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“No Nordeste há ainda hoje, várias testemunhas do passado arquitetônico
comum entre o Brasil e a Holanda. Novos projetos procuram resgatar essa
cultura” Bárbara Consolini, italiana, formada em ciências políticas pela
Universidade de Bolonha, doutoranda em História pela Universidade de
Lieden (Holanda) e colaboradora de vários projetos sobre patrimônio
compartilhado.
Com o título acima citado foi publicada uma crônica,
nas paginas 94 a 97 da revista “História Viva – Temas Brasileiros”,
edição especial temática nº. 6, Editora Duetto, São Paulo, Abril/ Maio
de 2007 que, com a devida vênia iremos comentar, sempre transcrevendo a
parte comentada entre aspas com letra normal e, logo abaixo, o nosso
comentário em itálico e nesta cor mais clara.
“Durante o governo de Maurício de Nassau (1637- 1644), o
domínio da companhia expandiu--se até abranger o território entre o
Sergipe e o Maranhão, incluindo a ilha de Fernando de Noronha.
Reconhecimento, identificação, estudo e posse da nova terra conquistada
seguiam pari passu. graças ao trabalho de arquitetos, engenheiros,
cartógrafos e cientistas vindos da Europa, constituiu-se ao longo das
costas do Nordeste uma linha de 48 fortificações, em parte novas, em
parte recuperando as fortalezas herdadas pelos ( dos) portugueses. O
Forte dos Reis Magos no Rio Grande do Norte, o Forte de Santa Catarina
na Paraíba, o Forte Orange na ilha de Itamaracá e o Forte das Cinco
Pontas no Recife testemunham atualmente como os holandeses aplicaram as
técnicas renascentistas de construção em conjunto, com a utilização de
materiais resistentes para suas estruturas defensivas. Os batavos
portaram novos conceitos e modelos de referência para a colônia e, nesse
sentido, Recife, cidade fundada por eles, representa talvez o melhor
exemplo do transplante cultural holandês para os trópicos.”
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Esta é uma fantasia que jamais pensei alguém tivesse coragem suficiente
para a inventar.
O Recife, fundado em 1537 já tinha 1630, quando da invasão flamenga, 93
anos de idade e era a vila porto da Capitania que já exportava mais de
cem mil caixas de açúcar por safra para a Europa.
E agora leia, com cuidado, os seus FORTES HOLANDESES”:-
Forte dos Reis Magos, Natal, Rio Grande do Norte – Sua construção foi
iniciada em 1598, em taipa, estacada e areia solta. Posteriormente,
Francisco de Frias Mesquita, engenheiro mor e dirigente das obras de
Fortificações do Brasil (1603-1634) substituiu a taipa por pedra e a
obra foi concluída em 1628. Fonte – IPHAN.
Forte de Santa Catarina – Cabedelo – Paraíba –Construído em
taipa e areia solta por ordem do Capitão Mor da Paraíba, Frutuoso
Barbosa, em 1585. Em 1591 o forte é arrasado por um ataque conjunto de
franceses e índios tapuias. Foi reconstruído em pedra pelo “mestre de
obras d’El Rey”, Manoel Fernandes, de acordo com um projeto do alemão
Cristóvão Linz.
Em 1631 é atacado pelos invasores flamengos e resiste até
Dezembro de 1634. Mauricio de Nassau manda fazer-lhe alguns reparos e
muda-lhe o nome para “Forte Margarett”. Em 1654 os luso-brasileiros
recuperam o forte, que se encontrava bastante arruinado. Sua
reconstrução é ordenada pelas cartas régias de 1689, 1697 e 1699 (fonte
pagina do forte de Santa Catarina na Internet e IPHAN).
Forte de Orange – Ilha de Itamaracá – Pernambuco – Construído pelo
invasor flamengo em 1631, numa
Continua na pag. 7
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