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Cecília
1
Na sua auréola
chapeada medalha
há uma pérola
empinada e dura
que na blusa muda
perfura e condecora
e a ponta tritura.
![[ RETORNA PARA O TOPO ]](file:///C:/Clientes/cultura&poesia/seta1.jpg)
De
noite
Auréola
esfera face da leoa
que batendo voleia minha chave
súcupa chupada numa cuba
quando dois tombos estão dependurados.
Alargue suas sete léguas de renda
ida e volta na comunhão das cabeleiras
volte bilingue folhuda
cacho e ponteiras.
Não... não posso mais, pare
soltei minha última esporada
fiquei quase tudo ou nada
no dorso baleeiro da tua cavalgada.
![[ RETORNA PARA O TOPO ]](file:///C:/Clientes/cultura&poesia/seta1.jpg)
Épico
Sexo
vale nada
como o A aberto da saia
abertas janelas do teu cordão
duas luas numa grande angular
medalhas tremulas da águia.
Sexo vale nada
seu tórax em vôos rasantes
arfando ventos em éguas disparadas
peladas estão as floras e faunas
e o bico durinho à espera.
Sexo vale nada
montanhas em blecaute
pegando pelo cabelo as ladras
por detrás desvendando cavernas
e com elas lambendo as causas.
Sexo vale nada
escorregando pernas em estopim
uma em cima da outra, carrossel
girando os corpos tortos de anjos
tudo na ponta do meu cabeçalho.
Sexo vale nada
suspirando segredos nas conchas dos ouvidos
é lá onde moram as musas
e as bruxas estão de coxas azuis
rindo bem baixinho e vagabundas.
Sexo vale nada
nos revôos de tua saia
silenciosa dança de pornografia
que na sua estrangeira pele fantasia
o homem cresce e não mais se vê.
E o sexo vale nada
desliza, permeia e transforma
toda antena transpira retina
da fêmea pulsa efêmera amplidão
mata o homem no fogo da turbina.
Fica a dança da lembrança
esta fincado o quê significa
uma sombra vermelha junto ao meu corpo
que o sexo vale nada...epopéia!
![[ RETORNA PARA O TOPO ]](file:///C:/Clientes/cultura&poesia/seta1.jpg)
Fantasia
Detrás
de cristalinas vidraças
duas moças brincavam de anquinhas
anéis trocados num fundo mar.
Nas suas lagoas bordadas
aranhas ficavam molhadinhas
e trançavam risinhos na ponta dos dedos.
Elas trocavam namorados
agitando as dunas em conchas abertas
favos apertados num tonel.
Encostadas ao luar
tremem na palma afundar.
O corcel triplica
peles e flores a suspirar: mais
agora estão usando damas e tubos
Zélia e Ana em lençois bordados
estão desaparecendo entre as gomas.Rin.
![[ RETORNA PARA O TOPO ]](file:///C:/Clientes/cultura&poesia/seta1.jpg)
Gozar
1
Enforco
tua anca
encastelo tua bunda
engasgo meu pau
repico na sonda
balanço seu furunculo
gozo brancos
limpo sem poesia.
![[ RETORNA PARA O TOPO ]](file:///C:/Clientes/cultura&poesia/seta1.jpg)
Jogo
Seios como pomos
dublados no decote
do soutien em frenesi
rendida está a dama
aberta sua val truco:
fique de copas,eu chupo.
![[ RETORNA PARA O TOPO ]](file:///C:/Clientes/cultura&poesia/seta1.jpg)
Lígia
O
caminho que percorria
nuvem, mar, calmaria
era sem volta para as Índias
e eu tonto, cíclico,
não conseguia sequer ver o porto
ao te ver tão bonita, infinda,
passar ao largo curvilínea
com sua tela de especiarias
vale de novas fronteiras, Ligias,
que deslocavam perfumes do Caribe.
Por favor, não me provoques
não sou forte de ataques suicidas
fêmea de iguarias, sereia e não sei.
Vou a Calicute, Bagdá ou Goa?
Hoje sou pressa
ponteado barco masculino
de nenhum pirata, sem vigia
azul, vermelha, sem calcinha
odalisca transparente de riscos
mulher que insinua, me olha olha,
retoma, me envolve e sai
ligeira cai, peroliza minha mira:
esta brisa me leva a Madagascar!
