As Últimas Misericórdias de Deus - Ordem de Apóstolos MSM/OAFT

“Quem nestes vossos dias, compreende plenamente o esplendor da Minha Cruz? Bem poucos a compreendem. E é por isso que Eu venho, através de ti, a instruir o mundo com paixão. Na Minha sede pelas almas e na Minha agonia por vê-los cair no fogo eterno, eu chamo cada um, neste mundo, à conversão e a preparar-se para o Meu glorioso Reinado do Reino sobre a terra, em que a Minha Divina Vontade passa a ser a essência da vossa vida quotidiana e a insígnia na vossa fronte”

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“CUME E FONTE DE TODO O CULTO E DA VIDA CRISTÃ

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III – “CUME E FONTE DE TODO O CULTO E DA VIDA CRISTÔ.

Se os dois aspectos assinalados se fundem um só, ou seja, caso o Sacrifício da cruz se tenha encerrado, sob todos os sentidos, no espaço e no tempo, como qualquer outro acontecimento histórico comum e irreversível, embora sendo o mais sublime de todos, depreende-se daí que:

-    dada a unicidade e caráter irreproduzível do mesmo (sendo absolutamente perfeito), a Missa não pode ser o IDÊNTICO SACRIFÍCIO DA CRUZ, mas apenas uma COMEMORAÇÃO deste, conforme a teologia protestante condenada pelo Concilio de Trento;

-    se, pois, a Missa não é um verdadeiro Sacrifício, não há necessidade de Padres para oferecê-lo: pois tal ofertante certamente não poderia ser CRISTO, uma vez que não pode repetir a oferta de Si mesmo, e muito menos outrem, que não teria nenhum poder sobre Ele para fazê-lo... Aos crentes, então caberia “cumprir um rito unicamente comemorativo do Sacrifício”. Tudo, exatamente, como afirmava Lutero, contra a doutrina católica..;

-    mas, obviamente, negados o Sacrifício e o Sacerdócio, a Hierarquia eclesiástica (fundada nas sagradas Ordens) ficaria privada da única base que a sustenta;

-    ora, com a Hierarquia, se negam também os poderes que regem a Igreja como sociedade visível; em razão do que, o Cristianismo se reduziria a uma qualquer doutrina ou mensagem religiosa entre tantas outras, e não poderia despontar como sendo a única inteiramente verdadeira e respeitável .

Para salvar a Igreja e, com ela, a ortodoxia de seu magistério tradicional, é preciso distinguir na obra salvífica  de CRISTO os pontos supracitados: isto é, o acontecimento histórico de sua morte, que, conhecido por todos, faz o papel de “sinal” sensível, e o Mistério de Seu Sacrifício, conhecido apenas pelos fiéis.

A distinção, na realidade, enquanto atende a exigência da teologia protestante relativa a única imolação do Calvário, permite ao mesmo tempo fixar a noção de Missa como um verdadeiro e único Sacrifício, o mesmo, idêntico numericamente, ao que JESUS ofereceu sobre a cruz. Isso, ao invés de manifestar-se aos sentidos e a razão, debaixo das propriedades naturais de Sua Humanidade crucificada, revela-se à inteligência iluminada pela fé sob as propriedades naturais do pão e do vinho, distintamente consagradas e inteiramente transformados no Seu Corpo e no Seu Sangue.

Portanto, não há nenhum novo sacrifício, nem por parte de CRISTO, nem da Igreja, que opera por meio de seus sacerdotes. “A repetição numérica não concerne ao sacrifício, mas ao “sinal” deste, denominado também sacramento e que constitui precisamente a Missa, a qual, em toda parte e sempre reapresenta a única imolação do Calvário, á qual nada se pode acrescentar.

Está correto, pois, defini-la como SACRAMENTO DO SACRIFÍCIO. Sacramento, vale dizer, “sinal” não vazio, mas pleno e por isso rico de um valor absoluto, porquanto CONTÉM O PRÓPRIO CRISTO QUE SE TORNA PESSOALMENTE PRESENTE SOB AS ESPÉCIES EUCARÍSTICAS, EM VIRTUDE DA TRANSUBSTANCIAÇÃO.

