Liga dos Campeões: treinador do Mónaco quer «anular Deco»
(2004-05-25)
As palavras escondem-se e a intenção é não revelar quase nada sobre o que poderá suceder. Didier Deschamps, aquele que ainda há poucos anos deslumbrava no meio-campo da selecção francesa ou da Juventus, poderá tornar-se o mais jovem treinador a conquistar a Taça dos Campeões Europeus. Ainda assim, aposta num discurso sincero, sem necessidade de se colocar em bicos de pés, até porque considera o adversário ligeiramente superior.
Quanto ao F.C. Porto, destaca a sua solidez e não esconde os cuidados especiais que está a preparar para um certo «mágico». «É claro que o Deco é importante e decisivo, porque pode fazer diferença. Goza de uma grande liberdade de acção, não tem zona fixa, por isso a nossa intenção é limitar a sua influência, até porque o potencial do Porto depende da sua acção», referiu.
Sem saber concretamente que equipa José Mourinho irá apresentar, o francês diz apenas ter a sua «ideia», mas não a quer revelar. O estudo é constante e vai até ao pormenor das muitas faltas cometidas a 70 metros da baliza: «É difícil de gerir se o adversário comete faltas, pois não as podemos impedir. Faz parte do seu jogo, apesar de outro tipo de qualidades. Num jogo de alto nível isso faz parte, mas não é o mais importante. Importante mesmo é saber como criar dificuldades ao adversário e manter a defesa sólida, tentando também conter o seu domínio ofensivo».
Deschamps sabe o que poderá encontrar na final e tenta transmitir todos os sentimentos aos seus jogadores. «Neste tipo de jogos de grande nível há muita agressividade, armadilhas, por isso é importante haver disciplina individual. Já disse aos jogadores para não fazerem gestos e colocar vontade na determinação do jogo, pois não pode haver expulsões».(maisfutebol.pt)
Deco atribui favoritismo aos portistas!
(2004-05-20)
"MÁGICO" PRONTO PARA BRILHAR
Depois de uma grande exibição na final da Taça de Portugal, Deco está pronto para repetir a dose no jogo que decidirá a Liga dos Campeões. O luso-brasileiro não tem dúvidas de que o equilíbrio será a nota dominante e, como tal, a final poderá ser decidida por um momento de inspiração. "Este é um daqueles jogos que poderá ser resolvido por detalhes", apontou Deco, que ainda assim, a título pessoal, aposta num triunfo do FC Porto: "Para mim, somos favoritos..."
O 'mágico' lembrou que os dragões têm condições para pensar no triunfo. "A prova disso está na carreira que fizemos ao longo da prova e pela equipa que temos". Quanto à possibilidade de este ser o seu último jogo com a camisola do FC Porto, Deco adiantou apenas: "Sei apenas que este será o meu último jogo esta época".(Record.pt)
QUEBRADO O JEJUM
(2004-05-16)
Após oito anos sem ganhar qualquer competição, o Benfica conseguiu tirar a
barriga de misérias e vencer a presente edição da Taça de Portugal por 2-1,
já no prolongamento, frente a um F.C.Porto que foi largamente superior.
Cerca de 37 mil espectadores coloriram as bancadas do Jamor de azul e
encarnado, fazendo a festa durante toda a partida, mas respeitando também um
minuto de silêncio em honra dos malogrados Bruno Baião (júnior do Benfica
que morreu ontem, após estar quatro dias em coma profundo, devido a duas
paragens cardíacas) e a Álvaro Cardoso (capitão dos cinco violinos do
Sporting, que faleceu esta semana).
Continuando uma atitude que foi típica em todos os jogos da Taça, José
Mourinho colocou como guarda-redes Nuno, deixando Baía no banco. O número 99
portista concordou com a atitude do mister pois "Nuno merece jogar esta
final" e mostrou-se optimista perante um jogo que afinal não acabou bem para
os Dragões.
Os primeiros quinze minutos da partida pertenceram por inteiro ao Benfica e é
neste período que os encarnados mandam uma bola ao poste, por intermédio de
Nuno Gomes: o avançado do clube da Luz recebe um passe perfeito de Simão e
remata contra o ferro, numa altura em que Nuno já estava completamente batido.
Logo depois, mais uma vez foi Simão que esteve presente num lance de perigo:
o número 20 atrasa a bola para a entrada da área, onde estava Sokota, que
remata ao lado da baliza azul e branca. Mourinho fica zangadíssimo com os seus
jogadores e com razão, porque até ao momento ainda não tinham dado rasgos de
genialidade, submetendo-se por completo à superioridade do adversário. No
minuto 18, Miguel ganha a Ricardo Carvalho, remata e a bola sai a rasar o
poste, ainda sofrendo um desvio que originou o primeiro canto da partida. Mas
depois o F.C.Porto "acorda". Aos 21 minutos, Deco faz um atraso para
Maniche e este remata forte para a defesa rápida de Moreira. A seguir mais uma
fantástica jogada de Deco, pelo corredor direito a conseguir tirar Fyssas do
caminho e a ganhar um pontapé de canto. O mágico esteve em dia sim, fez tudo
bem, e só lhe faltou mesmo marcar um golo para abrilhantar ainda mais uma
exibição que foi de se lhe tirar o chapéu, coisa que já não acontecia há
muito tempo. O número 10 azul e branco mandou uma bola ao poste no minuto 28:
um pontapé muito forte, a cerca de 30 metros da baliza, que deixou Moreira
K.O.
A quatro minutos do fim da primeira parte da partida, mais uma vez Miguel,
novamente pelo lado direito, faz um cruzamento que sai torto e a bola acaba por
ir parar às mãos de Nuno, que só consegue agarrar à segunda. Em cima do
apito do árbitro, surge o golo do F.C.Porto - Deco marca um livre
potentíssimo que Moreira só consegue defender com os mãos, deixando a bola
para Derlei que chuta de imediato não dando hipóteses de defesa ao
guarda-redes encarnado. Aos 56 minutos, o árbitro Lucílio Baptista deveria
ter mostrado o segundo cartão amarelo a Petit por falta cometida sobre Deco,
coisa que foi uma constante nesta partida. Nesse mesmo minuto Derlei atira uma
bola ao poste: excelente combinação entre Deco e Ninja, para este último
ultrapassar Luisão e fazer estremecer a baliza do Benfica. A resposta dos
encarnados não demorou: aos 58 minutos Fyssas estabelece o empate na partida:
Nuno Gomes fizera-lhe um passe com o calcanhar, o grego remata à primeira mas
o esférico bate em Nuno Valente e só à segunda tentativa Fyssas consegue
colocar a bola dentro da baliza defendida por Nuno. A meio da segunda parte,
Jorge Costa vê o segundo amarelo e é devidamente expulso por falta cometido
sobre Nuno Gomes. Apesar de estar a jogar com menos um jogador, o F.C.Porto
nunca acusou a desvantagem numérica, muito pelo contrário: os Dragões
empurraram o Benfica para o seu meio-campo defensivo ao longo de toda a
partida. Discordando de algumas das atitudes do árbitro, Mourinho irrita-se
por algumas vezes e é advertido por Lucílio Baptista para que se acalme.
Os 90 minutos foram completamente esgotados e era então necessário recorrer a
um prolongamento, onde o Benfica se consegue colocar em vantagem, no minuto
103, com Simão a fazer as honras da casa. Este jogador estivera apagado
durante quase toda a partida, devido a uma boa marcação individual feita por
Paulo Ferreira que ainda encontrava tempo e espaço no relvado para ajudar ao
ataque. O F.C.Porto ainda teve algumas oportunidades para empatar a partida,
nomeadamente através de livres directos, mas a bola nunca levou o rumo ideal.
Assim, os jogadores do Benfica ostentavam ares de felicidade mesmo antes do
árbitro apitar para o final dos 120 minutos de futebol desta tarde quente.
No final do encontro Mourinho afirmou que já dera os parabéns aos técnicos e
jogadores do Benfica, apesar de ter achado que "o adversário não mereceu
ganhar" e que "a melhor equipa não venceu". Aproveitou também para
criticar a prestação do árbitro: "este árbitro é uma farsa". Por sua
vez a equipa da Luz festejou com toda a garra, mesmo depois de ter sido dito em
comunicado pela SAD que, em homenagem e respeito a Bruno Baião, não seriam
feitos quaisquer festejos. Afinal, oito anos é muito tempo sem ganhar...
A maior das finais para os Dragões será realizada dia 26 de Maio, frente ao
Mónaco e terá lugar na modesta cidade de Gelsenkirchen. Todos os olhos da
Europa estarão virados para o Estádio do Schalke 04, onde estas duas equipas
vão dar o tudo por tudo para ganhar e mostrar o seu valor.(Mónica Carvalho)
Deco, o regresso!
(2004-05-16)
Deco foi maior que todos no Jamor. O luso-brasileiro jogou de mais até para a sua própria equipa, que nunca quis acelerar muito o jogo com medo do que daí viesse. Frente ao Benfica, o número 10 portista trouxe magia a rodos, uma qualidade que já não se via há alguns meses nos seus pés, excepção feita à maravilhosa, embora de grau diferente, exibição no Riazor. Pareceu, no Estádio Nacional, que Deco estava sozinho numa heróica missão de jogar no limite. E ele, injustamente, perdeu a Taça.
Há muito que Deco não estava a um nível tão elevado. Há tanto. Finalmente, viu-se um mágico ao nível da última época. Fintas, passes, cruzamentos, um livre que deu o golo a Derlei. Será exagero dizer que Deco jogou por mais 10? Talvez, mas ele merecia que os companheiros estivessem em tarde bem mais inspirada. Contas feitas, ele foi o único que se esqueceu da final da Liga dos Campeões, tal como Mourinho pedira a toda a equipa.
Esta poderá ter sido a sua última temporada em Portugal. Deco jogou como se o fosse. Para bem do futebol português, esperemos que não. Desde que o mágico repita jogos como este.
Deco diz que o Benfica «ganhou bem» mas o árbitro foi de «terceiro nível»
Deco diz que o Benfica venceu bem a final da Taça de Portugal, mas pelo meio deixou críticas ao árbitro. E rejeitou a ideia de que as notícias sobre a saída de Mourinho e alguns jogadores do F.C. Porto tenham afectado a equipa.
«O Benfica está de parabéns porque ganhou bem, venceu bem, num jogo de primeiro nível com um árbitro de terceiro nível», afirmou o número 10 portista no final. «Aconteceram coisas estranhas durante o jogo, agressões e não percebi muito bem», prossegue, para depois falar em eventual falta a preceder o golo da vitória do Benfica: «Não sei se foi falta ou não nesse lance, mas esta já é a segunda vez que somos prejudicados por este árbitro esta temporada.»
A derrota não afecta o F.C. Porto em termos de motivação para a final da Liga dos Campeões daqui por dez dias, garante de resto Deco. «Estamos motivados, somos campeões, perdemos uma final que queríamos ganhar mas o Benfica venceu bem, estamos tranquilos para pensar na final.»
Depois, o comentário às notícias e ao seu impacto no jogo de hoje. «Afectar? Eu não joguei mal, o Mourinho fez o seu trabalho, os jogadores que têm sido falados também. Foi normal.»(maisfutebol.iol.pt)
MUITO BEN(NY)
(2004-05-09)
Terminou mais uma edição da Superliga, com a consagração do F.C.Porto como
bicampeão nacional, ao vencer por 3-1 um despromovido Paços de Ferreira.
Apesar de nada terem a ganhar, os jogadores da equipa da cidade capital do
móvel deram muito trabalho aos jogadores de Mourinho, que entraram no relvado
com a cara pintada de azul, como festejos pela renovação do título. No
minuto 14 Renato Queirós bate Vítor Baía, o jogador pacence ganha a Mário
Silva no corredor direito e remata com a parte de fora do pé, de forma a que a
bola saísse do ângulo de alcance do guardião azul e branco. O F.C.Porto
responde da mesma forma e três minutos depois é novamente estabelecida a
igualdade na partida por intermédio de Benny McCarthy: o sul africano recebe
uma assistência de Sérgio Conceição, que teve uma atitude perfeitamente
altruísta e lhe deu a bola de presente, e o número 77 chuta para aquele que
seria o primeiro golo da sua confirmação como melhor marcador da Superliga,
vencendo o seu opositor directo Adriano, jogador do Nacional da Madeira. No
minuto 25, Ricardo faz um golo espectacular: um cabeceamento fabuloso à
entrada da área, que o fiscal de linha anula, e mal, por alegado fora de jogo.
Alguns minutos depois, Sérgio Conceição lesiona-se num joelho, numa disputa
de lance casual, e teve que ser substituído por Derlei, desconhecendo-se ainda
a gravidade da situação. A dois minutos do intervalo, Secretário sai para
dar lugar a Maniche. O número 7 azul e branco fez hoje o seu último jogo com
a camisola do F.C.Porto. O lateral despediu-se dos relvados da melhor maneira:
entrou na partida com a braçadeira de capitão, e saiu do campo ao colo dos
seus companheiros e da equipa técnica, para além disso teve mais de 50 mil
pessoas a aplaudirem-no de pé, pela sua magnífica carreira de jogador de
futebol que terminou esta tarde.
A abrir a segunda parte veio o segundo golo de McCarthy, apesar de se contestar
a posição do jogador, o F.C.Porto colocava-se pela primeira vez em vantagem
no marcador. E como não há duas sem três, McCarthy fez o hat-trick no minuto
67 - um excepcional pontapé de bicicleta que fechou com chave de ouro não
só o jogo, mas também o campeonato nacional. O F.C.Porto consegue assim ser a
melhor defesa, o melhor ataque e ter na sua equipa o melhor marcador da
Superliga.
Mas como nem todos têm a mesma sorte, Alverca, Paços de Ferreira e Estrela da
Amadora foram as equipas despromovidas à II Liga, deixando vagas para o
Estoril, Penafiel e o Vitória de Setúbal.
A pensar nos jogos decisivos que se avizinham, dia 16 com o Benfica a final da
Taça de Portugal e dia 26, em Gelsenkirchen, a final da Liga dos Campeões
frente ao Mónaco, José Mourinho, quem sabe não pisou hoje o relvado do
Dragão como treinador dos azuis e brancos, deixou muitas das suas estrelas de
fora, como Deco, Paulo Ferreira, Ricardo Carvalho, mas mesmo assim não deixou
a vitória por mãos alheias.(Mónica Carvalho)
Todos a Gelsenkirchen!
(2004-05-04)
Já não há palavras para escrever acerca deste F.C. Porto. Faltam adjectivos, escasseia genica num par de mãos ainda trémulas. As emoções foram fortíssimas. O Riazor ferveu, os espanhóis quiseram sangue, tentaram ser irresistíveis, pegaram na estatística e fizeram tudo para transformá-la em futebol. O Dragão, todavia, voltou a ser encantador e espalhou o seu fogo pela baía da Corunha. A meta, agora, é Gelsenkirchen. A UEFA Champions League é o sonho.
O céu é o limite. Depois da Taça UEFA, escassos dias depois de ter revalidado o título da SuperLiga, o F.C. Porto deu um show de bola na Galiza, contrariou quem o quis fora da competição e confirmou que é uma equipa verdadeiramente fantástica, um onze solidário, uma máquina capaz de levar os seus adeptos à euforia, um mundo de aventuras repetidas.
O Corunha ainda não tinha sofrido golos no Riazor. O Corunha tinha empatado no Dragão. O Corunha, diziam os irresponsáveis, podia ser apontado como favorito. E até podia, se pela frente não tivesse o F.C. Porto, um caso raro de qualidade. Mourinho apresentou o 4x4x2 europeu, com Derlei no lugar de McCarthy e Pedro Mendes no vértice do losango central normalmente entregue a Alenitchev. Foi perfeito.
O F.C. Porto entrou a dominar, sem medos da cara feia dos espanhóis, sem pestanejar perante o inferno que quiseram colocar no seu caminho. Os primeiros minutos foram empolgantes. Trocas de bola, fintas, magia de Deco e arrojo, muito arrojo, uma atitude que nada tinha a ver com aquela apresentada pelos galegos há duas semanas.
Os primeiros sinais de perigo pertenceram ao clube que hoje jogou de roxo, num tom alternativo que em nada alterou as melhores características. Ao intervalo, goleada na posse de bola, mais remates, mais cantos. O Depor passou largos minutos na expectativa, à espera de algo, quem sabe se de sorte. Desta vez, todavia, ninguém lhes podia valer. O F.C. Porto estava a ser muito melhor, o jogo tinha uma tendência marcada, as estrelas preparavam-se para o receber.
Azar a abrir e... Derlei
O intervalo não mudou nada. A questão, de resto, podia ter sido resolvida logo ao minuto 46, quando Deco cruzou com perfeição e Derlei, o Ninja regressado, o bravo do pelotão, cabeceou contra o poste. Azar, pois claro. O F.C. Porto também não tem sido uma equipa propriamente afortunada.
Sem espaço para esmorecer, o Dragão encolheu os ombros e voltou a carregar. Deco, um desequilibrador nato, trocou os olhos a quem lhe surgiu pela frente e sofreu falta na grande área. Grande penalidade evidente e... justiça! Derlei abanou a rede. O Riazor ficou estupefacto, a Invicta explodiu, a festa saiu à rua.
A perder, o Corunha quis finalmente ser perigoso e subiu. Passou a arriscar e Naybet, no desespero, viu o segundo cartão amarelo. A questão terminou aí. A fera galega estava domada. O F.C. Porto dominou como quis tudo o que se seguiu. As malas para Gelsenkirchen estão feitas.(fcporto.pt)
Deco reigns at the Riazor
Reportagem no site da UEFA.com
SE O TÍTULO NÃO ESTIVESSE ASSEGURADO
(2004-05-01)
A penúltima jornada do campeonato trouxe uma surpresa: o F.C.Porto acumulou a
segunda derrota nesta Superliga e fez uma exibição fraca frente a um Rio Ave,
um pouco mais motivado. 1-0 foi o resultado final.
Mourinho apresentou uma equipa totalmente renovada, com Derlei a titular e com
a braçadeira de capitão.
O minuto 13, o número que muitos consideram como sendo o do azar foi-o de
facto para os Dragões, já sagrados campeões nacionais. Miguelito tenta fazer
um cruzamento antes que a bola saísse pela linha final, e aquilo que parecia
um lance falhado tornou-se no de maior destaque da partida: a bola passou por
baixo das penas de Nuno. Meia hora depois, Nuno, talvez tentando-se emendar do
erro que deu origem ao único golo da partida, negou o segundo a Niquinha, que
tentava contornar o guarda-redes azul e branco sem sucesso. A segundos do
intervalo, Mozer é expulso por palavras proferidas contra o árbitro auxiliar.
O lance provoca alguns desacatos: Carlos Brito pede explicações ao fiscal de
linha, Mozer tenta agredir alguém. Ma os ânimos lá acabaram por serenar, com
o árbitro a mandar em seguida todos para os balneários. O início da segunda
parte começou com uma nova expulsão, desta feita de Ricardo Fernandes, por
entrada agressiva sobre um adversário. Um quarto de hora depois, a terceira e
última expulsão da partida: Danielson viu o segundo cartão amarelo e teve
que recolher mais cedo.
A partida nada teve de especial, aquilo que poderia ter sido um espectáculo
ficou dificultado com o mau estado do relvado devido à chuva intensa que se
fez sentir. Apesar de as estatísticas atribuírem toda a superioridade ao
F.C.Porto, a verdade é que os dragões comprometeram os três pontos, para
poupar os jogadores para o jogo de 3ª feira frente ao Deportivo da Coruña,
que será decisivo para a continuação ou não da equipa azul e branca na Liga
Milionária.(Mónica Carvalho)
Deco em destaque no magazine do site da UEFA
Deco é a «estrela» em destaque no magazine do site da UEFA. O título é elucidativo: «DECO PERFECT TEN». Sobre a Champions League, Deco afirma que é o nível mais elevado a que se pode aspirar jogar por um clube. A atmosfera destes jogos é, na opinião de Deco, totalmente diferente dos outros jogos.
Reportagem no site da UEFA.com
CAMPEÕES NO HOTEL
(2004-04-25)
O F.C.Porto conseguiu a renovação do título: conseguiu-o ontem à noite, no
hotel, no momento do estágio, devido à derrota do Sporting face ao Leiria. E
conseguiu-o esta noite ao ganhar por 1-0 ao aflito Alverca, que tem de lutar
até ao fim para assegurar a manutenção na Superliga.
Cerca de 50 mil adeptos encheram o Estádio do Dragão, apesar do elevado
preço dos bilhetes, num final de tarde que se revelou agradável a todos os
níveis.
Com o campeonato assegurado, José Mourinho fez descansar Baía, que nem sequer
se sentou no banco, e Jorge Costa, ficando Deco com a braçadeira de capitão.
Logo no início da partida, Maciel, regressado ao onze inicial, manda uma bola
à trave. O F.C.Porto começava a ameaçar, mas não passou disso mesmo. Até
ao intervalo foram várias as oportunidades para os azuis e brancos se
colocarem em vantagem no marcador: no minuto 15, McCarthy remata de primeira e
provoca uma defesa difícil a Yannick, que manda para canto; imediatamente a
seguir, Maciel de cabeça manda uma bola ao poste; aos 36 minutos, livre
directo marcado por César Peixoto a sair ao lado, numa altura em que o
guarda-redes adversário nem sequer se mexeu; logo depois, Maciel,
completamente isolado, cabeceia ao lado. Só na segunda parte ocorre o primeiro
e único golo da partida: Bosingwa cabeceia certeiro um canto proveniente do
pé directo de Deco. Aos 58 minutos, o tão esperado regresso do ninja torna-se
finalmente numa realidade: os adeptos em delírio aplaudiram a entrada do
número 11 portista, afastado dos relvados há mais de quatro meses, quando se
lesionou precisamente contra o Alverca, na primeira ronda desta Superliga.
Carlos Alberto viu o vermelho directo aos 60 minutos por entrada agressiva
sobre Bruno Aguiar. A 20 minutos do final da partida, Derlei quase marca: o
brasileira faz um remate à entrada da área, mas a bola, mais uma vez vai ao
poste.
A partida serviu para os interesses do F.C.Porto, pois, mesmo com o campeonato
assegurado, é necessário gerir a equipa para a final da Taça de Portugal e
para a Liga dos Campeões. Sendo assim, Nuno Valente, Paulo Ferreira, Ricardo
Carvalho e Maniche, que estavam em perigo de exclusão, viram o amarelo que os
obrigará a ficar de fora na próxima partida. Também Carlos Alberto não
poderá dar o seu contributo na próxima semana, porque foi admoestado com o
vermelho directo. A situação do Alverca é bem mais complicada: tem que
obrigatoriamente pontuar nos próximos dois jogos para se manter na Superliga.
