Hogwarts: Uma História no Fundo do Poço
Capítulo 5
UMA LONGA VIAGEM
Assim que o trem roxo-berrante começou a ganhar velocidade, cortando as
árvores e rumando para o Sul, Harry logo descobriu qual dos dois era melhor. O
trem sacolejava, e ao invés de bancos para se sentarem, havia somente camas,
que voavam meio metro conforme balançavam. Parecia uma versão um pouco
diferente de um Noitibus Andante, mas igualmente nauseante.
- Que m...? – perguntou Rony, quando deu uma topada na parede, gritando
de dor.
- Isso parece o Noitibus Andante! – resmungou Harry, tentando se sentar
na cama, mas com dificuldade, devido aos balanços e sacolejos.
- Gente, temos que manter a calma! Nada de ruim poderá nos acontecer
enquanto Dumb... – começou Hermione, mas uma curva anormalmente forte fez a
garota cair, e bem em cima de Rony, o que foi uma sorte (imagina a cara dos
dois! Háháhá!)
- Desculpa – disse a garota ficando rubra.
- Tudo bem – respondeu o garoto sem jeito.
- Temos que falar com Dumbledore! Esse trem não pode nos levar até o
Brasil! – exclamou Harry, levantando-se abruptamente, e saindo do vagão.
Foi caminhando entre as portas. Algumas diziam: “Alunos do 1º ano”.
Outras: “Suíte Presidencial dos Malfoy: Não ouse entrar”. Harry se mordeu
de ciúmes ao pensar que Draco e seu pai estivessem tomando banho em uma
banheira enorme e com camas e comida decente. Chegou no final do trem, onde
tinha uma placa descascada, que dizia: “Vagão dos professores. Entre somente
com permissão”.
Harry não tinha permissão, mas resolveu entrar assim mesmo. Nem bateu
na porta, foi logo entrando, tamanha era sua indignação. E logo descobriu o
porquê do aviso. Camas confortáveis, cheias de lençóis e travesseiros
macios, uma enorme mesa de jantar, onde todos os professores conversavam
absolvidos em algum assunto. Também tinha um luxuoso banheiro, com uma banheira
parecida com a do banheiro dos chefes dos monitores, cheias de torneiras
perfumadas. De longe percebeu porquê da situação da escola. Os professores
estavam gastando todo o dinheiro.
- Sr. Potter, o que está fazendo aqui? – perguntou Snape com sua voz
mais letal, e com uma grande surpresa.
- Er... eu... Eu queria
falar com Dumbledore! – disse se enchendo de uma incrível coragem (típico
dele, não?).
- Sim Harry, pode falar – disse o diretor serenamente.
- Diretor... é que... nossos vagões não são muito bons... As camas
ficam sacolejando e não tem nem banheiro. Eu gostaria de saber o porquê disso.
- Entendo Harry. E vou explicar o motivo disto. Nosso vagão é muito
mais equipado porque nós pagamos com nossas economias por ele, e não achamos
justo os alunos pagarem, então fizemos o máximo que pudemos – explicou
Dumbledore pacientemente.
- Ah, entendo – disse completamente sem graça. – Então eu já vou.
Harry saiu o mais rápido que pôde, não conseguiria ficar mais tempo
ali fazendo papel de idiota, ainda mais com o olhar assassino de Snape. Chegou
ao vagão dos amigos completamente desolado, mas se espantou ao entrar: na minúscula
cabine estavam atochadas doze camas, e as pessoas que estavam dentro da cabine
estavam pasmos, e sem saber o que fazer.
- O que está acontecendo aqui? – perguntou Harry completamente
perdido.
- As outras cabines já estão lotadas – respondeu Fred dando de
ombros.
- É, e tivemos sorte de só termos 12 camas, as outras, lotadas, têm
15! – completou Jorge com muita raiva.
Harry correu o olho pelo vagão. Lá estavam nada menos que Rony,
Hermione, Fred, Jorge, Lino, Gina, Neville, Dino, Simas, Parvati e Lilá, as
duas últimas com uma cara de nojo, por dividirem o vagão com todos esses
homens. Quando Harry olhou para Gina e demorou seu olhar nela, ela ficou
totalmente rubra, e virou o rosto rapidamente.
O garoto deu um suspiro e perguntou, mais desolado ainda:
- E qual cama é de quem?
