidativa...
– Estou pesado?
– Oh, Severus... Está perfeito... Tão bom...
– Você também... Harry...
– Não precisa se mexer... Deixe que eu faço tudo...
Ainda bem, pensou Severus, porque ele achava que não iria conseguir se movimentar muito, com aquela barriga.
– Só me avise se eu o machucar.
Machucar? Severus estava nas nuvens, esquecendo-se até dos desconfortos da gravidez ao sentir seu marido estocando-o fundo, unindo-se a ele. O estímulo em sua próstata o fez arriscar-se a mexer-se também, e Harry gemeu alto, apertando-se mais ainda contra o corpo de Severus.
Os dois se perderam em sensações, um conectado no outro. Severus sequer se deu conta de que Harry esticara a mão para estimular seu pênis, que conseguira ficar semi-ereto. O toque de Harry, os gemidos dele, seus próprios gemidos, tudo contribuía para um clímax que Severus não imaginou sentir.
Mas sentiu. Ele gozou de uma maneira tranqüila, doce e mansa, um desfrute sereno do prazer de seu corpo, trazido pelo toque de seu marido. E Harry também, desta vez inundando-o com sua semente. Os dois desabaram na cama, ofegantes, exaustos, completos, saciados.
Daquela noite em diante, Severus dormia com o toque de Harry em sua pele nua, os dois abraçados, sob uma multidão de travesseiros.
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Capítulo 20 – Circo do céu
– Lupin disse que ia trazer alguém para ficar com você enquanto estivéssemos no Ministério.
– Isso é um exagero – garantiu Severus. – Eu posso me cuidar durante duas horas. Não preciso de babá.
– Ora, faça sala e tudo estará bem. O Prof. Dumbledore também achou uma boa idéia. – Houve uma batida à porta. – Devem ser eles agora. Pode atender enquanto eu pego meu casaco?
Severus grunhiu e abriu a porta. Seus olhos imediatamente se estreitaram, e ele avisou, numa voz perigosa:
– Está forçando sua sorte, lobisomem.
– A culpa não é minha – Lupin olhou para a pessoa que o acompanhava e abanou a cabeça. – Eu não pude dizer não.
Molly Weasley adiantou-se:
– Remus diz a verdade. Fui eu quem o forçou a me trazer. Preciso falar com Harry.
– Eu não sei se ele vai querer falar com você.
– Falar com quem? – Harry olhou para os recém-chegados e sua expressão mudou. – Mrs. Weasley?
– Harry, querido, como vai? – Ela sorriu, mas estava agitada. – Posso lhe falar um instante, por favor?
Harry ficou do lado de Severus, dizendo:
– Não sei o que temos a conversar, Mrs. Weasley. Sua última correspondência parece ter deixado bem claro tudo o que pensa a respeito de meu marido.
– Harry, eu vim pedir desculpas.
– Você destratou Severus – ele lembrou, ríspido. – Tem que pedir desculpas a ele.
– Claro que eu pedirei desculpas a ele. Vim para cá ajudá-lo. Nem meus filhos sabem que estou aqui em Hogwarts. Eu me ofereci para ficar com Severus enquanto você estiver fora, Harry. Queria falar com os dois. Por favor, me desculpem por aquele Howler. Eu exagerei, só isso. – A mãe de sete Weasleys se virou para o rapaz. – Queria apenas proteger você, Harry. Eu gosto de você como se fosse meu próprio filho, acho que você sabe disso.
– Então fez o que qualquer mãe faria e tentou me proteger de uma pessoa como Severus, não é? – Ele foi ríspido.
– Desculpe, Harry – Ela realmente parecia arrependida e mortificada. – Por favor, não pense que tenho alguma coisa contra Severus. Não tenho mesmo.
– Eu sei. É só o preconceito. Mas deve saber. Ele foi obrigado a se prostituir. Não foi voluntário.
– E estou mortificada com isso, acredite. Dumbledore me explicou as circunstâncias. Severus – ela se dirigiu diretamente a ele –, eu sinto muito, muito mesmo. Eu disse coisas horríveis a você e não deveria ter feito isso.
Severus a encarou, a expressão indecifrável.
– E veio aqui ficar comigo?
– Eu me ofereci para ficar e ajudar a arrumar o quarto do bebê. Remus me disse que está ficando muito bonito, mas ficarei muito feliz em ajudar você com dicas sobre o bebê e o que deve esperar. Você sabe, depois de sete bebês, eu espero ter aprendido alguma coisa.
Severus não pôde deixar de pensar que Molly Weasley realmente poderia ser muito útil, especialmente agora, que o bebê estava prestes a chegar. Ele olhou para Harry significativamente. O rapaz disse, dando de ombros:
– Você é quem sabe, Severus. Se você não quiser a ajuda dela, eu vou entender. É seu direito. E vou apoiar sua decisão.
Molly estremeceu, e Severus, também, mas por razões diferentes. Nunca ninguém tinha o defendido antes com tanta veemência. Severus sabia que Molly era a coisa mais próxima que Harry tinha de uma figura materna, e ele estava disposto a cortar relações com ela só por sua causa. Mas Severus entendia perfeitamente as motivações de Molly, e não a condenava, nem se sentia magoado. Sua vida inteira ele tinha sido discriminado, e tinha se acostumado a isso. Mas Harry exigia que todos o tratassem com respeito, e reagia violentamente a quem o destratasse.
Severus não estava acostumado a ser tão cuidado. Ele tinha sentimentos fortes cada vez que Harry demonstrava esse carinho e essa dedicação. Durante toda a sua vida ele se sentira indigno, sujo, imprestável. Harry parecia achá-lo digno de afeição, e isso aquecia sua alma em níveis que ele acha difícil racionalizar.
