b       Dr. Tárcio Carvalho   Médico-Psiquiatra
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Estresse
Compulsão
Depressão

       Tratamentos para a depressão

A depressão é tratável da mesma forma que ocorre com outras doenças, tais como a diabetes ou a hipertensão. A depressão é uma doença real, com causas reais. O processo de cura começa com uma visita ao médico e um diagnóstico definido. A partir daí a pessoa começa a se afastar da dor e do isolamento da depressão, e a aproximar-se novamente da luz da família, dos amigos e da comunidade. O primeiro passo crucial é a visita ao médico para determinar o diagnóstico e começar o tratamento imediatamente.

Tratar no começo é a melhor solução
Em geral, quanto mais rápido se procurar tratamento, melhores serão os resultados. Tratando a depressão logo no começo é possível:
- Recuperar uma visão normal e saudável da vida com mais rapidez.
- Impedir que os sintomas se agravem e se tornem permanentes.
- Reduzir o risco de episódios de depressão recorrentes no futuro.
- Reduzir os pensamentos relacionados ao suicídio, e com isso o risco de suicídio
No tratamento da depressão é importante que o paciente seja ativo. O paciente pode manter uma relação de comunicação com o médico ou terapeuta, conversando sobre as alternativas de tratamento e expressando suas inquietações.

Medicação
Com freqüência, uma combinação de tratamentos (medicação com receita associado a mudanças no estilo de vida) representa o enfoque mais eficaz para aliviar os sintomas da depressão.
As medicações para a depressão, vendidas com receita médica, foram testadas exaustivamente e ficou demonstrado, por meio de rigorosos estudos clínicos, que são seguras e eficazes para o tratamento da depressão. Cada pessoa responde de maneira diferente aos diversos tipos de antidepressivos. É importante ter paciência. A resposta pode demorar cerca de 15 dias.  Às vezes pode precisar de mais de uma tentativa até encontrar a medicação certa para uma pessoa em particular.

Psicoterapia
Para muitas pessoas, a psicoterapia pode resolver os sentimentos negativos e o medo e promover uma perspectiva mais saudável. O diálogo regular com um profissional da saúde mental pode ajudar as pessoas a reconhecerem e mudar os padrões negativos de pensamento e comportamento que contribuem para a sua depressão. A terapia de diálogo permite também uma melhor interação com os demais. Entretanto, este método não pode controlar as causas médicas da depressão.
Conversar com um terapeuta licenciado, com um psiquiatra, um especialista em saúde mental, um conselheiro, ou juntar-se a um grupo de ajuda-mútua, faz com que muitas pessoas se conscientizem de que seus sentimentos não são anormais, incomuns ou terríveis, absolutamente. Percebem que outras pessoas também experimentaram os mesmos sentimentos de tempo em tempo, mas a depressão fez com que perdessem a perspectiva natural das coisas.

 Eletroconvulsoterapia (ECT)
Os polêmicos eletrochoques do passado foram modernizados. Voltaram a ser adotados em situações muito graves. Por exemplo, quando o paciente corre risco de suicídio e não responde a antidepressivos prescritos por um ano. Hospitalizados, anestesiado e com os sinais vitais monitorados, ele recebe uma descarga elétrica de dois segundos, que provoca uma convulsão, aumentando a concentração de neurotransmissores ligados ao bem-estar. O procedimento é seguro e eficaz.

 Estimulação Vagal
Reservada aos casos graves. Um aparelho elétrico semelhante a um marca- passo estimula o nervo vago (integrante do sistema nervoso autônomo), reequilibrando a atividade cerebral. O pequeno gerador é implantado cirurgicamente no peito do paciente. Foi aprovado pelo FDA, órgão que controla medicamentos nos Estados Unidos. Custa até 20 mil dólares e não está disponível no Brasil.

Estimulação Magnética Transcraniana
Utiliza ondas eletromagnéticas para provocar alterações na atividade das células nervosas. O tratamento pode acelerar a ação dos antidepressivos.

Exercícios
Ajuda na resposta ao medicamento, ampliando a concentração de serotonina.  Os melhores exercícios são de média ou alta intensidade. Há um programa para pacientes tratados com antidepressivos que inclui caminhada, exercícios localizados, alongamento e bicicleta. O recuperação é melhor do que o observado entre os que só tomavam remédio.

Acumputura
As milenares agulhas chinesas têm sido testadas em gestantes, já que o uso do antidepressivo na gravidez é controverso. A técnica pode até substituir o remédio em idosos debilitados.

Meditação
A meditação associada à terapia promove um alívio importante dos sintomas. Apesar de não ser um tratamento para depressão, quando associado ao tratamento com psicoterapia e fármacos, apresenta uma rápida e progressiva remissão da depressão. Além disso, tem a vantagem de apresentar índices bem menores de recaída. Pacientes relatam  redução da depressão e bem-estar geral após meditarem diariamente por 20 minutos, realizando exercícios respiratórios.

Fitoterapia
O hipérico (erva-de-são-joão) traz benefícios nas depressões leves. É importante ressaltar que se trata de um remédio como qualquer outro, com risco de interação medicamentosa. Por isso, requer acompanhamento médico.

O tratamento bem feito da depressão  apresenta  boa recuperação em cerca de 85% dos casos.

Vincent van Gogh, que sofria de depressão e cometeu suicídio. Pintou esse quadro em 1890 de um homem que emblematiza o desespero e falta de esperança sentida na depressão.

Vincent van Gogh, que sofria de depressão, cometeu suicídio. Pintou esse quadro em 1890 de um homem que emblematiza o desespero e falta de esperança sentida na depressão.

 

 

 

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