As Últimas Misericórdias de Deus - Ordem de Apóstolos MSM/OAFT

“Quem nestes vossos dias, compreende plenamente o esplendor da Minha Cruz? Bem poucos a compreendem. E é por isso que Eu venho, através de ti, a instruir o mundo com paixão. Na Minha sede pelas almas e na Minha agonia por vê-los cair no fogo eterno, eu chamo cada um, neste mundo, à conversão e a preparar-se para o Meu glorioso Reinado do Reino sobre a terra, em que a Minha Divina Vontade passa a ser a essência da vossa vida quotidiana e a insígnia na vossa fronte”

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ESGOTAM-SE MUITO, MAS CONVENCEM POUCO

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VI – ESGOTAM-SE MUITO, MAS CONVENCEM POUCO

A)     Observações dolorosas

É fácil comprová-lo, quase diariamente, porquanto somos testemunhas dos habituais acessos de pessimismo que tomam conta dos senhores.

Indubitavelmente, os escassos frutos de seus trabalhos pastorais são devidos, em grande medida, a nefasta influência da cultura materialista e atéia que grassa em toda parte. A técnica, hoje avançadíssima, busca apenas satisfazer a concupiscência humana, que é senhora de um mundo em permanente estado de revolta contra a Transcendência, o Cristianismo, a Igreja.

O que não surpreende a ninguém, pois já se falou demais disso. A luta entre o bem e o mal, verdade e erro, espírito e matéria, é de fato irredutível. JESUS nos sempre ensinou, e é por essa razão que ordenou aos Apóstolos fossem a luz do mundo, pressupondo que este se achasse nas trevas... Da mesma forma, que fossem o sal da terra, conhecendo bem que o saber profano, malgrado seu prestígio, não passa de insipiência, por onde a sociedade moderna cai no desvario e, obstinando-se na negação de DEUS, precipita-se na catástrofe.

Ora, em tudo isso, após o segundo milênio de evangelização da velha Europa, a maior parcela de responsabilidade cabe aos senhores, pois não estão empenhados, quanto deviam, em ser luz da verdade e sal da sabedoria.

O declínio da civilização cristã hoje é ainda mais preocupante. Estreitíssimo o número, já não falemos dos batizados, mas dos crentes que aceitam o dogma em todos seus artigos de fé, que praticam todos os preceitos da moral católica, especialmente os referentes ao amor, ao sexo, á vida, a família, que participam ativamente do culto, na recepção consciente e alegre dos sacramentos, que mostram, e disto se ufanam, ser membros vivos da Igreja.

Entretanto, é antiguíssima, na Itália, a tradição cristã, está em Roma o centro do mundo católico, a Cidade santificada pelo sangue dos Mártires, honrada pela passagem de incontáveis Santos... Não obstante as perseguições dos governos jacobinos e anticlericais, nossa Pátria forneceu o maior número de sacerdotes, sempre privilegiados, honrados, favorecidos, nas melhores condições possíveis para iluminar as consciências, impor-se á obediência e ao respeito dos fiéis: hoje tudo isso parece praticamente esquecido. A quase totalidade dos jovens está ausente, revelando, senão completa irreligiosidade e impiedade, ao menos indiferença quanto ao “sagrado”, amoralidade, aceitação de todas as capitulações no tocante ao sexo, a violência, a droga... Não faltam os que têm o hábito de blasfemar, escarnecer da fé e das tradições outrora mais veneráveis. São carentes de ideal, não sabem amar, não tem futuro, tampouco querem ouvir falar de amor a pátria, são causa de ansiedade e angústia para os pais.

Quanto á vida religiosa, diminui também o número dos anciãos: morrendo estes, amanhã, talvez tenhamos um povo de ateus e infelizes.

Nós, leigos, seríamos hipócritas se nos tivéssemos na conta de exemplares, ao contrário, devemos reconhecer nossa parcela de culpa na falta de correspondência as sábias admoestações da Hierarquia e dos santos pastores das almas.

