As pesquisas apontam, por exemplo, que � o c�lcio - essencial para
a manuten��o dos ossos e preven��o da osteoporose - o mineral mais deficit�rio no
organismo feminino. "A maioria das mulheres dificilmente ingere os 1000 mg di�rios
recomendados", alerta a nutricionista Maria Luiza Ctenas, da C2 Editora e Consultoria
em Nutri��o. Como a melhor fonte de c�lcio � o leite e seus derivados, a
recomenda��o � servir-se de tr�s por��es por dia. A monotonia � mesa pode ser
quebrada com o aux�lio de alimentos enriquecidos com c�lcio (como leites especiais) e,
se for o caso, suplementa��o. O excesso de sal e de prote�nas de origem animal
prejudica o aproveitamento do mineral, assim como laxantes, diur�ticos e a cafe�na
(presente no caf�, bebidas � base de cola, ch� preto e chocolate). Outra estrela da
dieta feminina � o �cido f�lico, uma vitamina do complexo B. Sua falta � frequente e
est� entre a principais causas de malforma��es cong�nitas da medula �ssea do feto.
Dada sua import�ncia, a suplementa��o para prover os 400 microgramas di�rios foi
aprovada para mulheres em idade f�rtil pela Food and Drugs Administration (FDA) organismo
americano que regulamenta alimentos e medicamentos. O mineral est� presente em pequenas
quantidades principalmente em vegetais folhosos.
Envelhecimento -
A lista de nutrientes reivindicados pelo organismo feminino, segundo a especialista Margo
Woods, da Tufts University, em Boston (citada no livro O corpo da mulher, Ed.
Campus), inclui tamb�m as vitaminas antioxidantes A, C, E, a vitamina B6 (piridoxina),
zinco e ferro. Al�m de cumprir fun��es importantes no metabolismo, as vitaminas
antioxidantes - alguns tipos encontrados hoje at� em biscoitos enriquecidos - protegem as
c�lulas da a��o dos radicais livres, mol�culas em desequil�brio que aceleram o
envelhecimento. E muitos ginecologistas recomendam doses extras das vitamina A e B6
(piridoxina) e do mineral magn�sio no per�odo pr�-menstrual para diminuir a reten��o
de l�quidos e sintomas como a irritabilidade e dor de cabe�a. Diminuir a dose de gordura
no card�pio feminino � mais uma estrat�gia lucrativa. "As gorduras devem
representar entre 25% e 30% das calorias totais", explica Maria Luiza. Estudos
indicam, por exemplo, que a gordura � a fonte de 34% das calorias consumidas diariamente
pelos americanos. Mas basta pensar um pouco no card�pio di�rio para fazer modifica��es
simples, tirando os excessos e melhorando o tipo de �cidos graxos (o outro nome das
gorduras) levados boca adentro, com bons ganhos para a sa�de. A medicina aconselha, para
o bem das art�rias e das veias, que dois ter�os da cota di�ria de gorduras sejam do
tipo polinsaturado (encontrado em �leos vegetais, nos peixes de �guas profundas, como o
salm�o e em leites enriquecidos) e monoinsaturado (presente no azeite de oliva e �leo de
canola). Em vez de acrescentar mais colesterol como fazem as gorduras de origem animal, os
�cidos graxos do azeite de oliva e o �mega 3 dos peixes e alimentos enriquecidos, por
exemplo, diminuem o mau colesterol, assim como as fibras. "Ajustar o card�pio
melhora a sa�de em qualquer idade", assegura a nutricionista Maria Luiza.
