XVII
Peço-te
perdão por te amar assim,
por
esse amor insistente,
por
esse amor incessante,
inconstante,
incoerente,
inocente.
Peço-te
perdão por esse amor estúpido,
irracional
e possessivo;
por
esse amor que me faz pensar em ti
até
mesmo em sonho,
que
faz de mim teu escravo,
que
faz com que siga tuas pegadas.
Peço
perdão se te amei de repente,
se
fui inconveniente ao sonhar teu nome.
Perdoa-me
se li teu nome nas estrelas,
se
ouvi tua voz no vento,
se
te amei antes mesmo de conhecer-te.
Perdoa-me
se tracei meu caminho em teus passos,
se
enxerguei promessas em teus olhos,
se
tive esperanças de tocar-te.
Agora
que um largo oceano nos separa,
agora
teu nome se esvai entre as areias do deserto
e
teus olhos se perdem na alvorada de um novo dia,
só
agora é que percebo que não era meu destino
seguir
teus passos.
Amanhã,
quando um novo sol cruzar o céu,
traçarei
teu nome no vento,
lembrarei
que um dia te amei assim, de repente,
de
forma insistente, incessante, inconstante, incoerente,
inocente;
e,
por isso, te peço:
Perdoa-me!