Muitos, porém, não são tais e, se nos compete rezar por eles, compadecer-nos e defender a dignidade e missão de que estão investidos, não nos é lícito calar e ocultar, pois, em tal caso, eles poderiam ficar presunçosos e tornar-se piores, além de que os que se acham mais distantes da fé julgariam que o verdadeiro sacerdote católico corresponde  a tais modelos.

 

B)      O grande Desconhecido

Cremos achar-se na raiz de tudo, o que devemos particularmente lamentar, o habitual desprezo que os senhores manifestam pela vida interior, pela intimidade com DEUS, pela contemplação, pela mística, pela graça.

Parecem quase envergonhar-se de crer no sobrenatural, dão a impressão de comportarem-se como funcionários da liturgia resignados, que executam as tarefas como se tratasse de um ofício qualquer a assegurar-lhes sustento, posição na sociedade, sinais de respeito e atenção... Em suma, demonstram não estar de todo persuadidos de sua missão, de considerar-se privilegiados, como atesta a preocupação de fazer pantomimas, deixando transparecer frustração, arrependimentos...

A vida eucarística dos senhores é cheia de langores, revelada pelo modo maquinal e enfastiado de celebrar. Perderam (ou melhor, talvez nunca tenham adquirido) o hábito de “preparar-se devidamente, pela oração para a celebração do Sacrifício eucarístico, e de agradecer a DEUS no final”, segundo lembra o Código de Direito Canônico (c. 909).

Mostram-se animados por uma fé tão fraca, que não mais se dignam fazer a genuflexão diante do tabernáculo, nem ensinar aos outros, especialmente as freiras e as crianças...

Nos folhetos das Missas festivas, divulgados com aprovação dos senhores e distribuídos aos fiéis, consigna-se apenas ficar de pé, nunca falam em ajoelhar-se, mesmo durante a consagração e depois da comunhão (ação de graças).

Após haverem expulsado a Eucaristia do altar (seu único trono digno), quiseram relegá-la para fora da Igreja, construída unicamente para DEUS... Assim, dificultam sempre mais o acesso dos fiéis ao tabernáculo para adorarem o Santíssimo, parecem fazer todo o possível para levar o culto ao esquecimento e, por fim, a abolição. As maquinações da conjuração maçônica surtem efeito, pois, diante do cibório, as vezes não há uma lamparina acesa, nem flores, tudo é pequeno, esquálido, como se estivesse no abandono. A sepultura de um ente querido é muito mais bem cuidada...

 

C)      Comunhão na mão?

Eclesiásticos, de alto a baixo na Hierarquia,os senhores não tiveram sossego enquanto não puderam “arrancar” de Paulo VI licença para ministrarem a Comunhão na mão. O Papa não queria fazê-lo, não podia comprazer-se com a atitude dos senhores, foi para ele uma tragédia, se desejam conhecer pormenores a respeito, basta consultar a “Reforma litúrgica”, de  A Bugnini ( Edições Litúrgicas, Roma, 1983).

Procuraram deslealmente fazer crer:

a)       que o rito em vigor não era o da igreja primitiva, o que é falso, porque em primeiro lugar nas duas primeiras décadas do século II, sob o pontificado de Sixto I (115-125) quando ainda viviam os discípulos dos Apóstolos, proibiu-se aos leigos até mesmo tocar nos vasos sagrados, de onde é licito supor que se lhes vedasse também tocar nas sagradas espécies (cfr. Mansi I, 653), em segundo, constitui erro “fazer retornar tudo, de todos os modos, ao procedimento antigo”, (Pio XII, Mediator Dei, 50). Somente os protestantes são capazes de sustentar isso, pois negam a Igreja hierárquica aquela santidade que a torna infalível também no processo histórico de sua evolução;

