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Backstreet Fics ~ 2007 ~> In my dreams ~ #1version By Luh Moon |
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CAPÍTULO 05 SOB A ESCURIDÃO DA NOITE... PARTE 03 - “O raiar de um novo horizonte...”.
INGLATERRA MANSÃO HELLSING
Nickolas estendeu os braços longamente à frente do corpo e estalou os dedos. Que aquele padreco insolente pretendia com aquilo afinal? Não que a proposta daquela bizarra aliança não fosse bastante tentadora... Nick levantou-se e andou até a janela, a tempo de ver o carro negro, do padre, deixar a mansão. Sorriu, cruzando as mãos sobre o ventre. Era preciso apenas mais algum tempo... Alguma espera e logo... Sorria maliciosamente, logo estaria livre daquilo que tanto o incomodava. Mas nada podia ser feito sem planejamento e espera, mas certamente reverteria em resultados satisfatórios. Ao longe, pode avistar um vulto que parecia observá-lo. Apressadamente fechou a janela e puxou a cortina. Aquele era o motivo de sua raiva e revolta. Convivendo com aqueles seres não podia sentir-se seguro. Pouco importava a quantidade de vezes em que salvaram a sua vida e a de seus antepassados... Eram animais, monstros, não se podia confiar neles...
ARREDORES DA MANSÃO
O vampiro caminhava lentamente através das árvores, enquanto seus olhos buscavam algo no alto da casa ao longe. Percebia uma vibração diferente... Uma ameaça. Seus olhos se estreitaram e ele concentrou-se nos olhos que viu através da janela que se fechava. O garoto tinha um brilho incomum no olhar, alguma coisa escondida. Um sorriso surgiu no rosto pálido do vampiro e suas presas se insinuaram através dos lábios finos. Era certeza que Nickolas estava preparando alguma cilada para ele e o seu legado, para as suas crianças... Isso significava que Alexander e Shannya estavam correndo riscos. Mas seria algo divertido afinal... - Minha senhora... – sussurrou Brian aproximando-se de Shannya. - Diga... – disse ela olhando-o enquanto seguiam o mestre vampiro. - Se me permitires gostaria de saber por qual motivo ainda sou humano... – perguntou num tom de voz baixo e tímido. - Não sabes ainda? – ecoou a voz do vampiro que ia a frente. - N-não... – estremeceu Brian. - Em primeiro lugar, monge, deves saber algo importante sobre a mistura que resulta no nascimento de um vampiro. – disse o vampiro detendo-se e encostando-se ao tronco de uma arvore. - Lá vamos nós as explicações sobre virgens e não virgens. – sorrindo. - Shannya! – repreendeu o vampiro vendo-a rir cobrindo o rosto. - Veja bem, monge! Se um vampiro misturar seu sangue ao sangue de um puro... -sorriu olhando maliciosamente para Brian. – Essa pessoa irá tornar-se um vampiro então! Mas... – erguendo o indicador e parecendo estar se divertindo com aquilo. – Se a pessoa for um impuro... Então se tornará um zumbi canibal, sem consciência... – o vampiro viu os olhos de Brian arregalarem-se. - É isso Brian! É assim que acontece! – conclui Shannya aproximando-se de seu mestre e recostando-se junto dele. - Mas o que o jovem monge deseja saber, minha cara, é o motivo pelo qual, mesmo sendo um puro, tu não o tornaste um de nós... – olhando-a sorridente. - Mas por que eu faria algo assim? – declarou ela surpresa. - Sua senhora é assim monge. Acostume-se. È uma vampira sem a lógica de uma vampira. Não tem interesse algum em matar ou criar um clã... – riu. – Por algum motivo que desconheço, mesmo tendo o meu sangue, conserva uma alma quase humana... Para qual serventia, sinceramente desconheço... – balançando a mão com desdém e afastando-se da árvore. - Vamos Brian! Shannya riu e precipitou-se através das arvores na direção do castelo. Brian ficou para trás, imerso em seus próprios pensamentos. Nunca acreditara em nada daquilo, até o dia em que aquela garota o salvara... Das histórias que ouvira, o lógico seria deduzir que aqueles seres eram monstros violentos e bebedores de sangue... Mas... Ali, convivendo dia a dia com eles, não conseguia ter aquela visão... Suspirou.
