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Cada peso, uma medida
Come�a a surgir um novo conceito de peso, mais flex�vel e
voltado � manuten��o da sa�de
Poucas coisas s�o t�o c�clicas quanto padr�o de beleza. As tend�ncias das d�cadas
de 50, 60 e 70, por exemplo, j� foram todas repaginadas em plena d�cada de 90. Agora,
s�o as curvas dos anos 80 que prometem voltar ao topo em pleno fim de s�culo. Mulheres
como Luana Piovanni, Sheila Carvalho e at� mesmo a modelo Gisele Bundchen, que, apesar de
esguia faz qualquer um derrapar em suas curvas e seios insinuantes, s�o provas de que o
conceito de magreza quase est� com os dias contados. At� mesmo a modelo Kate Moss, uma
das mais maiores representantes da gera��o cara-de-fome, ganhou alguns quilinhos.
| Mania de dieta
Uma pesquisa realizada pela Divis�o de Psicologia do Hospital das Cl�nicas de S�o Paulo
(HC) confirmou a eterna mania que a mulher tem de emagrecer. Das 206 entrevistadas, 33,6%
das que estavam dentro do peso saud�vel se sen-tiam gordas. Com os homens, aconteceu o
contr�rio. Dos 134 entrevistados, 55,4% considerados gordos ou gordinhos pelo c�lculo do
IMC se sentiam dentro do peso saud�vel. Outro dado importante: 34% dos pesquisados fazem
e interrompem die-tas h� mais de cinco anos. Algumas mulheres admitiram ter feito mais de
30 regimes. A obsess�o feminina pela perda de peso tem uma explica��o. Segundo Mara
Cristina de Souza, coordenadora da pesquisa, quando a mulher pensa em perder apenas aquela
gordurinha localizada, ela est� atr�s do sonho de voltar a ser como era aos 20 anos.
"Mas quando ela consegue perder aquele 'excesso' de peso e o sonho n�o se realiza,
surge a frustra��o e ela volta a engordar." |
| De olho na balan�a O par�metro
adotado para avaliar os riscos que a gordura pode trazer � sa�de � baseado no c�lculo
do �ndice de Massa Corporal (IMC) e no tamanho da cintura. O IMC � obtido dividindo-se o
peso corporal pelo quadrado da altura em metros. Um exemplo: uma pessoa que pese 70 quilos
e me�a 1,72m deve calcular seu IMC da seguinte forma:
IMC entre 18,5 e 25 Faixa de peso saud�vel
IMC menor que 18,5 Peso abaixo do normal. Mas se o biotipo da pessoa for
longil�neo - alongado - pode ser que o total de gordura esteja correto. Caso contr�rio,
h� maior predisposi��o para males como desnutri��o e infec��es pulmonares (por
falta de nutrientes, o sistema de defesa do corpo fica prejudicado e n�o combate com
efici�ncia v�rus e bact�rias)
IMC entre 25 e 30 Classificado como excesso de peso. Come�am a aparecer as
chances de surgimento de complica��es como diabetes, hipertens�o arterial e colesterol.
Nas mulheres, se a cintura for maior do que 80 cent�metros, os riscos aumentam ainda
mais. E mesmo se o IMC for menor do que 25, mas a cintura ultrapassar 80 cent�metros, �
bom entrar em estado de aten��o. Essa medida, sozinha, j� predisp�e ao aparecimento de
males
IMC entre 30 e 40 Nessa faixa, as chances de ocorr�ncia de hipertens�o,
colesterol elevado e diabetes aumentam consideravelmente. Tamb�m sobem os riscos de
surgimento de doen�as relacionadas �s juntas articulares. Nas mulheres, combinado com
cintura maior do que 88 cent�metros, esse IMC � sin�nimo de perigo ainda maior. E,
mesmo se o �ndice for menor, mas se a cintura for maior do que 88 cent�metros, o perigo
continua
IMC maior do que 40 Considerada obesidade m�rbida, � quase sempre acompanhada
de v�rias doen�as relacionadas ao excesso de peso. Se a paciente n�o emagrecer com
dietas, exerc�cios e rem�dios, costuma-se indicar uma cirurgia para diminuir o tamanho
do est�mago
Fonte: Alfredo Halpern, m�dico de S�o Paulo |
Ideal
O problema � que nesse vaiv�m - uma hora mais magra, outra mais gordinha -, a mulher
acaba se perdendo entre f�rmulas mirabolantes para conquistar o cobi�ado corpo do
momento. Mas, afinal, o que � realmente preciso fazer para se chegar ao peso ideal sem
perder as estribeiras? Segundo os m�dicos, nada, pois o conceito de peso ideal j� n�o
existe mais. "O que existe hoje � um peso adequado para cada pessoa e que n�o
acarrete riscos � sa�de, seja pela falta ou excesso de peso", explica Alfredo
Halpern, professor de Endocrinologia da Universidade de S�o Paulo (USP) e chefe do grupo
de obesidade do Hospital das Cl�nicas de S�o Paulo.