b)       que o novo rito significaria um progresso, o que é errôneo, já que o verdadeiro progresso se deu no primeiro século, quando a Igreja, mais instruída acerca dos ministérios, mais fervorosa na participação do culto eucarístico, mais vigilante na prevenção das profanações e sacrilégios, mais cauta e resoluta no combate à heresia, estabeleceu uma práxis que, de Roma, propagou-se a todo o Ocidente, consagrando-se uma tradição que duraria muitos séculos, fruto maduro de uma experiência altamente providencial... Logo, a nova práxis eucarística é anti-histórica, representa um retrocesso: a suposta “reforma” deformou a liturgia católica num dos pontos mais nevrálgicos da vida da Igreja... É o que propriamente exprime, de forma categórica, Paulo VI na famosa instrução Memoriale Domini, de 29 de maio de 1969 (cfr, Acta Apostolicae Sedis 61, 1969, págs. 541-5);

c)       sempre de forma desleal, procuram fazer crer que a reforma seria então mais que oportuna, porquanto ansiada por uma comunidade eclesial cívica e espiritualmente mais madura, a que a Igreja, complacente e maternal se dignaria condescender. Tudo falso, como nos assegura Paulo VI que, informadíssimo de tudo, observa:

“É UMA MUDANÇA IMPORTANTE DA DISCIPLINA, ELA TRAZ RISCO DE DESORIENTAR MUITO FIÉIS, QUE NÃO SENTEM NECESSIDADE DISSO E QUE JAMAIS SE PUSERAM TAL PROBLEMA...”

“PARECE QUE ESTA NOVA PRÁTICA, CÁ E LÁ INSTAURADA, CONSTITUI OBRA DE UM PEQUENO NÚMERO DE SACERDOTES E LEIGOS, QUE PROCURAM IMPOR O PRÓPRIO PONTO DE VISTA AOS OUTROS, E PRESSIONAR A AUTORIDADE”.

“APROVÁ-LO SERIA ENCORAJAR ESTAS PESSOAS QUE JAMAIS ESTÃO SATISFEITAS COM AS LEIS DA IGREJA” (Carta de 18 a 22 de outubro de 1968, corrigida e anotada pessoalmente por Paulo VI, cf. A Bugnini, op. Cit. Págs. 627 e seguintes).

Portanto, não havia nenhuma expectativa por parte do povo; e nenhuma iniciativa “graciosa” por parte da Igreja. Os únicos verdadeiros responsáveis se reduzam a uns poucos padres e leigos presunçosos e agitados. Esta a verdade histórica...

d)             bispos, teólogos e liturgicistas, os senhores tiveram a pretensão de apresentar- nos a reforma como novidade inteiramente acidental e inócua, enquanto que, contra os repetidos desmentidos e advertências de Paulo VI, ela teve “uma incidência fortemente pastoral e mais ainda psicológica. O culto, insiste, e a veneração, bem como a própria fé no Santíssimo Sacramento, ficarão não pouco influenciados por isso” (cfr. A. Bugnini, op. Cit., pg. 624).

Queiram dizer-nos, em que devemos crer nos senhores ou no Papa?...

Por que não quiseram curvar-se as razões expostas por Paulo VI e que, há 26 anos, os fatos vem comprovando, mas ao contrário, fizeram prevalecer as dos inovadores, inconsistentes e mesmo ridículas?

Os  temores do Papa Montini não eram infundados. No dia 3 de setembro de 1965, ele assinava a Mysterium Fidei contra os transviados teólogos holandeses, e confirmava solenemente a doutrina católica sobre a presença real, a transubstanciação e o caráter essencialmente sacrifical da Missa. Ora, coerentemente, poucos anos depois (carta de 18-22 de outubro de 1969 e instrução Memoriale Domini, 29 de maio de 1969), ele não podia deixar de sentir-se gravemente alarmado, quando se pôs a discutir sobre a nova práxis proposta, a qual, segundo definira com precisão, expunha o dogma eucarístico aos ataques da heresia, abalava a fé do povo, afrouxava o fervor, eclipsava o devido e tradicional esplendor do culto, abria a porta a horrendas profanações.