Ele também gostava de proteger Harry. E sabia que Molly era sincera, que não tivera má intenção. Por isso ele se virou para o seu marido:
– Harry... Ela é mãe de seu amigo. De seu melhor amigo. Você deve perdoá-la.
Harry pegou as mãos de Severus entre as suas:
– Se você está pedindo... Então eu acato.
– Obrigada – disse ela, parecendo aliviada. – Muito obrigada. Aos dois.
Lupin sorriu:
– Que ótimo que tudo se resolveu satisfatoriamente. Agora é melhor irmos, Harry. Quanto antes formos, mais cedo voltamos.
Harry beijou Severus:
– Prometo não demorar.
– Não se preocupe – disse Molly. – Severus e eu temos muito o que conversar sobre o bebê. Dumbledore disse que um elfo também os ajudará, é verdade?
– Tibby – respondeu Harry. – Parece ser muito experiente.
– Que bom. Assim eu fico mais tranqüila. Vamos, Severus, Remus disse que o berço de Sirius combinou muito bem no quartinho que Hagrid fez. Quem sabe chamamos o seu elfo, também? Como é mesmo o nome, Tobby?
Lupin e Harry deixaram os dois envolvidos em coisas do bebê e subiram para o escritório do diretor, de onde iriam para Diagon Alley via Floo. Mas no caminho, Harry teve a atenção desviada por um animalzinho correndo escada acima. O bichinho passou rápido demais para Harry saber com certeza, mas parecia o mesmo esquilinho cinzento que ele vira outro dia saindo das masmorras. Ele ficou intrigado.
Quando eles chegaram ao escritório do diretor, Dumbledore os saudou com uma expressão sombria:
– Ah, Harry, Remus, que bom que chegaram. Eu ia mandar chamá-los.
– Aconteceu alguma coisa, Prof. Dumbledore? – Harry viu que o diretor não estava sozinho. – Zabini? O que você está fazendo aqui?
O rapaz de Slytherin ofegava e parecia agitado:
– Eu vim assim que pude, mas não podia deixar Malfoy com suspeita. Ele planeja atacar vocês hoje!
– Atacar? Do que está falando?
– Ele soube que você ia deixar o Prof. Snape sozinho por um tempo, e pretendia atacar os dois ao mesmo tempo: você em Diagon Alley e o Prof. Snape aqui em Hogwarts, enquanto todos estivessem em Hogsmeade. Eu tentei despistá-lo o quanto antes sem comprometer minha posição.
O Prof. Dumbledore esclareceu:
– Blaise tem sido nosso agente junto a Draco Malfoy.
– E você por um acaso usa um esquilo cinzento para levar esses recados?
– O esquilo sou eu. – Zabini sorriu. – Sou um animago há dois anos.
– E como ele pretende atacar?
– Há Death Eaters esperando em Diagon Alley por você, e ele pretende atacar pessoalmente o Prof. Snape. Draco pretende entregar vocês dois ao Lord das Trevas.
Harry não esperou pelo complemento e saiu correndo:
– Oh, não, Severus!...
Lupin foi atrás dele:
– Harry, calma!... Severus não está sozinho!
Aquilo pouco importava para Harry, que desceu as escadas a toda velocidade rumo às masmorras, seguido por Lupin. Ele atravessou corredores, voando o mais rápido que podia em duas pernas.
Entrou em seus aposentos batendo a porta e foi direto ao quarto do bebê. Quase teve um ataque com o que viu.
Tibby, a elfa doméstico estava paralisada, vítima de um Feitiço Petrificador, os olhos pretos muito arregalados. Do outro lado do quarto, jogada no chão, Mrs. Weasley estava desacordada e imóvel. Harry tirou a varinha e apontou para Tibby:
– Enervate!
A elfa tentou se erguer, trêmula, e Harry a amparou. Remus examinou rapidamente Mrs. Weasley e foi imediatamente à lareira chamar Madame Pomfrey.
– Tibby tentar impedir, Mestre Harry Potter! – A elfa passou a se desfazer em lágrimas. – E Mrs. Weasley também lutou contra invasor, Jovem Mestre Malfoy! Foi horrível, horrível!
Remus indagou:
– Como Malfoy levou Severus?
– Uma chave de portal, Mestre Lupin. Não sei para onde. Ele não disse. – Tibby se debulhou em lágrimas. – Oh, pobre Mestre Snape! Que será do bebê Snape-Potter?
Harry olhou para a elfa solenemente, sentindo o corpo tremer:
– Tibby, precisa dizer exatamente tudo o que aconteceu. Malfoy não disse nada para onde pretendia levá-lo? O que exatamente ele disse?
– Não, Mestre Harry Potter. "Você finalmente meu, Severus", isso o que ele disse! – A elfa parecia de repente ter muita raiva. – Jovem Mestre Malfoy é ainda pior do que Dobby disse! Se Tibby não fosse tão pequena...!
Lupin olhou Harry:
– Malfoy mentiu para Zabini. Ele não está atrás de você, Harry.
– Não – Harry fechou os olhos, estremecendo. – Ele não está sob as ordens de Voldemort. Ele está atrás de Severus e do bebê. – Ele tentou controlar sua fúria, mas alguns dos frasquinhos de poções de Severus tilintaram sozinhos, e a magia se espalhou no ar. – E Mrs. Weasley?
– Poppy está a caminho. Avisei Dumbledore e ele está reunindo a Ordem nesse exato momento.
– E Severus?
Harry não tinha como saber, mas naquele exato momento, Severus enfrentava seus captores, frente a frente.
Ao contrário do que Harry pensava, Voldemort era um deles.