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6ª
etapa -
GP de
Mont-Tremblant
Doornbos vence a primeira em prova movimentada
Holandês venceu a prova de Mont-Tremblant, no Canadá. É a sua
primeira vitória na categoria, assim como da equipe Minardi
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Sebastien Bourdais reclama de manobra de Doornbos. |
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Robert Doornbos (Minardi) tirou de letra as adversidades do circuito
de Mont-Tremblant e venceu a sexta etapa da Champ Car. É a primeira
vitória do piloto holandês, que é o novo líder do campeonato ao lado
do tricampeão Sebastien Bourdais, que fez a volta mais rápida.
Bourdais chegou em segundo e criticou a manobra de defesa de posição
do estreante holandês. "Doornbos me passou limpamente na pista. Eu
deixei a porta aberta. Esperava que ele fizesse à mesma coisa quando
eu fosse mais rápido que ele. Mas não aconteceu. É a única razão de
eu estar chateado com ele. Ele não se comportou como se deve no
traçado, quando não pode se mover, o que fez três vezes", explicou
Bourdais.
O holandês, que já correu na Fórmula 1, discordou dos comentários do
rival. "Acho que mereci esta vitória. Sei que as regras nos Estados
Unidos são diferentes, mas eu as respeitei. Se Bourdais sentisse que
poderia me passar que o fizesse", declarou o piloto.
"Nada pode ofuscar esta vitória e estou feliz por toda a minha
equipe, e especialmente feliz por dar este presente especial de
aniversário ao dono da minha equipe, Keith Wiggins. Acho que o resto
da temporada vai ser muito disputado e esta vitória prova que somos
uma equipe de ponta", afirmou Doornbos.
A maior dificuldade para os pilotos em Mont-Tremblant, uma novidade
no calendário, foi a incômoda presença da chuva, que apareceu com
mais força nos 30 minutos finais da competição. Nas últimas voltas,
o sol voltou a brilhar e os pilotos tiveram que se esforçarem para
manter resfriados os pneus para pista molhada.
A corrida teve várias alternativas. Tristan Gommendy (PKV),
que estava na pole position, sofreu um problema elétrico e não
conseguiu largar, tendo seu carro levado para os boxes
e cedeu a liderança para Bourdais (Newman Haas Lanigan), que se
manteve até a confusa rodada de pit stops. Uma rodada na 29ª volta
jogou o francês para 11º.
Após a última parada nos boxes, utilizada para troca de pneus slicks
para compostos para chuva, a liderança era de Justin Wilson
(Rsports), que escapou e perdeu terreno. Simon Pagenaud (Team
Australia) assumiu a ponta, mas em seguida cometeu um erro e cedeu a
liderança para Doornbos, que se manteve até o final, apesar de ter
Bourdais atrás dele na segunda posição. Pagenaud também perdeu o
pódio para o companheiro de equipe Will Power.
A quinta posição ficou com Justin Wilson. Neel Jani (PKV) foi o
sexto, à frente de Graham Rahal (Newman Haas Lanigan), que fez um
pit stop a menos e liderava antes da chuva cair com mais força. Alex
Tagliani (Rsports), Oriol Servia (Forsythe) e Ryan Dalziel (Pacific
Coast) completaram os dez primeiros.
O brasileiro Bruno Junqueira (Dale Coyne) teve problemas mecânicos e
abandonou logo na quinta volta, repetindo a má sorte de Cleveland.
Além dele, também ficaram pelo caminho por razões diversas Alex
Figge (Pacific Coast), Dan Clarke (Minardi), Jan Heylen (Conquest) e
Paul Tracy (Forsythe), que havia largado em último.
Outra corrida
difícil para Forsythe
Oriol Servia (Forsythe) completou o GP de Mont-Tremblant em nono
lugar, mas sofreu com problemas nos freios durante toda a prova.
"Honestamente, outro dia ruim. Tínhamos altas esperanças para a
corrida. Apesar de estarmos largando em 14º, melhoramos muito o
carro de sexta-feira para sábado. Esta manhã, no warm up, ficamos
entre os cinco primeiros, então as coisas pareciam boas. Mas não
sei, parece que a sorte não está do nosso lado. Desde o início da
corrida, eu comecei tendo problemas de freio, basicamente após
apenas algumas voltas o pedal começou a ir até o final, os pneus
traseiros travavam em todo lugar e era muito difícil parar o carro.
Então, foi um dia frustrante no geral, espero que as coisas melhorem
na próxima semana".
O dia de Paul Tracy começou mais complicado. Tracy bateu no warm up,
obrigando a equipe a preparar o carro reserva para ele que, com
isso, teve que largar na última posição. Durante a corrida, o
canadense bateu com Will Power (Team Australia), perdendo vários
lugares na pista. Mais tarde, problemas de motor obrigaram o piloto
a abandonar a prova. "Tudo saiu errado para nós. De manhã, no warm
up, eu escapei na curva 10 e bati no muro muito forte, o carro ficou
muito danificado e tive que trocar para o carro reserva. Como
trocamos de carro, fomos forçados a largar atrás, e conseguimos
ganhar algumas posições na largada, mas então eu rodei por causa do
Will Power e cai para trás novamente. Íamos para a relargada e o
motor foi embora. Temos que deixar esse fim de semana para trás e ir
para minha corrida em casa, em Toronto. Estou ansioso para reverter
as coisas na frente dos meus fãs canadenses".