Os males da nossa alma
Jornada tripla de trabalho, padr�es de beleza inating�veis e outras
cobran�as tornam as mulheres mais vulner�veis a doen�as como depress�o, ansiedade e
stress
Os poetas costumam afirmar que n�o h� nada mais misterioso do que a alma feminina. Um
pouco de exagero talvez. Mas � verdade que a alma da mulher tem meandros �s vezes
incompreens�veis aos olhos do mundo e aos seus pr�prios. � a tristeza que surge
aparentemente sem motivo, � a impaci�ncia que beira o insuport�vel �s v�speras da
menstrua��o, � o choro que vem f�cil diante de mais uma tarefa que parece imposs�vel
no trabalho. Ainda h� quem chame isso de fragilidade. Pura bobagem. Motivos n�o faltam
para que a mulher viva nessa montanha-russa emocional. A come�ar pelo sobe-e-desce dos
horm�nios, que a acompanha todo m�s, interferindo nos seus humores. Somadas a essa
caracter�stica inexor�vel, h� a press�o pelo desempenho impec�vel na empresa, a
cobran�a pelo corpo perfeito, pela m�e presente, pela mulher imbat�vel na cama. Esse
redemoinho de altera��es e cobran�as torna a mulher mais vulner�vel �s chamadas
doen�as da alma - depress�o, ansiedade, stress, anorexia e bulimia. Estima-se que a
incid�ncia da depress�o seja duas vezes maior em mulheres do que em homens. Um estudo
feito pelo instituto de pesquisa americano Roper Starch Worldwide mostrou que h� 20% mais
mulheres estressadas do que homens. E anorexia e bulimia, dist�rbios de alimenta��o
causados pela obsessiva meta de perder peso, predominam entre as mulheres. Apesar de
sombrio, � importante saber que esse quadro pode mudar. Conhecer melhor esses males � o
primeiro passo.
Stress
Lembrar-se de que at� Deus precisou descansar no s�timo dia � uma dica para quem
quer evitar ou sair do stress, problema caracterizado pelo excesso de adrenalina,
horm�nio cuja fun��o � preparar o organismo para se defender. Quando a quantidade �
moderada, os especialistas chamam de fase de alerta. "Ela acontece quando, por
exemplo, acaba o combust�vel do carro e voc� est� sozinha procurando um posto de
gasolina. De repente, voc� encontra uma pessoa estranha. Automaticamente seus m�sculos
se preparam para correr", explica a psic�loga Marilda Lipp, diretora do Centro
Psicol�gico de Controle do Stress. "O que � prejudicial � sa�de � se esse estado
de alerta se prolonga. A pessoa entra na segunda fase, a de resist�ncia", diz.
Acordar cansado e ter lapsos de mem�ria imediata s�o pontos de identifica��o desse
est�gio. Nas mulheres, ocorrem tamb�m hipersensibilidade emotiva, corrimentos e
interrup��o do fluxo menstrual. Como tratamento, h� a terapia, que ensina a lidar e se
adaptar �s situa��es. Rem�dios para as doen�as causadas pelo stress tamb�m s�o
receitados - antidepressivos, no caso de depress�o, por exemplo. Mas nada disso far�
efeito se n�o houver mudan�as de h�bito: deitar cedo, dan�ar, praticar esportes, ir ao
cinema. Aprender t�cnicas de relaxamento e fazer massagens, ioga e tai chi chuan tamb�m
s�o aconselhados.
O QUE �: Estado caracterizado por excesso de adrenalina (horm�nio que prepara o
corpo para se defender). Quando prolongado, pode levar a outras patologias, como �lceras
ou depress�o.
CAUSAS: Problemas financeiros, profissionais, doen-�as, uso de �lcool,
agita��o, inseguran�a.
SINTOMAS: M�sculos enrijecidos (normalmente os ombros se elevam), acelera��o dos
batimentos card�acos, ins�nia, falta de apetite, irritabilidade.
GRUPOS DE RISCO: Pessoas muito competitivas, perfeccionistas, viciadas em trabalho,
com tend�ncia ao isolamento, quem n�o sabe dizer n�o, quem tem contato direto com o
p�blico ou grande responsabilidade e pouca autonomia para decidir.
TRATAMENTOS: Psicoterapia, massagens, t�cnicas de relaxamento e rem�dios quando
necess�rio.
