Boletim Mensal * Ano V * Maio de 2007 * N.º 50

           

 

Será que a verdade jamais vencerá a fantasia???

 

Dra. BARBARA CONSOLINI

 

           Italiana, formada em ciências políticas pela Universidade de Bolonha, doutoranda em história na Universidade de Leiden (na Holanda) e colaboradora de vários projetos sobre patrimônio compartilhado.
            Eu sou um leigo, formado em curiosidade e, principalmente, na verdade.
            A Sra. escreveu na pagina 96 da revista História Viva, Edição Especial Temática nº. 6, da Editora Duetto, São Paulo, o seguinte:-
            “A riqueza e variedade do patrimônio do Brasil Holandês são tamanhas que é difícil enumerá-las por completo.”
            Se a Dra. nos conseguir enviar, alem dos pouco mais de uma dúzia de azulejos existentes numa das torres de uma casa portuguesa que foi reformada por Maurício de Nassau para fazer o palácio da Boa Vista e que foi destruído pelos flamengos para abrirem uma linha de tiro para se defenderem do cerco das forças luso-brasileiras e, depois da restauração, aproveitada na construção do Convento de São Francisco, no Recife, a foto, ou a prova da existência de uma casa, um sobrado ou algo construído pelo invasor flamengo da Bahia ao Maranhão, eu publicarei na primeira página deste nosso modesto Boletim, com mil desculpas, a prova que me enviar, confessando que depois de anos de pesquisa, a Dra. encontrou algo que, até hoje, ninguém conseguiu encontrar.

Foto:-Forte dos Reis Magos – Natal - Fundação Cultural do Exercito

IPHAN - A sua construção iniciada em 1598, em taipa, estacada e areia solta.

Posteriormente, Francisco de Frias da Mesquita, engenheiro-mor e dirigente das obras de fortificações do Brasil (1603-1634), substitui a taipa por pedra e concluindo as obras em 1628.

  “HOLANDESES M AIS QUE PORTUGUESES”
 
      
        No passado dia 14 de Abril de 2007, foi publicado na pagina Opinião do “Jornal do Commércio”, do Recife, um artigo com o título acima citado, assinado pelo Dr. Geraldo Pereira, filho e neto de portugueses.
         O Sr., Dr. Geraldo Pereira, pensou o seu artigo em português e, depois, escreveu-o também em português.
         No mesmo momento em que o Sr. pensava ou escrevia em português, mais de CENTO E OITENTA MILHÕES de pessoas, neste nosso Brasil continental que é o quinto maior País do mundo, falava e escrevia em português.
         Sr. Dr. Geraldo Pereira, se “A LINGUA É A MAIOR CULTURA DE UM POVO” e aqui foi deixada pelos portugueses,  os “seus” holandeses são milhões de quilômetros quadrados menos do que os nossos ancestrais portugueses.

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