Houve um rebuliço geral, cada um apontando freneticamente para as
melhores camas, que não balançavam tanto e eram mais macias. Acabaram
resolvendo o problema na sorte; cada um pegava um palitinho e os maiores ficavam
com as melhores camas. As piores camas ficaram com Parvati, Lilá (as duas se
desesperaram completamente), Neville, Simas e Dino.
A viagem correu normal (se considerar normal a cada dois minutos as camas
darem um grande tranco e o grande aperto de todos, ela foi normalíssima). Lá
para o meio-dia a mulher gorducha do carrinho de doces apareceu, e foi uma
surpresa quando ela mostrou apenas um sapo de chocolate e uma caixinha de feijõezinhos
de todos os sabores. Os queixos de todos caíram dois metros (como se fosse possível).
- Como tem só isso? – protestou Harry, que de repente apoderou-se de
uma enorme fome.
- Os Srs. Malfoy compraram quase todo o carrinho; alegaram que não
comiam há décadas – respondeu a gorducha dando de ombros. – E então? Vão
levar? Ainda tenho três vagões para ir – completou impaciente.
- Eu levo – disse Neville pegando um punhado de moedas do bolso.
Essa frase causou um grande impacto aos presentes. Neville nunca fizera
nada para ajudar ninguém, pelo simples motivo de nem conseguir cuidar dele
mesmo. A mulher entregou os dois doces e saiu do vagão, apressada. Todos
ficaram olhando nervosos para Neville, que simplesmente abriu as duas embalagens
e começou a comer, sem nem ligar para eles.
- Você nem vai dar um pouco para nós? – trovejou Fred, a fúria
estampada no rosto.
- Não – respondeu entre mordidas. – Vocês não pagaram por isso.
- COMO É? – berrou Jorge, a fúria em mesma proporção que o irmão gêmeo
– SE O PROBLEMA FOSSE ESSE, NÓS TERÍAMOS PAGO!
- Ora Neville, divida conosco – disse Hermione impaciente.
- É ruim hein! – retrucou o garoto, colocando os doces longe de todos
– Ninguém nunca me deu nada, por que eu teria que dar a vocês?
- Anda Neville, não nos faça perder a cabeça – respondeu Rony, os
dentes cerrados fazendo um barulho engraçado.
- Não – respondeu colocando o resto do sapo na boca.
O que aconteceu depois disso foi um pouco difícil de distinguir. Fred e
Jorge pularam no pescoço de Neville, e começaram a sacudi-lo, com Lino
irradiando. Hermione, Lilá e Parvati com caras de espanto, Hermione pulando
freneticamente no mesmo lugar. Gina tampava o rosto, totalmente horrorizada.
Harry e Rony ajudavam os gêmeos, queriam dar uma surra no garoto por ser tão
egoísta. Dino e Simas ficaram com tanto medo que saíram da cabine.
Depois de dez minutos de muita confusão, os gêmeos conseguiram pegar
dois feijõezinhos de Neville, que estava estirado no chão completamente
desacordado. Ficaram socando o garoto até que se lembraram que eram bruxos, então
estuporaram o pobre (aham, sei) garoto. Mas não tiveram muita sorte: tinham
pego o sabor cera de ouvido.
- Há Neville! Agora aprenda a nunca mais ser pão-duro! – comemorou
Jorge, ao mesmo tempo que fazia uma careta por causa do feijãozinho.
- E acaba a luta! Os gêmeos Weasley, seguidos de Harry Potter e Rony
Weasley vencem! – irradia Jordan, improvisando um microfone com uma escova de
Lilá.
- Bravo, bravo! – aplaudia Rabicho freneticamente.
- Rabicho? – perguntaram todos ali completamente surpresos.
É, Rabicho! Ou vocês pensavam que só Lúcio iria se infiltrar no trem
roxo-berrante? – perguntava a autora surpresa, nunca pensara que os
personagens seriam tão burros!
- Não somos burros! – retrucou Hermione, sentindo-se ofendida.
- Fale por você, sabe-tudo! – respondeu Neville, acordando de surpresa
e com Fred lhe dando um soco na cabeça, fazendo-o desmaiar novamente.
- E eu vou matá-lo, Potter! – disse Rabicho triunfante, apontando a
varinha para Harry, que estava completamente paralisado.
- Avad... – começou Rabicho, mas uma forte luz o cegou, fazendo-o
parar.