Anorexia e bulimia
Controlar a alimenta��o para n�o ganhar peso � saud�vel, mas ficar abaixo do peso
recomendado para altura e idade e ainda por cima preocupada em n�o ganhar um grama �
doen�a. Esse � o problema de muitas jovens e adolescentes que sofrem dos transtornos
alimentares (bulimia e anorexia). As v�timas da bulimia normalmente t�m de 20 a 30 anos.
Primeiro, elas comem muito de uma vez s� e depois provocam v�mitos ou se exercitam at�
a exaust�o para emagrecer. O problema atinge nove mulheres para cada homem e cerca de 4%
da popula��o feminina. J� a anorexia pode come�ar como uma inocente dieta e terminar
em completa aus�ncia de apetite. A doen�a afeta de 0,5% a 1% da popula��o e 95% dos
pacientes s�o adolescentes. "Um dos fatores que levam a mulher a ser a principal
v�tima desses transtornos est� relacionado � criminosa cultura das dietas e o conceito
de que apenas as magras s�o belas e bem-sucedidas", afirma T�ki Cord�s,
coordenador geral do Ambulat�rio de Bulimia e Transtornos Alimentares do Instituto de
Psiquiatria do Hospital das Cl�nicas de S�o Paulo (Ambulim). N�o existe preven��o
para esses transtornos e o ideal � que as fam�lias prestem aten��o ao comportamento
das jovens. Segundo Cord�s, cerca de 60% das pacientes de bulimia se curam. No caso da
anorexia, os �ndices de recupera��o s�o menos otimistas: cerca de um ter�o se cura,
um ter�o melhora e um ter�o torna-se doente cr�nico.
BULIMIA:
O QUE �: Depois de ingerir muita comida, a mulher provoca v�mitos.
SINTOMAS: Dor de est�mago, cansa�o, desmaios, n�useas, diarr�ia, irregularidade
menstrual, depress�o (� importante lembrar que os epis�dios devem acontecer duas vezes
por semana durante tr�s meses seguidos).
ANOREXIA:
O QUE �: A jovem se nega a manter o peso ideal para sua idade e altura e usa
recursos para emagrecer cada vez mais.
SINTOMAS: Pele seca, queda de cabelo, olhos fundos, press�o baixa, depress�o,
irritabilidade, obsess�o por exerc�cios f�sicos, perda excessiva de peso em per�odos
curtos.
CAUSAS DOS DOIS DIST�RBIOS: Obsess�o em se enquadrar dentro do padr�o de beleza,
predisposi��o gen�tica e psicol�gica e influ�ncia familiar.
GRUPOS DE RISCO: Adolescentes de 12 a 20 anos (anorexia), jovens de 20 a 30 anos
(bulimia), j�queis, estudantes de Nutri��o e de Educa��o F�sica, atletas,
bailarinas, modelos, quem j� sofreu transtornos alimentares.
TRATAMENTO PARA OS DOIS DIST�RBIOS: Deve ser feito por equipe multidisciplinar
(psic�logo, nutricionista, terapeuta ocupacional, cl�nico geral). N�o h� medica��o
espec�fica para anorexia. No caso da bulimia, antidepressivos ajudam. Paciente e fam�lia
devem fazer terapia.
Depress�o
� natural ficar triste com a morte de um parente querido. Mas isso n�o deve impedir
que a vida continue, certo? Nem sempre. Em alguns casos, a pessoa n�o consegue sair do
estado de tristeza. "A vida perde a gra�a e o deprimido se isola", resume o
neuropsiquiatra Rubens Pitliuk, de S�o Paulo. O tratamento muitas vezes requer
medica��o, que depender� do tipo de depress�o, da personalidade e do hist�rico
familiar. Segundo Pitliuk, o importante � levar o tratamento at� o fim para evitar
reca�da. Quando ela acontece, a chance de apresentar nova crise � de 70%.
O QUE �: Estado melanc�lico que dura, no m�nimo, duas semanas e pode se estender
por muitos anos.
