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Backstreet Fics ~ 2007 ~> In my dreams ~ #1version By Luh Moon |
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CAPÍTULO 04 SOB A ESCURIDÃO DA NOITE... PARTE 02 – “Encontros”
INGLATERRA NO PRÉDIO ABANDONADO
Alexander alcançou o piso superior e encontrou-o deserto. Movia a cabeça agilmente, feito um predador em busca de sua caça. As armas guardadas sob o sobretudo e os braços negligentemente soltos ao longo do corpo. Suspirou pesadamente. Por mais se esforçasse ainda não conseguia compreender a grandeza da natureza de seu mestre. Sorriu ao pensar nisso. Ele parecia sempre tranqüilo e disposto, mesmo quando a situação parecia delicada. O que não era exatamente o caso. Girou a cabeça procurando por vestígios de sua presa. Alguns andares abaixo, Shannya continuava em combate com os servos zumbis. A barra do vestido estava rasgada e suja de sangue. Pollack se perguntava como aquela menina não se enrolava com os punhos do vestido ao bramir a sua espada. Ela negava-se a vestir outra coisa que não fosse aquele vestido de veludo vermelho... Tinha a mesma arrogância comum a todos os vampiros, mas ela em especial, se distanciava nesse ponto de Alexander e se aproximava muito mais do seu mestre. De um momento para outro os zumbis pareceram desaparecer do local. Pollack manteve-se em alerta, olhos bem abertos e audição apurada. Shannya caminhou uns passos mais e deteve-se de repente. Ergueu os olhos para o teto e em seguida o pescoço. - Há outro imortal aqui... Que não o mestre dessas criaturas... – murmurou. - Oh... – olhando rapidamente para cima. Pollack sabia exatamente que Shannya estava sentindo a presença de Alexander. Mas tinha sido instruído a jamais referir-se a ele na presença dela. Desde que foram separados por Alucard, Elisabeta e Alexander jamais voltaram a se encontrar. Ele partira para a linha de frente da organização e ela manteve-se presa ao pulso do mestre sendo treinada e guiada. O bloqueio hipnótico realizado pelos dois tinha sido um sucesso e tinha a função de tranqüilizar o espírito da jovem vampira para que ela pudesse integrar sua mente e espírito a sua nova natureza sem maiores problemas. Alexander deixara a convivência com os outros vampiros com a mais nítida sensação que seu mestre tinha outros propósitos além de preparar uma jovem vampira. Ele tinha a certeza que o mestre amava Elisabeta. E não estava errado ao pensar assim! Mas desconhecia que o mesmo amor que ele tinha pela menina, tinha também por ele. Amava-os profundamente e por isso os escolhera para serem seus pupilos, seus sucessores... - Ora se não é o jovem Alexander... – Alexander voltou-se ao ouvir tal declaração. - Howard! Pensei que vivesse em Roma... Como um cão do Vaticano. - caminhavam um na direção do outro. - Cão? Ao que me conste assim és tu para os Hellsing... – Howard sorriu. - Minha ligação com eles é profunda e intima... Coisa que um traste com tu jamais entenderia... - observando cada movimento do outro. - Sua profundidade atende atualmente pelo nome de Shannya!- sorrindo. – Ou engano-me? - Melhor ficar calado a respeito disso... È coisa de muito antes de existires nesse mundo... – olhando-o incisivamente. - Oh!Não comece a latir como um vampiro secular! Tu és igual a mim Alexander... Debaixo dos pés do seu mestre, do mestre de seu mestre e ainda da menina a quem não olha nos olhos há séculos... – os dois pararam frente a frente. - Se não te calar, serei forçado a fazer isso por ti! – sacando suas armas. - Sinta-se a vontade! – sorrindo. – Eu adoraria sinceramente arrancar teu coração aqui e agora. – encarando o adversário. Os dois encararam-se longamente. Alexander arrependia-se de ter transformado aquele garoto em vampiro. Na ocasião pareceu-lhe a decisão mais acertada, agora se revelava um imenso e perigoso erro.