Mourinho diz que "progressivamente fomos sentindo que íamos sendo
campeões", "acreditando que conseguíamos fazer a gestão do primeiro
lugar". Quando questionado sobre qual a probabilidade de sair ou não do
F.C.Porto, o mister, ainda, azul e branco respondeu: "o mais provável é que
o Porto seja campeão no próximo ano" e não se quis prolongar muito mais,
até porque "ainda tenho muita coisa para pensar". Em relação ao regresso
de Derlei, o treinador dos Dragões afirma que foi "uma prenda para todos".
O próprio ninja, apesar do contentamento com o retorno à equipa, afirma que
ainda "não estou a 100%".
A noite de ontem foi de festa pelas ruas da cidade do Porto, que hoje, com os
festejos da comemoração dos 30 anos do 25 de Abril, ganha ainda mais alegria
com a presença de milhares de adeptos portistas eufóricos com a conquista do
campeonato.(Mónica Carvalho)
Campeões de Abril!
(2004-04-25)
O F.C. Porto é campeão! Mais uma SuperLiga para o Dragão, mais um troféu para o orgulho azul e branco, nova prova inequívoca de que o melhor futebol português está nas Antas. O feito é para ser festejado em dia de liberdade, sem obrigação de vencer ou pressão de correr por um resultado. O encontro de hoje com o Alverca vai ser uma festa.
As emoções, todavia, explodiram na noite de ontem. O segundo classificado perdeu em Leiria e continuou a seis pontos do F.C. Porto, quando lhe faltam cumprir duas jornadas. E como o Sporting sai a perder do confronto directo em 2003/04, o champanhe azul e branco já pôde saltar da prateleira do frigorífico para inundar uma cidade mais do que habituada a festejos do seu emblema, do principal bastião do futebol português.
Foi o 20º campeonato nacional para o F.C. Porto. O feito foi festejado em estágio, em concentração máxima. Foi a 8ª vez que Jorge Costa e Vítor Baía, os capitães das Antas, saborearam tamanho esplendor. Foi mais um Bi para o clube, um duplo sucesso pela mão de Mourinho, um treinador para a história.
Em dia de sucesso, na recordação do 25 de Abril de 1974 e no elogio à liberdade e à revolução que acabou de vez com o autismo que dominava o País, o F.C. Porto vai viver mais uma glória, desta vez no Estádio do Dragão, na sua nova casa, rumo ao futuro. O encontro com o Alverca terá forte carga simbólica. Portugal deixou o obscurantismo, o Dragão emancipou-se.
É inequívoco: desde que Portugal e os portugueses são um País livre, um território onde os habitantes decidem o seu próprio fado, o F.C. Porto assumiu-se como o melhor. Esta conquista é apenas mais uma prova de uma realidade que ninguém pode esconder.(fcporto.pt)
WHY?Oportunidades claras e... roubo!
(2004-04-21)
No empate a zero no jogo que opôs o F.C.Porto ao Desportivo da Corunha, na
primeira mão das meias finais da presente edição da Liga dos Campeões, o
único vencedor foi o árbitro: venceu por incompetência e porque se tornou na
figura mais visível desta partida, quando deveria ter passado despercebido.
Foram demasiados os erros para se acreditar que o jogo, que milhares de pessoas
viram esta noite, era a sério e não uma fantochada, ou um espectáculo de
palhaços, onde árbitro e auxiliares eram os protagonistas.
As duas equipas eram em tudo muito parecidas: ambas tinham eliminados
potenciais candidatos à vitória na Liga dos Campeões; tanto portugueses como
galegos equipam de azul e branco e foi por este motivo que a equipa espanhola
hoje se apresentou com um equipamento maioritariamente encarnado.
O ambiente no estádio era fenomenal. 50 mil pessoas fizeram questão de marcar
presença no estádio e empunhavam cartazes azuis e brancos por todo o
Estádio, enquanto que no meio das bancadas do Dragão cartazes verdes e
encarnadas compunham a bandeira nacional.
No primeiro minuto da partida, Baía protege a bola, ganhando um pontapé de
canto, quando Pandiani se encaminhava para o esférico a todo o gás. Nos
minutos iniciais o árbitro começa a deixar um cheirinho da sua fraca
prestação. Em menos de cinco minutos Markus Herk cometeu três erros: Nuno
Valente sofreu uma falta quase à entrada da área do Depor e ele marcou falta
contra o F.C.Porto; logo de seguida um jogador da equipa espanhola toca na bola
com a mão e ele nada assinala, mandando seguir o jogo; dá um pontapé de
canto ao Crounha quando deveria ser pontapé de baliza para Baía e na sua
execução Pandiani remata ao lado. Entretanto Costinha lesiona-se e só depois
de estar algum tempo no chão pedindo a entrada da equipa médica é que o
árbitro autoriza a sua entrada. O número 6 portista ainda aguentou até ao
intervalo, mas acabou por ser substituído por Pedro Mendes. No minuto 14, Nuno
Valente, na marcação de um livre directo, passa para Deco e este remata muito
por cima, sem qualquer perigo para a baliza defendia por Molina. Quatro minutos
depois Maniche remata forte com a parte de fora do pé e, mais uma vez, a bola
sai acima da trave. Novamente Maniche no minuto 25 e mais um dos escandalosos
erros do árbitro da partida: o número 18 azul e branco remata, um adversário
faz o corte para canto e Marcus Herk assinala fora-de-jogo, uma decisão que
deixa todos de boca aberta, primeiro porque ninguém do F.C.Porto estava
fora-de-jogo e mesmo que estivessem não tinham qualquer interferência no
lance. Logo a seguir, Deco sofre falta feia de Naybet à entrada da área e o
árbitro não mostrou o devido cartão amarelo. A cinco minutos do intervalo,
ficou por mostrar o segundo amarelo, e consequente expulsão a Mauro Silva, por
falta sobre Alenitchev. Na segunda parte continua o festival de disparates, bem
como o desenrolar de uma partida muito fechada e demasiado táctica, com algum
anti-jogo e "espectáculo" à mistura, por parte dos galegos. Aos 54',
McCarthy cabeceia ao lado, num lance em que tirou a vez ao central Ricardo
Carvalho que se encontrava em melhor posição para tentar fazer o golo. Seis
minutos depois, Carlos Alberto cruza, Jankauskas quase chega à bola, mas
Naybet desvia para canto. No minuto 66, Maniche faz um remate absolutamente
fantástico e bem colocado, pois aproveita o facto de Molina estar um pouco
adiantado para mandar uma bola à trave. Era a oportunidade mais fulgurante da
partida, mas não deu em nada de concreto. No minuto 77, mais uma falta
cometida sobre um jogador do F.C.Porto, desta feita sobre Jankauskas, e o
árbitro manda seguir a partida. Ao minuto 86, é o descalabro total: expulsão
de Jorge Andrade. O central português tinha feito falta sobre Deco e este caiu
ao chão, então, o seu antigo companheiro de equipa e colega da Selecção,
deu-lhe um toque nas costas com o pé a sorrir para que o número 10 azul e
branco se levantasse e Markus Herk foi o único a interpretar o gesto como uma
agressão. Jorge Andrade, que tinha sido sem dúvida um dos melhores jogadores
de toda a partida, não poderá defrontar a equipa do Porto na segunda mão
desta eliminatória. Já no tempo final de compensação, ficou por assinalar
um pontapé de grande penalidade a favor da equipa da casa: Mauro Silva, a quem
foi perdoada a expulsão por duas vezes, derruba Marco Ferreira, que entrou na
segunda parte, dentro da área.
Num jogo frio, calculista, táctico, "o árbitro não estava preparado",
segundo José Mourinho. O mister azul e branco perguntou-lhe o "why"
(porquê) dele ter agido daquela forma e não obteve resposta. O treinador dos
Dragões afirma também que "o jogo foi fraco porque o árbitro quis que
assim acontecesse", pois "em 12 anos de Liga dos Campeões nunca tinha
visto uma coisa assim", apesar de ter havido um certo "anti-jogo do
Corunha".
Um empate sem golos é um resultado traiçoeiro para ambas as equipas e o
Corunha só tem mesmo a vantagem de jogar em casa. Pelo menos o árbitro já
não é o mesmo.(Mónica Carvalho)
QUASE CAMPEÃO
(2004-04-18)
Só um fenómeno de outro mundo impedirá que o F.C.Porto seja campeão esta
época. Após o empate a zero bolas com o Beira-Mar e a derrota do Sporting
frente ao Boavista, faltam 3 pontos para que os dragões renovem o título.
Mourinho apresentou um onze inicial completamente diferente do habitual,
pensando na gestão do plantel, que começa a dar provas de desgaste físico e
psicológico. Assim, regressaram jogadores como Nuno, Secretário (capitão),
Ricardo Costa (recuperado da lesão no braço), Bosingwa, Ricardo Fernandes e
Marco Ferreira.
O pontapé de saída pertenceu ao Beira-Mar e foi também a esta equipa que
pertenceu o primeiro lance de perigo da partida: logo no minuto 2, Secretário
não consegue travar Kingsley e este remata numa altura em que Nuno se
adiantara demais, a bola passa por baixo do braço do guarda-redes azul e
branco e é Ricardo Fernandes quem consegue chegar a tempo de fazer o corte do
esférico, antes que se concretizasse o primeiro golo da partida. O F.C.Porto
responde, e ,alguns minutos depois após uma perda de bola por parte de
Alcaraz, Pedro Mendes faz a recuperação, passa a bola para o seu lado
esquerdo onde se encontrava isolado Maciel que desperdiça completamente o
lance ao rematar ao lado. No contra-ataque seguinte, Juninho Petrolina segue
isolado para a baliza e é travado em falta, mesmo à entrada da área por
Secretário, que viu o cartão amarelo. No minuto 17, Maciel, pelo corredor
direito faz o cruzamento para Ricardo Fernandes cabecear ao lado. A meio desta
primeira parte, num canto marcado por Maniche, Ricardo Carvalho surge ao
segundo poste, onde cabeceia de cima para baixo. Debenest, o guarda-redes do
Beira-Mar, já estava batido e é um defesa quem acaba por atirar a bola para
longe. No minuto 29, mais uma vez Maciel desperdiça uma boa oportunidade: a
pontaria sai torta após um passe perfeito de Ricardo Fernandes. A cinco
minutos do final da primeira parte, Ricardo Costa assiste de peito Maniche, que
ainda coloca a bola dentro da baliza da equipa adversário, mas o lance tinha
sido bem anulado por fora de jogo do número 18 portista. Na segunda parte,
Mourinho fez entrar Deco (que ficou com a braçadeira de capitão) e Paulo
Ferreira para os lugares de Maniche e Secretário. O número 10 portista por
várias vezes tentou o golo: aos 54 minutos num livre directo bem colocado que
mesmo assim não conseguiu enganar Debenest; logo a seguir após um
entendimento com Derlei, o mágico atira muito acima da baliza; e no minuto 80
após a marcação de um livre directo que Debenest defendeu com alguma
dificuldade para canto.
O F.C.Porto continua com algumas dificuldades na finalização, mas não é
algo que preocupe o mister azul e branco, pois "ganhámos um ponto" e
"estamos a uma vitória de sermos campeões". Em relação à estranheza de
alguns nomes da equipa titular, Mourinho referiu que "foi importante que
estes jogadores fossem titulares, principalmente num dia em que precisávamos
de pontuar". Por sua vez, António Sousa, que anunciou no início da semana a
sua saída, no final da época, do Beira-Mar, clube que representou nos
últimos oito anos, disse que o F.C.Porto é sempre "um obstáculo
extremamente complicado e difícil, independentemente de que jogava". O seu
desejo é ganhar com o Moreirense, pois o Beira-Mar ainda não conseguiu uma
vitória no novo estádio, no Estádio Municipal Mário Duarte.(Mónica Carvalho)
NOITE FRIA ARREFECEU O JOGO
(2004-04-14)
Um empate a zero bola foi o resultado do encontro que levou o F.C.Porto numa
viagem à Madeira para defrontar o Nacional, em jogo atrasado da 27ª jornada
da Superliga.
Com este resultado, são agora cinco os pontos de avanço que os campeões
nacionais têm sobre o Sporting, o segundo classificado. O Nacional também
saiu beneficiado, pois continua assim a consolidação do seu quarto lugar, o
que lhes garantirá a participação na Taça UEFA.
O jogo em si nada teve de espectáculo, pelo contrário, foram muitos os lances
de jogo perigoso, vários os amarelos mostrados e poucas as oportunidades de
golo. No minuto 9, Deco causa algum perigo ao marcar um canto directo a que
Hilário responde com uma palmada no esférico para canto. Pouco tempo depois,
o número 10 portista é atingido na cara pela chuteira de um adversário e o
árbitro, ao não querer puxar da cartolina para punir a atitude anti-jogo,
apenas marcou falta. Nuno Valente, no minuto 24, de livre directo, tenta fazer
uma assistência para um dos seus companheiros, mas ninguém chega à bola e
esta acaba por sair ao lado, sem causar perigo. As condições atmosféricas
também não ajudam ao espectáculo: muito frio e muito vento numa noite em que
se esperavam muitos golos, pois defrontavam-se o melhor ataque da Superliga
(F.C.Porto) e a equipa que mais golos marca em casa (Nacional). A única jogada
de toda a partida que esteve mais perto de terminar em golo partiu dos pés de
Paulo Assunção, no minuto 38 e acabou por bater na trave azul e branca. Logo
depois, Goulart faz um cruzamento para a grande-área portista, Baía defende
com uma palmada, mas o vento empurra a bola para a zona da baliza e é Nuno
Valente quem salva quase sobre a linha de golo. Ao intervalo, o F.C.Porto
possuía 51% de posse de bola e o Nacional 49% - esta estatística traduz bem o
equilíbrio da partida. Aos 69 minutos, num cruzamento do lado direito de Paulo
Ferreira, Maniche, bem no meio da grande-área, cabeceia e McCarthy não chegou
a tempo de fazer o desvio final. Sete minutos depois, o mesmo Maniche tem uma
entrada agressiva sobre um adversário e de imediato os jogadores do Nacional
suplentes entram no relvado protestando, seguem-se os jogadores do F.C.Porto e
por momentos instala-se o caos no relvado do Estádio Engenheiro Rui Alves.
Após a amostragem de alguns cartões amarelos, os ânimos acalmam por
instantes. A nove minutos do final da partida, McCarthy remata forte às malhas
laterais. E não mais se registaram lances de perigo maior, apesar do elevado
tempo de desconto concedido pelo árbitro da partida (cinco minutos).
Os dragões, considerados a melhor equipa do mundo da actualidade pela
prestigiada cadeia de televisão CNN, continuam com alguns problemas de
finalização, mas conseguem continuar assim a caminhada para a renovação do
campeonato nacional.(Mónica Carvalho)
FESTIVAL DE GOLOS... FALHADOS
(2004-04-10)
Começa a ser comum os jogadores do F.C.Porto fazerem boas exibições, mas
pecarem nas finalizações. Apenas um golo deu a vitória aos azuis e brancos
esta tarde frente ao Marítimo, sexto classificado na Superliga.
Os primeiros quinze minutos do jogo pertenceram praticamente só à equipa da
Madeira. Logo no minuto 1, Ricardo Carvalho não consegue fazer a intercepção
de um remate feito por Alan, que Baía conseguiu, com algum esforço, desviar
para canto. Depois era a vez de Rincon se enganar no alvo: o jogador pegara mal
na bola e a única coisa que consegue fazer é desviar o esférico pela linha
final. Os jogadores da casa começam a despertar para o futebol e aos 11
minutos, McCarthy faz com que a bola salte no momento da recepção,
possibilitando a defesa a Marcos. De imediato se seguiu um cruzamento de
Maniche para o cabeceamento de Pedro Mendes, hoje titular em lugar de Carlos
Alberto. Os madeirenses, que lutam por um lugar nas competições europeias,
começavam a render-se à ligeira superioridade portista. Fernando, a meio da
primeira parte, corta um cruzamento de um adversário e a bola acaba por sobrar
para Deco que enche o peito e remata mais em força do que em jeito e Marcos, o
guarda-redes do Marítimo, acaba por ser, mais uma vez, a tábua de salvação
da sua equipa. No minuto 28, Deco tira um adversário do caminho e, após uma
acidental tabela com o árbitro da partida António Costa, chuta enrolado,
levando algum perigo para a baliza adversária, de tal forma que o guardião da
baliza do Marítimo só agarra à segunda. A dez minutos do fim da primeira
metade do encontro, mais uma jogada de perigo: uma boa troca de bola entre os
jogadores ofensivos do F.C.Porto, Deco remata e Marcos desvia para canto.
Poucos minutos antes do apito do árbitro para o intervalo, McCarthy é
derrubado na grande-área por Fernando, mas António Costa nada assinala.
Mourinho, farto de tantas tentativas de golo falhadas decide colocar o jovem
brasileiro Carlos Alberto em campo, para refrescar o ataque. No minuto 53, Deco
cruza para a área e Paulo Ferreira cabeceia - Marcos defende quase sobre a
linha de golo. É logo a seguir que ocorre a oportunidade mais flagrante para o
Marítimo chegar ao golo: Joel remata, Baía defende com uma palmada e Danny
falha escandalosamente com a baliza aberta. Jankauskas entra para o lugar de
McCarthy e tem logo nos pés a hipótese de colocar a sua equipa em vantagem no
marcador ao mandar um remate às malhas laterais. Maciel ainda tem tempo para
mandar uma bola ao poste a vinte minutos do final da partida. Pouco depois é
Costinha aparece sozinho dentro da grande-área para cabecear, mas a bola sai a
rasar a trave. No minuto 84, o F.C.Porto consegue finalmente chegar ao golo,
por intermédio de Ricardo Carvalho: o central portista, que anda na boca da
Europa, apareceu por trás de Marcos e cabeceou no segundo poste.
Manuel Cajuda, treinador do Marítimo, afirma que "viemos jogar o jogo pelo
jogo, porque não tínhamos nada a perder" e que, apesar de reconhecer alguma
superioridade azule branca, os "jogadores do Marítimo mereciam um melhor
resultado, porque jogaram muito bem". Deco, que há exactamente cinco anos se
estreou com a camisola do F.C.Porto, acha que "fomos um justo vencedor" e
que se encontra feliz pelo bom momento pelo qual a equipa portuguesa está a
passar, daí que "temos que aproveitar ao máximo". Já Mourinho mostrou-se
extremamente irritado porque "foi difícil chegar à qualidade de vencedor,
apesar de sempre acreditar que "era possível".
O F.C.Porto viaja esta semana para a Madeira onde defrontará o Nacional, um
jogo atrasado da 27ª jornada.(Mónica Carvalho)
SUOR E LÁGRIMAS... DE ALEGRIA
(2004-04-07)
Apesar da vantagem de dois golos, o F.C.Porto sofreu, e muito, para garantir,
esta noite, a passagem às meias-finais da Liga dos Campeões. 2-2 foi o
resultado final de uma partida bem disputada e equilibrada.
O pontapé de partida pertenceu ao F.C.Porto, mas foi do Lyon que surgiram as
primeiras oportunidades de golo: no minuto 3, Luyindula coloca a bola dentro da
baliza defendida por Vítor Baía, mas o árbitro assinalara correctamente fora
de jogo do avançado do Lyon, e logo depois, mais uma vez Luyindula, remata,
permitindo desta vez a defesa ao guardião azul e branco. No entanto,
contrariamente à tendência inicial do jogo, é o F.C.Porto quem primeiro
chega ao golo: passe de Deco, para o golo de Maniche. Foi uma jogada muito
rápida, muito bem executada pelos dois jogadores portistas, que demonstraram
uma boa troca de bolas e uma rápida leitura do jogo. O Lyon responde na mesma
moeda: aos 13 minutos, Luyindula antecipa-se a Jorge Costa e anula por completo
Vítor Baía. Estava feito o empate na partida, mas de nada adiantava à equipa
francesa, que continuava em desvantagem. Visto que nada tinha a perder, o Lyon
decidiu apostar forte no ataque e encostou o adversário ao seu meio-campo
defensivo, coisa que quase nenhuma equipa consegue fazer. O F.C.Porto não
consegue ter a posse de bola e passa por momentos de verdadeiro sufoco. Aos 29
minutos, Élber testa Baía com um remate muito colocado, e este defende com
segurança. O livre de Deco que se seguiu depois permitiu que Carlos Alberto
fizesse um ligeiro desvio para tentar fazer o segundo da partida para os
portugueses, mas Coupet, atento, desvia para canto. O guarda-redes do Lyon
torna a mostrar serviço no minuto 35, ao defender eximiamente um remate de
McCarthy, que deixou Deco muito zangado, pois o mágico portista encontrava-se
numa posição privilegiada para rematar. A poucos segundos do intervalo,
Carlos Alberto é derrubado dentro da área, por Coupet. o árbitro nada
assinala e fica assim por marcar uma grande-penalidade a favor dos azuis e
brancos e a consequente expulsão do guarda-redes francês.
A segunda parte
não poderia ter começado melhor para os campeões nacionais: cruzamento de
Deco e um pontapé de primeira de Maniche a finalizar, colocando novamente o
F.C.Porto em vantagem na partida. Esta dupla estava inspirada e no minuto 57
tem novamente uma oportunidade para fazer o golo, mas desta vez Maniche, chegou
fracções de segundo atrasado. O número 10 é substituído a um quarto de
hora do final do tempo regulamentar e recebe muitos aplausos, dos inúmeros
emigrantes que fizeram questão de marcar presença no Estádio Gerland para
apoiar os dragões. E não é para mais, pois Deco esteve envolvido em todos os
golos desta eliminatória: na primeira mão marcou o primeiro e marcou o canto
que Ricardo Carvalho converteu em golo, na segunda mão, esta noite, fez as
assistências para Maniche facturar. O Lyon consegue chegar ao empate no minuto
88, por intermédio de Élber. Um golo que poderia ter sido evitado.
O F.C.Porto irá defrontar o Desportivo da Corunha, que, surpreendentemente,
eliminou o Milan de Rui Costa por 4-0, após ter perdido a primeira mão por
4-1. Na outra meia final encontrar-se-ão Chelsea (que derrotou o Arsenal) e
Mónaco que, contra todas as expectativas, venceu ontem o galáctico Real
Madrid por 3-1.(Mónica Carvalho)
Deco: «Jogámos muito bem»
«Jogámos muito bem. Na primeira prate sofremos um pouco a pressão deles mas sabíamos que havia 90 minutos para jogar e não apenas 45. O próximo embate é com o Corunha. Vencemos um jogo de pré-época na Corunha mas isso não significa nada. Passram-se muitos meses e as equipas estão diferentes.»