CAUSAS: Desequil�brio na quantidade de subst�ncias que fazem a comunica��o
entre os neur�nios, em especial a serotonina e a noradrenalina, predisposi��o gen�tica
ou de personalidade, incapacidade de lidar com situa��es dif�ceis, traum�ticas ou
frustrantes e parto.
SINTOMAS: Incapacidade de sentir alegria, des�nimo, apatia, dificuldade de
concentra��o, perda do apetite sexual, movimentos lentos ao falar e andar, dificuldade
de tomar decis�es, pensamento recorrente sobre morte e tentativas de suic�dio,
dist�rbios do so-no, interpreta��o negativa da realidade.
GRUPOS DE RISCO: Mulheres de 30 a 50 anos, filhos de m�es (10% de chance) e pais
depressivos (30% de risco), perfeccionistas, usu�rios de drogas para emagrecer,
anor�xicas, portadores de transtorno obsessivo compulsivo, s�ndrome do p�nico ou
timidez.
TRATAMENTO: Antidepressivos e terapia
DEPRESS�O P�S-PARTO:
Depois do nascimento do beb�, muitas mulheres sofrem do blues puerperal, uma tristeza
profunda que afeta entre 50% e 80% das mulheres entre o terceiro e o d�cimo dia
p�s-parto. Os principais sintomas s�o: tristeza, explos�es de choro sem motivo,
sensa��o de incapacidade de cuidar do beb�, sentimento de culpa. Em geral, desaparece
naturalmente. Cerca de 15% das mulheres, no entanto, sofrem de depress�o p�s-parto. Elas
perdem o interesse e o prazer de viver, t�m altera��o do sono e de apetite e muitas
vezes rejeitam o beb�. Se os sintomas durarem mais de duas semanas, � importante
procurar ajuda, segundo a psiquiatra M�rcia Britto, do Instituto de Psiquiatria do
Hospital das Cl�nicas de S�o Paulo. O tratamento � feito com terapia e medicamentos.
Ansiedade
A ansiedade pode ser doen�a quando a preocupa��o � desproporcional aos fatos,
incontrol�vel e vem acompanhada de sintomas f�sicos como taquicardia, ins�nia,
sudorese, boca seca e n�usea. Entre os dist�rbios graves de ansiedade, est�o:
transtorno de p�nico e o transtorno obsessivo compulsivo (TOC). De acordo com M�rcio
Bernik, coordenador do Ambulat�rio de Ansie-dade do Instituto de Psiquiatria do Hospital
das Cl�nicas de S�o Paulo, as pessoas cujo perfil se enquadra nos grupos de risco devem
ficar bastante atentas aos principais sinais do problema. As formas de tratamento variam.
Geralmente s�o usados antidepressivos, tranquilizantes e psicoterapia. "A
medica��o � indicada at� o de-saparecimento dos sintomas, com manuten��o por mais de
um ano", explica. Ap�s a suspens�o dos rem�dios, 80% dos pacientes que sofrem de
transtorno de p�nico podem voltar a apresentar os sintomas.
TRANSTORNO DE P�NICO:
O QUE �: Caracterizado por crises de p�nico que se repetem de maneira inesperada,
com sensa��o de mal-estar e perigo ou de morte iminente.
SINTOMAS: Falta de ar, tontura, m�os geladas, taquicardia, formigamento. Os
sintomas duram alguns minutos e a crise passa em at� 40 minutos. A maior parte das
v�timas s�o mulheres dos 22 aos 44 anos.
CAUSAS: As crises podem ser desencadeadas pelo uso de estimulantes (coca�na,
rem�dios para emagrecer), varia��es hormonais da fase pr�-menstrual e stress.
GRUPOS DE RISCO: Estressadas, mulheres a partir da adolesc�ncia at� os 35 anos
(principalmente no pr�-menstrual e p�s-parto), hereditariedade e dependentes de �lcool.
TRATAMENTO: Antidepressivos e terapia comportamental.
