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remetiam para o País tanto como o total que os proprietários pagavam
ao Estado através da contribuição predial.
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Esta inesperada fonte de receita tornou possível
equilibrar a balança de pagamentos e, portanto, iludir o
desequilíbrio econômico. O País consumia muito, produzia pouco,
e os emigrantes pagavam a diferença.
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«A emigração é que nos salva», escrevia em 1911 Afonso
Costa na tese de concurso a uma Cátedra de Economia Política. «São
os emigrantes que mais concorrem para sustentar o País, que os não
sustentou a eles. São os pobres beirões e minhotos, que daqui
partiram rotos e famintos, que pagam de lá, do Brasil, as contas do
descalabro em que o País viveu durante tantos anos.»
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O descalabro a que se referia era a administração da
monarquia, que findara no ano anterior. Mas a solução que
preconizava era que o Estado «regularizasse cuidadosamente» a
emigração, que
«assistisse
com carinho o emigrante»,
isto é, que chamasse a si o excelente negócio. E concluía:
«Seja, pois, a emigração a pedra de toque dos novos Governos na sua
obra de ressurreição da Pátria.».
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Na verdade, a emigração continuou, e com ela continuou o
atraso na instalação de estruturas produtivas.”
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Quase dois séculos depois continuamos a ser a vaquinha
que dá seu leitinho gordo e nutritivo a uma mãe Pátria mal
agradecida.
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Fonte:-
“História de Portugal”, págs 440, 441 e 442, José Hermano Saraiva,
Publicações Europa América, 6ª. Edição, Lisboa,
Setembro de 2001.
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Foto:- Foto da
pagina, “EMIGRANTES PORTUGUESES”
http://www.spectrum.weblog.com.pt
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