|
|
||
|
Bulimia - Conceito e Teste de investigação |
|||
| Obesidade, cultura e comportamento |
|||
============:::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::;====== mapa do site
é uma síndrome ou seja um conjunto de sinais e sintomas cujo principal sinal é o aumento de tecido adiposo ( básicamente a partir de triglicerídes ) de forma mais ou menos localizada, tem como principal sintoma a hiperfagia ( bulimia e ingestão excessiva de alimentos ) e/ou um desequilíbrio na relação entre ingestão de alimentos e dispêndio de energia em atividades do organismo (balanço energético positivo). Sua etiologia é multifatorial e cada caso representa uma distinta relação entre fatores genético/hormonais, comportamentais e culturais. |
Uma sociedade científica para o conhecimento da obesidade, divulgação da suas formas de controle e regulação ética das profissões envolvidas no seu tratamento
O armazenamento de gorduras se processa no tecido adiposo (adipócito) sob a forma de triglicerídeos, estes são construídos a partir de glicerois (monoglicerídeo: alfa - glicerol - fosfato) e ácidos graxos. Essa reserva de lipídeos tem como função a sua mobilização como fonte calórica.
A glicose é o precursor de maior importância na síntese de glicídeos . O Glicerol é fornecido pelos alimentos pela via glicolítica da metabolização da glicose, (da glicólise resulta o alfa - glicerol - fosfato) parte não utilizada é convertida no fígado em glicogênio.
Quando a ingestão de alimentos é inadequada para atender as necessidades calóricas do organismo, quantidade suficiente de gordura é mobilizada, podendo ser removida toda reserva.
No organismo as gorduras se depositam sob a forma de tecido adiposo, identifica-se a sua presença no: panículo adiposo,epíplon (no peritôneo) , mesentério, tecido conectivo, intermuscular e envolvendo orgãos como rim e coração. São constituintes da própria estrutura orgânica, a exemplo das lipo-proteínas da membrana celular.
Os fosfolipídeos, esteróis, estéres de esteróis, glicolipídeos são constituintes estruturais e estão intimamente associados com as funções dos elementos celulares. Observe-se que no processo ou fluxo de construção, reconstrução do organismo a gordura do Fígado e Sistema Central não se allteram com variação da ingesta (segundo Pitts, 1953, que estudou variações de 5 a 50%) o que não ocorre porém com a gordura do coração, rim, intestino, músculo e principalmente do tecido adiposo.
Com exceção dos ácidos graxos essenciais não se está estabelecido os requisitos mínimos para ingestão de lipídeos , existe uma considerável variedade de padrões de combinação de gorduras de origem animal e vegetal nas diversas culturas, o que por sua vez possui uma relação com a disponibilidade local e clima. Uma atenção especial tem sido dada a presença do colesterol em suas diversas formas dado à sua relação com ateroesclerose e doenças cardiovasculares.
Para compreender os mecanismos da obesidade entretanto a atenção básica é sobre a capacidade do corpo animal de trasformar carboidratos (açucares e amido) em gordura.
A ingestão de alimentos gordurosos porém também favoreçem o desenvolvimento da obesidade, devido à sua elevado teor calórico, o gicerol liberado pela hidrólise dos triglicérides contudo segue o metabolismo dos carboidratos e/ou um processo de ressíntese. Por outro lado as relações da ingestão de gordura com a palatabilidade e sensação de saciedade/digestibilidade ainda prescisam ser melhor esclarecidas.
Formas andróides, ginecóides e mistas
Diante do risco difernciado de adoecer e morrer pelas consequências da arterioesclerose e doenças cardiovasculares (com menor incidência em mulheres), desde o final da década de 40 que testa a hipótese da existência de formas distintas da obesidade.
Sempre foram conhecidas diferenças distribuição do tecido adiposo em homens e mulheres obedecendo os efeitos hormonais da formação de caracteres sexuais secundários. Nas mulheres existe uma maior quantidade de tecido adiposo em relação aos homens com o mesmo peso corporal.
Atualmente, quanto a distribuição do tecido adiposo já se aceita a existência de pelo menos 3 tipos de padrão: 1 As formas andróides (tipo maçã ou central) que predomina no sexo masculino; 2 As formas ginecódes ou ginóides (Tipo pera ou periférica) com concentração de tecido adiposo na nádegas e coxa e preponderância no sexo feminino e 3 as formas mistas. Em termos de medida considera-se principalmente a relação pélvico-abdominal [ver]
Observe-se que tais padrões de distribuição não são exclusivamente determinados pela diferenciação sexual e existem alguns estudos que afirmam ser a obesidade central determinada genéticamente dado à sua manifestação precoce e persistência após redução dos índices corporais, embora os estudo mais conclusivos determinação genética a partir evidências da comparação de gêmeos monozigotos que conviveram em ambientes diferentes e mostram certa corrspondência de peso não distiguirem tais tipos padrões.
Índice de Massa Corpórea
A principal medida prática da obesidade é o Índice de Massa Corpórea que estabelece uma relação entre o peso e a altura do sujeito, conforme proposto por Quetelet o índice expresso em Kg por m2 é calculado dividindo-se o peso pelo quadrado da altura ou seja:
Um índice entre 23 e 25 Kg/m2 representa obesidade ou seja uma maior concentração de tecido adiposo e/ou massa muscular no caso de indivídúos com compleição atlética. Um índice de 27,5 Kg/m2 representa um peso 20 % acima do peso ideal. (23 Kg/m2).
Relação Abdomem Quadril ( RAP )
A relação entre a medida do abdome no nível da cicatriz umbilical e a medida pélvica no nível dos trocanteres que no nível médio situa-se entre 0,70 e 0,85 é uma medida para distinguir o tipo andróide (RAP acima de 0,85) do tipo ginóide (RAP) abaixo de 0,70) [ver]
Angelis, C. A. Fisiologia da Nutrição. 2V. SP, EDART São Paulo Ed. Ltda, 1979
Pitts, G. C. Gross partition of fat among the tissues of the guinea pig. Fed. Proc. 12: 109, 1953
Faria Machado Filho, Alvaro. Distribuição regional do tecido adiposo e obesidade. in: Medeiros - Neto, Geraldo (ed) Obesidade, nova fronteira metabólica. (Conf. do I Simpósio Internacional, sobre Obesidade, 1987. SP, ACHÉ, 1988
Martins, J. D. Obesidade, aspectos clínicos. ARS Curandi, 123-124, out. 1994
Flosi, A.Z. ;Ferreira, S. V. Bases fiopatológicas para o tratamento dietéticoda obesidade. ARS Curandi, v.13 nº 7, 8-67, setembro 1980
Uma estratégia inteligente
============:::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::;====== mapa do site
revisto em dezembro 23, 2003.