O tempo n�o � sempre um vil�o
Mente e corpo ativos s�o decisivos para a sua qualidade de vida amanh�
Pense em voc� com mais de 70 anos. Certamente ningu�m se imagina com dores nas
articula��es, tremores ou problemas para andar. Mas a verdade � que a idade avan�ada
traz consigo o risco progressivo de manifesta��o de doen�as como a artrite, a artrose e
o mal de Alzheimer. Envelhecer, entretanto, n�o � a senha para que essas doen�as se
instalem. Quem se cuida e investe na pr�pria independ�ncia tem maiores chances de
escapar de algumas doen�as ou de ter sintomas mais amenos. Segundo um estudo da
Universidade Federal de S�o Paulo (Unifesp), a autonomia emocional e financeira � um dos
fatores mais importantes para a manuten��o da sa�de f�sica e mental na terceira idade
e para diminuir os riscos de sofrer dos males abaixo.
OSTEOPOROSE
Um ter�o das mulheres desenvolver� depois da menopausa a osteoporose, doen�a
caracterizada pelo enfraquecimento dos ossos. Agravada pela falta de estr�geno na
menopausa - o horm�nio feminino � indispens�vel para a renova��o �ssea -, a doen�a
fragiliza o osso e causa fraturas principalmente nas v�rtebras e nos quadris. Segundo
estat�sticas, aos 60 anos, 30% das mulheres apresentam fraturas nas v�rtebras. Aos 80
anos, um ter�o das mulheres e um sexto dos homens quebram os quadris - metade deixa de
andar e 25% morrem seis meses depois por embolia ou infec��es. "� preciso fazer o
diagn�stico precocemente, pois a doen�a costuma ser descoberta s� quando acontece uma
fratura", diz o reumatologista Jos� Goldenberg. Os exames para detec��o precoce em
geral come�am aos 45 anos, com testes para medir a massa �ssea (densitometria �ssea).
Tamb�m � importante ter alimenta��o rica em c�lcio (leite, seus derivados, peixes e
verduras), tomar sol (favorece a absor��o da vitamina D) e fazer atividade f�sica leve.
No climat�rio, a reposi��o hormonal ajuda a prevenir a doen�a. "O uso de
horm�nios deve ser recomendado ap�s avalia��o ginecol�gica", alerta o geriatra
F�bio Nasri. Uma das �ltimas novidades em rem�dios � o raloxifeno, que, bem indicado
para mulheres, reduz � metade a incid�ncia de fraturas decorrentes da osteoporose na
p�s-menopausa.
ARTRITE
� uma inflama��o das articula��es que causa dores, perda de movimentos, de massa e de
for�a muscular. Ainda n�o se sabe por que as mulheres s�o mais vulner�veis � doen�a.
Uma das suas formas mais comuns � a artrite reumat�ide, que atinge, em m�dia, tr�s
mulheres para cada homem. Ela dificulta os movimentos das m�os, punhos, cotovelos e
joelhos. A finalidade do tratamento � aliviar a dor, melhorar a mobilidade e recuperar as
articula��es, explica Em�lia Sato, presidente da Associa-��o Brasileira de
Reumatologia. Como a doen�a � cr�nica e se manifesta em surtos, nas fases sem sintomas
n�o h� necessidade de medica��o. "Outros recursos importantes s�o a fisioterapia
e a terapia ocupacional com aparelhos e palmilhas para manter a fun��o das
articula��es", indica o reumatologista Jos� Goldenberg.
ARTROSE
Tamb�m chamada de osteoartrose, � uma doen�a degenerativa em que ocorrem les�o e perda
das cartilagens - tecido flex�vel que reveste os ossos dentro da articula��o. Esse
processo pode levar � deforma��o das articula��es. � outro tipo de reumatismo
frequente entre as mulheres. N�o se sabe ao certo sua origem, mas predisposi��o
gen�tica, altera��es do sistema de defesa e fatores mec�nicos (traumatismos e les�es)
est�o entre as principais causas. Os cuidados variam com o caso. "Podem-se associar
exerc�cios � medica��o ou, em casos extremos, indicar tratamentos com cortisona,
sempre com cuidado por causa dos efeitos adversos, como incha�o", esclarece
Goldenberg. Atualmente, utilizam-se analg�sicos, antiinflamat�rios e at� cirur-gias
para coloca��o de pr�teses no lugar das cartilagens desgastadas. As esperan�as est�o
voltadas para os resultados de estudos com novas drogas orais e injet�veis com o poder de
restaurar as cartilagens.
