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Boletim Mensal * Ano V * Junho de 2007 * N.º 51 |
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Continuação da pág. 8
pequena ilhota existente ao sul da ilha, onde só se chegava a pé na maré baixa,
em taipa, madeira e areia. Após a rendição dos flamengos o forte é recuperado
pelos luso-brasileiros e, em 1672, é completamente destruído pelo mar. Pela
necessidade que havia de proteger a barra do canal de Santa Cruz, por onde era
exportada toda a produção de açúcar da Capitania de Itamaracá, entre 1686 e
1688, por ordem do Rei D. Pedro II de Portugal, é construída a Fortaleza de
Santa Cruz, 50 a 100 metros mais para o norte de onde existiu o forte holandês e
é esta a fortaleza que lá existe ainda hoje (Fonte – Anais de Pernambuco, de
Pereira da Costa).
Forte das Cinco Pontas – Recife – Pernambuco – Como todos os fortes construídos
pelos flamengos era em areia, madeira, barro e faxina. Em 1654 quando da
rendição do invasor, estava em ruínas.
Em 1677, quando João Fernandes Vieira foi nomeado o Chefe das Fortalezas e
Defesa de Pernambuco, foi reconstruído com as quatro pontas que possui e no
estilo habitual de todo os fortes portugueses existentes no Brasil.
O Forte, cujo verdadeiro nome é Fortaleza de São Tiago “O Mata Mouros”, Santo em
louvor do qual ali existiu uma capela. Mouros eram, para os portugueses, todos
aqueles que, na época, não fossem católicos (fonte – Biografia de João Fernandes
Vieira, de José Antonio Gonsalves de Mello).
Nota do Editor – Já tínhamos editado o artigo acima quando nos foi
enviado, por um amigo, a cópia da conferencia proferida em Estocolmo, entre 30
de Agosto e 3 de Setembro de 2006, pela Dra. Bárbara, num Congresso sobre “Os
aspetos da urbanização neerlandesa e portuguesa em suas colônias”.
Quando muitos amigos me dizem que eu perco tempo a comentar os artigos, que
chegam a meu conhecimento, e tentam mudar a verdade histórica dos Flamengos no
Nordeste, pudemos agora vos mostrar, com documentos, como a mesma historiadora,
movida por algum objetivo que em dada a prestigia, tenta mudar o que disse 8 ou
9 meses atrás.
Vejamos o que ela disse em Estocolmo:-
| “Olinda, the Portuguese capital of Pernambuco, was destroyed by the Dutch in 1631 and transferred to its harbour Recife." | (Olinda, a capital portuguesa de Pernambuco, foi destruída pelos neerlandeses em 1631 e transferida para o seu porto do Recife); |
| “80 people were living inside Portuguese Recife. There was a church and a vigairaria, while on Antonio Vaz, there were just a monastery -later fortified by the Dutch, and some houses spread on the island.” | (80 pessoas viviam no Recife. Havia uma igreja e uma paróquia e, em António Vaz, um Mosteiro (Convento), -mais tarde transformado em forte pelos neerlandeses, e algumas casas espalhadas pela ilha) |
| “so what seemed to represent an efficient instrument to maintain power in Ceylon, revealed to be a failure in Brazil.” | ( ... assim, aquilo que parecia representar um eficiente instrumento para manter o poder no Ceilão, revelou-se falho no Brasil). |
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Este Boletim é patrocinado por CONSELHO DA COMUNIDADE PORTUGUESA DE PERNAMBUCO JOSÉ MARIA MATOS EMPRESARIAL ATLÃNTICO, LTDA. PAULINO ROMEIRA (in memoriam) “Compadre” JOSÉ LUIS DE SÁ AFONSO ALBUQUERQUE |
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