MANSÃO HELLSING
Nickolas estava sentado a algum tempo na cadeira estofada que ficava atrás da mesa antiga no escritório que antes fora de seu pai. Era seu agora. Era sua a responsabilidade manter a organização e as atividades de sua que sua família desempenhada há anos. Enquanto remexia nos papéis sobre a mesa, tentava imaginar os motivos que levaram seu ancestral a se envolver com aqueles seres e transformar sua família no que era hoje. Responsáveis por manter a Inglaterra e a maior parte possível da humanidade livre de monstros e seres sobrenaturais. A ironia nisso tudo era que para isso contavam com a ajuda dos mesmos seres. Suspirou pesadamente. Odiava aqueles malditos sanguessugas. - Sir Nickolas... – estava tão distraído que sequer viu quando a porta se abriu. - George! Diga o que quer e saia! – sacudindo uma mão. - Há um cavaleiro querendo conversar com o senhor... – disse respeitosamente. - Peça que entre... – despreocupadamente. Nickolas voltou a se concentrar na mesa, nas pilhas de correspondência para serem lidas. Nos documentos que esperavam por sua assinatura. Suspirou. Sequer percebeu quando aquele homem usando uma longa batina escura entrou na sala e deteve-se em pé em frente da mesa. - Ilustríssimo Nickolas... – a frase encheu a sala e ecoou fortemente aos ouvidos de Nickolas que ergueu a cabeça. - Padre Richardson? – parecendo um tanto assustado. – O que fazes aqui? - Soube que vos encontrava sem cães de guarda e decidi vir para que conversássemos... – olhando a cadeira a sua frente. – Se estiverdes de acordo, é claro. - O que um padre católico pode querer comigo? Que sabidamente sou representante de uma organização ligada à fé protestante? – desconfiado. - Soube que temos interesses em comum... – alteando as densas sobrancelhas. - Sente-se, por favor! – apontando a cadeira a sua frente. – Sobre o que desejas falar? - Obrigado! – sentando-se. – Quero falar-lhe sobre sua conhecida repulsa por seres das trevas, o que certamente inclui seus próprios soldados. Estou enganado? – sorrindo confiantemente. - Minha honestidade e transparência amiúde servem de armas aos meus adversários... Diga-me, em que isso interessa a ti e ao vaticano?- tomando sua habitual postura arrogante. - É de conhecimento dos governos deste planeta, incluindo o parlamento de vossa rainha, que existe dentro do Vaticano um braço armado... Uma única e secreta divisão de combate... A Ordem de Purificação... A Ordem Escariotes... – com uma centelha brilhando no olhar. - Que grande ironia... Nomear uma ordem sagrada com o nome do traidor... – rindo. - Queres ouvir a proposta? – sorrindo maliciosamente. - Prossiga! – ainda rindo. - Sabes também que a ordem de Purificação vive para exterminar cada traço dos seres impuros da face da terra... - cruzando as mãos sob o queixo. – Isto sabido, proponho uma... Aliança! – sorrindo. Nickolas olhou-o nos olhos e sorriu após um longo suspiro.
NO PRÉDIO ABANDONADO
- Vai me matar Howard? – disse Alexander sorrindo. - Sim e o farei com imenso prazer! – sacando duas lanças de dentro de seu sobretudo escuro. - Benzidas eu suponho... – estreitando os olhos. Howard apenas assentiu com a cabeça. Os dois andavam em círculos, ombro a ombro, olhos nos olhos, armas em punho. Alexander ainda tinha a atenção voltada para as escadas. Sabia que o não tinha mais o que fazer ali... Possivelmente Howard tinha exterminado o mestre vampiro e acabado com o problema. Mas permanecer ali poderia levar a um encontro não planejado com Shannya e não podia deixar que isso acontecesse. - Diga Howard... O que houve com o vampiro que estava aqui? – ainda prestando atenção aos olhos do rival. - Eu purifiquei o lugar... Mas não por completo... Ainda restam você e aquele vermezinho trajando vestes de veludo...
No térreo...
