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De vez em
quando, chegam-nos, no meio do muito lixo eletrônico, alguns textos
que nos faz bem ler! No mesmo dia recebi dois que, de certa forma,
se completavam. Um falava que o grande problema do mundo estava na
carência de amor que existe na imensa maioria da população, cuja
origem está na enorme falta de comunicação sentimental e mesmo da
simples, no seio das famílias; o outro falava da individualidade nas
relações amorosas e do saber-se (con)viver consigo mesmo. No fundo,
embora não parecendo, só se atinge o objetivo do primeiro, cumprindo
o do segundo. Uma boa e forte relação amorosa existe quando ninguém
depende de ninguém, quando há respeito e quando, cada um, tem grande
amor-próprio. É impossível amar e respeitar alguém, sem que nos
amemos e respeitemos a nós próprios! Portanto, digo eu, o problema
do mundo está na enorme falta de auto-estima/respeito da população.
E, aí, temos problemas! Numa sociedade obsessivamente materialista,
interesseira, pudica, limitadora, em que somos induzidos a acreditar
em conceitos absurdos de beleza, de sucesso, de riqueza, é muito
difícil alimentar auto-estimas. E então criá-la, mais ainda! A
solução, claro, está sempre dentro de nós, por isso nos devemos
conhecer, na solidão do nosso mais profundo interior. Portanto, digo
eu, o problema do mundo está na falta de conhecimento-próprio da
população.
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É melhor parar, senão, o papel vai acabar e eu vou
continuar a dizer coisas!
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E uma das reações habituais à falta de auto-estima é
...... comer doces! O prazer que dão, desculpa o mal que fazem!
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Aqui vai a receita da portuguesíssima torta de
laranja.
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Numa tigela, misturem 350gr de açúcar, 1 colher chá
de farinha de trigo, 150ml de suco de laranja e as raspas da casca
de 1 laranja; juntem 8 ovos inteiros e batam, até o açúcar derreter
(bater devagar para não formar espuma); juntem 80gr de manteiga
derretida; forrar um tabuleiro retangular baixo, com papel vegetal e
besuntar este com margarina; espalhar o creme obtido, no tabuleiro e
colocar no forno pré-aquecido, numa temperatura baixa; o tempo de
cozedura depende do forno (+ de 30min.), por isso, é melhor ficar
atento, de palito na mão para ir espetando até sair (quase) seco.
Depois, vira-se o tabuleiro para cima de um pano polvilhado de
açúcar, retira-se o papel vegetal e enrola-se com a ajuda do pano.
Tente não comer antes de esfriar para não ficar com uma dor de
barriga......
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Desculpem lá vos tentar desta forma, mas
............é tão boa!
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Lembrando
GILBERTO FREYRE
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Se fosse vivo, Gilberto Freyre teria completado no
passado dia 15 de Março, 107 anos de idade.
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Compramos, como habitualmente fazemos, a “Folha de
Pernambuco”e não podemos deixar de admirar a sua pagina “Sabores, da
editora Vanessa Lins que o homenageia. Com a devida vênia nos
estamos a basear nessa pagina para fazermos uma pequena
homenagem a tão ilustre Pernambucano.
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Escreve naquele suplemento Joana Perruci. Na mesa de Gilberto
Freyre não podia faltar o quiabo e fazia questão do
prato baiano caruru, com a receita de sua Magdalena Freyre que, com a devida vênia
transcrevemos na nossa pagina de cozinhados do Nordeste:-
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CARURU de
D. Magdalena Freyre
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Ingredientes:- 2 garrafas de leite de coco, 1 quilo de camarão
descascado, 20 quiabos, gengibre, pimenta do reino, louro, 2
tomadas picadinhos, 1 cebola picadinha, 1 colher de sopa de vinagre,
azeita, alho amassado, pedaços de bacalhau moídos, camarões cozidos
e moídos.
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Preparo:-
Misture parte do leite de coco com um pouco de água, mais o
gengibre, a pimenta, o louro, a cebola, os tomates, o vinagre, o
azeite e o alho. Leve essa mistura ao fogo rapidamente e coe. À
parte cozinhe os quiabos cortados em rodelas. Escorra a baba e
misture o molho coado. Adicione o bacalhau e o camarão e leve,
novamente, ao fogo, acrescentando um pouco de azeite de dendê, de
vinagre e meia xícara de farinha de mandioca. Mexa até engrossar um
pouco.
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Fonte:-
Caderno SABORES da “FOLHA DE PERNAMBUCO”, editora Vanessa Lins, de
10/03/2007
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