MAL DE ALZHEIMER
� mais comum � medida que a idade avan�a, atingindo 0,6% da popula��o acima de 65 e
69 anos e cerca de 25% dos pessoas com mais de 80 anos. A doen�a � consequ�ncia da
perda progressiva de neur�nios (c�lulas do c�rebro), provocando dem�ncia, diminui��o
da mem�ria e preju�-zo da orien-ta��o temporal e espacial. Mulheres de idade
avan�ada, pessoas que tiveram les�es durante o parto ou sofreram traumatismos cranianos
graves t�m mais chances de manifestar o problema. O mal de Alzheimer vitima cerca de
tr�s vezes mais mulheres do que homens pelo simples fato de que as mulheres vivem mais.
"Os descendentes de pessoas com Alzheimer e que t�m a propens�otendem a manifestar
os sintomas mais precocemente", alerta o neurologista cl�nico Paulo Monzillo, do
Hospital Israelita Albert Einstein, de S�o Paulo. Pessoas que mant�m o c�rebro ocupado
com leituras, estudo regular ou outras atividades que fa�am pensar aumentam a prote��o.
"Elas t�m maior quantidade de circuitos neuronais ativos, criando um tipo de
"reserva cerebral", explica Monzillo. Como n�o existem m�todos que permitam o
diagn�stico definitivo, os m�dicos avaliam o avan�o dos sintomas de dem�ncia por meio
de testes neuropsicol�gicos e exames que medem a irriga��o sangu�nea do c�rebro. O
mal de Alzheimer n�o tem cura definitiva, mas os rem�dios usados no tratamento melhoram
a mem�ria e retardam a progress�o da doen�a.
MAL DE PARKINSON
A doen�a � uma perda progressiva das habilidades motoras causada pela falta do
neurotransmissor dopamina - uma das subst�ncias que fazem a comunica��o entre as
c�lulas nervosas, envolvida na realiza��o de alguns movimentos autom�ticos do corpo,
como andar e escrever. Os sintomas da doen�a, de maior incid�ncia ap�s os 55 anos, s�o
tremores de repouso, rigidez muscular, redu��o da velocidade dos movimentos, dist�rbios
do equil�brio e da marcha. O tratamento mais usado � a reposi��o da dopamina, que
atenua os tremores e a dificuldade de andar. Alguns pacientes com menos de 60 anos podem
ser submetidos, com bons resultados, � cirurgia para estimula��o de regi�es cerebrais
para diminuir ou acabar com os principais sintomas da doen�a. A mais nova arma para
tratar o mal de Parkinson, entretanto, consiste na coloca��o de um eletrodo nas partes
do c�rebro respons�veis pelos sintomas. Ligado a um pequeno aparelho, o eletrodo
descarrega impulsos el�tricos para regular o funcionamento dos circuitos nervosos. At�
hoje n�o se descobriram os motivos que levam uma pessoa a desenvolver a doen�a. Mas os
avan�os na medicina permitem que os pacientes possam levar uma vida praticamente normal e
retardar a progress�o da doen�a, quando medicados corretamente.
