Boletim Mensal * Ano V * Junho de 2007 * N.º 51

           

 

GAVIÕES DE PENACHO

 

Jantar de Maio de 2007
Com uma agradável noite de música portuguesa, o nosso jantar do dia 31 de Maio findo, decorreu com a presença de bastantes comadres e compadres e um alegre e salutar convívio. O nosso próximo jantar será no dia 25 de Julho.

 

 

10 de Junho – Dia da Pátria, de Camões e das Comunidades Portuguesas



Aconteceu, no Salão Nobre do Gabinete Português de Leitura, no passado dia 5 de Junho, a sessão solene comemorativa do dia da Pátria, de Camões e das Comunidades Portuguesas.
A solenidade foi Presidida pelo Exmo. Sr. Cônsul de Portugal em Recife, Dr. Fernando Marcos que, ao que julgamos saber, irá, lamentavelmente, ser transferido de nossa cidade, onde deixa bastantes amigos e concretizando o rebaixamento de nosso Consulado para Vice-Consulado.
Na ocasião foi proferida uma palestra pelo Dr. Edson Nery da Fonseca, sobre a importância da Colonização Portuguesa.
Presentes as mais altas autoridades civis e militares de nosso Estado ou, seus representantes.
 

   

 

Exmo. Senhor Presidente da Republica Portuguesa, Dr. Aníbal Cavaco Silva

No dia 24 de Abril de 1974, Portugal enfrentava uma guerra em 4 frentes, na Guiné, em Angola, Moçambique e Timor. Tinha, na área dos combates mais de 300 mil homens do Exercito (tropas nativas e do continente), Marinha e Força Aérea. Gastavam-se bilhões de escudos para defender o que se dizia ser a Pátria.
O escudo era uma moeda forte e, no mundo, a mais respaldada pelos depósitos em ouro no Banco de Portugal. Não se privatizaram empresas publicas, nem se venderam as participações em empresas privadas. Não se fecharam hospitais, maternidades, postos de saúde ou de emergência, não se pagava imposto para pescar no oceano, um cento de sardinhas custava 10 ou 20 escudos, não se acabou com a poupança emigrante, não se fecharam consulados nem se rebaixaram para vices para fazer economia, nem se viam as vergonhas sociais e cívicas que se vem pelas ruas de Portugal e se lêem nos jornais todos os dias.
Será que os portugueses em Portugal e os emigrantes portugueses espalhados pelo Mundo, principalmente aqueles que como nós vivem em Pernambuco e tem ORGULHO dos heróicos combatentes luso brasileiras que daqui expulsaram o invasor flamengo e não deixaram a colônia do Brasil ser dividida em dezenas de países sem expressão e viram seu secular Consulado, que não só representava Portugal mas também a sua gloriosa história ser vergonhosamente rebaixado para Vice, se sentirão felizes com a situação que se vive?
Santos e São Paulo cancelaram as comemorações do 10 de Junho e, pelo mundo quantas Comunidades não o terão feito. No próximo 10 de Junho de 2008, a concretizar-se a vergonhosa reforma consular, quantos o farão?
 
   

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