Brian continuava ao pé da escada, divido entre a curiosidade quanto ao que acontecia nos andares superiores e uma paralisia física que o impedia de subir um único degrau daquela escadaria. Podia morrer se fosse até lá! Abraçou a bolsa que trazia junto de si e procurou acalmar seu espírito. - Hei! – brian estremeceu ao ouvir novamente aquela voz que soava com o trovão aos seus ouvidos. – Ainda está aqui? – aproximando-se pelas costas do ex-monge a pesados passos lentos. - E-eu... – voltando-se lentamente, tentando fazer o corpo parar de tremer. - Se não for ajudar sua mestra... É melhor que morra aqui mesmo... – mostrando as presas ameaçadoramente. Sem nem saber como, Brian viu-se precipitar-se escadas acima apressadamente. Antes de girar o corpo e alcançar o segundo lance de escadas, relanceou o olhar para buscar pelo vampiro no andar de baixo, mas ele não estava mais lá. - Apresse-se! – gritou o vampiro sentado no ultimo degrau do segundo lance de escadas. - S-Sim! – saiu correndo, tropeçando nas próprias pernas... - Esse terá que perder seu medo... Humanos... – riu. – Agora... – pondo em pé. – Aos meninos... – desaparecendo na escuridão em seguida.
Alguns andares acima...
Brian alcançou depressa o andar onde estavam Shannya e Pollack. O general repousava o corpo, encostado a uma parede, sem deixar de observar a garota que parecia inquieta e impaciente. Olhava a todo instante para cima e parecia que ia irromper escadas acima a qualquer instante. - Mestra! – declarou ao entrar no corredor, fazendo com que os outros o fitassem. - Oh! Estás aí! E vivo! – sorrindo. - Creio que devamos ir agora Shannya! – declarou Pollack olhando para Brian. - Por que penso que estou sendo manipulada? – olhando para Pollack com uma ruga na testa. - Obedeça! – Shannya voltou-se para dar com os olhos vermelhos do seu mestre. - Mas... – ele estava de ponta cabeça, o que a incomodava um pouco. – Gostas de agir como um morcego? – fazendo uma careta. - Obedeça minha cara e retire-se. Não há nada mais para ser feito aqui... Apenas vá... – declarou ele placidamente, enquanto ela observava-lhe os fios de cabelo esticados que pendia da cabeça. - Sim, meu mestre! – fez uma referencia e saiu. Pollack e Brian detiveram-se olhando o vampiro. - Pollack, Alexander está aqui! E Howard também. Seria uma luta interessante, se eu não estivesse antevendo algo maior... Pegue o puro monge ali e explique a ele sobre Alexander... Leve os dois de volta ao castelo... - Sim... farei isso D... – apressando-se. - E Pollack... – torcendo os lábios. - Sim? – voltando-se. - Não me chame assim... –fazendo uma careta insatisfeita. - Desculpe Alucard! – voltando-se para Brian. – No momento o que deves saber é o seguinte: - Alexander é um vampiro, como Shannya e os dois não devem se encontrar, jamais! – conduzindo Brian até as escadas. - Por que ele sempre me chama de monge? Meu nome é Brian... - Pare o protesto! Seres insignificantes como você, não merecem um nome. Chama-lo de monge é o suficiente no momento. – a voz vibrante do vampiro encheu o corredor. Pollack e Brian esticaram os pescoços para vê-lo, mas ele não estava mais lá.
De volta ao duelo...
- Para tocar num fio de cabelo dela, terá que passar por mim primeiro! – rosnou Alexander. - Já disse que o farei com enorme prazer. Primeiro a ti, depois a ela... – erguendo suas lanças. - Esqueceste de alguém... – uma rajada de vento invadiu o local afastando Alexander e seu oponente. - O quê? – Howard ficou confuso por alguns instantes. - Acaso não sabe que monstros não matam monstros? Apenas humanos são capazes de fazê-lo... – o vampiro estava costas a costas com Alexander, foi o que Howard viu assim que sua visão clareou. - Alucard... Aquele que não pode morrer... – suspirou. - É muita falta de educação levantar sua lâmina contra seu mestre... – disse o vampiro balançando a cabeça. - Meu mestre... – sussurrou Alexander entregando uma de suas armas ao outro. - Não preciso dela Alexander... Nem tu precisas... Nosso jovem amigo está de partida, não é mesmo Howard? – olhando-o com ar escárnio. - Vermes! – resmungou Howard. – Mas não subsistirão por muito tempo... – desaparecendo corredor afora. - Eu não precisava de ajuda... - queixou-se Alexander guardando as armas. - Não vim ajudá-lo... Vim ajudar ao jovem Howard... – rindo enquanto encaminhava-se para a saída. – Anime-se Alexander... Há muita diversão a caminho... – sorrindo debilmente.
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