INCONTIN�NCIA URIN�RIA
Aproximadamente 20% das mulheres com idade entre 20 e 65 anos t�m algum grau de perda
involunt�ria da urina. O desencontro entre o funcionamento da bexiga e o esf�ncter da
uretra (m�sculo que controla a libera��o ou reten��o da urina) pode ser causado por
infec��es, disfun��es nervosas, enfraquecimento dos m�sculos causado pela obesidade,
parto natural ou idade avan�ada. Nos casos de incontin�ncia urin�ria por esfor�o
(perda depois de movimento brusco ou correr, espirrar, andar), se o escape for leve h�
chances de corre��o com exerc�cios para refor�ar a musculatura da uretra. Tamb�m se
pode recorrer a medicamentos para estimular o t�nus muscular, tomados diariamente. Metade
das mulheres com incontin�ncia possui a bexiga hiperativa (contra��o fora de hora),
tratada com medicamentos para diminuir essas contra��es anormais. "A reposi��o
hormonal tamb�m exerce papel importante na preven��o do problema porque melhora o
t�nus dos tecidos da uretra e bexiga", segundo o urologista Lu�s Augusto Rios,
chefe do setor de Urologia Feminina do Hospital do Servidor P�blico, de S�o Paulo. Um
dos m�todos mais eficazes para a corre��o da incontin�ncia urin�ria � a cirurgia
conhecida por sling, que consiste na coloca��o de um suporte por baixo da uretra da
paciente para bloquear os escapes de urina. Com chances de 90% de sucesso nas mulheres, o
sling tradicional usa tecidos tirados da musculatura abdominal da paciente. Mas j� foi
desenvolvida uma nova t�cnica para realizar a opera��o com n�ilon, igualmente eficaz.
Efeito domin�
Parentes e amigos tamb�m se beneficiam da decis�o de adquirir h�bitos
saud�veis e melhorar a disposi��o
Nunca homens e mulheres tiveram � disposi��o tanta tecnologia para tratar as
doen�as. Jamais, por�m, essa mesma medicina que inventou f�rmulas e equipamentos t�o
sofisticados insistiu tanto no ensinamento de que a melhor receita para uma boa sa�de �
o pr�prio modo de vida. Simples como um ovo de Colombo. H�bitos saud�veis, pessoas
saud�veis. E as mulheres n�o s� est�o saindo na frente em busca desse estilo como
acabam levando com elas quem estiver por perto. "Cerca de 70% a 80% dos que me
procuram para mudar seus costumes s�o mulheres. Elas t�m mais consci�ncia, se
questionam mais e influenciam as pessoas", assegura o escritor e terapeuta corporal
S�rgio Savian, diretor do Movimento Mudan�a de H�bito, de S�o Paulo.
De fato, acompanhar de perto as mudan�as que a ado��o de h�bitos causa em algu�m
� fascinante. Um obeso envergonhado torna-se alegre. A pele sem vi�o de um fumante ganha
brilho. O corpo sem defini��o de um sedent�rio transforma-se numa silhueta atraente. �
quase inevit�vel que, quem est� do lado, seja acometido de uma vontade louca de embarcar
nesse novo ideal de vida. Dessa forma, quem muda provoca um formid�vel efeito domin�.
Foi o que aconteceu com a estudante Tatiana Pereira, 19 anos, fumante desde os 15. Ela
achava que n�o sobreviveria sem o cigarro. "Mas um dia achei que havia chegado a
hora e parei definitivamente." Empolgada com a atitude da filha, a artista pl�stica
Mara Piccinin Pereira, 46 anos, decidiu acompanh�-la. Mara ensaiou algum tempo, mas s�
deixou de fumar depois que seu irm�o teve um infarto. "A m�dica disse que, se ele
n�o fosse fumante, o ataque n�o teria sido t�o grave", diz ela. O susto mais a boa
vontade da filha a levaram a tomar a decis�o que ela adiou por 29 anos. "Os
primeiros dias foram dif�ceis. Sentia uma vontade muito forte", conta Mara. Juntas,
as duas venceram o v�cio e saboreiam os benef�cios da decis�o - mais f�lego no
pulm�o, pele mais brilhante e sensa��o de vit�ria.