Bourdais critica
Doornbos e Rahal lamenta falta de sorte
Sebastien Bourdais (Newman Haas Lanigan) liderava o GP de
Mont-Tremblant quando rodou na pista e caiu para o 11º lugar. O
piloto se recuperou e terminou a corrida em segundo lugar, atrás de
Robert Doornbos (Minardi), com quem divide agora a liderança do
campeonato. Bourdais criticou a atitude do holandês na pista,
dizendo que ele o bloqueou, e se recusou a cumprimentá-lo no pódio.
"Acho que, na nossa falta de sorte, tivemos um pouco de sorte,
saindo da seqüência e voltando para frente. É um pouco de pena. O
carro estava muito bom em condições secas. Se tivesse ficado desta
maneira, teria sido um bom dia para nós. O pessoal fez um trabalho
incrível e o carro estava muito, muito bom. Tínhamos boa quantidade
de combustível e bom ritmo. Então, sob amarela, quando a pista
começou a ficar molhada, eles decidiram recomeçar a corrida. Eu
pensei ‘isso vai ser duro’. Fui o primeiro a descobrir as condições
escorregadias e cometi um erro. Fui para a relargada na (curva) 14.
Não estava muito rápido, mas o carro foi reto e acabei fora. Foi
decepcionante, mas eu sabia que a corrida seria longa e continuei
brigando. Após isso, as condições ficaram cada vez mais traiçoeiras.
De repente, nos vimos na chuva e perto da frente, então parecia
muito bom. Robert me passou de maneira clara na pista, eu deixei a
porta aberta. Eu esperava que ele fizesse o mesmo quando em algum
ponto eu estava mais rápido do que ele. Mas não foi assim que ele
fez. É por esta razão que estou muito chateado com ele".
Graham Rahal chegou a liderar a corrida por 7 voltas, mas demorou a
sair do seu último pit stop e encerrou a prova na sétima posição.
"Fiz uma largada incrível e estava junto com o Tag (Alex Tagliani),
mas não percebi que o (Will) Power havia ficado parado até vê-lo e
perdi uma posição porque tive que desviar. Quando eu deixei a linha,
já estava próximo do Tag. Fomos rápidos com os (pneus) slicks no
seco, e quando quis passar o Tagliani, consegui. Então, estávamos na
liderança, mas estava muito escorregadio. Consegui abrir 12 segundos
de liderança, o que eu não sabia, já que não conseguia enxergar
ninguém atrás de mim. Fizemos um ótimo trabalho e entrei no pit
normalmente e parei, e o carro travou. A caixa de câmbio não mudava.
Demorou muito para resolvermos a situação. Tentei me manter calmo e
consegui ultrapassar três pessoas. Fomos rápidos na chuva, rápidos
no seco, economizamos combustível quando precisamos... Se não fosse
o problema no pit stop, meu carro teria sido o melhor. Quando quero
alcançar os carros, e não poupar combustível, eu os alcanço.
Conseguia frear tarde na chuva e alcançar os carros da frente. Estou
mais confiante em mim mesmo após este fim de semana. Merecemos
resultados melhores, mas nossa sorte tem sido ruim".
Bruno lamenta
problema de câmbio em Mont-Tremblant
Ainda não foi desta vez que o mineiro Bruno Junqueira conseguiu
retomar a seqüência de bons resultados das primeiras provas da
temporada da Champ Car. Se em Cleveland, na semana passada, um toque
do canadense Paul Tracy (Forsythe) na primeira relargada levou ao
abandono, no traçado canadense de Mont-Tremblant a quebra do câmbio
impediu o piloto brasileiro de confirmar o bom desempenho das
primeiras voltas e fazer a esperada corrida de recuperação. Depois
de largar em 16º, prejudicado pela chuva na qualificação de sábado,
que o impediu de ganhar posições no grid, ele já havia deixado
vários adversários para trás nas primeiras três voltas. Na quarta, o
problema mecânico no carro do brasileiro deu fim à prova, marcada
pela primeira vitória do holandês Robert Doornbos (Minardi),
ex-piloto da Red Bull no Mundial de Fórmula 1, à frente do
tricampeão Sebastien Bourdais (Newman Haas Lanigan).
"Infelizmente mais uma corrida não terminada. Nessa manhã, durante o
warm up o câmbio quebrou, e quase que não conseguimos ficar prontos
para largar. Mas, já na primeira volta ouvia um forte ruído vindo do
câmbio, e então na volta quatro foi o fim da corrida. Uma pena
realmente, pois depois de uma largada forte, onde ganhei várias
posições, acreditava que poderíamos alcançar um bom resultado",
explica Bruno, que espera, já em Toronto, no dia 8, voltar a brigar
pelas primeiras posições e receber novamente a bandeirada.
A corrida foi marcada pela incerteza meteorológica. Ao longo das 62
voltas, os pilotos usaram não apenas os dois compostos de pneus para
pista seca, mas também os pneus para pista molhada. Em alguns
momentos, chovia apenas em partes do traçado, na província de
Quebec, considerado um dos mais difíceis do calendário,
transformando o desfecho da prova em uma verdadeira loteria e
comprometendo a corrida de favoritos como o pole Tristan Gommendy
(PKV) e o canadense Paul Tracy.
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