FALTOU SORTE
(2004-04-03)
Quarenta pontos separavam o F.C.Porto do Gil Vicente, mas essa diferença de
nada valeu perante a ineficácia em termos de finalização dos portistas e a
sorte que acompanhou a equipa de Barcelos.
O pontapé de saída pertenceu à equipa visitante e de imediato começou o
festival de oportunidades desperdiçadas: no minuto 1, remate de Deco, após um
passe longo e perfeito de Maniche, para a defesa incompleta de Paulo Jorge e
Jankauskas na recarga remata direitinho para a baliza, mas Nuno Amaro salva
sobre a linha de golo, atirando o esférico para canto. A defesa gilista
também facilitava o ataque portista: Gaspar, aos 5 minutos, erra um atraso
para o guarda-redes e Maciel, que se encontrava por perto, ainda consegue
cabecear, mas não o faz da melhor forma, permitindo assim que Paulo Jorge
agarrasse a bola. Dois minutos depois, mais um contra-ataque portista: após um
canto favorável ao Gil Vicente, Maciel acaba por ficar com a bola e cruza para
a área onde se encontrava o jovem Carlos Alberto completamente isolado, mas o
remate do brasileiro saiu demasiado alto. Em pouco tempos minutos foram três
os falhanços que não se admitem num equipa de alta competição. Luís Campos
mostrava-se nervoso, e com razão, e desde o início da partida que não se
sentara no banco, tal era a sua frustração para com os seus jogadores. No
12º minuto, Deco marca um livre directo, um canto de mangas arregaçadas, e
Ivo é quem faz um ligeiro desvio para canto, caso contrário a bola levaria
outro destino. Pouco depois sucede uma das jogadas mais polémicas de toda a
partida: Vítor Baía defende, fora da grande-área, com as mãos, um remate de
Yuri, numa altura em que este jogador se dirigia sozinho para a baliza azul e
branco. Ficou por mostrar o vermelho directo ao número 99 portista e
consequentemente a sua expulsão - o árbitro nada assinalou. No minuto 18,
mais uma hipótese de golo falhada: Carlos Alberto remata, Paulo Jorge defende,
mas não agarra e Jankauskas, na recarga, permite que Ivo faça o corte para
canto. As jogadas de ataque do F.C.Porto são inúmeras e geralmente têm
início no lado direito. No minuto 27, Joca deveria ter visto o cartão amarelo
por falta cometida sobre Deco, numa altura em que o mágico número 10 já não
estava na posse da bola. Só a 15 minutos do fim da primeira parte o Gil
Vicente consegue chegar com perigo à baliza portista: boas trocas de bola,
rente à relva, por parte dos jogadores da equipa de Barcelos, com Joca a
rematar ao lado. Três minutos depois Deco faz um passe para Maciel que dribla
a bola para o ataque - Paulo Jorge sai da baliza e corta a jogada com falta e
o árbitro mostra-lhe o cartão amarelo. Uma atitude tardia, porque apesar do
critério de Pedro Henriques ser o de deixar jogar para não perder o controlo
do jogo, a verdade é que há muito que os cartões deveriam ter saído do
bolso, porque houve um pouco de anti-jogo por parte de alguns jogadores. Logo
depois Maciel recebe um cruzamento de Paulo Ferreira, roda, de modo a ficar de
frente para a baliza, e o seu remate sai a rasar a trave. Na segunda parte
reflecte-se a tendência de superioridade portista, tal como se verificara
anteriormente e Mourinho decide fazer as três substituições que lhe são
permitidas de uma só vez: entraram Bruno Moraes, Nuno Valente e Costinha para
o lugar de Carlos Alberto, Mário Silva e Maniche, respectivamente. O treinador
campeão nacional parece que previa que, devido às coisas não estarem a
correr bem para o lado da sua equipa, algo surpreendente iria acontecer. E
assim foi: no minuto 63 o Gil Vicente faz o primeiro golo da partida. Gaspar
chuta forte um cruzamento de Duan, o qual ninguém consegue cortar. Baía ainda
toca na bola mas não o suficiente para desviá-la da rota da baliza. E apenas
três minutos a seguir, o segundo golo: Luís Loureiro remata fraquinho, Baía
fia-se no golpe de vista, acreditando que a bola ia para fora, quando esta
acabou por bater no poste. Aí Luís Coentrão aproveita para contornar o
guardião portista e aumentar a vantagem da sua equipa. Por muito que os
jogadores do F.C.Porto tentassem ontem não conseguiriam chegar ao golo.
Mourinho acredita que a "derrota não é merecida", pois "jogámos muito
bem até ao primeiro golo e tivemos oportunidades flagrantes de golo" e
"sem que nada pudesse prever, eles marcaram". O treinador portista acredita
que "a sorte esteve com eles" e por isso mesmo "não tenho uma única
crítica aos meus jogadores". Apesar da má prestação do árbitro, este
não teve culpa na derrota portista: "o árbitro cometeu erros mas não foi
por sua culpa que perdemos, não tivemos sorte, tal como aconteceu com o
Moreirense e fomos ineficazes na finalização". Por sua vez, o treinador
Luís Campos acha que "mais importante que a vitória sobre o F.C.Porto foi a
conquista de três pontos, que é muito importante para a equipa neste
momento", reconhece que "não começamos bem a partida e estivemos
nervosos" mas "depois estabilizámos, marcamos melhor e tivemos um maior
controlo sobre o jogo". Era assim um homem feliz "é uma vitória dos meus
rapazes que têm trabalhado imenso e com muitas dificuldades.
O F.C.Porto mantém o primeiro lugar da Superliga, apesar do Sporting ainda
não ter realizado a sua partida desta 29ª jornada, e tem ainda um jogo em
atraso.(Mónica Carvalho)
A crença do Dragão
(2004-03-28)
Por mais que o F.C. Porto queira proporcionar bons espectáculos de futebol e momentos condizentes com a sua qualidade e com a elegância do seu estádio, os adversários que o visitam insistem na estratégia da defesa intransigente que, bem interpretada, não é mais que uma vénia demorada, mas que, no limite, não premeia quem compra bilhete. Hoje voltou a ser assim, mas os Dragões voltaram a ganhar.
O Moreirense visitou o Dragão com um rascunho incompleto. O seu treinador destacou os tópicos defensivos, sublinhou o aperto e o esforço, fez ver aos seus jogadores que um ponto acidental na casa do campeão valeria por uma centena. Preparou tudo com cuidado. Da marcação individual a Deco, à interdição ao arrojo. Mas faltou-lhe, pelo menos, meio esquema para participar na festa de um estádio que hoje, pela primeira vez, começou a vibrar à luz do dia. Resultado: Perdeu o jogo e desperdiçou um ensejo óptimo para mostrar outras qualidades no melhor palco do país.
Benni McCarthy falhou uma grande penalidade logo aos três minutos, Carlos Alberto abanou a rede de livre directo aos 89. Pelo meio, um vendaval atacante, um exercício de tiro ao boneco, uma crença inabalável nas próprias capacidades. Com o Moreirense a defender, com uma multidão a destruir e sem argumentos para atacar, a partida cumpriu-se sempre na mesma metade de terreno de jogo. Nos visitantes, só João Ricardo se mostrava efectivamente competente e espectacular, ainda que uma interpretação mais cuidadosa do árbitro o pudesse ter mandado para os balneários aos primeiros pontapés. No penalty cometido pelo guarda-redes, Maciel tinha a baliza aberta e ia marcar. O golo era inevitável e, quando assim é, as regras falam em cartão vermelho.
Seria um exercício fastidioso descrever todas as oportunidades de golo do F.C. Porto. Foram muitas, quase sempre flagrantes e capazes de, num dia de sorte, construir uma goleada fantástica. O mais importante, todavia, foi alcançado. Graças ao momento de inspiração final de Carlos Alberto, na comunhão de crenças entre uma equipa e um estádio que não cede antes do tempo, a equipa de José Mourinho somou mais três pontos e aproximou-se do seu destino. Do título nacional. A confiança é cada vez mais inabalável.(fcporto.pt)
MEIAS-FINAIS À VISTA
(2004-03-23)
Quase 50 mil pessoas assistiram à importante vitória do F.C.Porto frente ao
Lyon, de França, por duas bolas a zero.
Mourinho demonstrara-se sempre cauteloso com o adversário gaulês, até porque
afirmava constantemente que o sorteio dos quartos-de-final da presente edição
da Liga dos Campeões em nada favorecia os Dragões. Mas o F.C.Porto tinha
razões para se mostrar confiante: a época passada ganhou a Taça UEFA,
eliminou o Manchester United, o clube mais rico do mundo, há apenas duas
semanas da Liga milionária e a sua reputação subiu em flecha. A equipa
campeã nacional fez-se notar pela Europa fora e não só. Era, portanto,
natural que fosse uma equipa que ninguém queria enfrentar, com excepção do
Real Madrid, porque em termos de historial entre portugueses e espanhóis, são
os "nuestros hermanos" quem leva vantagem.
O pontapé de partida foi efectuado pelo F.C.Porto que mostrou desde cedo que
queria o controlo do jogo, apesar do treinador azul e branco acreditar que esta
eliminatória só se resolveria na segunda-mão, a realizar em França. No
minuto 2 Costinha consegue roubar a bola a Juninho Pernambucano (o brasileiro
é uma das figuras centrais desta equipa do Lyon, bem como Élber, antigo
jogador do Bayern Munique e, como tal, habituado a estas lides europeias),
passa para Carlos Alberto que remata fraco e a bola sai ao lado sem causar
perigo. O jogo era relativamente equilibrado, sem grandes jogadas e
oportunidades de golo. Mesmo assim, o F.C.Porto conseguiu ir para o intervalo a
vencer: no minuto 43, Carlos Alberto cruza para a área, McCarthy recebe e faz
a assistência para Deco que, com a coxa, coloca o esférico dentro das malhas
da baliza do Lyon, fazendo assim o primeiro golo da partida e o seu primeiro da
conta pessoal, no que diz respeito à Liga dos Campeões. Na segunda parte,
continua a notar-se que a equipa da casa se mostra mais ofensiva, mas sempre
com alguma dificuldade em entrar da grande-área do adversário, porque os
elementos defensivos do Lyon se fechavam muito bem entre si, estragando assim a
maioria dos ataques portistas. No minuto 57, mais uma vez Carlos Alberto remata
com força e a bola sai a rasar a trave, e esta jogada antecedeu a sua saída,
que foi bastante aclamada pelos inúmeros adeptos que se encontravam no
estádio. Aos 71 minutos fecha-se o marcador da partida: livre de Deco e
cabeceamento de Ricardo Carvalho que vinha em corrida desde a entrada da área,
para não ter marcação directa com tanta facilidade como aconteceria caso se
encontrasse imóvel dentro da área esperando a bola. Foi uma rica prenda para
o central portista, que está desde o início da época a fazer exibições
impecáveis, o que o fazem alvo de cobiça por muitos grandes europeus.
Deco ficou feliz por ter marcado um golo e por ter participado directamente no
outro, mas realça o facto de que "ainda não está nada decidido. Temos um
jogo lá que vai ser muito difícil". José Mourinho é da mesma opinião e,
apesar de achar que 2-0 é um "óptimo resultado", lembra que houve um
período em que os jogadores do Lyon "nos causaram problemas defensivos".(Mónica Carvalho)
Deco, mágico e com sorte
Num jogo de paciência, só o «mágico» poderia enervar um adversário forte a nível ofensivo, mas com nítidas debilidades no sector defensivo. Não foi estonteante a forma como procurou encontrar espaços, mas já se sabe que mesmo estando num momento de forma pouco mais do que razoável, Deco tem arte para levar a melhor sobre quem lhe sai ao caminho. Fintou, travou um duelo interessante com Malouda e chegou a provocar alguma apreensão quando se lesionou na primeira parte. Foi apenas um susto. Voltou a entrar em campo e estava lá para marcar (1-0) e para ajudar a marcar (2-0). Teve um pouco de sorte no primeiro golo, é certo, mas lá diz o povo, e com razão, que a sorte protege os audazes. E Deco nunca deixou de ter garra para tentar ampliar a vantagem.
"É justo sonhar com a final da Liga dos Campeões"
(2004-03-18)
Chegar a Gelsenkirchen é outra conversa, mas Deco é o primeiro a avalizar o sonho que a eliminação do Manchester fez nascer entre os adeptos do FC Porto: basta fazer como na Taça UEFA e ignorar por completo a ideia de vencer a prova. Um jogo de cada vez. E os dois que se seguem, na Liga dos Campeões, não são simples. Talvez o Lyon não seja o Milan ou o Real Madrid, mas, segundo Deco, é, pelo menos, difícil que chegue
Não tem mostrado o mesmo fulgor de outros tempos, mas continua a ser decisivo na construção do jogo ofensivo do FC Porto. No entanto, se individualmente as coisas podiam ser diferentes, em termos colectivos Deco não podia estar mais satisfeito. A equipa lidera destacada a SuperLiga, garantiu o apuramento para a final da Taça de Portugal e está entre as oito melhores da Europa. Foi precisamente sobre os jogos com Lyon, onde jogam os brasileiros Juninho Pernambucano e Edmilson, que concentrou o discurso. Consciente das dificuldades que vai encontrar, admitiu que o sorteio foi favorável por ainda não ter colocado o Real Madrid ou o Milan no caminho dos Dragões. Por isso, aceita como legítimo que os adeptos sonhem com mais uma final europeia. Com a final da Taça é que não é preciso sonhar, porque o FC Porto já lá está e Deco quer repetir o êxito da última edição.
PERGUNTA| Vitória sobre o Braga, mais uma final para o FC Porto. Começa a ser um hábito...
DECO| Estou muito satisfeito. Era ruim chegar à meia-final e não conseguirmos o apuramento para a final. Agora que estamos lá queremos vencer. Conquistar duas taças seguidas seria histórico para o clube. Este jogo com o Braga era um jogo que queríamos vencer e que sabíamos que ia ser difícil. O Braga tinha uma oportunidade única de ir à final. Mas acho que fomos muito superiores.
P| E que adversário preferia: Belenenses ou Benfica?
R| É indiferente. A beleza de uma final entre o FC Porto e o Benfica seria outra. Talvez preferisse o Belenenses por não ter o mesmo estatuto que tem o Benfica, mas uma final com o Benfica seria realmente muito bonita.
P| Foi o capitão de equipa no jogo com o Braga. Sentiu o peso da responsabilidade?
R| Ser capitão num clube destes, nem que seja por um jogo, é uma honra muito grande. É um marco na carreira de um jogador. Ser capitão em alguns jogos, como já fui quando não joga o Jorge Costa nem o Vítor Baía, é um orgulho muito grande.
P| E agora dois dias de folga...
R| Foi bom o jogo com o Nacional ter sido adiado, porque temos mais tempo para descansar e acima de tudo para preparar o próximo jogo com mais calma e tempo.
P| Depois de 40 jogos oficiais são folgas merecidas, não?
R| É bom para descansar um pouco. Desde o Natal que não tínhamos tanto tempo para relaxar. Mas é bom sinal quando estamos a jogar sempre. Duro era se estivéssemos a jogar apenas uma vez por semana. Seria muito frustrante.
P| É o preço do sucesso?
R| Sem dúvida.
CARLOS GOUVEIA.(Ojogo.pt)
Um jogo à medida de Jankauskas
(2004-03-16)
Jankauskas foi a figura de um grande jogo de futebol, de uma meia-final da Taça de Portugal digna de antecipar a entrega do troféu. O avançado marcou três golos, o último dos quais verdadeiramente fascinante, e chamou a si os holofotes de uma partida emotiva e bem disputada. Graças à pontaria do lituano e ao acerto do colectivo, o F.C. Porto assegurou o direito a discutir um título que é seu.
O Sp. Braga partiu para este encontro com ambições elevadas ao extremo e fez tudo para bater o pé do Dragão. Marcações firmes, disputas acaloradas, intransigência na pesagem de argumentos. Tudo fez a equipa da casa para remar contra uma corrente que cedo ficou definida. A justiça exige que a história de mais um importante triunfo dos azuis e brancos principie pela réplica do oponente. Se o F.C. Porto esteve competente foi porque o adversário o exigiu. E quem agradeceu foi o público.
A tendência, contudo, surgiu logo aos sete minutos. Maciel acreditou numa bola aparentemente perdida, lutou por ela sem receio de meter o pé, e viu o ressalto por si provocado isolar Jankauskas. A frieza do lituano fez o resto. Remate seco e competente, sem dar chances ao guarda-redes bracarense.
O indício era seguro. Se o Sp. Braga estava disposto a fazer o jogo da sua vida, sem se importar com a influência que os excessos têm nos processos criativos, o F.C. Porto satisfazia-se com o tradicional. Ou seja, imprimia o seu ritmo, atacava pela certa, evita as acelerações desapropriadas. A vantagem, de resto, podia ter sido aumentada logo aos 19 minutos, quando Jankauskas voltou a dirigir o couro para a baliza, num lance erradamente anulado por fora de jogo.
Curiosamente, aos sete minutos da segunda parte, o avançado lituano quis voltar a brilhar, desta vez sem ponta de ilegalidade capaz de lhe cancelar o festejo. Deco cobrou um livre com mestria, Jankauskas cabeceou ao segundo poste. A pancada foi demasiado forte para os intentos do Sp. Braga. Num derradeiro assomo de orgulho, numa reacção moribunda, Vanzini ainda consentiu uma explosão do lado vermelho do Estádio 1º de Maio.
Para evitar surpresas cada vez menos prováveis, o F.C. Porto tratou de encerrar o assunto e cancelar de vez o sonho do Sp. Braga. Jankauskas, pois claro, e em grande estilo, atirou os azuis e brancos para a decisão da Taça de Portugal. Quem viu, jamais esquecerá. Quem ficou em casa e preferiu a telenovela, que tente desenhar o golaço com a mente. Ficam só duas dicas: pé esquerdo, tiro a mais de 25 metros de baliza. Um grande golo, um grande jogo. À medida de Jankauskas.(fcporto.pt)
SOMA E SEGUE
(2004-03-13)
Na primeira vez que o Estádio do Dragão se estreia em derbis portuenses, é o
F.C.Porto quem leva a melhor: esta noite venceu o Boavista pelo magro resultado
de 1-0, e tendo em conta a prestação das duas equipas não se poderia esperar
muito mais.
Apesar de Mourinho ter afirmado, após a vitória sobre o Manchester e a
consequente passagem aos quartos-de-final da Liga dos Campeões onde
defrontará o Olimpique de Lyon, que não pouparia jogadores no jogo com o
Boavista, a verdade é que o fez: Deco, Carlos Alberto e Alenitchev ficaram no
banco para darem lugar a Sérgio Conceição, Ricardo Fernandes e Maciel, pois
é preciso não esquecer que o jogo para Taça de Portugal contra o Braga é
já daqui a uns dias. E coincide com o início de um ciclo infernal onde o
F.C.Porto prestará provas em todas as competições em que participa.
A partida iniciou-se com um minuto de silêncio em memória das vítimas do
atentado terrorista que assolou Madrid na passada quarta-feira. Foi um
silêncio quase total, um silêncio ensurdecedor que contrastava com o tipo de
ambiente vivido no Dragão durante todo o jogo: um estádio muito bem composto
, onde se ouvia essencialmente as claques portistas, porque se encontravam em
superioridade numérico em relação ao adversário. No minuto 8, Sérgio
Conceição coloca a bola dentro da baliza de William, mas a jogada já havia
sido interrompida pelo árbitro que assinalou, e bem, fora de jogo ao número
14 azul e branco. O Boavista responde a esta jogada com um contra-ataque, algo
que se repetiu inúmeras vezes, e Ricardo Sousa faz o primeiro remate da
partida para a sua equipa, mas que não levava qualquer perigo, já que ele
tinha pegado mal no esférico e o chuto saiu torto. No minuto 15, Costinha faz
um mau atraso para Vítor Baía ao qual por sorte para o número 6 portista Ali
não chegou. 3 minutos depois um erro do árbitro: ele assinala falta de Maciel
sobre Filipe Anunciação à entrada da área do Boavista quando o que
aconteceu foi o contrário e nesta altura McCArthy seguia isolado para a baliza
de William. No minuto 21, Ricardo Fernandes, que na primeira parte marcara
todos os cantos da sua equipa, na marcação de um deles William defende, mas
não agarra e na recarga é n Maniche quem envia um verdadeiro estouro, de fora
da área, e só aí o gigante do Boavista consegue agarrar a bola. Após os
primeiros 15/20 minutos em que o jogo se mostrou de certa forma equilibrado,
nos últimos minutos da primeira parte nota-se alguma supremacia do F.C.Porto
sobre o Boavista, que não já consegue chegar à baliza do campeão nacional.
Esta situação continuou a reflectir-se na segunda parte e Vítor Baía foi
praticamente um mero espectador. No minuto 46, Deco, que entrara ao intervalo,
marca um canto para o cabeceamento à vontade Paulo Ferreira, um jogador que
nos últimos tempos tem dado que falar na Europa e tem sido alvo de cobiça.
Bem como Ricardo Carvalho que, no minuto seguinte, tem um boa iniciativa
própria ao subir até ao ataca e rematando forte para mais uma defesa de
William. É no minuto 71 que ocorre o único golo da partida: Deco marca um
livre rasteiro e McCarthy, sempre oportuno, consegue fugir à marcação e como
chutar com o pé direito para o fundo da baliza do Boavista. A 7 minutos do
final da partida Deco cai dentro a grande área - o árbitro nada assinalou.
E assim, com mais uma vitória que valeu mais pelo resultado do que pela
exibição, o F.C.Porto continua a sua caminhada para a renovação do
campeonato.(Mónica Carvalho)
DIGA LÁ, SIR FERGUSON?
(2004-03-09)
F.C.Porto 3, Manchester United 2. É este o resultado da eliminatória na qual
muitos, nomeadamente Sir Alex Ferguson, davam como certa e inquestionável a
vitória do clube mais rico do mundo.
Apesar de se mostrar aparentemente convicto num bom resultado da sua equipa, o
treinador inglês saiu de cabeça baixo, após o árbitro ter dado a partida
como terminada, onde o F.C.Porto, após ter estado a perder a maior parte do
tempo, conseguiu empatar a escassos minutos do fim, por intermédio de
Costinha, que se redimira de algumas asneiras cometidas ao longo deste
encontro.
Na primeira parte a tendência inicial do jogo faz-se da baliza dos azuis e
brancos para a baliza dos red devils - um Manchester United mais forte e mais
parecido com o que realmente é, apagando um pouco a má imagem deixada há
duas semanas no Estádio do Dragão. No minuto 7, o "ministro" do F.C.Porto
perde à bola à entrada da área para Scholes, que não contava com tal
desperdício acabando também ele por não conseguir progredir com o esférico.