Tudo efetivamente se verificou da perda da (recusa da presença real em virtude da transubstanciação, e do Sacrifício eucarístico, substituído pelo “banquete fraterno”) as profanações, na negligência dos fragmentos caídos, pisados, e na fácil subtração das hóstias consagradas para “missas negras”, e vendidas a alto preço. “Chegam-nos notícias - lamentava João Paulo II, a 24 de fevereiro de 1980 de deploráveis casos de falta de respeito em relação ás Espécies eucarísticas... (Domini Cenae, 11).

Excelentíssimos e reverendíssimos sacerdotes, se estão informados sobre isso tudo, por que se obstinam em aproveitar-se desta inábil e infeliz concessão de Paulo VI? Prefeririam, talvez, uma proibição seca e definitiva em relação a indigna proposta de banalizar o mais nobre dos Sacramentos? Não lhes bastaram as sapientíssimas e perenemente válidas razões alegadas, por meio das quais se apelou á sensibilidade espiritual, á cultura, a experiência, ao zelo pastoral dos senhores?

Dos senhores, pois, a responsabilidade pelos constrangedores incidentes que ofereceram abundante material para as crônicas de jornais e revistas...

Tão só ignorância, leviandade e má fé podem explicar a obstinação com a qual muitos, dentre os senhores, se opõem ás próprias normas do decreto da Conferência Episcopal Italiana, que:

-                considera “o modo costumeiro de receber a Comunhão, pelo qual se deposita a partícula sobre a língua (...) o mais conveniente de todos”, ao passo que o novo é simplesmente permitido “conjuntamente com o uso da Comunhão na boca...” (idem, 15) a quem o desejar. Então, trata-se de uma possibilidade. Os senhores, porém, invertendo as coisas, estão fazendo todo o possível para abolir a antiga práxis, substituindo-a pela nova, que o decreto não apresenta como única ou a preferível... Ora, isso significa enganar os fiéis;

-                muitos há que, tendo abolido o uso da patena, obrigam os fiéis a receber a Eucaristia na mão, enquanto todos os documentos concernentes ao histórico do problema são concordes em reconhecer a caráter totalmente facultativo da novidade litúrgica. E a prepotência dos senhores “donos do culto”, excede todos os limites quando, segundo ocorre com freqüência, chegam a impor aos adultos que recebam a Comunhão na mão, na esperança de habituar as crianças a fazerem o mesmo...

contudo, os senhores frisam o respeito a liberdade, não cessam de falar em dignidade da pessoa, combatem todas as ditaduras e violências;

-                o decreto da Conferência Episcopal Italiana (C.E.I.), que talvez muitos dentre os senhores nunca tenham lido ou procurado torná-lo conhecido do povo, acrescenta: “cada qual atente para não deixar cair NENHUM FRAGMENTO”,em razão do que a hóstia deve ser “feita de maneira tal que torne mais fácil tal cuidado”. Mas os senhores expressamente se riram de tal “precaução” , deixando tranqüilamente cair, dispersar-se e pisotear os fragmentos eucarísticos, demonstrando não terem jamais crido na transubstanciação, em seu mistério e desconhecer os elementos primários do Catecismo católico. Os senhores induzem á perda da fé na presença real de CRISTO;

-                e a prova de uma tal desvairada indiferença se nos oferece quando, voluntariamente, assoprando no cibório, espalham pelo ar centenas de minúsculos fragmentos acumulados no fundo, enfim, também quando, ao cair a hóstia, autorizam este ou aquele a apanhá-la, sem verificar onde ela vai parar, igualmente, quando, tendo dado a Eucaristia na mão, não obrigam os senhores, aos fiéis a consumi-la diante dos senhores, como prescreve o decreto, e favorecem, dessa forma, a subtração de partículas, etc.