A f�rmula mais usada hoje para saber se uma pessoa est� ou n�o acima do "peso
saud�vel" � o c�lculo do IMC (�ndice de Massa Corporal) em conjunto com a medida
da cintura. � a partir desse resultado que se pode saber se a gordura est� de fato
representando um risco para o organismo. O tamanho da cintura entrou na conta porque j�
se sabe que a gordura acumulada no abd�men, por uma s�rie de mecanismos do pr�prio
organismo, � mais perigosa. A obesidade preocupa porque, direta ou indiretamente, est�
associada a v�rias doen�as, como hipertens�o, diabetes e at� problemas nas
articula��es. No entanto, � importante ressalvar que uma pessoa n�o tem,
obrigatoriamente, de atingir um IMC abaixo de 25 para ser saud�vel. "J� seria muito
bom se ela reduzisse o IMC de 40 para 30" diz Halpern. N�o se trata de mera
complac�ncia m�dica. Na verdade, sabe-se que quando se perde de 5% a 10% do peso
corp�reo, a incid�ncia de doen�as relacionadas � obesidade diminui consideravelmente.
O problema, por�m, � que os brasileiros - assim como os americanos - t�m se tornado
cada vez mais obesos. Hoje, pelas contas dos especialistas, nada menos do que 32% de toda
a popula��o do Brasil est� com excesso de peso.
H�bitos
As causas de tamanha propor��o s�o conhecidas. � verdade que os fatores gen�ticos
representam cerca de 30% das causas da obesidade, mas os h�bitos modernos - sedentarismo
e aumento do consumo de gordura, entre outros - completam os 70% restantes. O stress
cr�nico tamb�m entra nessa lista. "Al�m de fazer a pessoa comer mais, o stress
tamb�m aumenta a produ��o do horm�nio cortisol (cortisona), levando � reten��o de
l�quido e ac�mulo de gordura na regi�o do abd�men", explica Ricardo Botticini
Peres, endocrinologista do Hospital Albert Einstein, em S�o Paulo.
Para acabar com o excesso de peso, a ordem agora � esquecer as dietas. Principalmente
quando se baseiam em shakes, sopas, ch�s e complementos alimentares, entre outras
f�rmulas prontas. O que se preconiza � a chamada reeduca��o alimentar, ou plano
alimentar. Segundo Walmir Coutinho, presidente da Associa��o Brasileira para o Estudo da
Obesidade (Abeso), as dietas, al�m de mon�tonas, desestimulantes, impessoais, r�gidas e
impostas, t�m o inconveniente de ter um come�o, um meio e um fim. "O plano
alimentar � progressivo, para vida toda. A pessoa aprende a comer bem, no dia-a-dia, sem
passar fome ou ainda se privar de festas, viagens e restaurantes." O assunto � t�o
s�rio que a Abeso lan�ou recentemente a campanha Dieta N�o (para maiores informa��es,
basta acessar o site da entidade www.abeso.org.br).
