| Lutando por equil�brio |
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| Meu maior desafio, no in�cio da prova, era n�o correr. A adrenalina sobe � cabe�a, o ritmo dos outros � desafiador, voc� est� livre, leve e solto, s� quer mandar ver. Mas n�o pode: o erro aqui vai custar caro. Essa foi uma das principais discuss�es que tive com meu t�cnico, Claudio Castilho: qual o ritmo a impor, para onde apontar os esfor�os. Chegamos � conclus�o de que, qualquer que fosse o ritmo, controle no primeiro quil�metro seria fundamental. �Voc� vai ter passado uma semana de descanso, os m�sculos v�o estar recuperados do esfor�o dos treinos, seu corpo vai estar pedindo para rodar, mas voc� tem de se controlar�, dizia Claudio, quase repetindo dicas colocadas no site World of Endurance, que traz orienta��es para quem participa da Two Oceans: �N�o basta reduzir o ritmo, voc� precisa conscientemente n�o correr r�pido�. R�pido, de qualquer jeito, passa o primeiro quil�metro, apesar de eu ter conseguido me conter, fazendo o trecho em 6min40, mais ou menos. Fiquei feliz, os batimentos card�acos se estabilizaram em torno de 140, e a partir de ent�o deixei rodar, sabendo que poderia, aos poucos, aumentar a velocidade at� chegar ao que deveria ser o ritmo de cruzeiro. |
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| Era noite fechada ainda, s� a ilumina��o da rua permitia ver os colegas pr�ximos. A cada quil�metro, o c�u negro ganhava mais tons de azul, escuro primeiro, clareando em seguida. �quela hora, ainda poucas pessoas aplaudiam ou chegavam � janela para saudar os corredores, mas os volunt�rios, em compensa��o, eram entusiasmados e prestativos, fornecendo �gua a pequenos intervalos -cheguei a pensar em recusar algumas vezes, t�o pr�ximo parecia ser um posto de outro, mas mantive a disciplina de pegar �gua em todos as esta��es, nem que fosse para tomar apenas um gole. Hidratar era fundamental, mesmo �quela hora, em que a temperatura ainda estava por volta de 16 graus. Mas, sem vento, ali pelo km 3 o suor j� come�a a se fazer sentir. Nesses primeiros 10 km, passamos pela �rea mais habitada do percurso; aparentemente, s�o bairros da bela Cidade do Cabo. Bares, pequenos shoppings, escolas, casas ladeiam a avenida por onde passamos. Pouco antes das sete come�a a nascer o dia. Os primeiros raios de sol iluminam um novo cen�rio: � esquerda, estrada de ferro; � direita, campos; ao longe se v� o contorno de montanhas. N�s vamos bater l� (veja aqui descri��o detalhada do percurso). |
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| Continua | ||||||||||
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