Presente no próprio ato de sua oferta ao Pai, realizada sobre a cruz, e agora expressa pela consagração do vinho, distinta da do pão, simbolizando a violenta separação do Sangue e do Corpo do verdadeiro Cordeiro que tira os pecados do mundo”.

Segue-se, daí, que os fiéis que hoje assistem à Missa não são menos privilegiados que as testemunhas oculares que ontem viram morrer o Salvador: o MISTÉRIO DO SACRIFÍCIO é idêntico, distinguindo-se apenas quanto “à forma ou sinais” sob os quais é oferecido.

Desta maneira, se as testemunhas de ontem viam e ouviam a CRISTO sob os despojos de Sua humanidade sofredora (assumida pelo Verbo), os crentes de hoje vêem e ouvem a CRISTO sob o aspecto de Seu ministro, transformado em instrumento do Seu único sacerdócio, enquanto exerce Seus mesmos poderes, por meio dos quais agem em Seu nome, em sua própria Pessoa.

Ora, o altar, a verdadeira, real e substancial presença de CRISTO, no ato atemporal de sua Oferta ao Pai, torna-se possível somente a partir da total conversão do pão e do vinho na SUBSTÂNCIA do seu Corpo e do seu Sangue.

Por meio deste prodígio, de fato, A TRANSCENDÊNCIA DO MINISTÉRIO DA SALVAÇÃO EM RELAÇÃO A TODOS OS LUGARES E TODOS OS TEMPOS CORRESPONDE A PRESENÇA EUCARÍSTICA DE CRISTO, a qual, referindo-se diretamente a SUBSTÂNCIA de seu Corpo e de seu Sangue, abstrai da diversidade de todos os locais e tempos em que se celebra, explicando como PODEM SER NUMERICAMENTE IDÊNTICOS O SACRIFÍCIO DA CRUZ E OS CELEBRADOS EM TODOS OS ALTARES DO MUNDO.

Decorre daí que a presença de CRISTO no Altar, proveniente da transubstanciação, condiciona necessariamente a realidade do Sacrifício eucarístico. Portanto, este não é o MEMORIAL DA IMOLAÇÃO NA CRUZ, MAS A IMOLAÇÃO EM SI MESMA, celebrada pelo próprio CRISTO por meio de Seus ministros, sob as aparências do pão e do vinho, sendo estes elementos sabiamente escolhidos por Ele para que os fiéis pudessem “consumir” a Vítima Divina depois de tê-La oferecido, exprimindo assim a própria  reconciliação com DEUS, uma vez satisfeita a Justiça.

Compreende-se, pois, que a real PRESENÇA DE CRISTO GRAÇAS A TRANSUBSTANCIAÇÃO seja como que o ponto de convergência no qual se encontram e associam os aspectos principais do dogma eucarístico. Em suma, portanto, podemos sublinhar que:

-    quem nega tal presença;

-    nega também o “Sacrifício eucarístico”;

-    logo, também o sacerdócio ministerial;

-    conseqüentemente, a Ordem sagrada que o confere;

-    e, com isso, a própria Hierarquia fundada sobre a Ordem;

-    e, inevitavelmente, a Igreja como sociedade visível;

-    á qual, pela mesma razão, se devem negar todos os poderes a Ela atribuídos, entre os quais o do MAGISTÉRIO INFALÍVEL;

-    deduzindo-se, ainda, que suas decisões, quaisquer que sejam, no âmbito DA FÉ DOS COSTUMES, SERÃO SEMPRE QUESTIONÁVEIS.

O Catolicismo, nesta hipótese, constituiria apenas mais uma dentre as religiões que cada qual poderia escolher e professar livremente, segundo critérios pessoais, que independem de qualquer julgamento.

Reverendíssimos e amados sacerdotes, pedimos que não se surpreendam com estas precisões mais árduas que outra coisa. Não tivemos a pretensão de ensiná-los, pois somos “farinha do mesmo saco”, tudo aprendemos dos senhores e dos documentos do Magistério, e seria supérfluo fazer citações.

Quisemos relembrar pontos fundamentais do dogma, assim como as necessárias e relevantes premissas conexas, entre os aspectos mais importantes desta carta-aberta.

 

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