Na pr�tica, a reeduca��o alimentar significa comer com sa�de. Ou seja, comer com
qualidade, diminuindo a ingest�o de produtos gordurosos como carnes vermelhas e frituras,
dar prefer�ncia para legumes, frutas e verduras e tamb�m carboidratos (p�o, macarr�o,
batata e arroz, entre outros alimentos). S� para se ter uma id�ia, um grama de
carboidrato fornece quatro quilocalorias, enquanto o mesmo grama de gordura fornece nove
quilocalorias - mais que o dobro. Portanto, melhor � pedir um prato de massa com molho ao
sugo em vez de um com molho quatro queijos. Feijoada ou picanha podem ser degustadas,
eventualmente, mas sempre com modera��o.
Solu��es nas p�lulas
Os rem�dios mais utilizados na luta contra a obesidade Anorex�genos: s�o
os inibidores de apetite e foram os primeiros a surgir no mercado. Representados pelo
dietilpropiona, fenproporex e mazindol (subst�ncia ativa), podem causar depend�ncia
quando usados a longo prazo
Sibutramina: aumenta a sensa��o de saciedade e acelera a queima de gordura
pelo organismo. N�o h� restri��o quanto ao seu uso, a n�o ser em casos de
hipertens�o arterial grave e problemas nas art�rias coron�rias. Sua utiliza��o em
crian�as e idosos deve ser feita com cautela. Comercialmente s�o representados pelo
Plenty ou Reductil
Orlistat: reduz em 30% a absor��o da gordura ingerida sem agir no sistema
nervoso. O Xenical � o primeiro representante deste novo grupo de medicamentos |
Exerc�cio
� claro que no esfor�o para perder peso n�o se pode esquecer da pr�tica de atividade
f�sica. Mas isso n�o significa que seja necess�rio frequentar uma academia todos os
dias. Atitudes simples, que podem ser adotadas no dia a dia, podem ajudar bastante.
Preferir a escada ao elevador, parar o carro um pouco mais longe do trabalho, levantar
para mudar o canal da televis�o ou ainda para atender ao telefone auxiliam e, muito, a
queimar calorias e promover o bem-estar. Caminhar 30 minutos por dia tamb�m �
recomend�vel.
Os rem�dios - que costumam encher os olhos de quem est� atr�s de solu��es prontas e
r�pidas - devem ser adotados somente quando a reeduca��o alimentar, juntamente com a
pr�tica de atividades f�sicas, n�o surtirem efeito, e a pessoa estiver com a sa�de
comprometida. "O ideal seria n�o usar rem�dio, mas � preciso avaliar, antes de
tudo, o custo/benef�cio que ele traz, afirma Ricardo Peres. Hoje, existem tr�s grupos de
rem�dios mais utilizados (leia quadro � p�g. 65). N�o h� uma regra que determine qual
dos medicamentos ser� usado. Vai depender de como o paciente reagir� a cada um deles.
Infelizmente, h� casos de obesidade em que nem mesmo o uso de medicamentos surte mais
efeito. Quando todos os recursos j� foram esgotados, recorre-se a uma cirurgia para
diminuir o tamanho do est�mago, permitindo a redu��o de cerca de 40% do peso em um ano.
Um dos servi�os capacitados para a realiza��o desta opera��o � o Hospital das
Cl�nicas de S�o Paulo.
O ideal, no entanto, � evitar que a gordura v� tomando conta do organismo at� um
ponto em que s� uma cirurgia � capaz de cont�-la. E isso � poss�vel sem muito
sacrif�cio. � s� se acostumar, por exemplo, a levar um bombom para a frente da
televis�o em vez da caixa inteira, n�o exagerar na compra de guloseimas no supermercado
ou pedir o sorvete sem a cobertura, s�o algumas estrat�gias. A receita, quando se trata
de obesidade, � o bom senso. O melhor � n�o sofrer exageradamente quando a balan�a
aponta dois quilinhos a mais. Mas se a gordura amea�a � sa�de, � preciso combat�-la.
Revolu��o na frasqueira
Descoberta de novas subst�ncias e tecnologia sofisticada garantem produtos
mais eficazes
Gin�stica aer�bica ou localizada? Caminhar ou correr? Nata��o ou hidrogin�stica?
