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Duas
datas significativas para Russas: 6 e 9 de agosto. Exatamente
na ordem dos fatos, já que o primeiro governador da
Capitania do Ceará, Bernardo Manuel de Vasconcelos,
ordenou ao Ouvidor Manuel Leocádio Rademak que erigisse
em Vila o então povoado, o que ocorreu no dia 6 de
agosto de 1801. Vale destacar, que dois anos antes, o governador
da Capitania de Pernambuco, ordenara a criação
da Vila com o nome de São José do Bispo ou Santo
Antonio do Ouvidor, o que só se efetivou posteriormente
mediante ato do governador Vasconcelos, recebendo a vila a
denominação de São Bernardo do Governador,
modificada pelo povo para São Bernardo das Russas.
Cinqüenta e oito anos depois, no dia 9 de agosto de 1859
foi a vila elevada a condição de cidade pela
Lei nº 900 com a designação de São
Bernardo das Russas reparando essa anomalia de mais de meio
século.
Foi através do decreto 169, de 31 de março de
1938 que passou a ser utilizado o nome de Russas.
Portanto, este mês de agosto tem um significado todo
especial para nós russanos e para aqueles que escolheram
nossa cidade para fixarem residência.
Nesta celebração de seus 203 anos de emancipação
política, se fizermos uma reflexão chegaremos
a conclusão de que Russas vem apresentando elevado
índice de progresso, muito embora tenhamos a lamentar
a descaracterização da cidade, através
da demolição das pedras que, provavelmente,
deram o nome à cidade, e de alguns prédios históricos
(matriz, casarões, bangalôs, etc).
Enquanto em algumas cidades seu povo procurou manter o patrimônio
histórico, aqui aconteceu exatamente o contrário.
Como não adianta chorar o leite derramado fica apenas
o registro, e a esperança de que o que restou seja
conservado. Diante dos fatos Russas é uma cidade sem
memória!
Um patrimônio cultural que vem sendo mantido com muito
sacrifício, enfrentando a incompreensão de algumas
pessoas, é o Correio de Russas, que há mais
de seis décadas foi fundado por Matoso Filho, e hoje
registra esta data tão cara para todos nós.
Avante, pois, Russas bicentenária!
O EDITOR
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