TAMBIENTE DE ATUALIZAÇÃO EM DESIGN DE MÓVEIS



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Tipologia dos móveis

Aparador ­ móvel em forma de armário, próprio para guardar louças e utensílios necessários para o serviço de mesa. Originalmente todo fechado, a partir do século XIII abriu as portas para mostrar peças de valor.

Baldaquim ­ versão requintada dos mosquiteiros usados sobre a cama.

Bergère (pron. bergér) ­ poltrona para leitura, de espaldar côncavo e não muito alto, que se prolonga para os lados, formando uma superfície contínua com os braços. Almofadão solto no assento.

Bombé ­ nome que identifica as cômodas do estilo rococó com a frente exageradamente curvada.

Canapé ­ móvel com nome apetitoso para duas ou mais pessoas. Só existe uma diferença em relação ao sofá: o canapé tem braços e pernas de madeira.

Capitonê ­ acabamento criado no século XIX para sofás e poltronas. Os botões espaçados fixam o recheio a partir do exterior, elaborando desenhos geométricos.

Chaise-longue (pron. chéselong) ­ do francês, cadeira longa. O assento se estende, de forma que a pessoa possa acomodar os pés. Ideal para as sestas.

Chesterfield ­ tipo de sofá totalmente revestido, geralmente de couro, com acabamento capitonê.

Conversadeira ­ peça com dois assentos dispostos em formato de S. Também chamada de vis-à-vis, confident, siamoise, tête-à-tête e, em inglês, love seat.

Criado-mudo ­ invenção inglesa de 1740: mesa auxiliar composta de várias bandejas circulares e giratórias, que se coloca junto à mesa de refeições para que a pessoa se sirva diretamente. No Sudeste do Brasil, o criado-mudo tem outro sentido: é o móvel que fica ao lado da cama.

Divã ­ de origem oriental, é um longilíneo banco estofado, sem encosto ou braços, introduzido na Europa no século XVIII e muito difundido no século seguinte, quando se
consagrou nos consultórios de psicanalistas para acomodar os pacientes.

Étagère ­ estante com prateleiras abertas, uma tentação para expor coleções. Pode ser
independente ou integrar um móvel maior. Na Inglaterra do século XIX, chamavam-na whatnot.

Namoradeira ­ espécie de canapé para duas pessoas, de espaldar alto, famoso no barroco. O móvel também é conhecido como marquesa.

Patente ­ cadeira criada nos anos 20 pelo imigrante espanhol Celso Martinez Carrera ­
fácil de construir e de montar, foi a primeira feita no Brasil com madeira vergada ­ um marco no design brasileiro, ao lado da cama do mesmo modelo. Produzidas na Grande Fábrica de Móveis Finos Celso Martinez Carrera, em Araraquara, SP, tinham bom preço e logo invadiram as casas brasileiras. Nos anos 90, voltam à cena na reinterpretação do designer paulista Fernando Jaeger.

Pufe ­ espécie de banqueta estofada, alta e circular, que serve como assento ou descanso para os pés.

Récamier ­ divã reclinado com cabeceira mais alta e suavemente curvada. O nome vem de uma figura destacada na sociedade francesa do século XIX, Juliette Récamier. Thonet (1796-1871) ­ ao dominar o processo industrial de usar o vapor para curvar madeira, o austríaco Michael Thonet se tornou um dos produtores de cadeiras vergadas em série mais bem sucedidos do mundo. O estilo da pioneira cadeira Thonet (1902-1903) é um clássico que percorre todo o século XX.

Vitrina - móvel ou armário com porta envidraçada, onde se expõem e guardam objetos de arte, louças, cristais e coleções.


Termos técnicos
Cavilha - bastonetes ou pinos de madeira utilizados par unir partes de um móvel.

Chanfro
- corte nas interseções das superfícies planas de uma peça em geral de madeira. Corte das quinas.

Ebanização - tingimento para o móvel adquirir um tom semelhante ao do ébano, um tipo de madeira escura, quase totalmente negra.

Encaixe - é a junção de duas peças de madeira. O encaixe é feito por meio de uma cavidade ou vão executado numa das peças
destinado a uma parte saliente de outra peça com a finalidade de uni-las firmemente. Existem vários tipos de encaixes como meia-madeira, rabo de andorinha, deslocado, etc.

Laca - verniz de origem oriental, retirado de uma planta chinesa. No Brasil, laqueado é uma aplicada com pistola. Não tem nada a ver com a laca chinesa; a única coisa em comum é a aparência lisa e espelhada da superfície, em que os veios de madeira ficam totalmente escondidos.

Marchetaria - processo artesanal que incrusta ou embute pecinhas de madeira, marfim e pedras, formando desenhos em obras de mercearia.

Mosaico - arte decorativa que fixa pequenas peças coloridas de mármore, vidro, madrepérola e outros materiais, formando desenhos. Utilizada na ornamentação de mesas em geral.

Papier-maché - técnica que emprega a polpa de papel e cola para criar figuras em esculturas ou aplicadas em móveis. Depois de secas, elas se tornam fortes e duráveis.

Pátina ­ originalmente, refere-se ao efeito esverdeado produzido pela oxidação do bronze. Passou a denominar também qualquer textura "antiga", obtida por meio de diversas técnicas (mais de quinze), sobre vários materiais. Essa pintura especial consiste basicamente do uso da tinta esmalte com aguarrás ou tinner. Uma estopa ou uma trincha dão o efeito manchado.

Satinê ­ pintura especial que clareia a madeira sem esconder os veios.

Tingir - modificar a cor da madeira por meio de tingimento.

União - junção de duas peças por meio de encaixe, colagem, parafusos, cantoneiras, elementos especiais, etc.


Verniz à boneca - quando se aplica o verniz com algodão, com uma camada fina, é chamado de verniz à boneca. Dá um acabamento de maior qualidade.

Vidro jateado
- o vidro passa pelo processo de jateamento com areia, através do qual é possível obter desenhos e figuras, visíveis devido ao contraste entre área transparente e área opaca.

Vidro temperado - é mais resistente que os vidros comuns, porque passa pelo processo de têmpera ( é aquecido e depois resfriado bruscamente ). Esse vidro oferece maior segurança, pois quando quebrado – o que é bem mais difícil –, não se estilhaça em pedaços pontiagudos. Outra vantagem é que dispensa o uso de molduras ou caixilhos, porque é auto-portante.

Vidro laminado - tem duas características especiais: impede a passagem do som e de parte da passagem de calor. Também oferece segurança, pois possui película plástica de polivinil, disposta entre duas ou mais lâminas de vidro. Quanto mais lâminas, e portanto, mais película de polivinil entre elas, mais resitente e seguro se torna. Quando quebra, os cacos não se soltam.

 



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