Qual atividade f�sica escolher para colocar o corpo para se mexer? Para n�o se deixar
levar pelos modismos, o fundamental � definir qual o objetivo que se quer alcan�ar: de
acordo com a finalidade, fica mais f�cil escolher a atividade certa. Depois, � partir
para uma avalia��o f�sica e m�dica, estimar qual a frequ�ncia card�aca m�xima a ser
trabalhada - que varia de acordo com a idade de cada pessoa - e partir para o exerc�cio.
O ritual � o mesmo. Mas os efeitos est�o cada vez melhores. Hoje, quando a mulher vai
para a frente do espelho para passar um creme ou se maquiar, n�o est� ganhando somente
mais beleza - mas tamb�m uma pitada de sa�de. Esse benef�cio � resultado de uma
verdadeira revolu��o da ind�stria de cosm�ticos, que, de dez anos para c�, passou a
fabricar produtos - de cremes e xampus a maquia-gem - com a fun��o de embelezar, �
verdade, mas tamb�m de nutrir a pele, proteg�-la do sol e, principalmente, evitar seu
envelhecimento.
Essa mudan�a no conceito do cosm�tico foi poss�vel gra�as a alguns fatores. Um deles
foi a sofistica��o da tecnologia de fabrica��o dos produtos. Outro fator foi a
utiliza��o de mat�rias-primas inofensivas tanto no pr�prio produto, diminuindo os
riscos de contamina��o microbiol�gica, quanto no uso na pele, causando menos
irrita��o. "Os produtos hoje tamb�m s�o menos gordurosos, mais sedosos, de f�cil
aplica��o e absor��o, e promovem uma hidrata��o superficial sem sufocar a
pele", explica o cosmiatra Ot�vio Macedo, membro da Academia Americana de
Dermatologia.
A busca de novos princ�pios ativos - as subst�ncias que de fato ter�o algum efeito
sobre a pele - tamb�m deu um salto na �ltima d�cada. Entre os que promoveram grandes
transforma��es por seus efeitos comprovados na melhoria da pele est�o as subst�ncias
extra�das de plantas, como o �cido glic�lico (renovador celular extra�do da
cana-de-a��car) e o �cido glicirr�zico (calmante para peles mais sens�veis retirado
do alca�uz). H� ainda a quitosana, que possui propriedades hidratantes e � extra�da da
carapa�a de ostras e caranguejos. Outro progresso � a tecnologia de "delivery
system", um sistema de libera��o dos princ�pios ativos que permitem uma a��o
mais prolongada.
Felizmente, com a sofistica��o das pesquisas, ganhou-se tamb�m mais conhecimento do
que realmente funciona nos cosm�ticos que se prop�em a tratar. H� ingredientes da
maquiagem, por exemplo, que j� t�m a��o comprovada, como as novas gera��es de
ceramidas. Elas s�o mol�culas capazes de formar uma pel�cula sobre a pele, impedindo
que ela desidrate. Mol�culas de col�geno e elastina (subst�ncias produzidas
originalmente pela pele e que garantem firmeza e elasticidade) tamb�m est�o sendo
adicionadas aos blushes, p�s e bases com a mesma fun��o: ou seja, formar uma capa
protetora sobre a pele e ajudar a manter sua hidrata��o.
Poderosos
Nas prateleiras de lojas e perfumarias, � poss�vel encontrar tamb�m uma grande
variedade de cosm�ticos vitaminados. As principais vitaminas utilizadas s�o as oleosas
A, D e E e as sol�veis em �gua C e complexo B. De acordo com o cosmiatra Macedo, essas
vitaminas atuam em v�rias rea��es enzim�ticas e promovem a sa�de da pele e dos
cabelos. Por isso, entre outros benef�cios, elas aumentam a firmeza e a elasticidade da
pele, ajudam na cicatriza��o, melhoram a hidrata��o e fortificam a raiz dos cabelos
(s�ntese de queratina).
O melhor � que, ao que parece, a revolu��o cosm�tica est� somente no in�cio.
