| CONSTRUÇÕES
BÍBLICAS
2. Babilônia
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BABILÔNIATalvez das varandas
de seu magnífico palácio, o grande rei de Babilônia, Nabucodonosor,
tenha proferido as seguintes palavras que estão registradas no livro bíblico
de Daniel: (Daniel
4:30) O rei respondeu e disse: “Não é esta Babilônia, a Grande, que
eu mesmo construí para a casa real com o poderio da minha potência e
para a dignidade da minha majestade?” A modéstia não é
uma qualidade que se pode encontrar facilmente em um rei, mas o que as
pesquisas arqueológicas tem mostrado, é que no tocante à cidade de
Babilônia o rei não estava exagerando. Babilônia
encontrava-se ao longo do rio Eufrates (segundo o livro de Gênesis este
rio cruzava o jardim do éden). Aproximadamente 870 Km ao L de Jerusalém
e 80 Km ao S de Bagdá. Com relação à
sua bela cidade Nabucodonosor orgulhava-se entre outras coisas de ter
aos seus pés a maior cidade murada da época.
O livro “Preste Atenção à Profecia de Daniel!” (Pay
Attention
to Daniel’s Prophecy!)
diz que por terminar as maciças muralhas duplas da cidade, que seu pai
havia começado a construir, Nabucodonosor tornou a capital
aparentemente inexpugnável. O livro ainda complementa: “Para
satisfazer sua rainha meda, que tinha saudade dos morros e das florestas
da sua pátria, Nabucodonosor supostamente construiu os jardins
suspensos - classificados como uma das sete maravilhas do mundo
antigo”. Estes jardins
compunham-se de uma grande estrutura de arcadas, em fileiras sobrepostas
umas às outras. Os jardins suspensos até hoje intrigam cientistas que
tem se perguntado como foi possível irrigar tamanho e tão alto jardim
visto que naquela época ainda não haviam sido inventados nem o motor
bomba nem os sistemas de tubulação hidráulica. Uma teoria é a de que
um sistema de hélices manuais captava a água no rio e através de
sucessivas caixas d’água intermediárias bombeava a água até a cota
desejada. Sobre as muralhas, a enciclopédia bíblica “Estudo Perspicaz das Escrituras” diz que a fortificação interna (que era dupla) era feita de tijolos de barro. A interna tinha 6,50 metros de espessura e as externa 3,50 metros. Distavam uma da outra cerca de 7 metros.
A fortificação
externa também era dupla. A interna tinha 7 metros de espessura e
estava reforçada com torres defensivas. A espessura da externa era
cerca de 8 metros. Havia também um
cais feito de tijolo cozido e assentado com betume (a argamassa da época).
Oito portões davam acesso à cidade. Sobre a cidade como um todo se pode dizer que parece ter sido produto de um gabaritado urbanista, pois no local, hoje estão sendo encontrados vestígios de avenidas pavimentas, parques e ruas bem planejadas. Um exemplo disso é a avenida principal da cidade, denominada “O Caminho da Procissão” que além de pavimentada, os muros ao longo dela eram decorados com leões, dragões e touros.
Tão impressionante
quanto sua “altura” foi também a sua queda. Descrita em detalhes
proféticos pelo profeta Daniel sua destruição foi avassaladora. Por
se sentirem extremamente seguros por terem as muralhas intransponíveis
baixaram a guarda enquanto participavam de uma espécie de carnaval
promovido pelo então rei Belsazar. O conquistador Ciro, em 5 de outubro
de 539 AC usando de uma brilhante estratégia militar desviou o curso do
rio Eufrates. Os Persas avançaram pelo leito do rio e tomaram a cidade
através de seus portões. Foi o fim de um dos
maiores impérios da história. O pecado da autoconfiança tem destruído
não apenas nações, mas também indivíduos. Não se pode negar a
veracidade das palavras inspiradas: “(1 Coríntios 10:12) Conseqüentemente, quem pensa estar de pé, acautele-se para que não caia”. |