00/09/01 O Setubalense
Reforço da rede de abastecimento de água à cidade
A empresas «Águas do Sado» realizou durante dois dias obras de ligação de duas novas condutas à rede de abastecimento de água, na zona da estrada dos Ciprestes, tendo em vista melhorar o serviço prestado aos consumidores. Esta obra levou a algumas perturbações na rede, que atingiu o seu máximo entre as 11 horas e o meio dia de ontem. Na generalidade não se verificou um corte total mas sim a diminuição da pressão da água nas torneiras. As zonas afectadas por esta situação foram a Estrada dos Ciprestes, entre a Rua das Galroas e a Rua do Cruzeiro, Bairro Camolas e Vale de Mulatas.
00/09/13 O Setubalense
Câmara aprova obras de vulto para reforço de abastecimento de água
Executivo aprova empreitadas para reforço de abastecimento de água, com regozijo de Cáceres:
«Dentro de um ano teremos o dobro do caudal de água»
O executivo da Câmara Municipal de Setúbal aprovou ontem em sessão pública, por unanimidade, a adjudicação de duas obras num montante aproximado a 700 mil contos e que, segundo o presidente Mata Cáceres, «vão permitir que dentro de um ano, o abastecimento de água a Setúbal veja duplicado o seu caudal».
A construção das condutas adutoras do Farol da Azeda/Brancanes, Farol da Azeda/Monte Belo, e ainda a construção da conduta elevatória do Pinhal das Espanholas-Reservatório do Farol da Azeda. São estas as empreitadas a que o executivo camarário deu, ontem, o «sinal verde», sem qualquer contestação e que, segundo o presidente do Município, permitirão «dar um salto em frente pela qualidade de vida das populações».Teodoro João
Cáceres mostrava-se visivelmente agradado com este «passo» no processo, porquanto «são duas obras de grande importância para que, dentro de um ano, o abastecimento de água a Setúbal registe o dobro do seu actual caudal».
Mata Cáceres, aproveitou de resto o ensejo para, em reunião privada com os jornalistas, após a quinzenal sessão pública de Câmara, anunciar que «este será um mandato riquíssimo do ponto de vista do abastecimento de água. Mais de um milhão de contos serão gastos no reforço do abastecimento de água, e a Estação de Tratamento da Águas Residuais, já em construção, leva mais cerca de cinco milhões de contos. A acrescentar, ainda a renovação das condutas no sub-solo, com a separação de águas pluviais e de esgotos. Na baixa, isso já está feito, alargando-se agora a outras zonas da cidade», disse Cáceres, não deixando depois de referir estar a envidar esforços no sentido de melhorar a imagem pública dos bairros da Bela Vista e e 2 de Abril.
00/09/25O Setubalense
Água de Palmela tem novos preços
Tarifas de água e saneamento
Novos preços entram em vigor
A factura da água dos habitantes do concelho de Palmela, que por estes dias chega às suas caixas de correio, surge já com novos preços num processo de implementação faseada das novas tarifas aprovadas em Junho passado. Para lá do aumento, há algumas novidades, caso do desaparecimento da taxa de aluguer do contador e da redução de tarifas para os agregados familiares em situação de carência económica.
Aprovados em Junho passado, os aumentos das tarifas de água e saneamento no concelho de Palmela começam a ter efeito este mês. As facturas chegam a casa dos consumidores acompanhadas por uma carta de Carlos de Sousa, presidente da autarquia, onde o autarca explica as razões dos aumentos, bem como algumas medidas que procuram reduzir o impacto do aumento na bolsa dos munícipes. Na sua missiva, o edil lembra que estas tarifas não eram actualizadas há dez anos, período durante o qual a autarquia apenas se limitou a acompanhar as taxas de inflação fixadas oficialmente, sendo o preço da água muito baixo, em comparação com o praticado em municípios vizinhos.NovidadesAinda assim, adianta, e mesmo com este aumento, «a maioria dos consumidores, 83 por cento, continuarão a usufruir de um preço subsidiado pela Câmara Municipal», uma vez que o valor médio dos custos de exploração para a autarquia ronda os 180 escudos por metro cúbico.
Recorde-se que os novos preços foram fixados nos seguintes valores: consumo doméstico - 1.º escalão, 77 escudos por metro cúbico; 2.º, 105 escudos; 3.º, 170 escudos; 4.º 250 escudos; 5.º 440 escudos. Comércio e indústria - 1.º escalão, 150 escudos; 2.º 170 escudos; 3.º, 210 escudos; 4.º, 285 escudos. As colectividades e instituições privadas de solidariedade social têm um escalão único de 77 escudos, enquanto que para os organismos públicos esse valor é de 185 escudos. Refira-se que o aumento vai ser faseado, ou seja, os valores a pagar serão actualizados em dois momentos. O primeiro já na factura do corrente mês, o segundo no próximo mês de Janeiro.
Carlos de Sousa refere, ainda, que a Lei das Finanças Locais aponta para que os investimentos no abastecimento de água e no saneamento e tratamento de águas residuais, bem como a recolha de resíduos sólidos urbanos, sejam parcialmente obtidos através das tarifas pagas pelos consumidores, o que até aqui estava longe de se verificar.
Para mais, conclui, quando «o concelho de Palmela teve, nos últimos anos, investimentos significativos, quer no reforço e ampliação da rede de água e esgotos, quer em matéria de tratamento de efluentes e recolha e tratamento de resíduos sólidos, e estamos no grupo da frente, a nível nacional, em matéria de estações de tratamento de águas residuais».
A aprovação das novas tarifas visou, segundo a Câmara, «desincentivar os consumos domésticos superiores a 15 metros cúbicos». Ao mesmo tempo apresenta algumas medidas de carácter social. Assim, é anulada a tarifa de aluguer de contador, já que sem este equipamento não poderá existir abastecimento de água. O que, na prática defendeu Carlos de Sousa, na ocasião da aprovação das novas tarifas, faz com que os «aumentos sejam mínimos».00/09/27 O SetubalensePor outro lado, é implementada uma tarifa única de saneamento, que abrange a recolha e tratamento de efluentes líquidos e a recolha e tratamento de resíduos sólidos urbanos.
Os consumidores em situação económica de carência vão beneficiar de um sistema inédito de redução de tarifas, que incidirá sobre todos os que possuem um rendimento bruto «per capita» inferior a metade do ordenado mínimo nacional. A redução prevista é de cinquenta por cento do valor relativo aos consumos de água.
A todas as críticas, ripostou no final Mata Cáceres: «se não houvesse coisas para resolver, fechava-se a Câmara. Estou satisfeito, porque hoje as pequenas coisas (que não deixam de ser importantes), são objecto da nossa luta política. As grandes questões já deixaram de o ser, porque a ETAR está por aí a chegar; o reforço do abastecimento de água está em marcha; o Convento e o Museu da Cidade, igualmente; o aparecimento de novos espaços culturais é uma realidade; as zonas verdes estão a crescer; a arborização avança em força no Concelho; a recuperação dos bairros é uma certeza, enfim, os grandes problemas já não constituem motivo de luta política para os senhores que, assim, têm de encontrar outros problemas, felizmente bem menores, e que nós vamos respondendo dentro das possibilidades», respondeu Cáceres.