Alguns minutos depois, o central Ricardo Carvalho comete jogo perigoso sobre um
adversário - livre directo para o Manchester que o próprio jogador que
havia cometido a falta consegue interceptar. À medida que o jogo avança
temporalmente, o F.C.Porto consegue quase equilibrar a partida. Carlos Alberto
é o jogador que provoca dores de cabeça aos ingleses e muitas são as faltas
cometidas sobre o jovem brasileiro, que enerva pelo excessivo talento tanto
dentro como fora da quatro linhas. Niestelrooy estava em noite inspirada e
após receber uma assistência, no minuto 23, segue sozinho com a bola para a
baliza defendida por Vítor Baía, mas o guardião portista mostrou-se atento e
sai da pequena-área agarrando a bola com segurança. É no 31º minuto que o
Manchester se coloca em vantagem no marcador e na eliminatória: Scholes,
liberto de marcação, cabeceia para a baliza e faz vibrar Old Trafford.
O
sorriso que não saiu dos lábios de Sir Alex Ferguson mostrava-se naquela
altura mais confiante e optimista. O Manchester United ainda acabou por colocar
pela segunda vez a bola dentro da baliza da equipa portista, mas o árbitro
anulou e mal por alegado fora de jogo. É também nestes primeiros 45 minutos
que Jorge Costa se lesiona e se vê obrigado a ser substituído por Pedro
Emanuel. Os últimos minutos tinham-se revelado melhores no que diz respeito a
qualidade de jogo e a segunda parte foi a sua continuação. Logo no minuto 46,
Maniche faz um chapéu a Tim Howard, que defende apenas com uma palmada, após
mais uma intercepção feita pelos jogadores do Porto. Em pouco tempo inúmeras
são as oportunidades criadas pelos portugueses, mas nenhuma fora concretizada.
Saha, que entrara no início da segunda parte para substituir Djemba Djemba,
para além das frequentes simulações de falta sofridas que fez, saiu impune,
no minuto 50, quando fez jogo perigoso sobre Nuno Valente, de tal forma que lhe
acabou por bater o pé na cabeça. Aos 62 minutos, Scholes faz um cruzamento ao
qual ninguém consegue chegar, nem Vítor Baía, nem Ricardo Carvalho, e acabou
por ser Paulo Ferreira a desviar para canto com alguma sorte pois por pouco
fazia um auto-golo. Como o Manchester estava a ganhar, o queimar tempo era algo
muito usual e chegou-se ao extremo de não haver qualquer bola que repusesse a
que estava a ser utilizada dentro das quatro linhas. Após contestações dos
técnicos portistas, o quarto árbitro lá encontrou as bolas suplentes para
que a reposição de bola em jogo se processasse nas condições normais. Se na
primeira parte o F.C.Porto perdera um jogador por lesão, nos últimos 45
minutos seria a vez do mesmo acontecer com os encarnados: Cristiano Ronaldo
ficou apenas cinco minutos dentro do relvado e a sua lesão obrigou-o a ser
substituído por Solkskaer, um dos meninos bonitos de Old Trafford. No minuto
87, McCarthy sofre um falta dentro da área - deveria ser assinalado grande
penalidade, mas o árbitro assim não o entendeu e no minuto seguinte Jankaukas
sofre uma falta exactamente igual, só que fora da área e aí o árbitro já
assinala. McCarthy marca o livre, Howard não agarra a bola e na recarga
Costinha chuta com toda a raiva para dentro da baliza. Mourinho salta do banco
e vem festejar para junto dos adeptos portugueses, bem como todos os jogadores.
Apesar de ter dado 3 minutos de desconto, o árbitro só apitou para o final da
partida quando o relógio já dava os 94 minutos. Esta foi uma atitude muito
contestada pelos técnicos do F.C.Porto. Mas assim que o tão esperado apito
final chegou ao fim, os jogadores do Manchester nem sabiam que reacção ter,
pois a equipa que eles menosprezaram e rebaixaram lhes tinha acabado de dar uma
lição de futebol.
E após dois jogos venceu a melhor equipa, mesmo não sendo a mais rica do
mundo, os jogadores azuis e brancos demonstraram que eram ricos em espírito de
equipa, em determinação e talento.(Mónica Carvalho)
Manchester United-F.C. Porto, 1-1 (2004-03-09)
Vão ao Tesco…
Os ingleses conseguiram o que queriam. Incendiaram um estádio já por si efervescente, fizeram do F.C. Porto inimigo predilecto e provaram que este era efectivamente o jogo mais importante que disputaram nos últimos tempos. Depois do banho de futebol no Dragão, depois da campanha lamentável que desencadearam através dos jornais, ainda tiveram a sorte do seu lado. O Manchester United, porém, teve medo dos portugueses. E, por isso, perdeu. Ferguson pode dedicar o resto da temporada às corridas de cavalos.
Alex Ferguson não engana ninguém com os seus tiques de sir mal disposto e emproado. O treinador escocês deu mesmo graças a Deus por não ter saído goleado da Invicta e destapou o pânico com um discurso absurdo e instigador da estupidez da Imprensa britânica. Quem passa os dias a mirar-se no espelho e diz que é melhor não precisa de dar tanta importância aos outros. Aquilo que o Manchester United fez esta terça-feira no Old Trafford foi prestar tributo ao F.C. Porto. Ou terá sido por acaso que entrou em jogo com um meio-campo reforçado e com uma abordagem expectante?
O jogo foi excitante. Por mais que os da casa se lambuzem no orgulho, foi o F.C. Porto que jogou mais futebol. A equipa de José Mourinho esteve sempre confiante e mostrou que não se deixa abater por ataques matreiros. Se alguém acabou a tremer de medo e a rezar aos deuses do futebol foi o United, que se fiou cedo numa vantagem conseguida injustamente e acabou pressionado.
Batoteiro é quem joga fora do campo. Amanhã, não temos dúvidas, os ingleses vão continuar a soltar veneno. Nessa altura, contudo, já ninguém os vai ouvir. O F.C. Porto colocou o clube mais rico do Mundo fora da UEFA Champions League. Agora, que se preocupem com a sua ilha e tentem chegar-se ao Arsenal. O F.C. Porto esmagou-lhes o ego. Com classe, sem insultos, com futebol. Sim, meus senhores, aquilo que o F.C. Porto sabe fazer melhor é jogar futebol. Façam-lhe essa justiça!
Scholes marcou para o Manchester United na primeira jogada que a sua equipa foi capaz de criar. A sorte era imerecida e não reflectia a toada. Ao intervalo, o F.C. Porto já tinha muito maior percentagem de posse de bola. Os ingleses limitavam-se a pressionar o árbitro. O seu desempenho não empolgava. Na etapa complementar, depois de um descanso reconfortante, só deu azul e branco. Mourinho apostou tudo, os seus jogadores mostraram que são verdadeiramente campeões e a festa final foi linda.
Costinha empatou no minuto 89, após um livre de McCarthy que Howard defendeu para a frente e, apesar do sofrimento português ao longo da segunda metade, soube ainda melhor que o merecido festejo tivesse surgido no fim da partida e ainda a tempo de colocar os portistas nos quartos de final. Assim, os ingleses sofrem mais, desta forma talvez os jornalistas que falaram em náuseas provocadas pelo azul e branco possam agora afogar-se no próprio vomitado. Ou então, talvez Gary Neville se sinta o pior jogador do Mundo por ter sido eliminado por um grupo de jogadores que ele achou serem umas «meninas». Assim, derrotado e humilhado, talvez Ferguson vá ao Tesco fazer umas compras. Uns sais de frutos podem ser úteis. Mas façam o que bem entenderem. Fiquem com um conselho: Da próxima vez joguem mais e falem menos.(fcporto.pt)
A prioridade já pode ser outra(2004-03-05)
F.C. Porto-Belenenses 4-1
O F.C. Porto não fugiu ao guião pré-definido e venceu o Belenenses sem dar mostras de pensar no compromisso seguinte, para a UEFA Champions League. A noite do Estádio do Dragão foi tranquila e os três pontos penderam para o único lado que atacou de forma consistente e para a única equipa que quis efectivamente agradar aos mais de 36 mil espectadores.
A formação de José Mourinho já provou que não se deixa deslumbrar e não se deixa encantar por uma noite bem passada. O lema é a responsabilidade e a ambição, portanto um triunfo é digerido quase no imediato e logo dá lugar à preparação de nova aparição que se deseja vitoriosa.
É óbvio que o Estádio do Dragão não esquece a exibição de sonho frente ao Manchester United e é flagrante a vontade de acelerar o tempo para que a próxima terça-feira chegue rapidamente e a segunda metade da contenda seja discutida. Este cenário, de resto, é perfeitamente natural num emblema como o F.C. Porto. Quem ganha muito, quer ganhar cada vez mais, quem é muito bom, deseja correr para ser melhor, um conjunto que encanta, dorme a pensar em novos números para cativar simpatias.
A prova de superação das próprias capacidades é diária. Esta sexta-feira, num palco que começa a tomar cada vez mais as formas de um vulcão, o F.C. Porto exibiu a sua imagem de marca. Esqueceu que o Belenenses está a cair na classificação da SuperLiga, encolheu os ombros e sorriu, com a ironia de quem já não se surpreende, à falta de arrojo alheia. O visitante, se lhe fosse permitido, estava capaz de demorar 45 minutos para cobrar a primeira falta a seu favor e... outros 45 minutos para cumprir um lançamento de linha lateral. O Dragão suava para o espectáculo e renovava a gula. Jamais se refastelaria no rendimento mínimo garantido.
McCarthy, de cabeça, num gesto que parece estar a apurar, abriu o marcador com o intervalo à vista e já depois de o árbitro não ter sancionado uma grande penalidade sobre Sérgio Conceição e do assistente, o melhor juiz colocado para detectar a situação, ter fechado os olhos a uma agressão de Brasília a Jorge Costa. O F.C. Porto tinha criado jogo para chegar ao intervalo em vantagem e merecia, pelo menos, uma compensação para a lesão de Pedro Mendes. O médio foi forçado a deixar o relvado logo aos 18 minutos.
Do balneário, veio um decalque da primeira metade. O Belenenses sem arrojo e incapaz de rivalizar com um colectivo muito mais eficiente, o F.C. Porto unido, sólido e pragmático. Sem forçar, agora sim dando-se ao luxo de gerir o esforço, alcançou uma goleada que serve de estímulo suplementar. McCarthy bisou, de grande penalidade, pouco antes de sair para evitar mais infortúnios, Ricardo Costa mostrou a sua raça ao aparecer no ataque a finalizar um contra-golpe, e Deco, com classe, desenharam um quadro excelente.
O visitante ainda reduziu, contra uma corrente inequívoca, mas nem isso chegou para por em causa a competência, a responsabilidade e o poder psicológico apresentado pelo F.C. Porto. O título da SuperLiga está mais perto, a pressão caiu novamente dos ombros de quem é perseguidor e, agora sim, a prioridade dirigiu-se para Old Trafford.(fcporto.pt)
FC Porto vence Académica e consolida liderança da Superliga...
(2004-03-01)
Benny McCarthy foi decisivo, uma vez mais, para a equipa de Mourinho
O FC Porto venceu na segunda-feira a Académica de Coimbra no seu terreno, com um golo marcado por Benny McCarthy aos 77 minutos, no fecho da 24ª jornada da Superliga.
Os "dragões" consolidaram a sua posição na classificação da Superliga, que lideram com 62 pontos, seguidos do Sporting com 55.(Agência LUSA).
MÉDIO ADMITE EXIBIÇÃO MENOS CONSEGUIDA
Deco: «Estive abaixo do habitual»
"Reconheço que neste jogo estive uns furos abaixo do que é habitual; por isso, quando fui substituído saí aborrecido, mas comigo mesmo. O treinador tinha outras alternativas e fez bem em tirar-me, até porque tal mudança acabou por dar resultado. Sentimos imensas dificuldades para ganhar o jogo, mas voltámos a ter a chamada sorte dos campeões e, dessa forma, somámos mais três pontos."(Record.pt)
QUEM É O MANCHESTER UNITED?(2004-02-25)
Alex Ferguson deve ter-se arrependido de ter dito que as equipas portuguesas
eram "fraquinhas", pois saiu derrotado e humilhado, esta noite, do Estádio
do Dragão, devido a uma brilhante exibição do F.C.Porto.
O novo estádio dos azuis e brancos recebeu esta noite o primeiro jogo das
competições europeias da sua história e a lotação praticamente esgotou,
dando origem a um ambiente extraordinário de festa, apesar das adversidades
com que se depararam os jogadores do Porto. Mourinho não podia contar com
Derlei, César Peixoto e Marco Ferreira, por lesão, com Costinha, que está a
cumprir castigo, nem com Sérgio Conceição e Maciel, pois estes dois
jogadores já foram utilizados por outros clubes em competições europeias
nesta temporada. Mas como nem tudo pode correr mal, Maniche recuperou a tempo e
foi titular, bem como o jovem Carlos Alberto, que se estreou nas competições
da UEFA.
O pontapé de saída pertenceu aos red devils, mas o primeiro remate ficou a
cabo do F.C.Porto, feito pelo jovem brasileiro, estreante nestas andanças,
Carlos Alberto que rematou para a defesa fácil de Tim Howard. Mesmo sem
extremos de raiz, o ataque azul e branco fez-se maioritariamente pelo lado
direito, com o Paulo Ferreira a fazer uma exibição fenomenal, mas nem Nuno
Valente quis ficar de fora de um leque de manifestações de bom futebol e
também deu muito trabalho à defesa inglesa. Contudo, apesar de não merecer,
foi o Manchester quem chegou primeiro ao golo: no minuto 13, Scholes marca um
livre directo, Baía não agarra e Peter Fortune na recarga não perdoa, até
porque não tinha ninguém para o marcar. Estava feita a vantagem para os
visitantes logo na primeira oportunidade de perigo que tiveram. Pouco tempo
depois, Ricardo Carvalho falha na intercepção a um cruzamento, mas por sorte
Van Nistelrooy também não consegue chegar à bola e fazer o segundo para os
encarnados. Aí o Manchester consegue estabelecer o seu jogo e apercebem-se da
liberdade concedida a Paulo Ferreira e de imediato começam a cortar as linhas
de passe para o lateral direito do F.C.Porto. Após algumas tentativas falhadas
por parte da equipa da casa, os campeões portugueses conseguem empatar a
partida: Benni McCarthy, no minuto 28, como se pedisse desculpa a todos pelo
seu comportamento impróprio durante esta semana. Até ao final da primeira
parte só deu Porto. Nuno Valente e Maniche foram apenas alguns dos que
tentaram colocar alguma justiça no resultado que colocava o Manchester em
vantagem nesta primeira mão dos oitavos de final da Liga dos Campeões. Mas
só na segunda parte, depois de várias falhas escandalosas e absurdas por
parte dos jogadores do F.C.Porto que colocaram o Manchester no patamar da
vulgaridade, é que a equipa da casa se consegue colocar em vantagem: mais uma
vez Benni McCarthy, agora como melhor marcador da Liga dos Campeões com cinco
golos na conta pessoal, aos 77 minutos, num cabeceamento geométrico perfeito
de Nuno Valente, sem hipótese de defesa para Tim Howard. Roy Keane mancha um
espectáculo de futebol que tinha tudo para dar certo, ao calcar
propositadamente Vítor Baía - expulsão directa do jogador inglês, que
entristeceu muitos adeptos.
O F.C.Porto deu a volta ao resultado com toda a justiça e com uma exibição
fenomenal, frente àquela que é uma equipa rica, quer em termos financeiros,
quer em vedetas. Mourinho tinha dito antes do jogo que um empate a zero bolas
era um bom resultado, mas, como é óbvio, ficou muito mais satisfeito com uma
vitória por 2-1. O mister portista afirma que "os jogadores foram
fantásticos, apesar de todas as adversidades" e que "a superioridade do
F.C.Porto foi tão evidente que a eliminatória poderia ter ficado resolvida
hoje". Mesmo assim, o treinador demonstrou-se "frustrado", porque os seus
jogadores não conseguiram ampliar a vantagem, já que este resultado só peca
por escasso.(Mónica Carvalho)
F.C. Porto-Manchester United, 2-1: Grande noite europeia!(2004-02-25)
Ponto prévio: Se o F.C. Porto não ganhasse este jogo a estreia europeia do Estádio do Dragão seria marcada por uma enorme injustiça. Os azuis e brancos foram muito superiores ao Manchester United, os 90 minutos passaram-se em exclusivo no meio-campo dos visitantes e as oportunidades tiveram sentido único. Excelente exibição e resultado que abre boas perspectivas para a segunda mão. O espectáculo foi lindo!
O Manchester United marcou sem querer, na sequência de uma falta que suscitou dúvidas. Vítor Baía defendeu com dificuldade o tiro de Scholes e Fortune, na recarga, inaugurou o marcador. Jogava-se ainda dentro do primeiro quarto de hora e já se percebia que o F.C. Porto era a única equipa preocupada em atacar de forma continuada.
O F.C. Porto entrou a trocar a bola à superfície do seu excelente relvado e apostou na mobilidade dos seus atletas. Face às restrições, José Mourinho apostou num 4x4x2 muito móvel e incisivo, capaz de cambiar entre a profundidade e os movimentos envolventes e sempre com o objectivo de colocar um dos seus jogadores da frente em posição de remate.
Uma vez em desvantagem, o vencedor da Taça UEFA manteve-se sereno e pragmático. Não tinha razões para rever o rascunho, já que o Manchester United marcara de bola parada, sem querer e, essencialmente, sem merecer. O Dragão estava firme, seguro de si na sua nova casa e espicaçado por uma assistência fabulosa. Tudo parecia um mero exercício de espera.
Alenitchev e Ricardo Carvalho, no mesmo minuto, viram o merecido festejo esbarrar na defesa desorientada dos ingleses e tornaram a falta de sorte ainda mais irritante. O F.C. Porto jogava muito mais e passeava rente ao perigo. O estádio estava em chama, faltava a explosão, a ignição para o instante que as bancadas desejavam.
O empate surgiu em grande estilo. Carlos Alberto torceu os rins a Butt, desmarcou Alenitchev. O russo recebeu com o pé direito e cruzou com o esquerdo. Lindo! Que desenho, que pincelada ímpar! McCarthy não quis destoar. Numa leitura perfeita, abrandou a corrida, dispensou a preparação e festejou um golaço. Sublime! A equipa de José Mourinho marcava a jogar futebol e sem precisar da colaboração da fortuna.
Máquina trituradora... e oportunidades para golear!
O empate ao intervalo já era lisonjeiro para o United. Sempre na expectativa, quem sabe se à espera de um erro, os jogadores de Alex Ferguson limitavam-se a tentar estreitar os caminhos ao Dragão e a depositar toda a sua fé em Saha e Van Nistelrooy, avançados solitários e muitas vezes obrigados a recuar para defender. Scholes e Giggs estavam mais preocupados em fechar caminhos do que em abrir horizontes. Por respeito óbvio e, naturalmente, pela pressão exercida pelo Dragão.
Falar da segunda metade é recordar jogadas de perigo do F.C. Porto e concluir que o clube mais rico do planeta foi massacrado. O campeão português rematou 21 vezes, o Manchester quatro; o vencedor da Taça UEFA dispôs de cinco cantos, o Manchester de um; a melhor equipa em campo, o conjunto mais competente e empolgante, teve mais nove minutos a bola em seu poder. Inequívoco!
Mas se ainda não está elucidado, caro leitor, fique a saber que as oportunidades que Maniche, McCarthy, Deco, Carlos Alberto e Jankauskas falharam ainda antes do segundo golo podiam ter criado um resultado robusto. O F.C. Porto teve jogo para tornar mais acessível a viagem a Old Trafford, mas, ainda assim, fez o mais importante. Venceu, foi melhor, espalhou classe e assumiu, pelo menos, um ombro a ombro na luta pela eliminatória.
A crónica tem de terminar com o momento mais inesquecível da festa azul e branca. Nuno Valente cruzou largo, McCarthy cabeceou fulgurante. Grande golo! A euforia atingiu níveis mágicos. O F.C. Porto tinha chegado onde merecia. Sem necessitar da sorte, encolhendo os ombros a um par de atitudes estranhas do árbitro, que fez tudo para não expulsar Fortune, e mantendo-se fiel aos seus princípios. O F.C. Porto fez aquilo que sabe. Jogou futebol encantador e irresistível.(fcporto.pt)
Ensaio positivo antes da Liga dos "milhões"(2004-02-21)
FC Porto bate V. Guimarães (3-0) e continua confortável na liderança
Os azuis e brancos alcançaram um triunfo tranquilo no centésimo jogo do técnico José Mourinho na SuperLiga. Em vésperas do embate frente ao Manchester United, os dragões cumpriram o objectivo, ao contrário dos vimaranenses que se afundam perigosamente na tabela.
O FC Porto ganhou ao Vitória de Guimarães por 3-0 e mantém-se confortavelmente instalado no primeiro lugar do campeonato.
Imparáveis, sobretudo na condição de visitados, os dragões cumpriram a missão no centésimo encontro de José Mourinho no escalão maior do futebol português.
Já com a relva nova em pleno Estádio do Dragão, a formação da Invicta chegou ao intervalo com uma vantagem de dois golos e, na etapa complementar, soube fazer uma gestão eficaz, a pensar na partida frente ao Manchester United.
Por outro lado, tudo corre mal à turma de Jorge Jesus. Privada de elementos importantes (Bruno Alves, Manuel José e Rafael estavam impedidos de alinhar), o conjunto da cidade-berço voltou a ser bafejado pelo azar: para além das ausências de Nuno Assis e de João Tomás, o treinador do Vitória de Guimarães foi obrigado a "queimar" duas substituições devido às lesões de Djurdjevic e de Romeu.
A equipa está intranquila embora tivesse, a espaços, demonstrado algum inconformismo na perspectiva de alcançar um resultado positivo.
Contudo, após um lance em que os jogadores forasteiros ficaram a reclamar uma mão na bola de Maciel, o FC Porto acabou por abrir o activo. Um passe magistral de Pedro Mendes isolou o ex-leiriense que, à saída de Palatsi, fez o 1-0.
Os campeões nacionais ampliaram o marcador, antes do intervalo, numa jogada… de contra-ataque. Ricardo Carvalho fez um corte providencial antes do triângulo perfeito entre Deco, Maciel e Jankaukas, com o lituano a marcar.
Gestão
Na etapa complementar, já com Guga em campo a formação minhota deu um ar da sua graça frente a um adversário que controlou sempre o rumo dos acontecimentos.