![[ RETORNA PARA O TOPO ]](file:///C:/Clientes/cultura&poesia/seta1.jpg)
Marília
1 , Bel e Marta
Deslizavam
numa gula de luas
escorrendo pólen pelas ventas
língua funda a cataventos
elas estavam surdas
não se engoliam passageiros.
Com dois dedos marejavam
nas outras buliam pirâmides
no pico zumbiam sustos
para de quatro passar o trem.
As três bocas profanas
agora, deixam passar o leopardo
pelas pernas de uma delas a vespa
de estarem deitadas nuas
o mar na lua a balouçar
para gozar num palmo de luvas.
![[ RETORNA PARA O TOPO ]](file:///C:/Clientes/cultura&poesia/seta1.jpg)
MAPA
Borbulhar
a gota santa
esparrama-la no céu da boca
subir com pássaros ao cume
e de lá na língua rastear
as dunas curvilíneas da lagoa
depilar as deusas em léguas
depois, virar o avesso pelas costas
e enfiar seu guia entre os vales
no meio dos arcos existe um túnel
Assim, lúcido sair voando
esquecer esquecido esquecimento
sumo sereno em uuummmm....
![[ RETORNA PARA O TOPO ]](file:///C:/Clientes/cultura&poesia/seta1.jpg)
Neros
o fogo roda _______Roma aboca
dedo pula____________ a fera acua
socam todos__________ ais de canibais
_________frente e verso
tochas ____bilinguespeto
_______nas coxas
_________ Ninguém viu.
![[ RETORNA PARA O TOPO ]](file:///C:/Clientes/cultura&poesia/seta1.jpg)
Origem
Sex
sem pressa
escarna
o são
![[ RETORNA PARA O TOPO ]](file:///C:/Clientes/cultura&poesia/seta1.jpg)

Poecios
Boca sub marina
atocha até as minhas contas
vai até o atol das rocas
desce vagas pelos meus pelos
e bata dura nas pedras sujas
desça pelas ancas como marinha
resmungue suas ondas em surto
e vire de costas com conchas abertas
deixe vir o mar de repuxos
que assino poesias nas rochas.
![[ RETORNA PARA O TOPO ]](file:///C:/Clientes/cultura&poesia/seta1.jpg)
Presente
Maduro
ou homem bobo
racional ou apaixonado
os dois desejam dar presentes.
O primeiro mais força
mais sopro nas dificuldades
um colo nos desacertos
o mesmo talão de futuro
com seu nome conquistado
e, agora, apostando em novas leis
orgulhoso de novas bancas
tudo novo na metade da estrada
e assim estou por ali...perto!!!
Quisera ser mais completo
mais água quando sou pedra.
O bobo não tem muitos adjetivos
infantil, chato e inconsequente,
mas se você aceitar
ele poderá te dar mais sonhos
irrealizáveis, inúteis---eu sei;
outros de tentar ser mais galante
(amantes são lindos no romance?)
de tentar te amparar sem se saber
ir, nós, pra lá e pra cá não tendo motivos
querer mais 44 séculos juntos
pezinho rimando, por vezes,
com espinhos. Voltou o racional?
Isto é, dizer sempre:
---- "Minha coisica"!
aninhar, animar, esquentar
viajar até ilhas, Mares Azuis
pelados e entrelaçados
como elos daquela corrente primeira
que nunca se viu, sorriu
mas sabia desta pérola:
os faróis do teu olhar
tua mãozinha sempre uma
copinha que só eu vejo, fico mole
e quando fico duro como
e como mas não sei explicar
só quero ficar com você.
Hoje os dois eus estão aqui
te dando parabéns, convidando
para comigo chegar em nossa casa
e dar escondidinho, toda vez,
um beijo estampado de girassóis.
Como foi bom te conhecer!
![[ RETORNA PARA O TOPO ]](file:///C:/Clientes/cultura&poesia/seta1.jpg)
Sexo
virtual
Para
o mundo cassino
Lanternas
vermelhas
seios a granel
quanto much uma chupada gun?
wave.babel.com
coquetel a bordo e estibordo
nichos markets e febens
turbinados ao mundo fashion
tão decantados risos nike
na ceia de ais globalizados
turbos masturbados zoom
e ela standart rush and truste
sozinha no meio do pênis. Cash.
![[ RETORNA PARA O TOPO ]](file:///C:/Clientes/cultura&poesia/seta1.jpg)
Tentação
Bebel
não queria de tuas conchas me aproximar
nem sequer colher mangas rosas
tampouco ficar de pés descalços
sou surdo as tuas praias virgens.