"As pesquisas cient�ficas sobre a utiliza��o de complexos vegetais na f�rmula dos
cosm�ticos est�o apenas come�ando. Esta �rea dever� crescer muito, principalmente na
linha de envelhecimento cut�neo", afirma a farmac�utica-bioqu�mica Maria Val�ria
de Paola, da Universidade de S�o Paulo. E � claro que, para acompanhar tantas novidades,
as embalagens tamb�m ganharam cara nova. Foram criadas as "air less",
embalagens com sistema de fechamento que impede o contato do produto com o ar, diminuindo
os riscos de oxida��o. "Por enquanto elas s�o muito caras. Mas talvez daqui a dois
ou tr�s anos poderemos t�-las em produtos de baixo pre�o, como ocorre nas farm�cias de
manipula��o", diz o cosmiatra Macedo.
Para maior seguran�a da consumidora, por�m, foram criadas v�rias legisla��es
interna-cionais exigindo que as empresas comprovem a efic�cia de seus produtos.
"At� um tempo atr�s atribuir efici�ncia aos cosm�ticos era muito mais uma jogada
de marketing do que realmente verdade", conta o qu�mico Samuel Guerra Filho, da
empresa N�cleo de Estudos da Pele. No Brasil, em 1996 o Minist�rio da Sa�de criou a
Comiss�o T�cnica de Assessoramento na �rea de Cosm�ticos e Produtos de Higiene Pessoal
(Cetac) e, desde ent�o, passou a desenvolver uma a��o conjunta com o �rg�o, exigindo
que as ind�strias tenham documenta��o que comprove as a��es propostas por seus
cosm�ticos. Cremes, filtros solares e protetores, por exemplo, devem informar a f�rmula,
modo de usar e os testes que demonstrem sua efic�cia. Tamb�m est�o sendo criados
centros de testes para avaliar e verificar se estes produtos possuem os componentes
indicados no r�tulo e se cumprem sua fun��o. Afinal, mulher nenhuma gosta de ser
enganada.
Escolha certa
Algumas dicas para fazer bom uso dos cosm�ticos
- Compre produtos de empresas id�neas, conhecidas no mercado
- Busque refer�ncias com pessoas que j� utilizaram o produto. Prefira os de empresas que
possuam servi�os de atendimento ao consumidor
- N�o compre produtos que n�o informam o prazo de validade no r�tulo. Cremes e
maquiagens vencidos podem causar problemas como alergias e infec��es
- Cuidado com os importados. Esses cosm�ticos s�o feitos para pessoas acostumadas a
outro clima e outra regi�o. Cremes europeus, por exemplo, tendem a ser mais oleosos do
que os produzidos no Brasil, elaborados para o clima tropical
- O uso caseiro de alguns produtos, como os alisantes para cabelo, pode provocar queda de
cabelo e at� queimaduras no couro cabeludo. Procure um profissional quando desejar fazer
procedimento deste tipo
- N�o adicione ampolas de vitamina ou �leos aos seus produtos. A mistura altera a
f�rmula e pode deteriorar o cosm�tico
- Certifique-se com seu dermatologista antes de comprar um produto novo que garanta
milagres
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Meu bom amigo espelho
Cresce a variedade de t�cnicas para corrigir os principais inimigos da
silhueta feminina
Quem j� n�o desejou um corpo perfeito, livre de gordurinhas, celulite ou rugas?
Felizmente, se n�o � poss�vel atingir a perfei��o, d� para chegar bem perto. Existem
tratamentos para melhorar quase todos os males que afetam a beleza feminina - da celulite,
um dos piores pesadelos, a estrias, rugas, acne e p�los excessivos, entre outros. Muitas
dessas op��es est�o respaldadas por pesquisas realizadas pela medicina est�tica,
especialidade que acabou surgindo justamente em fun��o da procura cada vez maior das
mulheres por t�cnicas que pudessem ajudar na dif�cil tarefa de chegar perto da
perfei��o. O esfor�o em encontrar solu��es resultou em tratamentos cada vez menos
agressivos, o que significa menos furos, picadas e cortes. Ao mesmo tempo, as t�cnicas
evolu�ram a tal ponto que os resultados s�o obtidos mais rapidamente e, melhor ainda,
tornam-se vis�veis logo depois de algumas sess�es. H� casos, como o da celulite, em que
o ataque � feito incluindo v�rios dos m�todos. "Normalmente, os tratamentos
envolvem duas ou tr�s t�cnicas e t�m como objetivo promover o sinergismo entre
elas", explica a esteticista Maria de F�tima Pereira, consultora do Centro de
Tecnologia em Beleza do Senac de S�o Paulo.