Em período de compensações, McCarthy transformou uma grande penalidade, após um derrube de Medeiros a Carlos Alberto. (Sic.pt)
EQUILÍBRIO (2004-02-15)
O derby que opôs o Benfica e F.C.Porto pela primeira vez no novo Estádio da
Luz terminou empatado a uma bola e não altera em nada a tabela classificativa:
a equipa da cidade Invicta continua líder, sem somar qualquer derrota na
presente edição da Superliga, e os encarnados mantêm a distância pontual de
9 pontos face ao primeiro classificado.
Este é o jogo número 150 de Deco na Superliga. O mágico, apesar de não ter
feito uma exibição de encher o olho e de já ter sido dado como certo em
inúmeros clubes estrangeiros, continua a espalhar o seu bailado de futebol
pelos relvados de Portugal.
O estádio estava bem composto e apesar de a lotação esgotada ter sido o
cenário mais provável e o esperado durante toda a semana, ainda havia muitas
cadeiras de vago. Mas mesmo assim, a festa foi de arromba: não houve conflitos
na entrada, nem na saída dos adeptos, nem durante a partida; os cânticos de
incentivo não faltaram em nenhum minuto e a sua frequência dependia do ritmo
do jogo - quanto melhor espectáculo se via dentro das quatro linhas, mais
gritos de "guerra" se ouviam.
O Benfica entra algo nervoso dentro da partida e o F.C.Porto aproveita para
fazer pressing constante. O jogo é, no entanto, muito fechado, sem hipóteses
para grandes malabarismos, pois a táctica treinada durante toda a semana por
ambas as equipas reina. Os remates são escassos e conta-se pelos dedos as
vezes em que os jogadores chegaram à baliza adversária com eficácia. No
minuto 19, Simão marca um canto e a bola pára nos pés de Tiago que se
encontrava em excelente posição para rematar, mas prefere fazer o passe para
um companheiro, acabando por desperdiçar o lance. Aos 29 minutos, o F.C.Porto
coloca-se em vantagem no marcador: Deco, de pontapé de canto, coloca o
esférico na cabeça de Costinha que, isolado dentro da área, remata à
vontade para o fundo da baliza defendida por Moreira. Às portas do intervalo
Armando Sá perde a bola, algo que aconteceu frequentemente no lado esquerdo da
defesa encarnada, e Maciel aproveita para prosseguir o drible e posteriormente
rematar, mas Ricardo Rocha consegue fazer a intercepção para canto.
O Benfica da segunda parte nada tem a ver com o dos primeiros 45 minutos e logo
surge novamente o empate na partida: em 3 remates, a equipa da casa faz um
certeiro - Simão tira Paulo Ferreira e Ricardo Carvalho da frente e, já em
queda, remate forte, para fora do alcance de Baía e para dentro das malhas
portistas. É um novo Benfica: pratica um futebol mais corrido, mais rápido,
empurrando o adversário para o seu meio-campo defensivo, fazendo circular a
bola de tal forma que o F.C.Porto perde por completo o domínio do jogo. E a
defesa portista começa a abrir espaços que os encarnados aproveitam, não
conseguindo, no entanto, colocar-se em vantagem no marcador. Camacho fez entrar
Nuno Gomes a cerca de 17 minutos do final da partida. O avançado português,
afastado dos relvados por lesão, entrou para o lugar do queixoso Sokota.
Simão Sabrosa acha que a sua equipa fez "um excelente jogo" e que "o
Benfica foi muito superior ao Porto". Por sua vez Costinha achava que
"atendendo ao que se passou durante os 90 minutos o empate é justo", e
salientou o facto de " a liderança não estar ameaçada". Mourinho
concordou com o seu pupilo, na medida em que "sem ter sido um jogo sério"
"em termos de campeonato é um bom resultado".
Na frente da Superliga tudo continua na mesma e o treinador do F.C.Porto já
fez salientar, mais que uma vez, que está convicto de mais um campeonato azul
e branco.(Mónica Carvalho)
Deco e o clássico da Luz: «A responsabilidade de ganhar é nossa»
Deco esteve esta tarde na inauguração de uma loja dos Super Dragões. A claque portista abriu ao público uma superfície comercial, no Centro Comercial Stop, no Porto, onde vai comercializar vários produtos de marca própria. Um espaço pequeno, mas simpático, onde se abriu também espaço para um diálogo com Deco. Sobre a deslocação do F.C. Porto à Luz, claro. «Não digo que seja o jogo do título, porque ainda falta muito campeonato até ao fim, mas se ganharmos damos um passo decisivo e ficamos muito mais perto de sermos outra vez campeões», começa por dizer. «Continuaríamos a ter sete pontos de vantagem sobre o Sporting, menos um jogo para jogar e ultrapassávamos um adversário complicado».
Um empate no terreno de um crónico adversário não, não seria um bom resultado. «Se nós empatássemos só seria um bom resultado se o Sporting não ganhasse o jogo deles», diz. «Mas não podemos ficar à espera de terceiros. Vamos entrar para ganhar, como sempre, sem pensar em empatar». Porque o adversário, neste momento, vem apenas do lado de Alvalade. O Benfica nem tanto, refere. «Mesmo que o Benfica vença o jogo, acho que vai ser difícil ainda conseguir chegar ao título». A questão não da vitória do Benfica é rapidamente afastada, de resto. Deco acredita que os azuis e brancos vão vencer. Têm essa obrigação, diz. «A responsabilidade de ganhar é do F.C. Porto. Estamos na frente e vamos disputar um clássico que queremos ganhar».
As perspectivas, para já, são as melhores. «Acredito que para nós é moralizador saber que este jogo é fundamental. Vamos encará-lo como sempre, pensando que é um jogo para vencer. Temos de ter tranquilidade e jogar ao nosso nível. A nossa equipa já está habituada a disputar clássicos, pelo que se jogarmos o que sabemos acredito que venceremos o jogo. Com um golo de Deco?, pergunta-se-lhe. Como aconteceu o ano passado? «Não, isso não é importante», responde. «Importante é a equipa vencer, independentemente de quem marcar. Se ganharmos 1-0 gostava de repetir a história do ano passado, agora se marcar um golo e perdermos 2-1 não adianta de nada».
«Medo das bolas na área? Não está lá o Liedson»
O jogo da primeira volta ainda está na memória de muitos. O Benfica foi adversário. O F.C. Porto ganhou, mas não ganhou para o susto. «Na primeira volta conseguiram equilibrar o jogo em determinados momentos, mas não nos foram superiores», sublinhou Deco. «O F.C. Porto sempre dominou todos os jogos grandes e sempre foi superior ao adversário. Este ano, na primeira volta, o Benfica conseguiu equilibrar em dados momentos, mas no final o F.C. Porto acabou por ser melhor». A terminar uma pergunta em jeito de provocação. Sobre as bolas na área de Baía. «Lances dentro da área? Preocupam sempre, mas como não está lá o Liedson talvez as coisas sejam mais fáceis», terminou.(Maisfutebol)
ISTO É FUTEBOL(2003-01-07)
O F.C.Porto defrontou o Leiria pela terceira vez esta época, e pela terceira
vez venceu-o. O resultado desta noite foi de 2-1, mas até ao apito final do
árbitro o marcador nunca esteve completamente definido.
No jogo que marcou, finalmente, a inauguração oficial do novíssimo Estádio
do Dragão assistiu-se a um bom espectáculo de futebol, no qual o único
contratempo foi o estado do relvado, que ainda não se encontra em perfeitas
condições. A lotação praticamente esgotou e os jogadores deram tudo dentro
do campo.
Logo no primeiro minuto da partida, Deco, na marcação de um pontapé de
canto, coloca a bola na cabeça de Paulo Ferreira, que surge sozinho no centro
da grande-área leiriense e cabeceia acima da trave. Começava bem a partida,
com ritmo e com ânimo. O Leiria disse durante a semana que vinha jogar ao
Porto para disputar os 3 pontos e não lutar pelo empate. E assim fez, desde o
apito inicial do árbitro da partida que o União de Leiria jogou ao longo do
campo todo, de igual para igual, não se deixando intimidar pelo adversário,
actual campeão nacional. As trocas de bola eram feitas de forma exímia por
ambas as equipas, com categoria, com classe - era nitidamente a prática de
um bom futebol, que dava gosto assistir. No minuto 17, o F.C.Porto coloca-se em
vantagem na partida: Maniche, o autor do primeiro golo oficial no Dragão, ao
segundo remate consecutivo, após cruzamento de Deco, coloca a bola dentro da
baliza defendida por Helton. Só aí se começa a notar uma ligeira
superioridade portista, que consegue empurrar um pouco o adversário para o seu
meio-campo defensivo, pressionando-o mais. O segundo golo portista chega no
minuto 33, por intermédio de Maciel: Deco, mais uma vez, faz o passe e Helton
não consegue agarrar a bola, o jogador brasileiro aproveita para aumentar a
vantagem portista no marcador. O guarda-redes do Leiria já por algumas vezes
tinha falhado no momento de agarrar a bola e, como tal, não fora a primeira
vez que a perdera para o adversário. Foi um erro que poderia ter sido evitado
e que o F.C.Porto aproveitou em detrimento do adversário. O Leiria responde a
este golo com um remate forte de Freddy, no minuto 36, que sai à figura de
Baía. Na segunda parte, a equipa do centro do país consegue criar uma maior
justiça no resultado: Freddy, após inúmeras tentativas, reduz para 2-1. O
jogador faz um chapéu fenomenal a Vítor Baía e foi o protagonista de um dos
momentos altos da noite. Este golo trouxe maior ambiguidade ao resultado e
devido a esse facto, os jogadores de ambas as equipas ficaram um pouco nervosos
e recorriam com alguma frequência à falta. Felizmente tudo ficou por ali e
nada de pior aconteceu, ao contrário do que se viu na semana anterior no jogo
que opôs o Vitória de Guimarães ao Boavista, e no qual resultaram várias
situações lamentáveis, após uma semana em que muito se falou em
solidariedade no futebol português, e logo no relvado onde Miki Fehér
tragicamente faleceu.
Face ao empate a 3 bolas do Sporting frente à Académica, o F.C.Porto é mais
primeiro, pois mantém agora uma vantagem de 7 pontos perante o segundo
classificado.(Mónica Carvalho)
HÁ COISAS QUE NÃO MUDAM(2003-01-31)
Após uma semana em que muito se apelou à união e ao evitar de conflitos no
futebol português, eis que um clássico não seria um verdadeiro clássico se
não tivesse polémica. E o encontro desta noite que opôs o Sporting ao
F.C.Porto, que terminou empatado a uma bola, teve muita polémica.
Muitos afirmavam que este seria o jogo do título: se o Porto ganhasse distava
oito ponto do Sporting, se a equipa das Antas perdesse, o campeonato estava
relançado, pois ficava a apenas dois pontos dos leões, mas a verdade é que
houve um empate e no topo da tabela classificativa da Superliga está tudo na
mesma.
Este encontro foi a derradeira preparação para os jogos do Euro e em termos de
segurança e organização tudo correu bem, excepto talvez o tempo que os
adeptos portistas tiveram que esperar para abandonar o Alvalade XXI: já o
estádio estava vazio há mais de meia hora quando os portistas puderam sair do
recinto desportivo para rumar ao Norte. De resto, tanto fora como dentro das
quatro linhas penso que tudo correu de forma extremamente razoável.
O ambiente que se fazia sentir era espectacular: lotação praticamente
esgotada, muitas bandeiras, muitos cachecóis, muitos cânticos, muita cor -
uma verdadeira festa de futebol, que se iniciou com um minuto onde todos
bateram palmas em honra de Miki Fehér, que muito feliz deve ter ficado com a
homenagem.
Rochemback, que regressou terça-feira do Brasil onde esteve a cumprir serviço
na Selecção Olímpica canarinha, logo no minuto 2 remata à malha lateral.
Perspectivava-se assim um jogo bem disputado e bastante corrido. O jogo de
ambas as equipas encaixava-se perfeitamente, como se elas se complementassem.
Mas foi o F.C.Porto a sobrepor-se na partida: aos 9' Deco, de livre directo,
coloca a bola direitinha na cabeça de Jorge Costa que atira para o fundo da
baliza defendida por Ricardo. Estava feito o primeiro da partida e o primeiro
do capitão azul e branco também. Após este golo, o F.C.Porto consegue
consolidar definitivamente o seu jogo e o Sporting começa a ter cada vez mais
dificuldades em ganhar a posse de bola e controlá-la, até porque a pressão
portista era muito intensa. A meio desta primeira parte começou a chover muito
e parece que as condições climatéricas tiveram influência directa no
resultado, porque de imediato os jogadores de ambas as equipas começara a
fazer demasiadas faltas. No minuto 26, Deco entra de forma um pouco bruta sobre
Rochemback e deveria ter visto o cartão amarelo, mas como Lucílio Baptista
já o tinha admoestado erradamente com esta cartolina praticamente no início
do jogo, perdoa o segundo amarelo ao jogador portista, que seria assim expulso
da partida. Liedson é outros dos jogadores que se destaca neste encontro: deu
provas de que é um bom jogador, de que luta muito para conseguir a bola, mas
perdeu credibilidade por estar constantemente a atirar-se para o chão. Mesmo
assim foram inúmeras as vezes em que conseguiu iludir o árbitro da partida.
No minuto 35, Vítor Baía fez falta, dentro da área, sobre Liedson. Lucílio
Baptista assinalou grande penalidade e mostrou o cartão amarelo ao número 99
azul e branco, atitude que foi muito contestada, pois os leões estavam à
espera da expulsão do guardião portista. Rochemback atira à trave e o
F.C.Porto mantém a vantagem de um golo. 3 minutos depois é a vez da equipa
visitante ter motivos de queixa do árbitro: Beto, à entrada da área, toca
propositadamente com a mão na bola, mas nada foi assinalado, nem falta nem a
amostragem do cartão amarelo ao central. Esta primeira parte teve
pouquíssimas paragens, facto este que não é muito normal no futebol
português, tendo em conta que também estava a chover.
No minuto 50, já na segunda parte, Fernando Santos fez entrar na partida
Niculae. O jogador romeno esteve cerca de 8 meses parado devido a uma grave
lesão, mas assim que entrou na partida fez um bom remate, que saiu acima da
trave, e deu provas de que fisicamente está tudo óptimo com ele. Naquele que
foi um dos maiores duelos da noite, Deco vs Ricardo, o mágico 10 por várias
vezes colocou o internacional português em sentido, obrigando-o a aplicar-se
ao máximo e se o F.C.Porto não aumentou a vantagem, o Sporting bem pode
agradecer ao seu guardião que fez uma fantástica exibição. O minuto 66 é o
momento de maior polémica de toda a partida: João Pinto caiu desamparado
sobre os painéis da publicidade após uma disputa de bola com Paulo Ferreira.
O lateral direito de imediato pediu à equipa médica que entrasse no relvado
para lhe prestar auxílio e eis que de repente Rui Jorge coloca a bola em jogo,
ao fazer o lançamento, numa altura em os jogadores estavam preocupados com o
estado do número 25 verde de branco, e isola Liedson que corre sozinho com a
bola e atira-se para o chão quando sente Paulo Ferreira à sua beira para
tentar tirar a bola. O árbitro assinala grande penalidade, que Pedro Barbosa
não falha, apesar de Vítor Baía ainda lhe ter tocado de raspão. O empate
estava restabelecido e o jogo começa a ficar muito mais rápido, muito mais
disputado, dando origem a um grande jogo de futebol, coisa que não se via há
muito tempo.
A partida termina com um empate, e dá-se um dos momentos altos da noite: na
flash interview dada à SportTv, Mourinho, num tom excessivamente exaltado
critica Liedson, por ter feito simulações a noite toda, critica os jogadores
do Sporting por terem retomado a partida quando João Pinto estava no chão,
visivelmente magoado, a receber assistência médica. E que por estes motivos
não cumprimentaria o adversário. O treinador azul e branco considera que o
que se passou dentro do campo foi inqualificável, pois "na segunda parte vi
das coisas mais absurdas que vi até hoje no futebol português". As
declarações bombásticas de Mourinho não ficam por aqui: ele pediu a Pinto
da Costa que o deixe sair no final da época, pois já está farto do futebol
português. Quanto a mim há um excesso de dramatismo por parte do treinador
portista, que, ao criticar a falta de respeito relativamente a João Pinto,
não teve ele próprio consideração por um adversário que lhe deu muita luta
e muitas dificuldades. José Eduardo Bettencourt, administrador da SAD leonina,
afirma que ficou "triste porque não ganhámos um jogo onde fomos
superiores" e critica Mourinho por ter rasgado a camisola de Rui Jorge e por
ter dito que este jogador devia morrer dentro do campo. A veracidade destas
afirmações ainda está para ser apurada. De qualquer das formas há um
excesso de egocentrismo de Mourinho que desrespeitou não só a equipa que
recebeu o F.C.Porto, mas principalmente os adeptos portistas ao dizer que quer
sair no final da época, da forma como disse.
Após a trágica morte de Fehér, seria de esperar que a atitude de dirigentes e
técnicos mudasse para melhor, mas pelos vistos a vida de uma pessoa não é
suficiente para acalmar ânimos e repensar o modo como muitos encaram (mal) o
futebol.(Mónica Carvalho)
ADEUS FEHÉR!(2004-01-26)
Miklos Fehér, um jovem húngaro que há seis anos veio para Portugal
concretizar o seu sonho de ser jogador de futebol, faleceu na passada noite de
Domingo.
Paragem cardíaca foi a cauSa desta trágica morte, que atirou literalmente
Miki, como carinhosamente lhe chamavam, para o relvado, ficando, de imediato,
inanimado. Os seus companheiros de equipa, ao perceberem a gravidade da
situação, soltaram lágrimas de tristeza e gritos de raiva perante a
impotência face ao maior duelo de todos: o da vida contra a morte. Alguma
esperança ainda restava quando o internacional húngaro reagiu positivamente,
ainda que por breves instantes, às massagens cardíacas a que estava a ser
sujeito. Mas, após ter sido transferido para o Hospital Senhora da Oliveira, a
cerca de três minutos do Estádio do Vitória de Guimarães, de ter sido
submetido a mais de uma hora de tentativas falhadas de reanimação e de ter
sofrido nova paragem cardíaca, foi declarada a morte do jogador às 23:10.
Aquilo que mais se temia e contra o qual todos rezavam, acabou por acontecer:
Miki morreu. Morreu no pleno exercício da sua carreira, que tanto amava, de
uma maneira demasiado brutal, que nos faz questionar tudo e todos, procurando o
porquê disto acontecer. Segundos antes de cair desamparado, Fehér sorria, e
foi essa a última expressão que o vimos fazer: o jogador despediu-se de todos
que o amavam e admiravam com um sorriso.
As diferenças clubísticas em nada interessam em situações como esta.
Equipamos todos de negro, por respeito à memória de um jovem jogador, que
ultrapassou muitos e difíceis obstáculos, e para honrar Miki, enquanto
simples ser humano que se viu privado do bem mais precioso que alguém pode
ter: a vida.
Da minha parte, enquanto adepta de futebol, adepta de desporto, mas, acima de
tudo, enquanto pessoa, ficam as saudades e a revolta por nada por fazer para
impedir tamanha tristeza.
Que a alma de Miklos Fehér tenha a paz que não teve durante a vida.(Mónica Carvalho)
JÁ FERVILHA...(2004-01-24)
O F.C.Porto venceu o Estrela da Amadora, último classificado da Superliga, por
2-0, e consegue manter a diferença pontual para o segundo classificado, o
Sporting, que ontem também venceu, desta feita ao Belenenses, por 3-1.
O jogo contou, mais uma vez, com a titularidade do recém-chegado Sérgio
Conceição, que também fora titular na quarta-feira, no jogo a contar para a
Taça de Portugal, frente ao Vilafranquense.
O F.C.Porto entra melhor na partida, consegue ter a posse de bola, e o Estrela
praticamente nem consegue entrar no meio-campo defensivo portista. No minuto 5
acontece o primeiro contratempo da partida: Costinha, após saltar para uma
disputa de bola, cai estrondosamente no chão e lesiona-se no ombro esquerdo.
Acaba por ser substituído por Carlos Alberto, mas o número 6 portista não
sai sem antes ouvir uma gigantesca ovação dos adeptos portistas, como prova
do seu apoio. A equipa da casa perde algum do seu vigor, alguma da força com
que entrou na partida. E o Estrela consegue assim avançar alguns metros do
terreno. Aos 23' é a vez da equipa da Amadora ficar privada de um jogador,
por lesão: Juba, fica tocado num lance disputado anteriormente e tem mesmo que
ser substituído por Rogério. O F.C.Porto chega ao golo no minuto 29: Deco faz
um passe soberbo, após tirar 3 adversários da frente, para McCarthy e o
sul-africano chuta de primeira, sem dar hipótese de reacção a Veiga. Alguns
minutos, o mágico portista sofre um toque de um adversário à entrada da
área: é marcado o devido livre directo, mas o árbitro não dá o amarelo ao
adversário, coisa que deveria ser feita, já que Deco se dirigia sozinho para
a baliza. Na marcação do livre, Rogério sai demasiado cedo da barreira:
deveria ser repetido o lance e o jogador de Estrela deveria ver o livre
amarelo, mas o árbitro nada fez. O F.C.Porto chega ao segundo golo já no
tempo de compensação: uma excelente troca de bola, feita ao primeiro toque,
entre Carlos Alberto, para McCarthy encostar para o esférico para dentro da
baliza.
Na segunda parte, o espectáculo é um pouco prejudicado pelo facto de o
nevoeiro que se fazia sentir na cidade do Porto começar a agravar-se e a
baixar: torna-se difícil ver bem as jogadas e identificar os jogadores. Mas a
tendência do jogo é a mesma: F.C.Porto é superior ao Estrela da Amadora. No
final da partida é possível ouvir "Olés" no Estádio das Antas.
Para esta partida, o Manchester United enviou uma equipa de reportagem analisar
o trabalho portista, já que estas duas equipa se defrontarão proximamente na
Liga dos Campeões.
Na próxima jornada da Superliga o F.C.Porto irá deslocar-se ao Alvalade XXI,
onde defrontará o Sporting. Muitos afirmam que este é o jogo que vai decidir
a atribuição do titulo de campeão desta época. A ver vamos como tudo corre.
(Mónica Carvalho)
Dragão dinamitou a pedreira (2004-01-17)
A estreia oficial do Estádio Municipal de Braga foi marcada pela fúria azul e branca. O Dragão espalhou dinamite pelo novo palco bracarense e limitou-se a esperar pelo resultado inevitável. Esboroou a estrutura contrária, encantou a assistência e somou mais três pontos, entrando com classe na segunda volta da SuperLiga.
