Compreendendo a Obesidade

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        Obesidade, uma definição

         Triglicérideos e composição lipídica

      A medida do tecido adiposo

Bibliografia

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Bulimia - Conceito e Teste   de investigação

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   Obesidade, cultura e comportamento

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Obesidade

                      é uma síndrome ou seja um conjunto de sinais e sintomas cujo principal sinal é o aumento de tecido adiposo ( básicamente a partir de triglicerídes ) de forma mais ou menos localizada, tem como principal sintoma  a hiperfagia ( bulimia e ingestão excessiva de alimentos ) e/ou um desequilíbrio na relação entre ingestão de alimentos e dispêndio de energia em atividades do organismo (balanço energético positivo).

Sua etiologia é multifatorial e cada caso representa uma distinta relação entre fatores genético/hormonais, comportamentais e culturais.

       

http://www.abeso.org.br/

Uma sociedade científica para o conhecimento da obesidade, divulgação da suas formas de controle e regulação ética das profissões envolvidas no seu tratamento

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Triglicérides

O armazenamento de gorduras se processa no tecido adiposo (adipócito) sob a forma de triglicerídeos, estes são construídos a partir de glicerois (monoglicerídeo: alfa - glicerol - fosfato) e ácidos graxos. Essa reserva de lipídeos tem como função a sua mobilização como fonte calórica.

A glicose é o precursor de maior importância na síntese de glicídeos . O Glicerol é fornecido pelos alimentos pela via glicolítica da metabolização da glicose, (da glicólise resulta o  alfa - glicerol - fosfato) parte não utilizada é convertida no fígado em glicogênio.

Quando a ingestão de alimentos é inadequada para atender as necessidades calóricas do organismo, quantidade suficiente de gordura é mobilizada, podendo ser removida toda reserva.

No organismo as gorduras se depositam sob a forma de tecido adiposo,   identifica-se a sua presença no: panículo adiposo,epíplon (no peritôneo) , mesentério, tecido conectivo, intermuscular e envolvendo orgãos como rim e coração. São constituintes da própria estrutura orgânica, a exemplo das lipo-proteínas da membrana celular.

Os fosfolipídeos, esteróis, estéres de esteróis, glicolipídeos são constituintes estruturais e estão intimamente associados com as funções dos elementos celulares. Observe-se  que no processo ou fluxo de construção, reconstrução do organismo a gordura do Fígado  e Sistema Central não se allteram com variação da ingesta (segundo Pitts, 1953, que estudou variações de 5 a 50%) o que não ocorre  porém com a gordura do coração, rim, intestino, músculo e principalmente do tecido adiposo.

Com exceção dos ácidos graxos essenciais não se está estabelecido os requisitos mínimos para ingestão de lipídeos , existe uma considerável variedade de padrões de combinação de gorduras de origem animal e vegetal nas diversas culturas, o que por sua vez possui uma relação com a disponibilidade local e clima. Uma atenção especial tem sido dada a presença do colesterol em suas diversas formas dado à sua relação com ateroesclerose e doenças cardiovasculares.

Para compreender os mecanismos da obesidade entretanto a atenção básica é sobre a capacidade do corpo animal de trasformar carboidratos (açucares e amido) em gordura.

A ingestão de alimentos gordurosos porém também favoreçem o desenvolvimento da obesidade, devido à sua elevado teor calórico, o gicerol liberado pela hidrólise dos triglicérides contudo segue o metabolismo dos carboidratos e/ou um processo de ressíntese. Por outro lado as relações da ingestão de gordura com a palatabilidade e sensação de saciedade/digestibilidade ainda prescisam ser melhor esclarecidas.  

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Formas andróides, ginecóides e mistas 

Diante do risco difernciado de adoecer e morrer pelas consequências da arterioesclerose e doenças cardiovasculares (com menor incidência em mulheres),  desde o final da década de 40 que testa a hipótese da existência de formas distintas da obesidade.

Sempre foram conhecidas diferenças distribuição do tecido adiposo em homens e mulheres obedecendo os efeitos hormonais da formação de caracteres sexuais secundários. Nas mulheres existe uma maior quantidade de tecido adiposo em relação aos homens com o mesmo peso corporal.

Atualmente, quanto a distribuição do tecido adiposo  já se aceita a existência de pelo menos 3 tipos de padrão: 1 As formas andróides (tipo maçã ou central) que predomina no sexo masculino; 2 As formas ginecódes ou ginóides (Tipo pera ou periférica) com concentração de tecido adiposo na nádegas e coxa e  preponderância no sexo feminino e 3 as formas mistas. Em termos de medida considera-se principalmente a relação pélvico-abdominal [ver]

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Observe-se que tais padrões de distribuição não são exclusivamente determinados pela diferenciação sexual e existem alguns estudos que afirmam ser a obesidade central determinada genéticamente dado à sua manifestação precoce e persistência após redução dos índices corporais, embora os estudo mais conclusivos determinação genética a partir  evidências   da comparação de gêmeos monozigotos que conviveram em ambientes diferentes e mostram certa corrspondência de peso não distiguirem tais tipos padrões.

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A medida da obesidade

Índice de Massa Corpórea

A principal medida prática da obesidade é o Índice de Massa Corpórea que estabelece uma relação entre o peso e a altura do sujeito, conforme proposto por Quetelet o índice expresso em Kg por m2 é calculado dividindo-se o peso pelo quadrado da altura ou seja:

Peso (Kg)

http://www.culinarias.net/main/

IMC=

Kg / m2

Altura x Altura (m)

Um índice entre 23 e 25 Kg/m2 representa obesidade ou seja uma maior concentração de tecido adiposo e/ou massa muscular no caso de indivídúos com compleição atlética. Um índice de 27,5 Kg/m2 representa um peso 20 % acima do peso ideal.  (23 Kg/m2).

 

Relação Abdomem Quadril ( RAP )

A relação entre a medida do abdome no nível da cicatriz umbilical e a medida pélvica no nível dos trocanteres que no nível médio situa-se entre 0,70  e 0,85 é uma medida para distinguir o tipo andróide (RAP  acima de 0,85) do tipo ginóide  (RAP) abaixo de 0,70) [ver]

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Bibliografia

Angelis, C. A. Fisiologia da Nutrição. 2V. SP, EDART São Paulo Ed. Ltda, 1979

Pitts, G. C. Gross partition of fat among the tissues of the guinea pig.  Fed. Proc. 12: 109, 1953

Faria Machado Filho, Alvaro. Distribuição regional do tecido adiposo e obesidade. in: Medeiros - Neto, Geraldo (ed) Obesidade, nova fronteira metabólica. (Conf. do I Simpósio Internacional, sobre Obesidade, 1987. SP, ACHÉ, 1988

Martins, J. D. Obesidade, aspectos clínicos. ARS Curandi, 123-124, out. 1994

Flosi, A.Z. ;Ferreira, S. V. Bases fiopatológicas para o tratamento dietéticoda obesidade. ARS Curandi, v.13 nº 7, 8-67, setembro 1980


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revisto em dezembro 23, 2003.

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