A analista de recursos humanos, Marialva Marques, 34 anos, � outra mulher que virou do
avesso a pr�pria vida e influenciou muita gente. Obesa, Marialva sofria de depress�o,
sentia-se insatisfeita e sozinha. "Estava entrando em um quadro de compuls�o
alimentar. S� quando minha condi��o se tornou incontrol�vel, vi que deveria alterar
meus h�bitos", conta. Ela procurou os Vigilantes do Peso e, uma semana depois, tinha
perdido tr�s quilos e meio. Hoje, quase um ano depois, tem 30 quilos a menos.
"Antes, subir uma rua �ngreme era um mart�rio, agora fa�o caminhadas no m�nimo
tr�s vezes por semana", conta.
Reviravolta
Depois de tantas transforma��es, seis amigos de Marialva j� procuraram ajuda nos
Vigilantes do Peso. A estudante de Administra��o Dolores Carpena, 20 anos, foi uma
delas. Na sua pr�pria reviravolta, ela emagreceu um quilo e meio em duas semanas de
tratamento. "Voltei a comer legumes e verduras e passo longe dos fast-foods",
declara. Nessa corrente, entrou tamb�m a advogada Silvia Frange, 23 anos. "Depois
que vi a Marialva t�o magrinha, resolvi procurar os Vigilantes", afirma. H� quatro
meses Silvia pesava 106 quilos. Hoje, comemora 13 quilos a menos.
Vontade
Mudar o comportamento, no entanto, exige vontade. "A pessoa deve ter paci�ncia,
disciplina e eleger metas", explica a fisiologista e nutr�loga Claudia C�sar,
coordenadora do Programa de Tratamento da Obesidade da Universidade de S�o Paulo. A
estudante de Decora��o Roberta de Andrade, 17 anos, sabe bem do que Claudia est�
falando. Em 1997 ela buscou ajuda no programa coordenado pela nutr�loga. Quando come�ou
o tratamento, Roberta tinha 112 quilos. No fim daquele ano, chegou a 95 quilos. A mudan�a
pegou Roberta de surpresa. "Achei que poderia continuar emagrecendo sozinha e
abandonei o tratamento", diz. Depois disso, entrou em depress�o, engordou e, este
ano, voltou para o programa. Em suas idas e vindas, Roberta incentivou a m�e, Margarida
Houf de Andrade, 45 anos, a modificar seus h�bitos alimentares e hoje as duas frequentam
o programa. Margarida come�ou em maio e, em dois meses, emagreceu um quilo.
"Passamos a comer mais verduras e legumes e paramos de ir ao McDonalds", conta
Roberta.
J� a empres�ria T�nia Poppa, 46 anos, colocou todos em casa para correr. F� de
exerc�cios f�sicos desde a adolesc�ncia, depois que seu segundo filho nasceu ela
come�ou a correr. "Meu marido achou que estava maluca, mas depois que participei da
primeira competi��o ele ficou emocionado e decidiu me acompanhar", lembra. Carla,
19 anos, filha mais velha da empres�ria, tamb�m aderiu ao esporte dos pais. Todos os
domingos os tr�s correm na Cidade Universit�ria, em S�o Paulo. Ganham mais sa�de e
tamb�m mais uni�o.
Virada total
Alguns passos para mudar de h�bitos - e escolher os mais saud�veis
N�o se fa�a de v�tima da situa��o
- Tem gente que s� consegue diferenciar se um h�bito � bom ou ruim se distanciando de
seu dia-a-dia. Viajar ou fazer uma terapia possibilita que a pessoa avalie seus costumes
- Calcule quanto tempo, dinheiro e sa�de lhe custam um h�bito ruim
- Prepare-se para enfrentar algum transtorno. Toda mudan�a provoca rea��es f�sicas e
emocionais
- N�o desista antes do tempo. Trinta dias � um bom per�odo para que a nova situa��o
seja assimilada e d� prazer
- Durante o processo, valorize sua atitude, sinta-se uma vitoriosa
- Perdoe suas reca�das. Tenha bom humor e, assim que poss�vel, retome o processo
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