A arquitectura do novo estádio do Sp. Braga merecia um jogo de primeira. A mistura perfeita entre o betão e a pedra natural exigia requinte e magia, pedia maquinações de igual esplendor e propiciava uma noite inesquecível. Tirando o frio, que fez o termómetro baixar para registos difíceis de suportar, e a qualidade duvidosa da tela verde, ainda à espera que o tempo e o sol a torne perfeita, a partida tinha tudo para resultar num quadro fabuloso.
O F.C. Porto que dinamitou a pedreira foi irresistível. O F.C. Porto amenizou o frio, adaptou-se às armadilhas do relvado e encolheu os ombros à classificação do adversário. O Dragão que veio a Braga não deu hipótese e exibiu-se a grande nível, alcançando um resultado robusto e inequívoco. A entrada fulgurante, aliada à consistência de um colectivo afinado, desfez precocemente as artimanhas alheias e criou um sentido único para o perigo.
O golaço de Maniche, um remate arqueado, um disparo tão seco quanto malicioso, ainda antes do primeiro quarto de hora, materializou a tendência e matou as suspeitas. O F.C. Porto estava muito mais adiante e provocava as primeiras brechas no muro que o Sp. Braga lhe colocara no caminho. Estava cumprido mais de meio-caminho e os três pontos já pendiam para o azul e branco.
A insistência na tecla da qualidade, todavia, originou ainda mais dois momentos de loucura, duas jogadas excepcionais pensadas por Deco e finalizadas com frieza por Maciel e McCarthy. Para o brasileiro, esta foi a estreia em festejos com a camisola portista. Apenas ao segundo jogo como titular.
Com o desfecho mais do que certo, o F.C. Porto passou a gerir a contenda. Com o esforço doseado e a lógica do ataque incisivo, mantinha o Sp. Braga perdido na falta de argumentos e propunha-se a marcar ainda mais golos. A segunda parte não provocou a inflação no marcador, mas garantiu que a noite só podia ser azul. De pé no acelerador, o Dragão autorizou ainda o debute de Carlos Alberto, um brasileiro que tem tudo para abraçar o estatuto de craque. A máquina já estava em velocidade cruzeiro. O sucesso não escapava.(fcporto.pt)
Deco falhou treino matinal (2004-01-13)
Depois de ter cumprido um dia de folga, como todo o plantel, Deco foi o ausente de maior vulto no treino matinal de ontem, do FC Porto, o primeiro de preparação para o jogo com o Sp. Braga, marcado para sábado (21.15 horas). O luso-brasileiro foi devidamente autorizado a falhar essa sessão de treinos, para tratar de questões pessoais. Depois, e porque, para ontem, José Mourinho tinha agendado dois treinos, Deco já esteve presente nos trabalhos vespertinos.
Nessa sessão, os jogadores que foram titulares no jogo com o Paços de Ferreira apenas fizeram exercícios físicos, de corrida e futevólei. Os não titulares na referida partida treinaram circulação de bola e realizaram alguns exercícios de conjunto, sem terem faltado os habituais 'meiinhos'.(Record.pt)
CAMPEÃO DA PRIMEIRA VOLTA (2004-01-10)
À 17ª jornada da época passada, o F.C.Porto era o primeiro classificado da
Superliga e não contava com qualquer derrota no seu currículo. Nesta época,
à 17ª jornada, o F.C.Porto continua a ser o líder invicto da Superliga.
Será que esta situação é uma premonição de que a equipa da cidade do
Porto será também campeã da presente temporada?
Mourinho fez entrar no onze inicial Maciel. O brasileiro contratado ao União
de Leiria fez apenas três treinos, mas foram os suficientes para convencer o
seu novo mister do seu valor. Em toda a partida o F.C.Porto foi, de longe, mais
forte que o Paços de Ferreira, mas durante a primeira parte mostrou-se muito
mais forte que nos últimos 45 minutos. McCarthy esteve em destaque nesta
partida ao marcar os únicos dois golos que se assinalaram no marcador: o
primeiro no minuto 15 e o outro no minuto 22. O sul africano é agora,
simultaneamente, o segundo melhor marcador da sua equipa e da Superliga. O
recorde pertence, por enquanto, a Derlei - o ninja que estará afastado dos
relvados por uns bons meses. No entanto a exibição deste avançado ficou
muito aquém das expectativas na segunda parte, pois a vontade que McCarthy
tinha em fazer o hat-trick era tanta que se mostrou um jogador algo invejoso,
em não passar a bola para outros colegas, em diversas situações, que se
encontravam em melhor posição do que ele para aumentar a vantagem portista.
Maciel, acabou por ser substituído, mas tudo aquilo que fez em campo deu para
perceber que é um jogador talentoso, com muita vontade de lutar por um lugar
ao sol nesta companhia de estrelas. Houve também tempo para mais uma estreia
portista: André Vilas Boas, um jovem defesa, foi utilizado por Mourinho,
durante cerca de 5 minutos. Apesar do curto espaço de tempo, seguramente que o
defesa ganhou novo alento para continuar com as boas exibições que o
caracterizavam quando ainda era jogador do Rio Ave.
No jogo número 99 de Mourinho enquanto treinador dos azuis e brancos, o
F.C.Porto reencontrou a equipa que lhe impôs a sua última derrota no
campeonato nacional, que aconteceu há mais de oito meses. Desde aí que
Mourinho não sabe o que é ceder pontos na Superliga e, tal como há um ano, o
F.C.Porto continua em primeiro e mantém a diferença de cinco pontos para o
segundo classificado, que é o Sporting.(Mónica Carvalho)
VITÓRIA SUADA (2004-01-05)
No jogo número 1000 do Estádio das Antas foi possível de ver o F.C.Porto a
sofrer, e muito, para conseguir arrancar três pontos ao seu adversário - o
Rio Ave e manter assim a distância de cinco pontos sobre o segundo
classificado.
Havia uma certa expectativa para ver como jogaria a equipa da casa perante a
ausência de um dos seus jogadores mais influentes: o ninja Derlei, que estará
fora dos relvados durante os próximos tempos, quem sabe talvez até ao final
da época. Mourinho colocou o jovem Bruno Moraes pela segunda vez consecutiva
como titular, mas desta vez o brasileiro não jogou tão bem como o fizera
noutras alturas.
Na primeira parte foi possível ver um jogo agradável, bem disputado por todo
o meio campo, mas com pouquíssimo remates para ambas as equipas. O F.C.Porto
não conseguiu superiorizar-se como tantas vezes o faz, por culpa da atitude do
Rio Ave: jogou de igual para igual, sem ter receio de estar a jogar fora de
casa e no terreno do primeiro classificado da Superliga. Os pupilos de Carlos
Brito fechavam bem as linhas de passe e faziam marcações cerradas. No minuto
27, Jaime cruza e Euandro salta, mas não o suficiente para chegar à bola para
cabecear. Esta jogada de ataque fez com que José Mourinho se levantasse e
pedisse calma aos seus jogadores, pois estes estavam a acusar a pressão de
ganhar para manterem a mesma distância que tinham em relação ao Sporting -
segundo classificado - no início desta 16ª jornada. Por sua vez, Carlos
Brito passou quase toda a primeira parte de pé, demonstrando um certo
nervosismo. Os criativos do meio campo portista, nomeadamente Deco e Alenitchev
não conseguem impor-se, porque esta noite foi o Rio Ave quem jogou à Porto.
Aos 34' Bruno Moraes, mesmo em frente a Mora, remata para a defesa à figura
do guarda-redes do Rio Ave. Nos minutos finais, a equipa da casa lá se
consegue desafogar um pouco da pressão do adversário, mas sem qualquer tipo
de acção bem sucedida.
Na segunda parte, o treinador dos azuis e brancos fez entrar Jankauskas, para o
lugar de Bruno Moraes, e Marco Ferreira, substituindo Alenitchev. O jogo fica
mais aberto, mais emotivo e a bola, finalmente, começa a chegar com mais
frequência às balizas, quer de uma, quer de outra equipa. No minuto 54,
McCarthy recebe a bola com o peito, dentro da grande-área contrária, e remata
ao lado. Devido a ilusão de óptica, grita-se golo no Estádio das Antas. O
F.C.Porto começa assim a apertar a defesa do Rio Ave, cujos jogadores já não
conseguem sair com o esférico para o contra-ataque com tanta facilidade. Deco,
que durante a primeira parte estivera apagado por jogar maioritariamente como
extremo, marca um canto directo, mas mais uma vez Mora mostra serviço.
Novamente o número 10 portista fica em destaque, desta vez aos 76' ao marcar
um pontapé de canto que vai direitinho para a cabeça do recém entrado
Ricardo Costa, que cabeceia de cima para baixo, mas com a bola a sair por cima
da baliza do Rio Ave. No minuto 88, dá-se o momento polémico da partida:
Bruno Mendes toca Jankauskas no calcanhar e o lituano força um pouco a falta.
O árbitro marca penalty e McCarthy coloca a sua equipa em vantagem no
marcador. Este lance foi muito contestado pelos jogadores do Rio Ave e provoca
uma onda de cartões amarelos exibidos pelo árbitro e, inclusive, um vermelho
a Jaime por protestos.
Mozer saiu furioso da partida insinuando que "não somos palhaços",
deixando assim fortes críticas no ar e Mourinho elogia o adversário,
afirmando que "o Rio Ave jogou muito bem" e a sua equipa na primeira parte
foi "zero". O treinador azul e branco confirmou também à imprensa a
contratação de Maciel: "já é meu jogador".
Com críticas ou sem elas, a verdade é que o F.C.Porto continua em primeiro e
deu um passe importantíssimo na conquista do campeonato, por ter ganho o jogo,
apesar de não ter convencido.(Mónica Carvalho)
Deco no «onze» ideal da France Football (2003-12-24)
O médio do F.C. Porto Deco integra o onze ideal eleito pela revista France Football. Depois de na véspera ter sido anunciado que Pavel Nedved foi o vencedor da Bola de Ouro, o brasileiro naturalizado português (único representante de Portugal a merecer votos) mereceu também uma distinção, a jogar mesmo ao lado da estrela checa, no centro do meio-campo.
O sistema táctico escolhido foi o 3x4x3, com o Milan e o Real Madrid a destacarem-se entre os clubes mais representados, com três jogadores cada. É este, então, o onze de luxo da Franca Football: Buffon (Juventus); Nesta (Milan), Maldini (Milan) e Roberto Carlos (Real Madrid); Beckham (Real Madrid), Deco (F.C. Porto), Nedved (Juventus) e Zidane (Real Madrid); Schevchenko (Milan), Nistelrooy (Manchester United) e Henry (Arsenal).(maisfutebol.iol.pt)
FC Porto vence em Alverca e mantém distância em relação a Sporting e Benfica (2003-12-23)
O FC Porto foi segunda-feira à noite a Alverca vencer a equipa local por 2-1, no jogo que encerrou a 15ª jornada da Superliga portuguesa de futebol.
Os portistas adiantaram-se no marcador com um golo de Derlei, aos 17 minutos, a equipa da casa repôs a igualdade aos 27, por Manu, e Maniche fechou a contagem aos 35.
Com esta vitória, o FC Porto, líder do campeonato, mantém a distância de 5 pontos relativamente ao segundo classificado, Sporting, e de 6 relativamente ao terceiro, Benfica.(Agência LUSA)
Derlei fora de combate até final da temporada
Envie uma mensagem de apoio a Derlei
Deco cumpriu a promessa(2003-12-20)
Correspondendo a uma promessa feita há 15 dias, por ocasião da sua primeira visita a Paços de Brandão, Deco foi ontem ao Instituto Superior local entregar o resultado de uma angariação de bens para a três instituições de solidariedade. O mágico voltou a encantar os miúdos.
A organização do evento pretendia que a cerimónia fosse mais familiar que aquela a que o craque portista presidiu há duas semanas, quando se associou à campanha de recolha de alimentos, brinquedos e livros promovida pelos estudantes de engenharia química do Instituto Superior de Paços de Brandão. Cumprindo a promessa feita há duas semanas, durante uma concorridíssima sessão de autógrafos, Deco voltou ao ISPAB para entregar, em forma de presente, o resultado da acção de solidariedade. O êxito foi absoluto e, comparativamente a anos anteriores, traduziu-se numa manifestação nunca vista de vontade popular em ajudar as crianças mais carenciadas do concelho. Três instituições foram contempladas com a iniciativa — a Obra de Frei Gil, o centro Maranatha e o Centro Social de Paços de Brandão e de S. Paio de Oleiros. A cerimónia, essa, foi tudo menos... familiar. A miudagem não resistiu ao apelo feito pelo luso-brasileiro e colocou uma rodinha no calendário prometendo invadir entusiasticamente o auditório do ISPAB. De pouco valeu a intenção inicial de fechar as portas e permitir que Deco entregasse os presentes num quadro mais protocolar. O mágico foi engolido pela pequena multidão que o ovacionava e lhe pedia mais autógrafos. A todas as solicitações, Deco respondeu com um sorriso, rubricando papéis soltos que a criançada envolvia no peito como se o Pai Natal tivesse chegado mais cedo. «Não me sinto na pele de Pai Natal, mas apenas na de alguém que deu a cara por uma iniciativa justa», reflectia Deco, que recusou qualquer tipo de protagonismo: «Os heróis desta iniciativa são os estudantes do ISPAB. Eu, praticamente, nada fiz, apenas respondi a uma solicitação para ajudar.» E como ajudou!(Abola)
NOITE DE GOLAÇOS(2003-12-14)
3-0 é o resultado do jogo que opôs, esta noite, o F.C.Porto ao Beira-Mar -
a equipa sensação da Superliga, que conseguiu ganhar ao Benfica em plena
inauguração oficial do novo Estádio da Luz, e que se encontra no quarta
posição da tabela classificativa. Por isso José Mourinho temia a equipa de
Aveiro, e com razão.
A primeira parte foi bastante repartida por todo o terreno de jogo, mas acabou
por ser o F.C.Porto a chegar ao golo, logo aos 10 minutos: Deco marca um
pontapé de canto, que levava algum efeito, e Winnard, tentando fazer o desvio
para fora, coloca o esférico dentro da sua própria baliza. Mesmo assim, a
equipa que disputou o último jogo para a Superliga, com o F.C.Porto, no
Estádio das Antas, não baixou os braços e deu sempre muito trabalho ao
líder do campeonato nacional, principalmente na zona do meio-campo, até
porque Vítor Baía, durante os primeiros 45 minutos, não efectuou mais que
duas defesas. No minuto 19, Kingsley ultrapassa Paulo Ferreira no corredor
esquerdo, conseguindo depois chegar à bola antes que ela saísse pela linha de
fundo e cruzar para um companheiro que estava em excelente posição para
rematar, mas Costinha interceptou um tiro que ia direitinho à sua baliza. Nos
minutos finais, a partida fica feia: os jogadores envolvem-se em alguns arrufos
e em menos de dois minutos o árbitro, Jorge Sousa, mostra 3 cartões amarelos.
O intervalo era, então, muito aguardado no cinquentenário Estádio das Antas.
Na última parte da partida, o resultado começava a ser insuficiente para o
F.C.Porto conseguir a vitória, pois o Beira-Mar regressava mais vivo, mais
confiante. No minuto 60, Maniche manda um pontapé fortíssimo à trave, mas o
guardião adversário ainda conseguiu tocar na bola com a ponta dos dedos,
coisa que o árbitro não viu, e, como tal, não assinalou o respectivo
pontapé de canto. Cinco minutos depois, Alenitchev faz o segundo golo, mas o
lance já tinha sido anulado por Jorge Sousa, porque que o internacional russo
estava em posição de fora-de-jogo. O 2-0 surge aos 75 minutos: McCarthy faz
um golaço, rematando a bola à entrada da grande-área da equipa de Aveiro.
Logo a seguir, no minuto 77, é a vez de Maniche deixar o seu carimbo nesta
partida, mais um golo fenomenal: Alenitchev cruza para o número 18 portista
que chuta de primeira não dando hipótese de defesa. Três golos fizeram a
diferença entre o primeiro e o quarto classificados.
Entre muitos amarelos mostrados neste encontro, destacam-se os de Deco e
Ricardo Carvalho, que ficam de fora no próximo jogo, que é já na
quarta-feira, a contar para a Taça de Portugal, frente ao Maia.
António Sousa, treinador do Beira-Mar acha que o "F.C.Porto foi superior",
apesar de "a atitude do Beira-Mar ter sido boa". Deixou também algumas
críticas no ar, dizendo que a sua equipa é sempre prejudicada quando joga no
terreno dos grandes. No outro lado da bancada a opinião acerca da vitória
portista não difere. Mourinho diz que "na segunda parte a supremacia foi
tão evidente que este resultado não é surpreendente" e Deco concorda mesmo
achando que foi "uma vitória complicada".
Hoje sim foi de vez: o Estádio das Antas despediu-se da Superliga e
despedir-se-á definitivamente no próximo dia 17 e terá, inclusive, direito a
festa de despedida.(Mónica Carvalho)
EMPATE HISTÓRICO(2003-12-09)
O F.C.Porto conseguiu esta noite um empate inédito na história do futebol
português: conseguiu arrecadar pontos no campo do tão temível Real Madrid,
coisa que nunca tinha acontecido antes com nenhuma equipa nacional.
1-1 foi quanto ficou a partida que opôs estas duas constelações de estrelas
da bola que já se encontravam apuradas para os oitavos de final., desde a
última jornada desta primeira fase da Liga dos Campeões. Em jogo estava o
primeiro lugar do grupo, ao qual o F.C.Porto poderia ascender quase vencesse
aos galácticos por 4-1, o prestígio que mais uma vitória daria e, claro, as
vantagens financeiras que ganhar esta partida traria.
A primeira parte mostrou que nem o F.C.Porto nem o Real Madrid estavam ali para
facilitar: quando a equipa da casa partia para o ataque, o adversário
respondia com outro ataque. Era, portanto, um jogo bastante distribuído e
equilibrado. Sentia-se que era uma questão de minutos até aparecerem os golos
e foi o do Real que apareceu primeiro: aos 8' por intermédio do jogador do
costume Solari - começa a ser hábito este jogador marcar golos ao Futebol
Clube do Porto. A partir do golo o jogo abrandou um pouco de ritmo, que tinha
sido muito intenso nos minutos iniciais. No minuto 33, Deco é derrubado na
grande-área: o árbitro assinala penalidade para a equipa portuguesa, que
Derlei converteu.
No início da segunda parte apareceu um Real Madrid cheio de vida, cheio de
ritmo de jogo, mas que depressa se apagou, nomeadamente após a primeira grande
interrupção da partida, desde o intervalo: um adepto acorrenta-se à baliza
defendida por César e embrenhava uma t-shirt com fins reivindicativos. Após
este momento de comédia recomeçou o jogo. O F.C.Porto começa a dominar o
poderoso Real Madrid e foram inúmeras as oportunidades desperdiçadas pelos
azuis e brancos. Mas como a equipa espanhola não é pêra doce até foi bonito
ver Zidane e companhia a pôr Vítor Baía à prova, com aquele que é sem
dúvida o melhor guarda-redes português da actualidade a responder na
perfeição, com defesas que valem a pena o preço do bilhete. Será que
Scolari é o único que não vê, ou não quer ver, o talento do número 99
portista?
O empate é justo, tendo em conta que as duas equipas estiveram muito
equilibradas durante toda a partida. E é, de certa forma, um prémio para o
F.C.Porto que se conseguiu bater de igual para igual com aquela que é
considerada a melhor equipa do mundo, sendo-lhe muitas vezes superior.(Mónica Carvalho)
IMPASSE NOS BARREIROS(2003-12-05)
Numa visita oficial à Madeira, o F.C.Porto empatou com o Marítimo por 2
bolas. O resultado foi, na minha opinião, justo, porque reflecte exactamente o
que se passou dentro do campo durante os 90 minutos: na primeira parte a equipa
da cidade Invicta esteve melhor, nos últimos 45 minutos, foi a equipa da casa
quem se superiorizou ao adversário.
Previa-se um jogo difícil, o que acabou mesmo por ser, pois o Marítimo está
a fazer uma boa época e, inclusive, esteve nas primeiras jornadas no primeiro
lugar da Superliga, e o F.C.Porto é quem actualmente comanda a liga maior do
futebol nacional.
Logo aos 2 minutos, o Marítimo consegue pôr Vítor Baía em alerta: num
ataque perigoso o guardião portista mostra porque é sem dúvida um dos
melhores, senão o melhor, guarda-redes do panorama futebolístico português e
defende com as pernas um remate que poderia resultar no primeiro golo da
partida. A partir daó foi a equipa visitante quem conseguia ter um maior
caudal ofensivo, mas é o Marítimo quem provoca a inicial alteração no
marcador desta partida: aos 17 minutos Rincón empurra para abaliza um
cruzamento efectuado por Gaúcho, que provinha do corredor direito. O F.C.Porto
não se deixou levar na onda do adversário e 4 minutos depois restabelece o
empate na partida: um pontapé de grande penalidade, muito contestada pelos
apoiantes da equipa da casa, que o inevitável Derlei não perdoa. O público
mostrava-se pouco satisfeito com a prestação do árbitro da partida, Carlos
Xistra, e eram frequentes os assobios, principalmente quando o F.C.Porto chegou
ao segundo golo, no minuto 35, mais uma vez por intermédio de Derlei. A equipa
visitante justificava até ao momento a vantagem que possuía no marcador sobre
o adversário. Porém esta foi uma situação que se inverteu: durante a
segunda parte o Marítimo entrou mais confiante, mais disposto a lutar pelo
resultado. E foi essa força de vontade que permitiu à equipa da Madeira
chegar ao seu segundo golo. Talvez se devesse ter exigido mais do jogo em
termos de espectáculo, mas visto ter sido uma partida acima de tudo técnica e
táctica, é possível de considerar que esta foi um bom jogo de futebol, com
as duas equipas sempre a lutar pelo resultado, que se mostrou indefinido até
que o árbitro apitasse para o término do encontro mais importante desta
jornada futebolística.
Mourinho ficou contente pelo facto da sua equipa ter conquistado mais um ponto,
até porque "o resultado enquadrou-se no que aconteceu esta noite" e "foi
razoável perante um adversário difícil". Já Derlei estava visivelmente
triste e só conseguiu dizer que "golos como estes praticamente não valem
nada". Manuel Cajuda, treinador do Marítimo não gostou da prestação do
árbitro, mas não quis entrar em grandes explicações sobre o assunto. Apesar
de tudo achou que os eus "jogadores estiveram bem", mas que "este
resultado tem um sabor amargo a injustiça".(Mónica Carvalho)
CNAD FEZ VISITA SURPRESA A DRAGÕES-
Deco controlado!
