Hogwarts: Uma História no Fundo do Poço

Capítulo 4
PLANOS MALÉFICOS E O CAMINHO PARA O BRASIL

         - Caros alunos, venho aqui para tristemente avisar que estamos nos mudando para o Brasil, e deixaremos talvez para sempre este castelo, que trouxe tantas lembranças para todos... – os olhos do diretor marejaram; foram tantas lembranças boas que ele não agüentou.

         - Quero que todos comam seu café rapidamente e arrumem suas malas, pois partiremos às onze horas! – e sentou-se em seguida, enxugando os olhos com a manga da capa.

         Harry, Rony e Hermione (vamos mudar um pouquinho, sempre o trio parada dura enjoa! Hehe) trocaram olhares, e comeram apressadamente seu café, que hoje era água e pão com manteiga.

 

         Enquanto isso, em algum lugar bem longe dali... Lúcio Malfoy dava voltas em torno de seu tapete persa, pensando intrigado, em como pegar Harry Potter. Não fazia idéia de como entraria no trem de Hogwarts, nem como chegar ao Brasil sem ele. Sua primeira alternativa foi aparatar, mas como o tempo estava muito ruim, seria arriscado fazer uma viagem tão longa.

         Continuava dando voltas murmurando palavras sem sentido, enquanto uma garota observava tudo sentada em uma confortável poltrona. Lúcio a fitou com raiva, então, sem avisar, jogou sua bengala na direção da garota, que desviou magicamente (ooohhh!).

         - O que foi, Lúcio? Ficou bravo comigo sem motivo? E olha que eu gostava de você, acho que agora vai ser diferente... – comentou Carla teatralmente.

         - EU SÓ PRECISO DE UM PLANO PARA PEGAR O POTTER, SE NÃO MILORD ME MATA! – berrou Lúcio, o rosto lívido de fúria.

         - Olha, como eu sou muito boazinha, vou te dar uma ajudinha, mas se não funcionar, eu uso o plano b, que sempre funciona! – a autora arranjou uma idéia do nada, e pulou do sofá.

         Correu na direção de Lúcio, que a olhou assustado. Ela pegou a varinha e usou um feitiço de levitação, ficando da mesma altura que Lúcio. Pegou sua caneta e desenhou uma lâmpada de idéia sobre a cabeça do Comensal, que milagrosamente arranjou uma solução e deu um sorriso mal, mostrando os seus dentes afiados.

         - Agora tudo está mais claro! – comentou triunfante, e correu até a lareira.

         Hunf, nem um obrigado eu recebo! “Obrigado! Você ainda será recompensada!” – gritou Lúcio enquanto ligava a lareira com um movimento da varinha. O fogo começou a trepidar alegremente, e Lúcio apontou a bengala em forma de cobra para o fogo. A língua pareceu se mexer, e saiu um jato rápido de fagulhas roxas.

         - Severo, apareça! – berrou Malfoy, ainda com a bengala apontada.

         Do outro lado da lareira apareceu um vulto em vestes negras, e aos poucos a forma do professor Snape foi aparecendo pelo fogo. Ele não estava com uma cara muito boa, e seus cabelos estavam molhados.

         - Lúcio, espero que tenha uma boa desculpa por me tirar do banho, eu realmente não gosto de ser interrompido – disse Snape, os dentes cerrados.

         - Severo, eu preciso de ajuda! O Lord das Trevas quer Harry Potter em duas semanas, ou todos seremos mortos! Eu preciso de algum jeito de entrar naquele trem, eu tenho que ir ao Brasil! – disse Malfoy com urgência na voz.

         - E no quê eu poderia ajudar? – perguntou Snape despreocupado.

         - Arranje um jeito de me colocar lá dentro – pediu urgentemente.

         - Sinto muito Lúcio, mas eu realmente não posso fazer isso. Dumbledore nunca permitiria, sempre soube que você nunca abandonou o Lord totalmente... – e Severo sumiu novamente, deixando Lúcio sem solução.

         - E agora senhorita solução para tudo? – rosnou Lúcio, procurando a autora nervosamente – Como salvo o meu pescoço?

         - Olha Lúcio. Eu realmente gosto muito de você. A única coisa que não admito é você estar servindo Voldemort, e estar no lado das trevas. Mas como eu nunca conseguiria fazer você morrer, vou te dar uma ajuda.

         - E que ajuda?

         - Você verá... – disse misteriosamente – Tudo o que você tem que fazer é mandar uma coruja para Dumbledore dizendo que está indo vê-lo, e deixe o resto comigo...

         Lúcio deu de ombros, mas seguiu prontamente o que a grande autora tinha dito. Em pouco tempo chegou ao salão circular de Dumbledore, que o esperava sentado em sua cadeira (a sala de Dumbledore continuava impecável).

         - Lúcio, que bom ter vindo. Estava mesmo precisando falar com você – disse Dumbledore calmamente, oferecendo uma cadeira para o Malfoy.

