Hogwarts: Uma História no Fundo do Poço
Capítulo 3
A ÚLTIMA SEMANA EM HOGWARTS
De volta a Hogwarts, Harry acorda com a cicatriz doendo, e começa a
pensar desesperado no plano que Voldemort estaria tramando. “O que vai
acontecer comigo? Será que a autora gosta de mim? Vou sobreviver desta vez?”
– pensava desesperado.
- Hei, o que quer dizer com isso? Você não vai fazer aquele cara de
cobra vencer, não vai? – perguntou olhando para os lados, à procura da
autora.
- Não digo nada, senhor Potter... – disse Carla dando de ombros,
enquanto escrevia alguma coisa que parecia um mau agouro a Harry.
- É melhor que eu saia ganhando, se não a sua fic vai ficar com baixo
ibope! – comentou com os braços cruzados.
- Tá, tá, tá! Não me enche o saco! Ou eu posso te tirar da fic. Agora
dorme pois amanhã você vai contar ao Rony e à Hermione do seu sonho. Então
tchau! – disse sumindo e fazendo Harry dormir em um segundo.
Na manhã seguinte o trio parada dura acordou e foi tomar café, mas não
tão animados, pois sabiam que seria alguma comida típica do Brasil. E não foi
diferente, o café era pão com mortadela e um café de cor preta que mais
parecia poção da morte.
- Eu não vou tomar isso! – protestou Rony, empurrando a xícara de plástico
(e isso por acaso existe?). – Aposto que o Professor Snape que preparou essa
poção!
- Não seja infantil Rony! – discordou Hermione, que bebericava com o
dedinho levantado (esse povo metido a besta, sabem?).
- Você ainda bebe isso? – perguntou Rony fazendo uma careta. Harry,
porém, empurrou a xícara da mão de Mione, fazendo voar café em cima dela.
- Harry! – reclamou Hermione, totalmente encharcada – Isso não é
veneno! É uma bebida muito apreciada no mundo trouxa! Me admira você nunca ter
visto!
- Er... desculpe! – disse Harry completamente sem graça.
- Mas o que é isto? – perguntou Rony olhando com cara de nojo
para a mortadela dentro do seu pão.
- É como se fosse um recheio no pão. Não é ruim, mas existem
melhores. Mas de acordo com a situação da escola, duvido que dê para
comprarem algo melhor – disse Hermione dando de ombros.
- Potter, Potter... Ainda não contou o sonho nojento para seus
amiguinhos imprestáveis? – perguntou uma voz arrastada às suas costas.
- Malfoy?! – perguntou Harry incrédulo. – Como sabe do sonho?
- Digamos que eu tenho certos privilégios pela autora achar meu pai e eu
lindos. Já sei bastante sobre essa história – comentou com ar superior.
- Eu não acredito que você...? – perguntou Rony furioso.
- Olha querido, gosto não se discute! – respondeu Carla, que de
repente apareceu atrás de Draco, sorrindo – E você não pode dizer nada, já
que gosta da Hermione há séculos e não quer admitir...
Rony ficou mais vermelho ainda, Mione corou, e Harry teria dado risada se
Draco não estivesse parado na frente dele, com seu arzinho superior e de desdém.
- Bom, mas como Draco disse, conte o sonho a eles, Harry! E depois peguem
as correspondências que vão chegar! Uma carta vai ser realmente importante! E
vão para as aulas depois, vocês vão chegar atrasados e pegarão uma detenção!
– em seguida a autora sumiu, e Draco apareceu em sua mesa, rindo dos grifinórios.
- Aposto o que quiserem que essa autora é sonserina – cochichou Rony,
vendo se ela não estava por perto.
- Na verdade sou grifinória, mas também sou sonserina nas horas
vagas... – respondeu uma voz que vinha de lugar algum.
- Isso tá parecendo fala de Deus... E depois ela diz que não vai ter
Deus... – comentou Hermione. – mas fale logo Harry, qual foi o seu sonho?
Harry contou que Voldemort queria pegá-lo, mas não sabia como. Disse
também que aconteceu mais alguma coisa, só que ele não se lembrava (é claro!
Vocês realmente acham que eu ia fazê-lo se lembrar de tudo? Nananinanão!)
*Você realmente não gosta do Harry, né?* - perguntou um leitor
intrometido. *Hei, eu não sou intrometido! Só tenho senso crítico!* E isso não
é se intrometer, querido? Principalmente quando não é chamado? *Só acho
injustiça fazer pouco caso do Harry, afinal ele é o personagem principal!* Blá,
blá, blá! – disse a autora brincando com as mãos. Na verdade eu gosto dele
sim, mas não é meu favorito! E é claro que é muito legal ver alguém, de
preferência o Draco, fazendo o Harry de bobo. E é claro que ele é muito
tonto, faz cada coisa impulsiva idiota! Tem perguntas que ele não faz, e outras
inúteis ele faz!
*Tá, tá, já entendi. Mas não fique maltratando o Harry!* - disse o
leitor, no que já estava enchendo o saco, Carla resolveu bani-lo da história.
*Não seja idiota! Só eu estou lendo essa joça! Vai ficar sem público!*
Certo, me convenceu! Mas é melhor ficar quieto se não eu vou te banir! Sem dó,
nem piedade! – advertiu a autora, no que sua paciência já estava se
esgotando.
- Hei, autora! Será que dava pra parar de discutir meus defeitos e fazer
as corujas chegarem? Já contei meu sonho há décadas! – reclamou Harry
sentado com os braços cruzados. Tá se achando o bom, é? – Na verdade eu
estou cansado de ficar esperando, e quero ver minhas cartas!
