MOVIMENTO DE VÔO (cont.) Além do ângulo em que a asa se mantém, os insetos também podem ascender elevando e abaixando as veias alares, alterando portanto a forma ou o contorno da asa. Todas essas alterações - ângulo, contorno e área superficial - podem ocorrer no curso de um ciclo de batimento alar e aumentam a ascensão líquida. Eles refletem em parte a capacidade da asa deformar, de modo muito similar a uma vela. A elevação ou o abaixamento das asas resultantes da contração de um grupo de músculos de vôo estica os músculos antagonistas, que depois também se contraem. O batimento alar dos insetos envolve conseqüentemente a contração alternada desses sistemas elásticos antagonistas. A freqüência do batimento varia enormemente. Nas freqüências baixas, ocorre geralmente um único impulso nervoso para uma única contração muscular. No entanto, nas freqüências mais altas, a contração é miogênica, originando-se do esticamento causado pela contração dos músculos antagonistas, existindo um número de batimento ou oscilações associado a cada impulso nervoso. A contração rápida é facilitada pela natureza da inserção muscular. Uma redução muito discreta no comprimento muscular durante a contração pode acarretar um grande movimento da asa (como uma gangorra com o fulcro próximo a uma das extremidades). A natureza elástica do esqueleto torácico e das articulações alares também contribui para o movimento de batimento. A estabilidade horizontal é mantida em parte por meio de uma reação luminosa dorsal: o inseto mantém os omatídios dorsais dos olhos sob iluminação máxima a partir de coma. O desvio devido a uma rotação é corrigido por alterações ligeiras na posição alar para trazer a parte dorsal dos olhos de volta à iluminação máxima. Existe uma grande variação de asas de insetos. muitas dessas variações representam são adaptadas ao vôo, sendo características de cada grupo de inseto. existem asas com batimentos independentes entre si : como nas baratas e nos cupins e suas asas traseiras operam na turbulência aérea. Sendo assim em muitos outros insetos, as duas asas de cada lado são reunidas por dispositivos entrelaçantes ou através de uma simples sobreposição, de forma que essas asas operam juntas. Os besouro só utilizam o segundo par de asas para voar; o par dianteiro adaptou como placas protetoras duras, chamadas de élitros.
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