| CONSTRUÇÕES
BÍBLICAS
1. O Templo
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Introdução:
Ao lermos as Escrituras Sagradas
nos deparamos com algumas das mais inusitadas construções já feitas,
algumas com grande significado e carregadas de simbolismos. A rigor os Judeus não foram os
maiores construtores humanidade. A sua habilidade em construir não se
expressou de maneira tão marcante quanto a de outros povos antigos tais
como os egípcios, os babilônios e os grego-romanos. Mesmo assim, suas
construções nos chamam atenção pela complexidade, funcionalidade e
inventividade, sendo a mais importante dela - O Templo de Jerusalém. Além
disso, alguns dos povos que tiveram contato com os judeus eram exímios
construtores. Por exemplo, os babilônios e os romanos. Se me permitirem, gostaria da
comentar sobre algumas peculiaridades destas construções. Iniciarei
falando sobre o Grandioso Templo de Jerusalém. O
TEMPLO É provável que já tenha
ouvido falar do muro das lamentações que existe lá em Jerusalém.
Este muro é o que restou de um grandioso templo que começou a ser
construído em 1034 AC pelo mítico rei Salomão. Conta-se que o projeto
arquitetônico foi recebido pelo rei Davi do próprio Deus (1 Crônicas
28:11,12). Como Jeová não permitiu que Davi o construísse, a tarefa
ficou para seu filho Salomão. Seu custo total, fazendo a
conversão ouro/dólar e prata/dólar atinge a cifra de US$ 48 bilhões
de dólares - nos diz a enciclopédia bíblica Estudo Perspicaz das
Escrituras (Insight on the Scriptures). O Relato bíblico diz que
cerca de 100.000 operários e artífices trabalharam ao longo de toda a
construção. As dimensões das plantas
recebidas não estavam em polegadas e muito menos em centímetros como
nos projetos atuais. Estavam expressas em côvados, a unidade de medida
de comprimento utilizada por aquele povo. Um côvado equivale a 44,5
centímetros. Mas, para complicar havia ainda o côvado longo medindo
51,80 cm. Basicamente o templo era feito de pedra e madeira. Muitos
objetos foram revestidos de ouro. Os utensílios usados pelos sacerdotes
também eram de ouro. O templo foi inaugurado em 1026
AC. Naquela ocasião o Rei Salomão fez uma bela oração de dedicação
da obra a Deus. Ele disse: (1
Reis 8:27) “Porém, morará Deus verdadeiramente na terra? Eis que os
próprios céus, sim, o céu dos céus, não te podem conter; quanto
menos, então, esta casa que construí!”. Este
templo durou pouco mais de 400 anos. Em 607 AC o rei de babilônia
destruiu tanto a cidade de Jerusalém quanto o seu magnífico templo. 70
anos depois ele foi reconstruído pelos cativos que retornaram após o
cativeiro babilônico. Mas, nem de perto lembrava o que havia sido no
passado. Pouco se sabe a forma arquitetônica deste segundo templo. Nos
dias de Jesus o que existia era um terceiro templo, tendo sido construído
pelo rei Herodes. A bíblia também não menciona detalhes desta
terceira construção. A única fonte confiável é o historiador judeu
Flávio Josefo. Ele descreve o novo templo em sua obra - A guerra
judaica. Os judeus disseram certa vez a Jesus Cristo que se havia levado
46 anos para construí-lo (João 2:20). Nos
dias de Jesus o pátio do templo estava mais para praça dos três
poderes em Brasília do que para um local de adoração a Deus. Os
sacerdotes eram uma espécie híbrida de juízes-deputados e muitos
destes estavam mais preocupados com a burocracia teocrática do que com
as necessidades do povo. Por
fim esta bela construção consagrada a Deus foi completamente destruída
em 70 AD pelos exércitos romanos. Só o muro das lamentações restou.
Em seu lugar, hoje existe uma mesquita muçulmana. O
que mais intriga os leitores e exegetas bíblicos é que o arquiteto
tenha sido o próprio Deus. E como o grande arquiteto do universo, como
dizem os maçons, parece que Ele quis representar em três dimensões
algo maior que existe em um plano transcendental. O
Apóstolo Cristão Paulo confirmou isto ao dizer sobre para onde Jesus
Cristo foi depois da sua ressurreição: (Hebreus 9:24) “Porque Cristo
entrou, não num lugar santo feito por mãos, que é uma cópia da
realidade, mas no próprio céu, para aparecer agora por nós perante a
pessoa de Deus”. Paulo afirma que há uma super-realidade coexistindo
com esta projeção tridimensional da verdadeira realidade em que
vivemos. Veremos
algum dia o templo que nunca foi destruído e onde Deus habita? Esta pergunta deve ser feita a Ele!
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