Certo, certo! Mas essa é a última vez que um mero personagem decide o
que fazer! Então ouvem um farfalhar de asas (viram? Temos que ser chiques também!)
e algumas corujas, no máximo vinte, começam a voar pelo salão, entregando
muitos poucos pacotes para seus donos, e Edwiges estava no meio dessas corujas.
Entregou um exemplar do Profeta Semanal e uma carta, que parecia ser
de...
- Sirius! – exclamou Harry feliz.
- Ora, então abre logo! – apressou Rony.
Harry abriu a carta do padrinho, que parecia ser escrita com uma letra
bem calma e caprichada, o que deixou nossos heróis somente mais curiosos.
“Caro Harry,
Como vai? Eu estou muito bem, nunca estive melhor em toda a
minha vida! Aposto que a essa hora você já deve estar em Hogwarts, e tenho a
impressão que você já sabe do ocorrido... É uma pena que tenham que fechar a
escola, vou sentir saudades de todas as aventuras que passei nesse castelo...
Mas enfim, o passado já foi!
Tenho boas notícias! Me parece que essa autora me adora,
então vai dar uma forcinha pra mim. Eu vou ser libertado no final dessa semana!
Isso é a melhor coisa do mundo! Então, conseqüentemente, vou encontrar você,
e quem sabe no final do ano você possa morar comigo? Se quiser deixar os
Dursley, claro!
Remo está aqui comigo! Ele está bem, e parece que também
vai para a nova Hogwarts. Então, depois eu te conto as novidades, até o dia 10
de Setembro!
Sirius”
- Nossa Harry! Que legal! O Sirius vai ser finalmente liberto! –
comemorou Rony dando batidas frenéticas na mesa (?).
- Ele não esteve preso, Rony. – disse Hermione, do mesmo jeito que
dizia no primeiro ano, com um insuportável ar superior.
- Eu sei disso Mione, mas só estava dando ênfase – retrucou Rony
irritado.
- Não importa! Só importa que Sirius vai voltar! E vamos vê-lo junto
com Lupin no dia 10 de Setembro! – cortou Harry, olhando felicíssimo para a
carta do padrinho, que prometia mudar sua vida para sempre.
- Será que os mocinhos poderiam parar de falar? Estão atrasados há dez
minutos para a aula! Eu não sei vocês, mas não gostaria de chegar atrasada na
aula de poções do Snape... – comentou uma voz já conhecida, com seu tom de
riso.
- POÇÕES? – berraram os três juntos. Então pegaram suas mochilas e
chegaram à masmorra da aula, entraram ofegando sob o olhar ameaçador de Snape,
que disse, com sua voz calma e letal:
- Onde o Sr. Potter e seus amiguinhos estavam? Provavelmente se
esqueceram da aula? Ou, quem sabe, queiram levar uma detenção, para não
ficarem com tanta saudade dessa escola, já que vamos para outra.
- Nós... estávamos... perdidos... – disse Harry ofegante,
inventando a primeira mentira que veio à sua cabeça.
- Perdido, Potter? – perguntou Snape, aproximando seu rosto do
de Harry – Me admira depois de cinco anos nesta escola e o senhor ainda me
dizer que estava perdido? Então já sei o que farei. Detenção para os três,
e menos vinte pontos para Grifinória por seus alunos tentarem matar aula.
- Mas, professor...! – disse Hermione esganiçada.
- Nada de mais, senhorita Granger, ou tirarei cinqüenta pontos... por
cabeça! – disse lançando o olhar de desprezo especial a Harry. – Então
comecem logo com essa poção, não temos o dia todo!
E o trio fez a poção, olhando ameaçadores para o professor Snape, que
retribuía o olhar com um de superioridade, pois poderia expulsá-los antes que
pudessem lançar uma praga nele, o que não iria acontecer, pois qualquer feitiço
que tente atingir Severo será repelido e rebatido ao idiota que tentar fazer
uma barbaridade dessas.
- Não acredito! – berrou Harry, explodindo de raiva – Primeiro diz
que acha os Malfoy bonitos, agora fica protegendo o Snape? Definitivamente você
é espiã de Voldemort! Aposto que vai me matar no final na fic!
- Não, não vou não Potter! – berrou outra voz do fundo da sala.
Carla estava lá, preparando a poção conforme Snape pedira. – E pro seu
governo, eu gosto de quem eu quiser, e por acaso adoro o Severo, e nem você nem
ninguém vai machucá-lo! E mais uma reclamação e eu te tiro disso antes que
você possa ver o Sirius de novo! – completou subindo na mesa e sacudindo
freneticamente o caderno.
- Acalmem-se, acalmem-se! – pedia Snape, fazendo gestos para ela se
sentar.
- Tudo bem Severo querido. – disse se sentando – Só faço isso
porque você pediu, e não se preocupe que não vou te obrigar a lavar o cabelo
de novo, sei que já tentou de tudo nele, e que o lavou minutos antes de vir à
aula, então não precisa aumentar o número de lavagens por dia!
- Yes! – comemorou Snape – Finalmente alguém aqui entende que é
oleosidade natural! Obrigada Carla, se eu pudesse te beijava!
Vários alunos fizeram cara de nojo. Carla somente sorriu, antes de mexer
envergonhada na sua poção. Harry ficou a olhando incrédulo, mas decidiu não
perturbar mais a aula.
Depois da tumultuada primeira aula, todas as outras correram sem nenhuma
confusão, e Harry finalmente percebeu que é um simples personagem sem nenhum
poder de persuasão, por isso parou de tentar me abater, e começou a se
comportar como um digno personagem. Então era a manhã de 9 de Setembro, e
Dumbledore se levantou da sua cadeira (não, se levantou da cama! É, pode
ser!), para dar o aviso a todos os alunos, já que esse era o dia que iriam se
mudar para o Brasil.
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