A depressão é tratável
da mesma forma que
ocorre com outras doenças, tais como a diabetes ou a hipertensão. A
depressão é uma doença real, com causas reais. O processo de cura
começa com uma visita ao médico e um diagnóstico definido. A partir
daí a pessoa começa a se afastar da dor e do isolamento da
depressão, e a aproximar-se novamente da luz da família, dos amigos
e da comunidade. O primeiro passo crucial é a visita ao médico para
determinar o diagnóstico e começar o tratamento imediatamente.
Tratar no começo é a melhor solução
Em geral, quanto mais rápido se procurar tratamento, melhores serão
os resultados. Tratando a depressão logo no começo é possível:
- Recuperar uma visão normal e saudável da vida com mais rapidez.
- Impedir que os sintomas se agravem e se tornem permanentes.
- Reduzir o risco de episódios de depressão recorrentes no futuro.
- Reduzir os pensamentos relacionados ao suicídio, e com isso o
risco de suicídio
No tratamento da depressão é importante que o paciente seja ativo. O
paciente pode manter uma relação de comunicação com o médico ou
terapeuta, conversando sobre as alternativas de tratamento e
expressando suas inquietações.
Medicação
Com freqüência, uma combinação de tratamentos
(medicação com receita associado a mudanças no estilo de vida)
representa o enfoque mais eficaz para aliviar os sintomas da
depressão.
As medicações para a depressão, vendidas com receita médica, foram
testadas exaustivamente e ficou demonstrado, por meio de rigorosos
estudos clínicos, que são seguras e eficazes para o tratamento da
depressão. Cada pessoa responde de maneira diferente aos diversos
tipos de antidepressivos. É importante ter paciência. A resposta
pode demorar cerca de 15 dias. Às vezes pode precisar de mais de
uma tentativa até encontrar a medicação certa para uma pessoa em
particular.
Psicoterapia
Para muitas pessoas, a psicoterapia pode resolver os
sentimentos negativos e o medo e promover uma perspectiva mais
saudável. O diálogo regular com um profissional da saúde mental pode
ajudar as pessoas a reconhecerem e mudar os padrões negativos de
pensamento e comportamento que contribuem para a sua depressão. A
terapia de diálogo permite também uma melhor interação com os
demais. Entretanto, este método não pode controlar as causas médicas
da depressão.
Conversar com um terapeuta licenciado, com um psiquiatra, um
especialista em saúde mental, um conselheiro, ou juntar-se a um
grupo de ajuda-mútua, faz com que muitas pessoas se conscientizem de
que seus sentimentos não são anormais, incomuns ou terríveis,
absolutamente. Percebem que outras pessoas também experimentaram os
mesmos sentimentos de tempo em tempo, mas a depressão fez com que
perdessem a perspectiva natural das coisas.
Eletroconvulsoterapia
(ECT)
Os polêmicos eletrochoques do passado foram modernizados. Voltaram a
ser adotados em situações muito graves. Por exemplo, quando o
paciente corre risco de suicídio e não responde a antidepressivos
prescritos por um ano. Hospitalizados, anestesiado e com os sinais
vitais monitorados, ele recebe uma descarga elétrica de dois
segundos, que provoca uma convulsão, aumentando a concentração de
neurotransmissores ligados ao bem-estar. O procedimento é seguro e
eficaz.
Estimulação Vagal
Reservada aos casos graves. Um aparelho elétrico semelhante a um
marca- passo estimula o nervo vago (integrante do sistema nervoso
autônomo), reequilibrando a atividade cerebral. O pequeno gerador é
implantado cirurgicamente no peito do paciente. Foi aprovado pelo
FDA, órgão que controla medicamentos nos Estados Unidos. Custa até
20 mil dólares e não está disponível no Brasil.
Estimulação Magnética Transcraniana
Utiliza ondas eletromagnéticas para provocar alterações na atividade
das células nervosas. O tratamento pode acelerar a ação dos
antidepressivos.

Exercícios
Ajuda na resposta ao medicamento, ampliando a concentração de
serotonina. Os melhores exercícios são de média ou alta
intensidade. Há um programa para pacientes tratados com
antidepressivos que inclui caminhada, exercícios localizados,
alongamento e bicicleta. O recuperação é melhor do que o observado
entre os que só tomavam remédio.
Acumputura
As milenares agulhas chinesas têm sido testadas em gestantes, já que
o uso do antidepressivo na gravidez é controverso. A técnica pode
até substituir o remédio em idosos debilitados.
Meditação
A meditação associada à terapia promove um alívio
importante dos sintomas. Apesar de não ser um tratamento para
depressão, quando associado ao tratamento com psicoterapia e
fármacos, apresenta uma rápida e progressiva remissão da depressão.
Além disso, tem a vantagem de apresentar índices bem menores de
recaída. Pacientes relatam redução da depressão e bem-estar geral
após meditarem diariamente por 20 minutos, realizando exercícios
respiratórios.
Fitoterapia
O hipérico (erva-de-são-joão) traz benefícios nas depressões
leves. É importante ressaltar que se trata de um remédio como
qualquer outro, com risco de interação medicamentosa. Por isso,
requer acompanhamento médico.
O
tratamento bem feito da depressão apresenta boa recuperação em
cerca de 85% dos casos.