- Você não vai fazer nada, seu rato imundo! – rugiu uma voz que vinha
atrás da luz – Ninguém toca no Harry enquanto eu estiver aqui!
- E quem vai me impedir? Você? – perguntou o rato, ops, Rabicho, dando
uma risada sarcástica.
- Não somente eu, mas todos nós – comentou a voz divertida, apontando
para os lados, onde não tinha exatamente ninguém. – Hei, autora! Esqueceu da
minha entrada triunfal? – perguntou franzindo a testa.
- Ah, sim, sim, já estava esquecendo – disse Carla, que de repente
estava parada ao lado de Harry, encostada na parede. – Aparecium!
De dentro daquela enorme luz foram aparecendo vultos indistintos, todos
segurando a varinha firmemente na direção de Rabicho, que tremia completamente
apavorado.
- Viemos nos vingar, Pedro. Prepare-se para pagar por seus pecados –
disse uma voz serena, mas ameaçadora.
- Sirius? Professor Lupin? Professor Snape? Dumbledore? Sr. Malfoy? O que
fazem aqui? – perguntou Harry atônico.
- Viemos te salvar Harry, não é óbvio? – perguntou Sirius como se
fosse a coisa mais provável que fosse fazer ali – Nunca vamos deixar esse
rato podre te levar para Voldemort!
Várias pessoas se encolheram, principalmente os Weasley, que não
suportavam ouvir aquele nome. As outras pessoas envoltas pela luz, que agora já
sabemos quem é, apontavam mais firmemente suas varinhas, com olhares ameaçadores
para Rabicho. O primeiro a se manifestar foi Lúcio Malfoy.
- Rabicho, seu rato imundo e podre! Como ousa tentar matar Potter bem
embaixo do nariz torto de Dumbledore? E ainda mais em plena luz do dia? –
rosnou o Sr. Malfoy, deixando expostos seus dentes afiados – Voldemort já
devia ter acabado com você há muito tempo!
- Você nunca vai me matar, Malfoy! – retrucou Rabicho, tremendo de
medo mas com a fala firme.
- Somente um servo inútil como você para estragar os meus planos! Eu
irei te matar, e quando Potter estiver desprotegido, levarei-o ao mestre e
receberei toda a glória! – comentou com um brilho excessivo nos olhos.
- Ooooohhhh – entoaram os presentes.
- Avada Kedavra! – brandiu Lúcio, e Rabicho se transformou em
rato no momento exato, sendo somente seu rabo atingido.
- E é claro que ninguém aqui se lembrará do ocorrido – completou
pegando algo em formato cilíndrico (não é isso, seus pervertidos!) do bolso
do terno (terno? Não eram vestes bruxas? Não importa, agora vai ser) e
apontando para todos – Eis o neuralizador!
Ops, filme errado! Bem, não importa. Lúcio pegou sua varinha (êps,
pegou mal de novo) e apontou para todos, berrando “obliviate”. Uma
grande luz branca surgiu da varinha, cegando todos. Ficaram inconscientes por um
minutos mas logo voltaram ao normal, um pouco tontos ainda. Lúcio aparatou no
seu vagão particular antes que causasse mais alguma encrenca.
- Diretor? Sirius? Professores Lupin e Snape? O que estão fazendo aqui?
– perguntou Harry.
- Na verdade não sabemos direito... – respondeu Dumbledore confuso –
Bem, não importa, tenham uma boa viagem!
E os quatro saíram do vagão, que estava mais do que espremido. Os
habitantes do vagão voltaram às suas atividades normais, nem sequer lembrando
do ocorrido que ocorreu há pouco (eu fiz desse jeito de propósito, não encha
o saco!)
*Não acredito que vai acabar assim!* disse um leitor muito intrometido e
chato. *Olha quem fala!* resmungou o leitor, nem deixando a autora falar *Você
faz Rabicho aparecer, Malfoy matá-lo e ainda apaga a memória de todos? Tadinho
do Harry, deve estar tão confuso!* Ora, já disse para você não me
atrapalhar, afinal EU sou a autora dessa história, não é mesmo? *E daí? Mas
isso já é absurdo! Apagar a memória deles, francamente!* Já disse que você
está me dando nos nervos? – eu perguntei entre dentes. *Hum... Já! Mas só
eu leio isso, não tem como você me expulsar!* comentou vitorioso.
É, mas posso acabar o capítulo! Há, há, há! Até a próxima!
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