CENTRO DE LONDRES
- Quer dizer que aquele imundo defendeu sua cria... – murmurou o padre andando de um lado para o outro sobre o assoalho de madeira encerado. - Foi o que houve. – declarou Howard sentando em uma cadeira. – Por mais vontade que eu tenha em eliminar aqueles vermes, não sou capaz de sobrepujar aquela criatura... – estreitando os olhos. – Ainda não... - Hum... Como disse o jovem Nickolas... Precisamos de um pouco mais de temo, planejamento e... – apanhando uma fina pasta de papel e se concentrando nela. – Alguma distração. Explique-me novamente, Dorough! Por que ele criou aquela duas cópias ordinárias dele próprio? – sentando-se em frente ao vampiro. - Bem, Alexander tem a visão embaça pelo ciúme. Acredito que até hoje desconheça os motivos do seu mestre. A mim, particularmente parece que ele pretende desaparecer e deixar a ambos em seu lugar... - Humm... Prossiga... - cruzando as mãos sobre o joelho. - Ao que me conste a menina sofreu um intenso tormento mental, o que forçou seu mestre e Alexander a realizarem uma espécie de hipnose sobre a mente dela. Bloquearam suas memórias, permitindo assim que ela desenvolvesse suas habilidades sem nenhum empecilho. - Interessante... Muito interessante a ligação que há entre esses três... – sorrindo maldosamente. - Sim... Howard manteve o silêncio, jamais se colocava na posição de aliado ou inimigo de quem quer que fosse, exceto Alexander, com quem julgava ter uma divida pessoal. Naquele caso em especial, sabia que havia muito mais além de uma ligação sentimental entre aquelas três pessoas. Ouvira do próprio mestre vampiro a história de Elisabeta e sabia o que aqueles dois eram realmente. Mas ainda não era hora de revelar tudo aquilo àquele padre. Ainda não estava seguro de que ele fosse totalmente confiável.
MANSÃO HELLSING
Pollack entrou na sala de Nickolas esperando encontra-la, mas achou apenas uma sala fria e vazia. Suspirou e voltou por onde tinha vindo, até seus aposentos no subsolo da casa. Estava cansado e confuso. Havia muito tempo que o vampiro não se envolvia diretamente em uma batalha. Desde que viera trabalhar no lado de dentro da Organização, era Alexander o executor de Hellsing. Em verdade, nunca havia visto Alucard lutar... Corria um boato que a ultima vez que ele empunhara as armas que hoje eram de Alexander, havia sido contra o próprio, acometido de sua ultima crise de ciúmes, antes de simplesmente entrega-las a ele e refugiar-se no castelo. - Ei! – Alexander estava encostado à parede de pedra do subsolo, parecendo esperar por ele. - Não me assuste assim Alexander! – levando a mão ao peito. - O que houve para ele entrar no meio da batalha? – com a cabeça baixa. - Se não conheces teu mestre, acha que eu posso esclarecer alguma coisa? - Ele tem prazer em lutar, mas não foi o que foi fazer lá... O que está acontecendo aqui? – cerrando os punhos. - Alexander... – disse Pollack assumindo uma expressão sombria no rosto. – Só existem duas pessoas que o conhecem tão bem para definir o que se passa por sua mente... Shannya e você... – saindo. Alexander suspirou e caminhou lentamente na direção de seu aposento. Empurrou a pesada porta de madeira com certa preguiça. O dia amanheceria em breve. Sim! Ele conhecia suficientemente seu mestre para entender o que ele estava pensando, mas aquele pensamento o assombrava. Na ultima vez que o vira com tanto prazer nos olhos, estavam em plena guerra mundial e eles estavam a frente da defesa contra um exercito imortal comandado pelo homem. Se o deleite na atitude de seu mestre significava que o cenário que estava por vir seria algo semelhante àquilo... Sentiu a alma congelar apenas em pensar nisso. Mas não podia duvidar daqueles instintos. Treinados batalha após batalha, século após século... Aproximou-se da janela, livrando-se de seu sobretudo. Naquele momento decidiu que se era isso que estava por vir, era hora de deixar seu instinto imortal tomar o lugar do coração que ele tentava manter... Baixou a cabeça... Era a hora de voltar sua paixão para o sangue...