Efeitos
O que ainda n�o se conseguiu, por�m, � fazer com que a maioria dos m�todos tenha
efeito para a vida toda. Na verdade, quando se parte para um tratamento de beleza �
preciso ter em mente que muitos dos problemas a serem combatidos n�o t�m mesmo solu��o
definitiva. � o caso das estrias, que n�o desaparecem completamente. Ou da flacidez, que
precisa ser tratada o tempo todo. "Em flacidez, nenhum resultado � 100%",
afirma a dermatologista Adriana Awada. Outro aspecto que n�o deve ser esquecido � o fato
de que, mesmo depois dos tratamentos, � preciso manter uma rotina rigorosa de cuidados
para evitar que o problema volte a assustar. N�o adianta nada fazer um peeling a laser na
pele e depois andar debaixo do sol sem a prote��o de um filtro solar. Da mesma forma que
de nada vale gastar uma pequena fortuna em um tratamento contra a celulite e continuar a
engordar, um dos fatores de risco para o surgimento do problema.
Para quem deseja medidas perfeitas em tempo recorde h� o recurso da cirurgia
pl�stica. Das 300 mil cirurgias pl�sticas est�ticas realizadas no Brasil em 1998, 70%
foram em mulheres. Lipoaspira��o, redu��o e aumento de mamas e est�tica facial foram
as mais procuradas. "As cirurgias para aplica��o de implante, assim como para
diminuir e levantar a mama tiveram um aumento significativo", diz Farid Hakme,
presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Pl�stica. No caso da pl�stica, � preciso
um pouco mais de dinheiro para ficar bela. Os pre�os de qualquer opera��o do tipo no
Brasil variam de R$ 3 mil a R$ 8 mil. De qualquer forma, � mais uma op��o.
Mercado da vaidade
Algumas op��es de tratamento de beleza
ACNE LIMPEZA DE PELE
Extra��o de cravos, que podem ser abertos (pretos) ou fechados (brancos)
Contra-indica��es: pessoas de pele muito sens�vel devem consultar um dermatologista
antes de fazer o tratamento
Sess�es: uma mensal, com esteticista que atenda orientada por m�dicos
Pre�o m�dio: R$ 60 por sess�o (*)
�CIDO RETIN�ICO E GLIC�LICO
G�is e lo��es; promovem a renova��o da pele e impedem a forma��o de novos cravos
Contra-indica��es: gravidez, sol durante o tratamento
Sess�es: uso di�rio, em casa, e sess�es quinzenais
Pre�o m�dio: a partir de R$ 30 o pote de 30 gramas; o valor das sess�es depende da
dura��o do tratamento e da formula��o
RUGAS
LASER Nd:YAG (COOL TOUCH)
Estimula a regenera��o do col�geno, prote�na que d� sustenta��o � pele
Contra-indica��es: n�o h�, mas � necess�rio usar filtro solar (FPS15 no m�nimo)
ap�s o tratamento
Sess�es: 3 a 5, com intervalos de 30 a 60 dias entre elas, dependendo do grau de
envelhecimento da pele
Pre�o m�dio: R$ 500 por sess�o
LASER DE CO2 (ULTRAPULSE)
Provoca renova��o total da pele, at� as camadas mais profundas
Contra indica��es: peles com tend�ncia � forma��o de quel�ide (cicatriz grossa e
elevada)
Sess�es: uma �nica
Pre�o m�dio: cerca de R$ 6 mil
�CIDO RETIN�ICO E GLIC�LICO
Em cremes, g�is e lo��es, para renovar a pele
Contra-indica��es: gravidez, sol durante o tratamento
Sess�es: a aplica��o di�ria melhora a apar�ncia da camada superficial da pele. Depois
de um ano de uso constante, estimula a produ��o de col�geno
Pre�o m�dio: cerca de R$ 30 o pote de 30 g, dependendo da formula��o