Não olho teus tornozelos de avelã
permaneço impermeável as suas maçãs
destas penugens em paz esqueço
e fico a sós com meu suspiro de pescador.
Queria no seu lençol compor poesias e só.
Também não segurar teus pulsos de louça
e --- pelo amor de Deus --- não tire seu biquíni
não conheço luas, matas, gatas empinadas em i
e jamais sorria este seu amanhecer só meu
que canto,agora, sem dizer nada.
![[ RETORNA PARA O TOPO ]](file:///C:/Clientes/cultura&poesia/seta1.jpg)
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Brinde
To Bi
o seio empinado da garça
coroado no bando formigueiro
auréola rosa na boca
dos estufados decotes da caribenha.
Sou dançarino raptando montes
que minha taça enfurece:
Carla! Vivam seus deuses
Hetero sapiens coito rum!
![[ RETORNA PARA O TOPO ]](file:///C:/Clientes/cultura&poesia/seta1.jpg)
Cerejas
Biquinho duro
empinado para leste
tá mirante no horizonte
duas fontes em volts
na lufada camiseta bordada
aspirando tanta confiança
tá desconectando quarteirões
e me faz ficar burro
suando arrobas de feno
ao seu balanço de gansos
o vento refém esporando
quanto mais planto cerejas e vermelhas. Vor.
![[ RETORNA PARA O TOPO ]](file:///C:/Clientes/cultura&poesia/seta1.jpg)
Eclipse
A
língua sumiu Enxugou-se na renda negra.
Apagaram-se as tochas, aquelas matas falantes
foi-se o beijo dado e os vôos rascantes.
Procurei suas fontes pingantes, tremia
olhei suas voltas, rosa pupila, todas as mulheres
e sobrava um espanto de ter sobrevivido
quando, na verdade, debatia para não se engolido.
Só, agora, o latejar duro do meu pau!
Assim espero o sinal
recomeçar uma nova gala de luas descalças
os sinos baterão como sempre, outras falas
talvez mais planas, brancas cavas
e, então, direi : houve um eclipse no meio da boca
tateei sem cordas na garganta de um lapso
conquistei a lua numa espiral rum. Tru.
![[ RETORNA PARA O TOPO ]](file:///C:/Clientes/cultura&poesia/seta1.jpg)

Êxtase
A
manga rosa escorreu sedas na ponta do meu.
O sumo isolou cores, vermelho mais vermelho.
Até as unhas rolaram ruivas em quantos meus?
O clarão explodiu, compartilhado. Suffff...
Fim
To
Bi
o seio empinado da garça
coroado no bando formigueiro
auréola rosa na boca
com um pino atravessando no meio
marca dos estufados decotes da holandesa
rum da vaca tirado na gula
que na minha sonda alaga
eu danço em honra a ela
bandeira destemperada a largo pau
Prometeu nas lacunas morder
com champagne raptando sua úrsula.
Carla! Hetero sapiens coito rum.
Infância
Não seio
vácuo
veio sereia.
![[ RETORNA PARA O TOPO ]](file:///C:/Clientes/cultura&poesia/seta1.jpg)
Leve
Dói
rumina
a magnólia falha
que germina sina
na relva Guta e rubrica
alveólos dedos banho
no favo úmido
a primeira guerra
cava e pula e repica
a zero hora com clarão
quando sumiu estava nova.
![[ RETORNA PARA O TOPO ]](file:///C:/Clientes/cultura&poesia/seta1.jpg)
Morena
1
Tatiana
bica que lava
deságua na nuca
bate no peito
amortece a boca
cala e dança
chupa meus fatos
suspende a aula
não sabe que sonho
duro.
![[ RETORNA PARA O TOPO ]](file:///C:/Clientes/cultura&poesia/seta1.jpg)
Orgas
Mariana
de quatro, lapso um fato
torto rouco engoles solto
chusma soca volta pencas
multa turba ainda mais
aperta toda sua larga
que gozo aos trancos
na viga branca, teen
![[ RETORNA PARA O TOPO ]](file:///C:/Clientes/cultura&poesia/seta1.jpg)
Paola
Qui
sepem hore luz
amena cardia qui desc
in soro legitime gandia
de infinita tenue i laminata
non acordo nem vacua
yu geronte apronte sua labia
foco dechuvero geranio su
e fatua true momentanea garça.
Paola superlata concorde anca.
