Vis�es de um mundo c�o
P r i n c i p a l
"Meu grande prazer � a representa��o"



Novos rumos no teatro brasileiro
Complexidade do mundo � tema do primeiro trabalho do ACT
visite o site oficial do espet�culo.
Fugir de uma l�gica banal e refletir sobre perspectivas de um mundo c�o. Este � o desafio proposto pelo espet�culo "C�ocoisa e a coisa homem", que ficou em cartaz nos dias oito, nove e 10 de novembro de 2002, no Teatro Alterosa, em Belo Horizonte. A pe�a, que tem dire��o de Aderbal de Freire Filho, � resultado de um trabalho de pesquisa de mais de um ano. O espet�culo � o primeiro trabalho desenvolvido pelo Ateli� de Cria��o Teatral (ACT).
Relatar de uma maneira delicada e po�tica a rela��o do homem com o c�o, fazendo analogias a um mundo perverso, que privilegia atributos materiais, � uma entre tantas interpreta��es  poss�veis para a pe�a. "Ela � em cima de todas as possibilidades de se retratar cenicamente o c�o sem a utiliza��o do animal", explica Melo.

A obviedade � um componente que certamente n�o permeia o espet�culo. As met�foras utilizadas s�o sutis, formas
minuciosamente pre-estabelecidas.
O c�o m�quina de escrever, por exemplo, � representado pelo poeta curitibano Paulo Leminski. O escritor foi um grande estudioso da literatura japonesa e inovou o fazer po�tico brasileiro incorporando o haicai (estilo de poesia com tr�s linhas e 17 s�labas).
Recursos visuais como o v�deo-depoimento de Olympio Seeling levam veracidade do tema ao espectador, que oscila entre fic��o e realidade. A dramaturgia sonora tem letras de Aderbal Freire Filho, musicadas por Fl�vio Stein. O espet�culo tamb�m faz alus�es ao escritor americano Allen Ginsberg e o jovem poeta franc�s Arthur Rimbaud, solit�rios artistas em busca de uma verdade interior.

Dez atores do ACT dividem o palco em "C�ocoisa e a coisa homem". O projeto nomeado "O homem e o c�o" buscou refer�ncias nas artes pl�sticas, fotografia, literatura, teatro, dan�a, m�sica, cinema. O resultado foi uma releitura de um mundo subjetivo, onde pessoas se ancoram em "c�escoisas", suas fraquezas materiais, seus temores surreais.
Fotos: www.act.art.br
"S�o c�escoisas que voc� carrega, que est�o sempre ao seu lado"
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