         - Qual seria o motivo dessa conversa, Alvo? – perguntou Lúcio, surpreso pela atitude do diretor.

         - Aposto que o senhor sabe as dificuldades da nossa escola, e encontrei uma salvação com a sua coruja, Lúcio.

         “Aa não! Ele não está pedindo uma retirada do meu cofre!” - pensou, incapaz de calcular a audácia da autora.

         - Não tem nada a ver com dinheiro, não se preocupe – tranqüilizou Dumbledore, como se fosse capaz de ler pensamentos. – O que preciso é de um favor, um favor muito importante. – e deu uma longa pausa, deixando Lúcio nervoso – Preciso que vá ao Brasil.

         O rosto de Lúcio se iluminou. Nada poderia ser mais perfeito. Deu um sorrisinho, e esperou o que o diretor ainda tinha para dizer.

         - Nós iremos empregar alunos trouxas também – e o sorriso se desfez. – Preciso de professores que ensinem as matérias, e pensei em você, no primeiro momento.

         - E eu daria aula de quê? – perguntou, um traço de nervoso passando pelo rosto.

         - Aula de Artes. Achei que você teria habilidade suficiente para ministrar essa matéria, devido ao bom gosto que o senhor tem. – prosseguiu Dumbledore, espantando cada vez mais o comensal.

         Lúcio pensou por alguns momentos, enquanto observava os olhos do diretor cintilarem por trás dos óculos. Deu um longo suspiro e disse, como se fosse contra o seu bom senso.

         - Eu aceito, Alvo. Irei fazer algumas malas e estarei aqui em alguns minutos.

         O diretor concordou. Lúcio fez um gesto com a cabeça e aparatou, deixando o diretor um pouco confuso em sua cadeira. “O que foi que eu fiz? Lúcio provavelmente tentará pegar Harry, e eu ainda ajudei?” Mas logo Dumbledore pensou que talvez Lúcio só estivesse fingindo obedecer às ordens de Voldemort, para no momento mais oportuno, voltar para o lado do bem.

 

         O Salão Principal estava um rebuliço só. Alunos corriam para todos os lados, tentando sair pelo saguão de entrada, pegarem os coches para a estação de Hogsmeade (só os mais sortudos. O número diminuíra bruscamente, e quem se atrasasse teria que ir à pé).

         Nosso trio conversava em um canto um pouco vazio, relembrando os momentos que passaram na escola, sem saber se algum dia voltariam a ver aquela escola novamente. Ouviram um apito, o que significava que deveriam ir à estação de Hogsmeade.

         Pegaram seu malãos, as gaiolas com as corujas e seguiram. Milagrosamente conseguiram um dos últimos coches, e seguiram caminho a Hogsmeade. Chegaram à Plataforma, onde tinham vários pais de alunos esperando pelos filhos. O trem ficaria muito vazio, com uns 100 alunos ao extremo. O Expresso de Hogwarts ficou com os alunos que não iam, e um outro trem roxo-berrante parou ao lado de todos os presentes alunos.

         Um sorriso estampou-se no sorriso dos três principais ao verem Lúcio Malfoy parado em um local do trem, esperando por Draco. Deliciaram-se mais ainda ao verem a cara de Draco quando viu o pai. Forçaram-se para não rirem ali mesmo, ocuparam-se em ficar em um local próximo dos Malfoy, tentando ouvir algo.

         - Pai... eu vou ter que voltar para casa? – perguntou Draco com a voz chorosa.

         Lúcio não respondeu, somente olhou com desprezo para o trio, que saiu rapidamente.

         - Pai, olha, se eu for para lá, tenho mais chances de pegar o Potter, o senhor não vai querer perder essa oportunidade, vai? – Draco tentava persuadir o pai, quase em uma súplica.

         - Não estou te impedindo de nada, Draco – disse Lúcio colocando uma mão no ombro do filho. – Nós dois iremos para o Brasil, e você poderá aprender muito com o seu pai aqui.

         Draco deu um sorriso, e pulou nos braços do pai. Lúcio, no começo, tentou impedir o filho, com medo e vergonha dos outros. Depois, deixou o filho abraçá-lo com força, enquanto dava leve batidinhas na cabeça de Draco.

         O queixo de Harry caiu. Hermione ficou paralisada. Rony começou a falar palavras inaudíveis, no que deu para entender algo do tipo “eles não são humanos! Não podem ter coração!”.

         Um apito soou ao longe. O trem começara a andar, lentamente. Todos os alunos entraram apressados nos vagões, e o trem começou a ganhar velocidade, sempre rumando para o Sul. Os rostinhos fitavam a paisagem enquanto se afastavam dos seus lares, indo para um lugar bem longe...

 

*****

N/A: Esse capítulo não foi uma digna comédia, mas o próximo será beem melhor! Como nossos heróis vão conseguir viver no Brasil? Voldemort ficará feliz com o sucesso de Lúcio? E o que ele pretende ensinar em... Artes?!?! Quais serão as outras matérias e seus professores? Não percam o próximo capítulo!

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