
Nua, carente e indefesa.
(Fase - V)
Tem sido dessa forma a malversação de minha loucura: estudo, trabalho, família, lazer, festas, prática desportiva, pouco ou nada dormir... Quando penso que posso porque preciso repousar um pouco, vejo-me diante do maldito espelho, que se encontra agora em todos os recônditos arcanos de minh´ alma.
Esse anjo ou demônio vive surgindo a todo instante, em reflexos furtivos, como um suplício impiedoso, lembrando-me do pecado infame e alucinação da indignidade de minha mente obsessiva, refletindo-me nua, carente e indefesa.
Mesmo que o motivo de meu infortúnio não queira saber de minha existência, pelo óbvio do suntuoso estilo de vida que também o consome, envolvem-me esses reflexos com seus encantos em minha imaginação tão doentia quanto mórbido tem sido meu dia-a-dia.
Tamara R. Almeida
(Continua na Fase - VI)
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