-                torna-se corrente, por outro lado, o hábito de sentarem-se comodamente, deixando que “ministros extraordinários” distribuam a Comunhão, embora se saiba que a estes foi concedida a licença apenas “em caso de especial necessidade: na ausência do sacerdote e do diácono, ou quando há um grande número de fiéis” (iv, 12).

-                Uma última confirmação da inconsciência dos senhores está em deixar a Eucaristia sobre o altar e convidar os fiéis a pegá-la e a comungar sozinhos... Não obstante isso, ainda a tal propósito, o decreto é inequívoco: “não é permitido aos fiéis apanhar com a própria mão ou diretamente da patena o pão consagrado, nem mergulhá-lo no cálice do vinho, nem passar as espécies eucarísticas de uma mão a outra”, (iv,16). Quem lhes conferiu o direito de dispensar da norma? Esta, reportando-se á estrutura hierárquica da Igreja, obriga a refletir que apenas CRISTO e quem é por ele autorizado, segundo a série de Seus ministros, pode dar-se a si mesmo aos fiéis...

Permitindo-se arbitrariedades do gênero, como poderão confirmar em nós a fé na presença eucarística?

Desconcertados, desiludidos, não mais podemos compreender nem suportar. Estão destruindo a própria autoridade.

Precisamente, o suicídio de que se falou acima.

 

e)             Não mais casa de oração.

Descurando da Eucaristia (que deixou de ser “CUME E FONTE DE TODO O CULTO”, se olharmos como os senhores a tratam), a Igreja deixou de apresentar-se como “casa de DEUS”. A qualquer propósito, transformam-na em sala de concertos, encontros, conversas... Lá se vê aberto o comércio de objetos religiosos. Fazem entrar todos na Igreja, homens de calção e camiseta, mulheres de mini-saia e até mesmo reconhecem direito de ingresso aos animais.

Na Igreja, hoje, fala-se, ri-se, as pessoas movem-se a esmo, bisbilhotando cá e lá. As novas Igrejas oferecem aos visitantes (não mais fiéis e adoradores, mas turistas), apenas cadeiras para sentarem-se, estando abolidas, como no teatro, os genuflexórios. A celebração das núpcias é tão só ocasião de espetáculos, não mais de Sacramento. Autorizam a exercerem funções de testemunhas até mesmo pessoas não batizadas. Para participar das cerimônias, gente de toda espécie (inclusive, amancebados, divorciados, abortistas, empresários desonestos, médicos assassinos, etc...) se amontoa para receber a Comunhão, como se tratasse de um agradável gesto de conveniência imposto pelas circunstâncias...

Infelizmente os senhores acreditam que seria mais prudente calar, fechar os dois olhos, deixar correr, pois do contrário, alegam, ninguém mais entraria na Igreja... Método fácil, pastoral adaptada aos novos tempos de declínio do sagrado. Já se deram então por vencidos?

Acerca dos jovens, com quem “tanto se preocupam”, podemos afiançar-lhes que não souberam entendê-los, se pensam que tudo está resolvido apenas porque organizam equipes de futebol, passeios a praia e as montanhas, reuniões, “camping”, excursões culturais, peregrinações... Talvez não estejam igualmente empenhados em ensiná-los a rezar, participar da liturgia, rechaçar as solicitações do sexo, a indecência das modas... Não pensaram, quanto era necessário, em educá-los para a liberdade do cidadão honesto, do filho temente a DEUS...

E certamente os senhores se enganam quanto á iniciativa de se aproximarem de todos, em todas as partes, vestindo-se como uns quaisquer, fumando e bebendo, tomando atitudes liberais e as vezes até indecorosas, fazendo-se chamar pelo nome, dando-se o tratamento de “você”... È dessa forma ainda que, sem mesmo se darem conta, vão extinguindo em si mesmos o sagrado, o sobrenatural, que convém a ministros de CRISTO, de Quem deveriam ser testemunhas sobranceiras, nobilíssimas.

