Boletim Mensal * Ano VI * Janeiro de 2008 * Número 57

     

 

MAURÍCIO * PRÍNCIPE DE ORANGE

Fica cada vez mais difícil desmistificar a verdadeira História de Pernambuco dado que, cada vez que se prova a fantasia nela introduzida no sentido de endeusar um governador flamengo que segundo o Prof. Marcos Galindo declarou ao caderno “Turismo & Lazer”, publicado pelo “Jornal do Commercio”, de 17 de Junho de 2004, “Ele tinha um plano pessoal de governo, queria fazer fortuna para se destacar e receber o título. Nassau levou para a Europa tudo o que havia produzido no Brasil. Ele trocou, vendeu, negociou e virou príncipe como queria” (Mauricio de Nassau a troco de muitas ofertas ao Império Austro Húngaro, conseguiu o título de príncipe da Igreja Românica (Luterana), sem valor algum para a verdadeira nobreza européia), novas aparecem.

            Assim, novos pretensos historiadores e pesquisadores históricos, principalmente aqueles que foram tirar o doutorado em História numa famosa universidade européia parecem ter sido encaminhados para seguir a teoria “a mentira, muitas vezes repetida, vira verdade”, criada por Joseph Goebbels, Ministro da Propaganda de Hitler, entre 1935 e 1945.

            São essas fantasias históricas, e penso que em outras disciplinas também, fazem com que a Escola Jordão Emerenciano, do Recife, tenha sido classificada como a segunda pior escola do Brasil com a média de 1,2 valores, em 10 possíveis.

            O que, no entanto, mais me surpreende e entristece, é que um conceituado historiador esteja destruindo o prestigio e respeitabilidade que conseguiu com muitos anos de estudo e trabalho, esteja a usar, cada vez com mais freqüência, a teoria de Goebbels.

            No mesmo fascículo a que se refere a foto e o título, que ilustram este artigo, o autor escreve na pagina 10:- “... viesse a desembarcar as tropas na Praia de Pau Amarelo, estabelecendo uma cabeça de ponte “de onde dominou todo o Nordeste do Brasil”.

            O mercenário exercito invasor da Companhia das Índias Ocidentais e o seu Governador, o mercenário alemão João Mauricio de Nassau estabeleceu, em 1643, as suas fronteiras, do rio São Francisco a São Luís do Maranhão, este  em 1644 foi reconquistado por Jorge de Albuquerque que, a partir dessa data passou a chamar-se Jorge de Albuquerque Maranhão e deu origem à família Maranhão que, ainda hoje, tem descendente em Pernambuco. Assim, o invasor flamengo, entre 1630 e 1654, o maior território que conseguiu ocupar, e mesmo assim, relativamente, foi uma faixa de 50 milhas de largura (em alguns lugares era muito mais estreita) entre o rio São Francisco e o local onde hoje se situa a cidade de Fortaleza onde tinham um forte de areia e barro que foi abandonado em 1654 quando foram expulsos do Brasil.

  Continua na pág. 07

 

Hosted by www.Geocities.ws

1