![[ RETORNA PARA O TOPO ]](file:///C:/Clientes/cultura&poesia/seta1.jpg)
Polacas
Above
duas avencas polonesas
lanternas que balançam
rosados seus quarenta anos
e nas ancas vem mapas:
judias e suas diasporas
caladas e transplantadas
felatios para dois mil
expostas nas batidas picas
e tanto giro num segundo
Bangcoc, silicone e Rio
foi na boca e partiu. Glut.
![[ RETORNA PARA O TOPO ]](file:///C:/Clientes/cultura&poesia/seta1.jpg)
Puta
Quero-te arte
arqueira de mil pernas
a brasa ardente e formigueira
pulando nesta negra feiticeira
com o cão uivando na lua cheia.
Quero tua farsa
amarga quanto quebradiça
perfeita e incompleta
este azar de ser descoberta
esparramando seu corpo de história
quando só seus faróis me guiam
língua perfurando os cúmulos.
Quero-a puta
não aquela dos postes mortiços
nem das cores de bordão
quero a boca dos vulcões
chupante partilha do meu vendaval.
Quero-a flutuante
a janela escancarada a pulsaçãodos motins
o vento rompendo nos quadris
o pescoço empaulado no sorriso leste
carioca, cubana, madrilenha
e o sol na taça dos seus peitos. Lamp.
![[ RETORNA PARA O TOPO ]](file:///C:/Clientes/cultura&poesia/seta1.jpg)
Tarada
Polpuda
arcada qual rama num barranco
lambia a goma e a gema
soltando as lobas em archote
pendendo seus romulos e tantos
onde nalgas sorviam frutos
afunda o bulbo em solta polpa
que a feliz dança engolia.
Agora era dela úmida em caracol
apalpada na abóboda
engolindo as bicas e os favos
para o caldo desta latona escorrer
lânguida no guizo final.
E a talagarça ardia... Renc.
![[ RETORNA PARA O TOPO ]](file:///C:/Clientes/cultura&poesia/seta1.jpg)
Travesti
Red skelter
rebolando pelas esquinas
com sua coxa de pontas
empinando sua língua sete
everybody comum de sede
todos no sexo uncentésimo
dando de frente de lado on the
com laser pintando baton
panteras de peito nu
ciladas tatuadas no rim
pra Carmem boca trumpete
Red skelter versus javali.
![[ RETORNA PARA O TOPO ]](file:///C:/Clientes/cultura&poesia/seta1.jpg)

Volúpia
Pink
rose
fui até seu código morse
corça batendo em disparada
com sua amiga Rita solar
as duas beijando no anonimato.
E quando badalava mesma súmula
uma deslizava água na outra
cintilavam sardas de volúpia
entrei no arco de um lumping
triângulo de azul isósceles
não sabendo onde ia magia
eram niágaras as duas fadas
subindo juntas até em ganchos
quando búfulas diluíram-se em giz. Fuk.
![[ RETORNA PARA O TOPO ]](file:///C:/Clientes/cultura&poesia/seta1.jpg)
Utopia
Tá
na boca
como gula farpada
o peito mutilando o sol
arrebentando o submarino grito dos lobos
que agora rumina invade e quer pular
____________sair a língua
_________________sacear a goma
__________________________morder as conchas.
Mas novamente não sei as dobras, suas somas
e o que se tem atrás das costas
e sei o quanto já me custou o incerto
aquele enxame de versos
o rodamoinho de ser viciado na paixão. Ser radiante.
Restou o javali contido repetido
e repetido dobrando pirâmedes no deserto
sonhando a seco no pó de gentes sonâmbulas.
E agora vem o canto das sereias
ir à forra no dorso das baleias
quantas barbatanas de rendas, tumultos de abelhas
desenterrar os decibéis perdidos, meus girassóis
e encorpar as ondas com mais luzazul
embebedando meus faróis com línguas combatentes
que há tanto tempo esperam suas guerrardentes
Sonho com uma república de peitos. Trigos eriçados.
Cataventos coloridos de diversas facções.
Toureiros com medo de fêmeas em crise. Dunas de saias
Sonho com sexos sublevados e quando cansadas
adormeçam no meu colo de memórias
seus cantos de romanas, fracassos e coisa nenhuma.
Quero desenterrar minhas cores, cansei de ser. Ú.
![[ RETORNA PARA O TOPO ]](file:///C:/Clientes/cultura&poesia/seta1.jpg)
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