(04-12-30)
O Conselho Nacional Antidopagem (CNAD) fez comparecer uma das suas brigadas no Centro de Treinos e Formação Desportiva do FC Porto. Foram sorteados dois jogadores do escalão sénior para serem alvo de um controlo "antidoping", tendo calhado o nome de Deco, mas também o de Rodrigo Ângelo, da equipa B.
O curioso é que o CNAD conseguiu acertar num elemento do plantel principal que não pode jogar na Madeira por castigo, e num jovem que nunca entrou nos planos de José Mourinho. Aproveitando a sua paragem forçada, Deco estará esta tarde no Instituto Superior de Paços de Brandão, apadrinhando uma campanha de apoio a três associações do Concelho de Santa Maria da Feira.
A comitiva portista segue viagem, esta manhã, para a Pérola do Atlântico. Os dragões treinam, pelas 16.30 horas, no campo de Santo António, e defrontam amanhã o Marítimo.(Record)
DESPEDIDA RECHEADA DE GOLOS
(2003-11-30)
O grandioso Estádio das Antas viu esta noite o seu último jogo em toda a sua
história. O F.C.Porto defrontou e venceu o Gil Vicente por 4-1, em golos
marcados por Maniche, McCArthy, Alenitchev e Derlei. O ninja marcou aquele que
será muito eventualmente o último golo do Estádio das Antas, recorde-se que
o número 11 portista também foi o autor do primeiro golo do Estádio do
Dragão.
Apesar do frio e da chuva que se fazia sentir na cidade do Porto, muitos foram
aqueles que se deslocaram às Antas para se despedirem de um estádio que
tantas alegrias trouxe aos adeptos azuis e brancos. Para ajudar à festa os
Super Dragões, a maior claque portista, completou 17 anos de existência, e a
sua felicidade por tal feito foi visível durante toda a partida. Conseguiram
contagiar tudo e todos e foi bonito ver milhares de pessoas a cantar e a dar
ânimo à sua equipa e saber que tudo aquilo nunca mais se iria repetir.
Noite de mais uma vitória, e de mais 3 pontos, mas também uma noite de
melancolia: o "velhinho" Estádio das Antas não voltará a ser palco de
grandes glórias conseguidas pelo F.C.Porto. Mas como para melhor muda-se
sempre, resta-me desejar que o novíssimo e sofisticado Estádio do Dragão
seja o pano de fundo de uma nova etapa cheia de vitórias nas páginas onde se
escreve a história do F.C.Porto.(Mónica Carvalho).
ALGUÉM CHAMOU MCCARTHY? (2003-11-26)
Ao vencer esta noite o Partizan, o F.C.Porto garantiu a qualificação para a
fase final da Liga dos Campeões.
Num jogo que nada teve de espectacular a não ser os momentos finais, altura em
que a equipa de Belgrado finalmente acordou e conseguiu marcar um golo, ao fim
de 90 minutos nos quais apenas rematou à baliza do F.C.Porto por duas vezes,
os azuis e brancos dominaram por completo toda a partida, empurrando o
adversário para o seu meio-campo defensivo. No minuto 24 Benni McCarthy, que
já não exibia a sua veia goleadora há algum tempo, fez o primeiro golo da
partida: Maniche remata, a bola fica presa nas pernas do sul africano, que não
desperdiça e atira para o fundo da baliza defendida pelo gigantesco Pantic.
McCarthy provocou muitos sorrisos esta noite, pois fez relembrar a boa forma em
que chegou às Antas, há dois anos atrás. O que se passava dentro das quatro
linhas reflectia-se fora delas: Mourinho era um treinador que transpirava
calma, enquanto Lottar Matthaeus, que foi um dos melhores jogadores de futebol
de todos os tempos, apenas exibia nervosismo e insatisfação perante a
impotência dos seus jogadores.
Nos últimos 45 minutos, o treinador da equipa portuguesa fez entrar Pedro
Mendes para o lugar de Bosingwa, o internacional português esteve longe do seu
habitual ritmo de jogo. No minuto 49, mais uma vez McCarthy provoca uma
alteração no marcador: Djordevic faz um atraso para o guarda-redes da sua
equipa, que não conseguiu agarrar a bola, o esférico seguia direitinho para
dentro da baliza, mas o internacional sul africano ainda chegou a tempo de
carimbar mais um golo no seu currículo pessoal. Seria de esperar que o
Partizan reagisse, mas tal não aconteceu, muito pelo contrário, parecia que
esta equipa se tinha submetido totalmente ao poderia portista. Conseguiram no
entanto reduzir a desvantagem para 2-1, devido a uma completa desatenção dos
centrais do F.C.Porto, no minuto 91, por intermédio de Delibasic.
Neste jogo estavam três jogadores da equipa das Antas em perigo de exclusão
para a próxima partida na Liga dos Campeões, sendo assim e tendo em conta que
o apuramento para a próxima fase desta competição já estava conseguido, era
necessário fazer gestão do plantel: Jorge Costa quase que suplicou o amarelo
ao árbitro, mas só o conseguiu ver quando propositadamente tocou na bola com
a mão; Maniche simulou uma falta e também foi punido com a cartolina amarela,
restou apenas Costinha, que não conseguiu vingar os seus propósitos.
O Estádio das Antas presenciou o último jogo para uma competição europeia e
não se poderia ter despedido da melhor forma: com uma vitória e com 199 golos
no seu historial.(Mónica Carvalho).
VITÓRIA AZUL E BRANCA (2003-11-22)
No duelo de titãs da cidade Invicta que reuniu esta noite o F.C.Porto e o
Boavista, em jogo a contar para a quarta eliminatória da Taça de Portugal,
foi a equipa do "velhinho" Estádio das Antas que teve a sorte do seu lado,
ao vencer por 1-0.
Os dois clubes mais importantes do Porto fizeram as pazes e tudo se preparava
para um grande jogo de futebol, com momentos de fair-play, o que nem sempre
aconteceu durante os mais de 90 minutos que esta partida teve.
Nos minutos iniciais da primeira parte deu para perceber que a aposta de
Mourinho em colocar o quase inexperiente Hugo Almeida como titular iria dar
bons frutos. O jovem portista esteve sempre muito activo nas acções ofensivas
e fez com Derlei uma dupla importante no ataque azul e branco. Acabou por ser
substituído por Benni McCarthy no minuto 25 da segunda parte, e saiu debaixo
de uma grande ovação. O mesmo se passou com Mário Silva que já não jogava
desde Setembro, devido a constantes problemas físicos e que esta noite, para
além de titular, pôde defrontar a sua antiga equipa. Deu o lugar a Ricardo
Costa, que só não foi titular porque apresentava evidentes provas de cansaço
devido à participação nos jogos da Selecção Portuguesa sub 21, a contar
para o apuramento para o Euro (humilde mas brilhantemente conseguido frente à
França), aos 33 minutos da segunda parte.
O jogo não era muito vistoso, tinha
pouca acção - parecia que a bola não saía do meio-campo. No entanto,
havia uma ligeira superioridade portista, que atacava mais vezes, mas sem
sucesso. O árbitro não ajudou muito a que o jogo tivesse um bom ritmo, pois
apitava constantemente, obrigando a algumas desnecessárias paragens no jogo.
Durante toda a partida, Pedro Proença mostrou 9 cartões amarelos: 4 para a
equipa da casa e 5 para o Boavista, em virtude do seu excessivo rigor, mas
também devido a inúmeras faltas cometidas ao longo da partida (foram quase
50). No minuto 29, Deco de canto directo põe William à prova, mas o guardião
da equipa de xadrez com uma palmada desvia para canto e, na marcação deste,
Ricardo Fernandes coloca a bola dentro da pequena-área, mas nem Derlei nem
Hugo Almeida, ambos livres de marcações, conseguiram acertar no esférico. No
minuto 42, o jogo começa a aquecer dentro das quatro linhas: Pedro Santos, do
Boavista, enquanto aguardava a formação da barreira do F.C.Porto para a
marcação de um livre directo, insistia em colocar a bola uns metros mais à
frente, para que ficasse mais perto da grande-área. Os portistas não gostaram
e reclamaram, o árbitro nada viu e quem acabou por levar amarelo foi Deco, o
mágico número 10, que nada tinha a ver com toda aquela confusão. Logo a
seguir, mais uma falta cometida sobre Deco leva a que os jogadores de ambas as
equipas se envolvessem em contacto físico. Pedro Proença, que já mostrara
amarelos nesta partida por situações menos graves, não consegue desta vez
ter pulso suficiente para puxar de uma cartolina e punir os devidos. O
intervalo era então o momento mais aguardado naquela altura, mas ainda houve
tempo para Derlei, quem mais poderia ser?, atirar uma bola ao poste: o ninja
tira William da frente e com o ângulo de remate já apertado consegue atirar
ao ferro. Quase que se gritava golo na bancada do Estádio das Antas, que viu
esta noite o último clássico da sua história.
Na segunda parte, Mourinho fez entrar Costinha para o lugar do apagado Ricardo
Fernandes e o jogo ganha mais ritmo. O golo, o único da partida, chega aos 7
minutos por intermédio de Derlei: Deco de livre directo atira à baliza mas o
ninja com um ligeiro desvio coloca a bola dentro das malhas defendidas por
William. O árbitro continua a não ter uma grande prestação: na segunda
parte o problema é o facto de apitar tardiamente alguns foras-de-jogo do
F.C.Porto. No minuto 21, Deco consegue ultrapassar dois adversários, cruza
para Hugo Almeida, que não quis ser egoísta e em vez de cabecear directamente
para a baliza preferiu passar a bola a um outro companheiro e entretanto a
jogada deixara de ter perigo, porque já os defesas do Boavista tinham
conseguido tirar a bola da sua área. McCarthy, aos 29', faz uma chapéu
magnífico ao guardião da equipa adversária, mas falha por centímetros. A
esta altura está o F.C.Porto mais perto do segundo golo do que o Boavista de
empatar a partida.
O árbitro apita para o final, e é tempo de fazer o rescaldo desta quarta
eliminatória da Taça de Portugal. Deco reconhece que a sua equipa foi uma
justa vencedora, mas "o Boavista foi mais difícil do que estávamos à
espera."; Mourinho estava visivelmente "contente com o resultado" e com a
forma como os seus pupilos tinham jogado. O treinador do F.C.Porto ficou
"muito satisfeito com Mário Silva, porque jogou bem", uma situação que
terá reflexões positivas no jogador, pois o esquerdino "anda triste pela
sua situação física". Nuno também não escapou aos comentários de José
Mário Mourinho, que afirmou que ele "deu uma segurança fantástica", mas
que tem um grande azar "tem o melhor guarda-redes de Portugal à sua
frente". Sanchez aponta o falhanço da sua equipa como falta de posse de
bola, apesar de tudo terem tentando para "pelo menos empatar a
eliminatória". João Loureiro, presidente do Boavista, afirma
peremptoriamente que a sua equipa "está cada vez melhor" e que se encontra
"muito optimista para o futuro", já que "Sanchez e a sua equipa técnica
estão a fazer um excelente trabalho".
O F.C.Porto segue então em frente e o Boavista fica pelo caminho, na Taça de
Portugal.(Mónica Carvalho)
F.C. Porto: CD da Liga pune Deco com três jogos Recurso imediato para o Conselho de Justiça da FPF para reduzir castigo
Uma baixa enorme para os próximos jogos. Segundo decisão tomada pela Comissão Disciplinar da Liga na passada sexta-feira, Deco vai falhar os três próximos jogos do F.C. Porto devido ao caso da chuteira. O F.C. Porto ainda não foi notificado oficialmente (o que deverá acontecer segunda-feira), mas já tem conhecimento do caso, pelo que já está a tratar do recurso para o Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol.
Recorde-se que a situação foi gerada no Boavista-F.C. Porto, da 9ª jornada da Superliga, realizado a 27 de Outubro, em que Deco foi expulso por acumulação de cartões amarelos por ter jogado a bola sem bota. Revoltado com a decisão do árbitro Paulo Paraty, o médio acabou por enviar a chuteira em sua direcção, o que motivou um inquérito disciplinar. Enquanto o processo seguiu os seus trâmites normais, com a defesa a ser apresentado pelas duas partes, o jogador já cumpriu um jogo de castigo, frente ao Nacional, mas pelo vermelho visto no próprio jogo com os axadrezados.
Ao contrário do que chegou a ser referido numa fase inicial, Deco não corria o risco de ser punido com vários meses de suspensão, mas incorria, sim, numa pena entre um e quatro jogos de castigo. Segundo apurou o Maisfutebol, confirmando a notícia já avançado pelo 24 Horas, a Comissão Disciplinar da Liga decidiu ditar três encontros de suspensão, ou seja, o luso-brasileiro vai falhar os embates em casa com o Gil Vicente (30 Novembro) e o Beira Mar (14 Dezembro, o primeiro jogo oficial no Estádio do Dragão), bem como a complicadíssima deslocação à Madeira para defrontar o Marítimo (7 Dezembro). Deverá regressar apenas para a quinta eliminatória da Taça de Portugal, que se realiza no dia 17 de Dezembro. Pelo meio estarão dois jogos da Liga dos Campeões, com o Partizan de Belgrado e o Real Madrid.
Os responsáveis portistas não se resignam com este castigo e por isso vão recorrer para o Conselho de Justiça da FPF, tentando reduzir, pelo menos, um jogo aos três referidos pela Comissão Disciplinar.(Maisfutebol)
FC Porto inaugura estádio do Dragão com vitória sobre o Barcelona
O FC Porto inaugurou domingo o estádio do Dragão com uma vitória por 2-0 sobre o Barcelona, num festa colorida em tons de azul e branco e marcada por muitos momentos mágicos.
Os dois golos do encontro, foram apontados na segunda parte por Derlei, na conversão de uma grande penalidade, e por Hugo Almeida.
Antes do encontro com a equipa catalã, os mais de 50.000 adeptos presentes no estádio do Dragão assistiram a um espectáculo de magia, protagonizado pelo ilusionista Luís de Matos, que depois de uma entrada à 007 desapareceu numa caixa suspensa no helicóptero e voltou a parecer no topo mais distante do estádio.
Pouco depois, com três toques de ilusão, o mágico fez aparecer a equipa do FC Porto em cima de um estrado colocado no centro do relvado.
Pedro Burmester, a tocar piano suspenso numa grua num dos topos, e Luís de Matos, pendurado numa outra a realizar truques de cartas, marcaram também pontos nesta inauguração do Estádio do Dragão.Agência LUSA.
Barcelona ataca Deco NOTÍCIAS EM ESPANHA VOLTAM A FALAR DO INTERESSE DOS CATALÃES NO 'MÁGICO'
A possibilidade de Deco abandonar o FC Porto na reabertura do mercado volta a estar em cima da mesa. Segundo o "Diário Sport", o FC Barcelona não só não esqueceu o "mágico" das Antas como pretende aproveitar a deslocação à Invicta para estender a ponte com vista a uma negociação.
Este ataque do Barça sobre Deco não é original, mas o facto de a equipa de Rijkaard estar a render abaixo das expectativas obriga a Direcção do clube a apresentar algum trunfo no mercado de Inverno. A popularidade do médio portista na Imprensa e massa associativa da Catalunha permitiria juntar o útil ao agradável.
O valor que é referido pelo diário desportivo de Barcelona são os já conhecidos 20 milhões de euros que o FC Porto exigia no Verão para libertar o atleta. Na altura, os catalães fizeram uma proposta oficial, mas de apenas 15 milhões de euros, recebendo uma resposta negativa de Pinto da Costa. Irado por terem sido estabelecidos contactos directos com o jogador, o presidente portista respondeu ao Barça em termos duros, ameaçando até avançar para Saviola e Thiago Motta.
O desfecho da novela foi a permanência de Deco, que integrou o estágio na Alemanha, mas claramente à espera de um sinal de Barcelona. As águas só acalmaram quando a SAD portista, em duas fases, avançou para a compra de mais 35 por cento do passe do atleta, dado que só detinha metade, em parceria com a Gestifute, do empresário Jorge Mendes.
O FC Porto investiu 3,5 milhões de euros, e ofereceu ainda 10 por cento do passe de McCarthy e 5 por cento dos direitos de Paulo Ferreira e Ricardo Carvalho como contrapartida. O próprio Deco viu o seu salário aumentado, ficando a auferir 1,5 milhões de euros por ano.
O jogador demorou a aparecer ao seu melhor nível, mas mais por problemas pessoais do que por estar contrariado nas Antas, como Dias da Cunha deu a entender esta semana. Continua a ser muito pouco provável que o FC Porto esteja disposto a libertar a sua jóia da coroa antes do final da temporada.(Record)
ELEITO PARA A LISTA DE 50 CANDIDATOS!
Deco na corrida à Bola de Ouro
Deco foi nomeado pela "France Football" para lista dos 50 melhores futebolistas a actuar na Europa, de entre os quais será eleito o vencedor da Bola de Ouro, troféu com que a revista desportiva francesa distingue o que considera ter sido o melhor jogador do Mundo em 2003.
É a primeira vez que o FC Porto tem um candidato ao troféu individual mais prestigiado do Mundo, atribuído segundo a escolha dos jornalistas da publicação, cujo vencedor é aceite como rei pela generalidade dos amantes do futebol, credibilizando-o mais do que o prémio para o melhor jogador do ano instituído pela FIFA, com base nas votações dos seleccionadores nacionais de todo o planeta. Deco está, assim, na corrida à sucessão de Ronaldo no trono de melhor jogador do Mundo, que Figo conquistou em 2001, e que pode retomar este ano, pois volta a figurar entre os eleitos. Aliás, Portugal consegue um momento ímpar de glória com três nomeações, dada a presença neste grupo restrito do avançado do Paris-SG, Pedro Pauleta.
Como é fácil imaginar, os 50 nomeados são jogadores fantásticos e para todos os gostos, tornando a eleição um exercício de enorme dificuldade. Deco, Pauleta e Figo têm a honra de figurar numa parada de estrelas que vai desde Zidane (Real Madrid) a Oliver Kahn (Bayern Munique), incluindo vedetas como Ronaldo, Raúl Beckham, Del Piero, ente outros, num desfile que cega de tanto brilho. Será, por certo, um motivo de orgulho para todos os portugueses que gostariam, e até defenderão, que a presença lusitana poderia ser mais expressiva. Mas a presença de Deco, como a de Pauleta, ganha uma dimensão fantástica devido a uma certa desigualdade de condições competitivas e até sociais, futebolisticamente falando, que existe entre jogar no FC Porto e no Paris-SG e no Real Madrid, que só à sua conta tem oito nomeações, ou nove, se se considerar que a presença de Makelele (Chelsea) deve-se em grande parte do que fez ao serviço dos "merengues".
A carreira do FC Porto a época passada, com destaque para a conquista da Taça UEFA, é um fenómeno estreitamente ligado à nomeação de Deco, talvez ainda um pouco beneficiado pelo público interesse do Barcelona na sua contratação. Mas no outro lado da balança pesará a ausência de competição com a Selecção Nacional, dedicada, como se sabe, apenas a jogos de preparação, dada a sua condição de anfitriã no Euro-2004.
O eleito será conhecido em Dezembro e aos portugueses resta esperar para ver se o Pai Natal põe uma bola de ouro no sapatinho.(Record)
FC Porto cede segundo empate da época frente ao Moreirense!
O FC Porto cedeu este domingo o segundo empate na Superliga, em jogo contra o Moreirense, disputado no estádio 1º de Maio, em Braga, e a contar para a 11ª jornada.
McCarthy foi o primeiro a marcar, para os portistas, aos 23 minutos, mas cinco minutos depois Manoel fez o empate que se manteve até ao final.
O FC Porto continua a liderar o campeonato, com 29 pontos, mais 8 que o segundo, o Sporting de Braga.(Lusa)
MÉDIO NÃO COMENTOU CASTIGO
Deco: «Sabíamos que seria difícil»
"Sabíamos que ia ser extremamente difícil, como veio a provar-se. O Moreirense fez o jogo que lhe convinha, de forma a poder ganhar ou perder tempo. O FC Porto, infelizmente, não conseguiu contrariar isso e acabámos por perder dois pontos, esta noite, em Braga. Venho de um jogo de castigo, sim, mas não quero falar disso. Faço comentários a este jogo com o Moreirense. O resto, neste momento, não me interessa."(Record)
FC Porto vence Marselha por 1-0
O FC Porto deu terça-feira um passo importante para passar à segunda fase da Liga dos Campeões, ao vencer nas Antas por 1-0 o Olimpique de Marselha, com um golo de Alenitchev aos 21 minutos.
Por seu lado, o Real Madrid foi a Belgrado empatar 0-0 com o Partizan, o que deixa tudo em aberto no Grupo F.
Os "merengues" lideram o grupo com 10 pontos, seguidos do FC Porto com 7. O Marselha tem três pontos e o Partizan apenas 1.(Lusa/Fim) Porto venceu o Nacional tambem ésta semana sem o Deco por 1-0. O "mágico" já pode voltar a jogar na liga e tambem na Liga dos Campeões.
Deco gostou do jogo 'MÁGICO' SOFREU POR FORA!
O "mágico" Deco não contribuiu para a vitória dos dragões frente ao Marselha, mas o castigo de um jogo que lhe foi imposto pela UEFA não o afastou de sofrer na bancada.
Embora Deco prefira contribuir do que apenas observar, o internacional disse no final do desafio ter gostado do espectáculo. Também reconheceu que o Marselha chegou a assustar os dragões, mas logo ripostou com a superioridade da sua equipa durante o decorrer de todo o encontro.
"Gostei muito. Foi um bom desafio e conseguimos vencer. No entanto, também atravessámos momentos muito difíceis, embora, no geral, possamos dizer que fomos superiores", afirmou Deco, considerando que a conquista dos três pontos no segundo jogo com os franceses deixa o FC Porto numa posição confortável para alcançar os oitavos-de-final: "No geral fomos superiores. Esta vitória foi um grande passo para os nossos objectivos e agora estamos bem lançados para passar à fase seguinte."
Sobre o facto de ter ficado de fora devido ao castigo que lhe foi imposto, Deco referiu que "custa mais sofrer por fora" e elogiou a prestação dos seus companheiros: "Te- mos um grande grupo."
SuperLiga
Em relação ao castigo que lhe será aplicado pela Liga de clubes devido à expulsão no jogo com o Boavista, para a SuperLiga, Deco garantiu não saber se poderá alinhar na próxima partida: "Toda a gente viu o que aconteceu naquele encontro. Não sei se vou jogar o próximo jogo e ainda não fui ouvido na Liga."(Record)
FC Porto vence Boavista por 1-0
O FC Porto venceu o Boavista por 1-0, em jogo da 9ª jornada da Superliga de futebol, disputado no Estádio do Bessa, no Porto.