Ora, mesmo que o desejassem, como podem esperar que as pessoas ainda creiam na dignidade dos senhores, e queiram abrir a própria alma, confidenciar as próprias misérias para obter o perdão de DEUS?

Associaram as funções do ministério sagrado o ensino da religião nas escolas, para o que muitos dentre os senhores não se achavam preparados...

Freqüentemente, tal coisa redundou em algo insosso, inútil e até prejudicial... Hoje, uma massa enorme de jovens não mais crê em nada. Conforme um levantamento sobre a aula da religião nas escolas públicas, por de traz do otimismo de fachada, os dados revelam, que, nas grandes cidades, o número das defecções está em progressão constante.

Em todas as dioceses, também proibiram os professores de convidar as crianças de família cristãs a fazer o sinal da cruz; e estão destruindo a fé católica ao obrigarem professores das escolas médias e superiores a exporem o Cristianismo do ponto de vista exclusivamente histórico, isto é, nivelando-o com todas as outras religiões. O discutível ecumenismo dos senhores parece tender apenas ao favorecimento das outras religiões, difundido um indiferentismo que, ao final, acabará por excluir  todas, arrastadas pelo vendaval do agnosticismo, cada vez mais decididamente orientado no sentido do triunfo do humanismo ateu.

O “achado” da sala cinematográfica dirigida pelos vigários continua sendo muitíssimo infeliz. A hierarquia católica, não obstante as renovadas recriminações do público, deixa correr, favorecendo a “pornografia no campo católico”. Os senhores autorizam a representação de peças teatrais abertamente blasfemas, nas quais JESUS, a Virgem, a Igreja, etc... São escarnecidos e blasfemados, entre aplausos e gargalhadas dos espectadores, como até a imprensa local informa. A tolerância é cumplicidade que agrava e difunde o fenômeno de uma descrença, que invade todos os lugares.

Em várias dioceses da Itália, além dos verdadeiros mestre da fé, encontra-se também padres pornógrafos, abortistas e pró-divórcio, que desconcertam e aviltam os honestos, armam ciladas aos inocentes, cobrem de lama a Igreja...

Que não bata na velha tecla de que devemos ouvir o que o padre diz, e não o que ele faz, sabem que o “fazer” (ou seja, o modo de proceder) dos senhores, ou bem pode confirmar, ou bem pode negar o “dizer” dos senhores, tampouco ignoram que, para quase totalidade dos leigos como nós, se é comumente difícil de apreender o que dizem quando falam em mistérios, deveres heróicos, é igualmente fácil deixar-nos convencer por aquele que faz o bem, mas, muito mais, por aquele que faz o mal... Na prática, pressupõem no povo uma fé que este ainda não tem, isto é, amadurecida, como deveria ser, e não entendem que somente o exemplo pode fazer a semente germinar, ou seja, transformá-la desde logo em planta, capaz de resistir as forças demolidoras de todos os escândalos. Sempre, obviamente, admitindo-se que seja sempre verdadeiro e correto o que o padre diz... Isso, porém não ocorre quando o padre é despreparado, e sobretudo quando não tem convicções, e está contra o Magistério, ou mesmo se tem receio de pecar por presunção, caso ouse afirmar decididamente a verdade e distingui-la do erro... Nesse caso, estamos verdadeiramente perdidos...

Surpreender-se-ão se, após tanto esforço, não convencem ninguém, ao ponto de estarem sós, desprezados, provocando sentimentos de comiseração em todos quantos não mais conseguem identificá-los, nem lhes atribuir uma específica posição social? Qual é, afinal, a causa a que se entregaram, que ideais os atraem?

Não é a todos que podemos endereçar estas inquietantes perguntas: muitos são admiráveis e, já informados acerca de tudo o que dizemos, estão sofrendo mais do que nós, isto por verem a própria obra dificultada, e quase inutilizada, á vista do comportamento indigno de seus irmãos.

 

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