NO CASTELO
- Mestre! – Shannya entrou apressada nos aposentos do seu mestre. Como de costume, ele estava sentado em sua cadeira estofada e forrada de veludo, que mais parecia m trono real, mãos cruzadas abaixo do queixo, cotovelos apoiados nos braços da cadeira, pernas cruzadas. E aquele sorriso irônico e frio nos lábios. - Eu a estava esperando criança... Acalme-se! – olhando-a. - Sim... – deteve-se. - Já é hora... Hora de trazer o teu pior lado para fora... - sorrindo. - Eu esperaria mais, se tivéssemos tempo... É hora de tirar as vestes de veludo e renda e preparar-te para a verdadeira batalha.
Nos dias seguintes e pelos anos consecutivos não se ouviu falar da Ordem de Purificação do vaticano. Alexander voltou a agir nas sombras, como fizera no principio. Shannya raramente deixava o castelo. Nick assumira a contragosto a frente da organização Hellsing, sob as benções de Deus e da rainha. Pollack tomou para si a instrução e treinamento de Brian que atuava tanto no castelo quanto na mansão, tornando um intermediário bem aceito de ambos os lados. O padre Richardson permaneceu incógnito no silencio, assim como Howard. Daquele dia em diante, as ocorrências envolvendo vampiros, servos zumbis e todo o tipo de criatura desse gênero, se multiplicou vertiginosamente, fazendo com que Nickolas anunciasse seu rompimento com eles, exceto Alexander, e tornando Shannya e os vampiros abrigados no castelo reclusos e clandestinos até segunda ordem. Após cinco anos daquela decisão confusa e sem nenhuma explicação clara, Nickolas retirou seu rompimento diante da rainha e do conselho de anciãos, afirmando que Shannya, Alucard e os vampiros do castelo não podiam ser tomados por inimigos e fazia parte da elite das forças da organização Hellsing... E a Ordem de Purificação do Vaticano estava de volta à Inglaterra com o único propósito de eliminar Alucard...
Dias atuais... MANSÃO HELLSING
Alexander apressava-se na direção da sala de Nickolas, já estava sabendo da chegada da Ordem de Purificação a Londres e estava preocupado. Precisava tomar alguma atitude e o mais rápido possível, se deixasse aquele pirralho poria tudo a perder... Já estava apenas há alguns metros da porta, quando a percepção de uma presença o fez parar. - O que fazes aqui? – questionou franzindo o cenho. - Vim abrir mão do meu posto como teu mestre e te libertar... – disse o vampiro com um sorriso brincando em seus olhos. - De que estás falando? – Alexander viu assombrado o vampiro cortar o pulso. - Beba o meu sangue Alexander... Assim será completamente livre e não apenas meu servo... Andará pela noite por vontade própria, bebera sangue por vontade própria... Já é hora de cortar o cordão umbilical... Fará parte realmente do meu clã! Um vampiro completo! – uma brasa brilhou nos olhos do vampiro. - Então... Deixará de ser meu mestre? – confuso. - Sim! – estendendo o braço ostensivamente a ele. – Beba! É uma ordem! – com as feições semelhantes as de um demônio. Alexander obedeceu...
Mais tarde na sala de Nickolas...
Nickolas resistiam em chamar Shannya para frente de batalha mesmo sabendo que naquelas condições os Escariotes entravam em luta direta com os Hellsing. Logo Brian chegara anunciando o desejo de Shannya de abandonar o país... - Por que ainda está aí me olhando? Traga logo a maldita pra cá... – disse Nickolas alterado. Brian acenou com a cabeça e saiu apressado. Nicholas jogou-se sobre a cadeira. – Malditos seres... Malditos imortais... Malditos vampiros... |