O único golo do encontro, apitado pelo árbitro Paulo Paraty, foi apontado por Alenitchev aos 78 minutos.
Deco e a expulsão: «Penso que foi injusta, mas já estou acostumado»
Deco, jogador do F.C. Porto, explica o lance que esteve na origem da sua expulsão durante o jogo com o Boavista: «Eu fui à bola e quando tentei jogar e ia a fazer o movimento de chutar, já ia sem a bola. Portanto, estava a fazer um movimento inevitável que me levou a chutar a bola sem bota. Eu parei, porque pensei que o árbitro ia mandar parar o jogo ou marcar falta e ele deu-me o segundo amarelo. Não é uma situação normal, porque não tinha intenção. Desconheço a regra, mas naquele momento já não podia voltar atrás. Penso que foi injusto. É a terceira vez que sou expulso aqui no Bessa, já estou acostumado. Uma até pode ter sido justa, mas as outras duas foram em lances fortuitos. Acho que esta foi uma vitória difícil, frente a uma equipa complicada, principalmente nos jogos em casa. Apesar de o Boavista não ter futebol bonito, é prático, mas hoje alcançámos uma vitória importantíssima. A primeira parte foi mais difícil, porque tínhamos três jogadores no meio-campo, mas ao intervalo o treinador teve mérito em ter mexido na equipa e a partir daí passámos a jogar com quatro elementos no meio. Gosto de jogar bem, mas o mais importante para mim sem dúvida que é a vitória da equipa».(MAISFUTEBOL)
FC Porto consegue primeira vitória na Liga dos Campeões frente ao Marselha...
O FC Porto conseguiu quarta-feira à noite a sua primeira vitória na Liga dos Campeões, ao vencer em França o Marselha por 3- 2 em jogo da 3ª jornada do Grupo F da prova.
A equipa gaulesa marcou primeiro, por Drogba, aos 24 minutos, mas os portistas deram a volta ao resultado em 11 minutos, com tentos de Maniche (31) e Derlei (35).
Na parte final do encontro, aos 81, Alenitchev fez o 3-1 e três minutos depois Marlet reduziu para o Marselha, fixando o resultado final.(RTP.pt)
O mágico viu o terceiro amarelo e terá de cumprir um jogo de suspensão
F.C. Porto: Deco não joga com o Marselha nas Antas
Deco vai acompanhar o próximo encontro da Liga dos Campeões a partir da bancada. Na próxima jornada, dentro de quinze dias, é a vez das equipas trocarem de posições, cabendo ao F.C. Porto receber o Marselha, naquele que pode ser o desafio decisivo para os azuis e brancos na definição da continuidade em prova.
O jogo que pode determinar muito em relação àquela que será, porventura, a formação acompanhante do Real Madrid no apuramento para os oitavos de final não poderá, contudo, contar com o mágico portista, que viu esta noite, no estádio Vélodrome, em Marselha, o terceiro cartão amarelo, em outros tantos encontros, e terá de cumprir agora uma partida de suspensão.
O regresso deverá por isso acontecer a 26 de Novembro, na recepção ao Partizan, naquele que pode ser o jogo do carimbo para a fase seguinte da prova milionária.
Deco marca; FC Porto vence Belenenses em jogo da Superliga de futebol!
O FC Porto venceu na noite de sábado o Belenenses por 4-1 em encontro da oitava jornada da Superliga de futebol, disputado no Estádio do Restelo.
O marcador foi inaugurado pelo Belenenses por Gonçalo Brandão, mas Derlei, Deco, César Peixoto e Marco Ferreira consolidaram a vitória dos "dragões".
Noutros encontros do campeonato nacional de futebol disputados sábado, o Boavista venceu o Paços de Ferreira por 3-0 e o Nacional da Madeira ganhou à Académica de Coimbra por 1-0.(rtp)
Deco: «O prazer de jogar é suficiente para motivar»
Deco (jogador do F.C. Porto): «Foi difícil. O Belenenses é uma equipa que joga bem e foi importante vencer aqui. É bom marcar, mas o mais importante é a equipa ganhar. O F.C. Porto fez um grande jogo e a jogar assim é mais fácil vencer. O seleccionador? Não sabia que estava na bancada. Só o facto de jogar no F.C. Porto e o jogo em si, para quem gosta desta profissão, tem de ser motivo de motivação. Não tem de existir motivação extra só porque tem alguém a observar. Para mim, o prazer de jogar é suficiente. O Deco da época passada está de volta? A época passada já passou. Ganhámos o que tivemos para ganhar e este ano é para continuar.»
Deco pulls out of Portugal squad for Albania friendly!
LISBON, Oct 7 (Reuters) - Porto playmaker Deco Souza has pulled out of the Portugal squad for Saturday's friendly against Albania, the Portuguese Football Federation said on its website on Tuesday.
The Brazilian-born player asked to withdraw due to "urgent personal matters".
Portugual coach Luiz Felipe Scolari accepted the request and recalled Porto defender Paulo Ferreira and Benfica's Tiago Mendes to his 20-man squad.
Portugal automatically qualify as hosts for next year's European championship.
FC Porto restabelece "hierarquia" na Superliga com "hat-trick" de Derlei!
Três golos do avançado brasileiro Derlei permitiram no domingo ao FC Porto restabelecer a "hierarquia" da Superliga portuguesa de futebol, ao bater por 4-1 uma inofensiva Académica, reassumindo a liderança após a sétima jornada da prova.
Os "estudantes" (13/os) inauguraram o marcador aos 07 minutos, na sequência de um livre directo concretizado de forma exemplar por Dário, mas os portuenses demoraram apenas mais oito minutos para dar a volta ao resultado.
César Peixoto, aos 10 minutos, igualou através de um canto directo e, aos 15, Derlei iniciou o seu "recital" privado, que teria mais dois "actos", aos 42 e 49, o que deixa o brasileiro na liderança isolada da lista dos "artilheiros", com oito golos.(Lusa)
FC Porto vence Vitória Guimarães por 2-1
O FC Porto venceu este sábado o Vitória de Guimarães por 2- 1, em encontro da sexta jornada da Superliga de futebol, disputado no Estádio D. Afonso Henriques, em Guimarães.
O Vitória entrou melhor no jogo e marcou logo aos cinco minutos, por intermédio de Romeu.
No entanto, seis minutos depois os campeões nacionais empataram, com um golo do brasileiro Derlei.
"Dragões" e vimaranenses chegavam assim empatados ao intervalo e foi preciso esperar pelo minuto 79 para, na marcação de um pontapé de canto, Costinha resolver a contenda a favor do FC Porto, marcando de cabeça.
Com esta vitória, o FC Porto fica com 16 pontos na classificação da Superliga e já leva uma vantagem de sete pontos sobre o Sporting (que tem um jogo a menos) e de 11 pontos sobre o Benfica (com dois jogos a menos).
O encontro, que teve uma assistência de 9.000 espectadores, foi arbitrado por António Costa, de Setúbal.(Lusa)
FC Porto vence Benfica por 2-0
Lisboa, 21 Set (Lusa) - O FC Porto, campeão nacional, venceu domingo o vice-campeão Benfica por 2-0, em jogo da quinta jornada da Superliga portuguesa de futebol, disputado no Estádio das Antas, no Porto.
Os "dragões", que passam a repartir a liderança do campeonato com o Marítimo, que sexta-feira empatou 1-1 em casa com o Sporting de Braga, chegaram ao intervalo a ganhar por 1-0, com um golo apontado por Derlei aos 31 minutos.
O resultado foi fixado aos 53 minutos, quando o defesa central brasileiro Argel fez um auto-golo de cabeça, na sequência de um pontapé de canto.
FC Porto-Sporting, 4-1: Para o Milan não dá mas internamente chega
O FC Porto não precisou de se transcender. Bastou-lhe jogar o habitual da época passada para bater um leão que ainda tem muito para acertar
4-1! Grande noite ontem nas Antas. Um FC Porto à moda da época passada e um Sporting que recusou baixar os braços proporcionaram um belo espectáculo, emotivo, com golos espectaculares, que fizeram deste o melhor encontro da SuperLiga até à data.
Porto impassível
Num encontro em que os leões apenas criaram dificuldades à defesa portista na parte final do clássico, os campeões nacionais voltaram a uma imagem próxima da que prevaleceu na temporada passada, exercendo domínio em todos os capítulos do jogo. Entrando a vencer, a equipa de Mourinho foi sempre mais forte, com Maniche em excelente estilo, Deco a deixar sinais de retoma, Derlei e Jankauskas problemáticos.(Record)
FALTOU SORTE!(2003-08-29)
O F.C.Porto esteve a um passo de fazer história no futebol mundial, mas um golo do AC Milan aos 10’, marcado por Schevchenko, deitou abaixo todas as pretensões portistas.
Mourinho tinha dito que qualquer final era difícil, fosse contra quem fosse. Mas a verdade é que difícil foram só os minutos iniciais, porque depois os seus pupilos controlaram toda a partida, empurrando o adversário para o seu meio-campo. No entanto, faltou uma estrelinha da sorte. E por mais posse de bola que os azuis e brancos tivessem e por mais remates que fizessem, a fortuna não quis nada esta noite com a equipa das Antas, que tanto fez para ganhar a partida.
A noite era perfeita para uma final, com excepção do relvado que não se encontrava em grandes condições para a prática de futebol de alta competição. O AC Milan começou mais ofensivo e os centrais portistas, Jorge Costa e Ricardo Carvalho sentem algumas dificuldades em executar bem as suas funções. Um Inzaghi e um Schevchenko muito activos e irrequietos deram origem ao único golo desta partida, com o jogador ucraniano a colocar o esférico dentro da baliza defendida por Vítor Baía aos 10’. Só depois o F.C.Porto começa a mostrar o seu jogo, enquanto o AC Milan ia fazendo alguns remates de algum perigo, mas nada que o guardião portista não resolvesse. Maniche inicia o sequência de remates portistas falhados: aos 37’ a bola sai ligeiramente por cima. O intervalo chegou em boa hora, pois suponha-se que algumas falhas técnicas seriam alteradas. E na verdade foram, pois a entrada de Jankauskas para o lugar do apagado McCarthy trouxe maior dinâmica ao ataque azul e branco. O número 9 portista esteve a ponto de marcar, aos 65’ mas escorrega no momento crucial para chutar e empatar a partida. Rui Costa responde de imediato e se o seu pontapé não saísse por cima, pois o internacional português encontrava-se isolado, era o 2-0 para o Milan. O árbitro, que já na primeira parte perdoara um cartão amarelo a Gattuso, perdoa aos 69’ aquela que seria a segunda cartolina a Seedorf e que acabaria por resultar na expulsão do mesmo. Mas tal facto não aconteceu e Ancelotti percebendo o risco iminente em que o seu jogador número 20 se encontrava, substituiu-o de imediato. No minuto 73 Baía faz-se a um remate de Inzaghi, proporcionando assim um grande momento de futebol, com o número 99 portista a evitar o segundo golo do adversário. Até ao final da partida foram várias as oportunidades para o F.C.Porto empatar a partida, mas nenhuma se veio a verificar.
Deco, Derlei e Jankauskas foram alguns dos nomes que mais brilho deram a esta noite. Mas a história de um jogo de futebol faz-se de golos e nesse aspecto o AC Milan marcou um e o F.C.Porto zero. Os italianos foram felizes, tiveram toda a sorte do mundo no seu lado e só por isso conseguiram levar a Supertaça Europeia para casa, porque a haver justiça no resultado a vitória seria, sem qualquer dúvida, azul e branca. Os jogadores saíram debaixo de uma grande ovação e esta foi bem merecida, pois deram uma lição de futebol a toda a Europa. É caso para dizer que o F.C.Porto é um injusto mas digno vencido.(Mónica Carvalho)
PARABÉNS DECO!(2003-08-27)
O luso-brasileiro mais aclamado do momento completa hoje 26 anos. Deco-online deseja-lhe as maiores felicidades e que este dia seja repleto de alegrias. Mesmo estando longe da família devido à partida para o Mónaco em virtude do jogo da Supertaça, na próxima Sexta-feira frente ao Milan, Deco estará rodeado de amigos que farão deste dia uma alegria, coisa que o mágico das Antas muito merece. Da minha parte, os parabéns já estão dados. Resta-me apenas desejar-lhe boa sorte para o jogo que se avizinha, porque uma vitória seria sem dúvida a melhor prenda de aniversário do momento.(Mónica Carvalho)
ERRO DE BAÍA CUSTOU VITÓRIA!(2003-08-24
)
O F.C.Porto empatou esta noite a uma bola com o Estrela da Amador, no Estádio José Gomes.
O Estrela estreava-se na Superliga e o F.C.Porto vinha de uma vitória suada, em casa, frente ao Sporting de Braga. Os portistas já puderam contar com a presença do capitão Jorge Costa que se encontrava a recuperar de uma entorse, contraída na pré-época e que o impossibilitava de prestar o seu contributo à equipa. Este jogo era também uma expectativa para os adeptos azuis e brancos que queriam ver como é que os jogadores reagiam perante a pressão devido ao jogo da Supertaça Europeia que se realizará na próxima Sexta-feira, no Mónaco frente ao AC Milan de Rui Costa.
Nos minutos iniciais desta partida notou-se uma pressão ofensiva muito forte por parte do F.C.Porto, mas que depressa se transformou num maior equilíbrio entre as duas equipas. Aos 13 minutos, Sabry quase inaugura o marcador ao ultrapassar Tiago, Paulo Ferreira e Jorge Costa na área defensiva portistas. No entanto Ricardo Carvalho, que fez uma exibição fantástica, chegou em boa hora e cortou o remate do egípcio. Maniche responde ao ataque do Estrela e consegue fazer um cruzamento soberbo numa altura em que a bola quase ultrapassava a linha final, mas faltou alguém para cabecear. Os visitantes fazem uma boa troca de bola mas peca pela acção ofensiva: ao chegar à área adversária muitas bolas eram perdidas ou despachadas pelos defesas do Estrela. Rogério levou um cartão amarelo aos 24’ e logo a seguir fez mais duas faltas merecedoras de punição, mas o jogador em questão não foi sequer advertido pelo árbitro, acabando por ser substituído já no decorrer da Segunda parte. No final dos primeiros 45 minutos, o jogo torna-se demasiado faltoso e agressivo. Aí, José Mourinho que estivera sentado, levanta-se exaltando-se com os seus jogadores e berrando instruções para dentro das quatro linhas.
Com a Segunda parte veio Alenitchev para o lugar de Tiago e o meio-campo portistas revelou-se mais forte e assim, o jogo ganha mais vida e fica mais bonito. O primeiro golo da partida surgiu aos 61’ através de Benni McCarthy, que, de livre directo magnificamente marcado com o pé direito, coloca o F.C.Porto em vantagem. O Estrela empata aos 74’ devido a um erro de Vítor Baía que até então estivera sempre muito seguro na baliza azul e branca: o guardião portista chutou a bola para um local onde havia vários jogadores da equipa adversária e um deles, Júlio César, tentou fazer um chapéu e conseguiu na perfeição. Estava então feito o empate e o número 99 só se podia queixar de si. A partir daí parece que o F.C.Porto estagnou pois não teve qualquer reacção.
A partida terminou com um ponto para cada lado. Na época passada, ao fim da Segunda jornada o F.C.Porto tinha também 4 pontos, por isso um empate nesta altura do Campeonato não é, de forma alguma, decisivo.(Mónica Carvalho)
COMEÇAR A GANHAR!(2003-08-18)
O jogo que opôs esta noite o F.C.Porto ao Sporting de Braga, terminou com uma vitória azul e branca por duas bolas a zero.
Na primeira parte, muito mais agradável que a Segunda, viu-se um pressing muito forte da equipa da casa, que passava mais tempo no meio campo defensivo da equipa arsenalista e teve assim as melhores oportunidades, concretizando duas: a primeira logo aos 5 minutos, Benni empurra para dentro da baliza adversária um cruzamento do lutador Bosingwa, mas o árbitro invalida; e o segundo golo, esse sim já a valer aos 23 minutos: mais uma vez o reforço McCarthy fez esquecer Postiga e alterou o marcador para 1-0. O marcador só seria alterado aos 83 minutos, com Derlei a matar o jogo, num pontapé fulminante, após um cruzamento colocado do lituano Jankauskas.
A exibição não foi das melhores e muitas situações há a rectificar na equipa do campeão nacional.(Mónica Carvalho)
DECO FICA!
Muito se disse e especulou sobre a eventual saída do jogador que mais dá nas vistas no actual plantel azul e branco. Deco, aquele a quem os adeptos comparam como sendo superior ao mítico Pelé, é alvo de cobiça por parte de alguns clubes, dos quais se destaca o Barcelona, que fez recentemente uma proposta ao F.C.Porto de 15 milhões de Euros para a aquisição de Deco. Os dirigentes portistas afirmam que o mágico não está à venda e não gostaram da forma como o clube maior da Catalunha abordou o jogador e o F.C.Porto. Enquanto isso, o número 10 vai afirmando que gostaria de jogar no Barcelona, tendo em conta o grandioso passado deste clube, mas admite que ficar é uma hipótese que não lhe desagrada, pois encontra-se no clube que lhe deu tudo na vida, no país que o projectou para o futebol, desde cedo.
Sempre estive crente de que Deco não sairia nesta época. Se pensarmos bem, ele só tem a perder caso se transfira para o Barcelona agora, porque este clube, para além de ter ficado numa posição muito aquém das expectativas no último campeonato espanhol, nem sequer vai estar presente na actual edição da Liga dos Campeões, a montra europeia dos craques. O F.C.Porto, por sua vez, ganhou tudo o que havia para ganhar: Superliga, Taça UEFA, Taça de Portugal; foi considerado o melhor clube do mundo em Janeiro e Março e, mesmo em início de época, é temido pelos adversários que não poupam elogios ao plantel das Antas, que consideram como sendo das melhores equipas da Europa, senão mesmo a melhor. Sendo assim, Deco nada tem a perder se permanecer esta época no F.C.Porto, porque se fizer uma época igual à anterior em termos de qualidade, o valor do seu passe subirá em flecha e terá mais clubes interessados em adquiri-lo.
No seu site oficial, o luso brasileiro afirmou que esta não é a altura ideal para sair do F.C.Porto, recusando assim uma proposta de 21 milhões de Euros dos franceses do Paris Saint Germain e salientando a ideia de que não sabe quando e se será oportuno abandonar a equipa das Antas. No entanto, é fácil de perceber que um jogador da sua categoria necessita de estar num campeonato mais competitivo, mais bem cotado, que faça com que a magia de Deco se espalhe ainda mais pela Europa e pelo Mundo. Certo será que luso-brasileiro dificilmente esquecerá todos aqueles que o apoiam e que fazem dele a estrela que é. Porque não há amor como o primeiro, os adeptos portistas terão seguramente um lugarzinho especial no coração deste verdadeiro número 10.(Mónica Carvalho)
COMEÇAR A GANHAR (2003-08-10)
Um F.C.Porto–União de Leiria findou a época passada e um F.C.Porto–União de Leiria abre a presente época e em ambos os encontros a equipa das Antas saiu vitoriosa.
José Mourinho não pôde contar com o capitão Jorge Costa, por lesão e decidiu deixar Costinha no banco, por precaução. Vítor Pontes, treinador do Leiria viu regressar à sua equipa Maciel, jogador fundamental da equipa da cidade de Lis.
No inicio da partida cumpriu-se um minuto de silêncio em memória de todas as vítimas dos fogos florestais que assolam o nosso país, na actualidade. O F.C.Porto entrou melhor, conseguia ter o controlo de bola que tão característico lhe é. No entanto, o Leiria surgiu atrevido, jogando também um futebol muito agressivo, que exigia grandes condições físicas por parte dos jogadores, o que acabou por tornar o jogo num partida pouco bonita, muito táctica. É o F.C.Porto quem mais hipóteses tem de se colocar em vantagem no marcador, mas a finalização pecava, e muito. O jogo esse foi sem dúvida muito dinâmico, muito rápido e muito pesado, o que resultou na amostragem de 8 cartões amarelos por Pedro Proença, sendo que 2 deles foram para João Paulo, que acabou por ser expulso aos 25 minutos da 2ª parte. O árbitro deu muito que falar, por interrupções tardias, foras-de-jogo mal assinalados, situação em que os auxiliares também têm grande culpa e a mais flagrante de todas: a validação do golo portista, marcado por Costinha aos 8 minutos da 2ª parte, que entrou nos últimos 45 minutos, em que o centro-campista dos azuis e brancos comete falta sobre Elton, guarda-redes leiriense.
1-0 foi o resultado da primeira partida oficial da época para as duas equipas, onde o africano McCarthy esteve muito activo, recuperando bolas no meio-campo e partindo para o contra-ataque, mas falhando no remate. Ambos as guarda-redes tiveram um papel importantíssimo para a manutenção do resultado, principalmente Vítor Baía, que conseguiu assegurar a vitória portista.
Mesmo com mais um trofeu relativo à época passada para as vitrines das Antas, José Mourinho afirmou estar “de certa decepcionado, porque normalmente a minha equipa joga melhor”. No então o mister azul e branco não poupou elogios: “parabéns ao Vitória de Guimarães, porque este estádio é excelente”, “parabéns ao União de Leiria, porque é uma equipa extremamente boa” e por fim, “parabéns aos meus jogadores, porque eles ganharam”. Vítor Pontes também acredita que o F.C.Porto foi um justo vencedor, mas referiu o golo de Costinha que considerou ser inválido.
Muitas coisas ainda serão certamente acertadas nas duas equipas, até porque a Superliga começa já na próxima semana.(Mónica Carvalho )
FC Porto detém 85% do passe de Deco
O Futebol Clube do Porto comprou mais 15 por cento do passe do jogador do meio-campo da equipa profissional de futebol Anderson Luís de Souza "Deco", anunciou segunda-feira a sociedade.
Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a F.C. Porto, Futebol, Sociedade Anónima Desportiva (SAD) revela que pagou 1,25 milhões de euros pelo negócio, cedendo ainda 10 por cento do passe do jogador Benedict Saul McCarthy (Benny McCarthy).
Com a compra destes 15 por cento à empresa Gestifute, o Porto passa a deter 85 por cento do passe do futebolista.
A 28 de Julho, o FC Porto - Futebol, SAD tinha já adquirido 20 por cento do passe de Deco, num negócio que envolveu o pagamento de 2,23 milhões de euros e a cedência de cinco por cento dos passes dos jogadores Paulo Ferreira e Ricardo Carvalho.(Lusa)
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