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CURIOSIDADE
  Os aviões encurtaram as distâncias, aproximaram os povos e garantiram seu lugar no pódio das grandes conquistas do século. Mas, até hoje, são engenhocas pesadas e sem flexibilidade, que dão trabalho para colocar no ar e trazer de volta ao chão. Talvez porque tenham sido inspiradas nos pássaros e não nos insetos. Compare o funcionamento de um Boeing com o vôo fácil, ágil e, sobretudo, seguro de uma borboleta ou de um gafanhoto - que decolam num simples salto para o ar e pousam com a leveza de uma bailarina.
  Daí por que alguns cientistas já começaram a construir modelos de aviões que batem asas, como os insetos. Você nunca viu nada igual. São máquinas voadoras com apenas 25 cm de comprimento, conhecidas pela sigla MAV (Micro Veículos Aéreos). Sua virtude mais importante é que, enquanto os aviões precisam correr muito até que a força do ar os empurre para cima, as novas aeronaves são sustentadas pelo movimento das asas. Portanto, não precisam de alta velocidade para decolar e, uma vez lá em cima, têm toda liberdade para manobrar. Podem virar de um lado para outro à vontade, contornar obstáculos sem pressa ou simplesmente planar - tudo isso com mais desenvoltura que um helicóptero e sem ruído algum.Até dez anos atrás, os insetos pareciam simplesmente não ter força para tirar o corpo do chão e o enigma só foi solucionado depois das experiências do zoólogo Charles Ellington e sua equipe da Universidade de Cambridge.
  Após quebrar a cabeça por muito tempo, Ellington percebeu que bater as asas é um malabarismo incrível, pois elas não sobem e descem apenas mas também deslizam para frente e para trás, giram em torno de si mesmas e tremem durante o vôo, apalpando o ar em busca de sustentação. Para isso, utilizam sensores, capazes de detectar minúsculas variações de pressão à sua volta. Em seguida, cada asas se move, contorce e vibra de maneira independente, na medida exata para flutuar com eficiência máxima. Esse era um terço da força que mantém o animal e o outros dois terços vêm do fato de que miniciclones, turbulências se formam sobre a borda frontal das asas, puxando o animal para cima com força três vezes superior à do simples bater das asas. * fotografia da mariposa aqui ( ou em algum lugar por perto).De posse dessa chave, Ellington partiu para a construção de um inseto mecânico capaz de imitar a habilidade dos insetos. Ellington imagina que os MVAs poderão se tornar ferramentas indispensáveis dentro de pouco tempo. Eles poderão fazer instalações e reparos em túneis, encanamentos, poços e assim por diante.

 
 
 
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