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CONSTRUÇÕES BÍBLICAS

1. O Templo

2. Babilônia

3. Estradas Romanas

4.Moradias do povo comum

5. Águas de Siloé

 

BABILÔNIA

Talvez das varandas de seu magnífico palácio, o grande rei de Babilônia, Nabucodonosor, tenha proferido as seguintes palavras que estão registradas no livro bíblico de Daniel:

(Daniel 4:30) O rei respondeu e disse: “Não é esta Babilônia, a Grande, que eu mesmo construí para a casa real com o poderio da minha potência e para a dignidade da minha majestade?”

A modéstia não é uma qualidade que se pode encontrar facilmente em um rei, mas o que as pesquisas arqueológicas tem mostrado, é que no tocante à cidade de Babilônia o rei não estava exagerando.

Babilônia encontrava-se ao longo do rio Eufrates (segundo o livro de Gênesis este rio cruzava o jardim do éden). Aproximadamente 870 Km ao L de Jerusalém e 80 Km ao S de Bagdá.

Com relação à sua bela cidade Nabucodonosor orgulhava-se entre outras coisas de ter aos seus pés a maior cidade murada da época.  O livro “Preste Atenção à Profecia de Daniel!” (Pay Attention to Daniel’s Prophecy!) diz que por terminar as maciças muralhas duplas da cidade, que seu pai havia começado a construir, Nabucodonosor tornou a capital aparentemente inexpugnável. O livro ainda complementa: “Para satisfazer sua rainha meda, que tinha saudade dos morros e das florestas da sua pátria, Nabucodonosor supostamente construiu os jardins suspensos - classificados como uma das sete maravilhas do mundo antigo”.

Estes jardins compunham-se de uma grande estrutura de arcadas, em fileiras sobrepostas umas às outras. Os jardins suspensos até hoje intrigam cientistas que tem se perguntado como foi possível irrigar tamanho e tão alto jardim visto que naquela época ainda não haviam sido inventados nem o motor bomba nem os sistemas de tubulação hidráulica. Uma teoria é a de que um sistema de hélices manuais captava a água no rio e através de sucessivas caixas d’água intermediárias bombeava a água até a cota desejada.

Sobre as muralhas, a enciclopédia bíblica “Estudo Perspicaz das Escrituras” diz que a fortificação interna (que era dupla) era feita de tijolos de barro. A interna tinha 6,50 metros de espessura e as externa 3,50 metros. Distavam uma da outra cerca de 7 metros.

A fortificação externa também era dupla. A interna tinha 7 metros de espessura e estava reforçada com torres defensivas. A espessura da externa era cerca de 8 metros.

Havia também um cais feito de tijolo cozido e assentado com betume (a argamassa da época). Oito portões davam acesso à cidade.

Sobre a cidade como um todo se pode dizer que parece ter sido produto de um gabaritado urbanista, pois no local, hoje estão sendo encontrados vestígios de avenidas pavimentas, parques e ruas bem planejadas. Um exemplo disso é a avenida principal da cidade, denominada “O Caminho da Procissão” que além de pavimentada, os muros ao longo dela eram decorados com leões, dragões e touros.

Tão impressionante quanto sua “altura” foi também a sua queda. Descrita em detalhes proféticos pelo profeta Daniel sua destruição foi avassaladora. Por se sentirem extremamente seguros por terem as muralhas intransponíveis baixaram a guarda enquanto participavam de uma espécie de carnaval promovido pelo então rei Belsazar. O conquistador Ciro, em 5 de outubro de 539 AC usando de uma brilhante estratégia militar desviou o curso do rio Eufrates. Os Persas avançaram pelo leito do rio e tomaram a cidade através de seus portões.

Foi o fim de um dos maiores impérios da história. O pecado da autoconfiança tem destruído não apenas nações, mas também indivíduos. Não se pode negar a veracidade das palavras inspiradas:

 (1 Coríntios 10:12) Conseqüentemente, quem pensa estar de pé, acautele-se para que não caia”.

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