FURFURYLADENINA
G�is e cremes; provoca a renova��o da pele
Contra-indica��es: n�o h�
Sess�es: uso constante a partir dos 25 anos
Pre�o m�dio: cerca de R$ 100 o pote de 30g
ESTRIAS
�CIDO RETIN�ICO
Cremes; em geral, aplica��es noturnas para provocar a renova��o da pele
Contra-indica��es: gravidez, sol durante o tratamento
Sess�es: uso di�rio por seis a doze meses
Pre�o m�dio: cerca de R$ 30 o pote de 30g, dependendo da formula��o
VITAMINA C INTRAD�RMICA
Inje��es locais de vitamina C abaixo da estria para estimular a produ��o de col�geno
Contra-indica��es: sol durante o tratamento
Sess�es: dez no minuto
Pre�o m�dio: a partir de R$ 150 reais por sess�o
P�LOS
ELETR�LISE
Introdu��o de agulhas finas na raiz dos p�los, com descarga el�trica de baixa
intensidade para enfraquecer o crescimento
Contra-indica��es: sol depois da sess�o
Sess�es: 1 a 3 por �rea, repeti��o em 6 meses
Pre�o m�dio: R$ 50 a R$ 200, dependendo da extens�o da �rea
LASER (PHOTODERM E LIGHT SHEER)
Os raios atingem a raiz dos p�los causando destrui��o gradual
Contra-indica��es: pele bronzeada
Sess�es: de 3 a 5, com intervalos de 6 semanas entre elas
Pre�o m�dio: R$ 300 a R$ 1 mil, dependendo da extens�o da �rea
FLACIDEZ
SCULPTEUR Aparelho computadorizado que estimula a musculatura dos gl�teos,
pernas e abd�men para melhorar a flacidez da pele
Contra-indica��es: n�o h�
Sess�es: dez no m�nimo
Pre�o m�dio: R$ 150 por sess�o
CELULITE
DRENAGEM LINF�TICA
Estimula��o da circula��o linf�tica, manual ou com aparelhos, facilitando a drenagem
das toxinas, cujo ac�mulo � uma das principais causas do problema
Contra-indica��es: processos infecciosos e inflamat�rios, marcapasso, pinos ou placas
met�licas, c�ncer, problemas renais, porblemas pulmonares, epilepsia, hipertiroidismo,
doen�as do ov�rio e do �tero
Sess�es: cerca de 20
Pre�o m�dio: a partir de R$ 50 por sess�o
CELLASENE*
P�lula italiana � base de extratos naturais. � coadjuvante no tratamento, melhorando a
microcircula��o sangu�nea e o metabolismo da gordura
Contra-indica��es: gravidez, problemas de tire�ide
Sess�es: tr�s comprimidos por dia, durante tr�s meses, no m�nimo
Pre�o m�dio: R$ 75 a R$ 85 a caixa
* distribu�da pela Sundown Brasil
SUBCISION
Introdu��o de agulha abaixo dos n�dulos da celulite para atenuar as depress�es
Contra-indica��es: sol durante o tratamento
Sess�es: uma a duas aplica��es por �rea
Pre�o m�dio: R$ 1 mil por �rea (bumbum e coxas)
ENDERMOLOGIA E DERMOTONIA
Ventosas que massageiam e pressionam a pele para ajudar a drenagem linf�tica, desfazendo
os n�dulos da celulite
Contra-indica��es: as mesmas da drenagem linf�tica
Sess�es: dez no m�nimo
Pre�o m�dio: R$ 50 a R$ 100 por sess�o
MESOTERAPIA
Inje��es de subst�ncias que desfazem os n�dulos de celulite e melhoram a circula��o
Contra-indica��es: gravidez e alergia aos produtos usados
Sess�es: dez no m�nimo
Pre�o m�dio: R$ 150 por sess�o
Consultoria: Ot�vio Robert Macedo, cosmiatra (especialista no
tratamento das imperfei��es da pele); S�rgio Talarico e Edil�ia Bagatin (da Unifesp),
Adriana Awada e Carla Pecora, dermatologistas especializados em cosmiatria; Maria de
F�tima Pereira, consultora de est�tica do Senac |
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